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Face-Off (Knight Lore Spectrum versus Remake MSX)

July 22nd, 2010
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Vários Cartuchos À Venda Para O Console Atari 2600(anos 80) R$13.90
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Knight Lore, originalmente lançado para o ZX Spectrum em 1984 (já falei dele aqui), teve várias versões para outras plataformas ao longo dos anos. Um remake que chamou a minha atenção foi produzido em 2009 para o MSX 2. Confesso que não esperava que um game de 1984, recriado num hardware que já está para lá de obsoleto, pudesse ficar tão bem feito. Manuel Pazos e Daniel Celemín realizaram um trabalho magnífico! Corrigiram bugs, aprimoraram a jogabilidade com a introdução do mapa e elevaram o patamar gráfico com a inclusão de detalhes, paleta de cores diferenciada e novas animações.

A título de curiosidade, fiz este post para comparar o jogo de 1984 ao remake de 2009. Vale relembrar que o MSX também teve versão de KL lançada na época, num port idêntico ao hit do Spectrum.

clip_image002

Não querendo menosprezar a primeira versão, que já era ótima, mas a diferença na riqueza de detalhes é gritante. Notem nas imagens acima os efeitos de sombra, ausentes no jogo original, bem como as tochas acima das portas e as ranhuras nas rochas. Sem contar que o labirinto não é mais monocromático. Espetacular, não? Read more…

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MSX Review – Gradius/Nemesis

February 7th, 2010
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Msx - Hotbit Hb-8000 Em Excelente Estado R$100.00
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gradiusOlá a todos!

Finalmente estou escrevendo mais um MSX Review. Desculpem a demora, prometo que não vou mais demorar tanto. Hoje vou falar sobre um dos melhores games de MSX: a lendária saga Gradius (ou Nemesis, para o ocidente).

Antes, um pouco de história sobre a origem da palavra Nemesis:

Nêmesis (em grego, Νέμεσις), deusa grega da segunda geração era, segundo Hesíodo, uma das filhas da deusa Nix (a noite). Pausânias  citou-a como filha dos titãs Oceano e Tétis.

Autores tardios puseram-na como filha de Zeus e de Têmis. Apesar de Nêmesis nascer na familia da maioria dos deuses trevosos, vivia no monte Olimpo e figurava a justiça divina. Nêmesis era a deusa da ética. Nasceu ao mesmo tempo em que Gaia concebeu Têmis. Gaia, preocupada com a infante Têmis, que poderia vir a ser vítima da loucura de Urano, entregou-a a Nix. Esta, cansada de tanto gerar por esquizogênese, entregou as deusas aos cuidados das moiras, deusas do destino. Assim, Nêmesis e Têmis foram criadas como irmãs e educadas por Cloto, Láquesis e Átropo.

Fonte: Wikipedia

A História:
O império malígno vivo Bacterion ameaça a paz do sistema solar Nemesis, composto de 9 planetas: Latis, Odysseus, Kierke, Sard, Procyon, Lavinia, Antichthon, Midport e Eioneus.

Para evitar a invasão, o Alto Conselho de Nemesis envia um bravo piloto com a nave mais poderosa do sistema: Vic Viper. Sua missão: aniquilar o Império Bacterion antes que seja tarde demais.

gradius_cartucho

Sobre o Jogo:
Nemesis é um jogo de nave no sentido horizontal e é uma versão portada dos arcades, lançada em 1986. Devido às limitações de hardware do MSX 1, o jogo não possui o scroll fino da versão arcade. Mas mesmo assim, o jogo foi um grande sucesso e muito admirado pelos jogadores por sua dificuldade ser igual ou maior do que até mesmo a sua versão arcade. Ao todo, o jogo consiste de 8 fases normais mais 4 fases secretas, num total de 12.

Depois de Gradius, os jogos de MSX jamais foram os mesmos. Ele foi o primeiro game da históra do MSX a ter 1Mbit (128Kb) de tamanho. Você pode perguntar “Mas como, se o MSX 1 tem um Z80 que só enxerga 64Kb de memória? E como um único cartucho pode ter tanta memória assim?“.

Explico: ele usava uma técnica de chaveamento de páginas originária do Atari que ganhou o nome de MegaROM (”Mega” de 1Mbit e “ROM” porque era um ROM mesmo) e possuía páginas de 8Kb que eram chaveadas quando necessárias. Isso “enganava” o sistema, mas pra melhor. Com isso, o jogo feito com a MegaROM ficava maior do que estávamos acostumados.

Graças a esta técnica, muitas softhouses de MSX que conhecemos também adotaram a MegaROM pra fazer seus games, o que acabou impulsionando ainda mais a safra de jogos para o micro. Ou seja, se você joga os games MegaROM no seu MSX, agradeça a Konami.

Gráficos:
Gradius foi criado para MSX 1, mas não pense que isso pode abalá-lo ao jogar. Como sabemos que a Konami adora tirar leite de pedra, a softhouse não mediu esforços em fazer um ótimo jogo para o MSX. A impressão que se tem é que Gradius não é um game pra MSX devido à sua complexidade e tamanho.

Mas é só jogar que você vai se esquecer de tudo isso e acabar se deleitando ao desafio que você tem pela frente em terminar o jogo.

Som e Música:
As músicas de Gradius são um pouco simplórias, mas ainda sim não deixam de ser memoráveis e bem feitas. Faltou um pouco mais de empenho da Miki Higashino em trabalhar nas músicas do jogo. Dá pra perceber que fica faltando algo a mais na trilha sonora do game – talvez porque o jogo usa 2 dos 3 canais de som do PSG. Os efeitos sonoros compensam um pouco a falta de trabalho, mas nada que comprometa a jogatina. Jogue sem medo de ser feliz.

Jogabilidade:
Esse é o ponto forte do jogo. Gradius não é um jogo pra qualquer um. Ele é difícil, mas a partir da 2ª fase a coisa complica de vez. Recomendo fortemente que você não morra a partir da 2ª fase pois é muito difícil recuperar-se. Caso isso ocorra, comece tudo de novo. É chato, mas necessário. Fica a dica.

Dicas:
nemesis_twinbeeJogue com a nave do TwinBee – Conecte o jogo “Gradius” no slot A e o jogo “TwinBee” no slot B. A nave Vic Viper será substituída pelo TwinBee e seus powerups por sinos.

Chuva de Códigos – Nemesis possui uma pancada de códigos que podem ser utilizados. Para fazer isso, você deve seguir a sequência: pressione <F1> para pausar o game, digite o código, pressione <ENTER> e depois <F1> de novo. ATENÇÃO: Só funciona uma vez POR JOGADA, portanto use-a sabiamente.

Cada fase tem uma senha específica pra você ficar com todas as armas. São elas:

* Stage 1: MOMOKO
* Stage 2: CHIE
* Stage 3: AKEMI
* Stage 4: SYUKO
* Stage 5: CHIAKI
* Stage 6: NORIKO
* Stage 7: SATOE
* Stage 8: YASUKO
* Bonus Stage 1: KINOYO
* Bonus Stage 2: HISAE
* Bonus Stage 3: MIYUKI
* Bonus Stage 4: YOHKO

Esses códigos são para que você tenha uma arma específica:
* SPEEDUP
* MISSLE
* DOUBLE
* LASER
* OPTION
* SHIELD

E esses outros abaixo tem efeitos interessantes:
* Todas as armas em qualquer fase: HYPER
* Diminuir a velocidade: DOWN
* Game Over: BAKA
* Game Over: AHO

As fases bônus localizam-se nas fases 2, 3, 4 e 6. Para acessá-las, você precisa ficar em um local distinto em cada fase. Eis os locais:

gradius-stage02-bonus gradius-stage03-bonus

Fases 2 e 3

gradius-stage04-bonus gradius-stage06-bonus

Fases 4 e 6

Lembro que, quando Nemesis foi lançado por aqui via piratohouses, o jogo teve suas senhas “traduzidas”. Na verdade, os nomes japoneses foram substituídos por nomes brasileiros (todos femininos). Eis a lista:

* Stage 1: LUCIENE
* Stage 2: IARA
* Stage 3: DIANA
* Stage 4: NOCA1
* Stage 5: ANDREA
* Stage 6: GISELE
* Stage 7: TANIA
* Stage 8: VALERIA
* Bonus Stage 1: SUMAYA
* Bonus Stage 2: THEIA
* Bonus Stage 3: RENATA
* Bonus Stage 4: CARLA

Repare que o tamanho em caracteres das senhas traduzidas é o mesmo tamanho das senhas originais.

Curiosidades:
- Como já citado acima, Gradius foi o primeiro jogo a ter o sistema de chaveamento de memória MegaROM. E que acabou ditando regra nos games que vieram depois dele.

- Em 1988, a Konami lançou a coletânea Konami Game Collection 3 com 5 jogos. Nemesis estava presente, mas com um detalhe a mais: o uso do estonteante chip de som SCC. Falei sobre essa coletânea resumidamente no review do Knightmare.

- Dizem as lendas que o nome da música da 1ª fase de Gradius (”Challenger 1985“) foi uma homenagem ao ônibus espacial Challenger, que acabou explodindo durante a decolagem nos EUA em 28 de janeiro de 1986, vitimando 7 astronautas.

- Além do MSX, Gradius ganhou versões para Commodore 64, Microsoft Windows, NEC PC-8801, NES, PC Engine, Game Boy (recentemente eu comprei o cartucho), Sharp X1, Sharp X68000, celulares, Sega Saturn, PlayStation, Sinclair ZX Spectrum e, mais recentemente, o Virtual Console do Wii. Destaque para as versões Sharp X68000 e PC Engine, que foram bem fiéis à versão arcade.

- Falando em Wii, no ano de 2008, a Konami lançou um jogo muito legal chamado Gradius Rebirth para o WiiWare. Se colocarmos o jogo na cronologia oficial, ele encaixa entre os acontecimentos de Gradius 1 e 2 do MSX. Na história, sua missão é viajar pelo espaço para religar um super computador atacado por uma misteriosa bactéria alienígena, com direito a suporte do bonzinho (?) Dr. Venom. Destaque para as notícias sobre alguns games da Konami para o MSX durante a abertura.

- Quando Gradius veio para o Brasil por meios obscuros (com o nome de Nemesis), o jogo foi copiado para disco mas esbarrava-se no problema do tamanho do arquivo que era maior do que a memória e com isso o jogo jamais rodaria. Para isso, foi criada inicialmente uma versão em disco de Nemesis que funcionasse nos MSX de 64Kb. O processo era assim: quando o jogo começa, o disco era acionado para carregar a fase na memória. Quando você chegava na metade da fase, novamente o disco era acionado para carregar a segunda metade dela. E quando chegava no final da fase, carregava-se a nave-mãe (se alguém quiser essa versão, me avise que eu repasso).

Pouco tempo depois, o mestre nacional do hardware MSX, Ademir Carchano, inventou a MegaRAM, um cartucho de memória que faz a mesma função da MegaROM original. Com isso, os jogos MegaROM ripados dos seus cartuchos originais funcionavam. Só que os jogos de 128Kb, 256Kb ou 512Kb era partidos em bloquinhos de 8Kb ou 16Kb e com um simples carregador eram colocados na ordem certa dentro das páginas da MegaRAM e depois o jogo era executado. Podemos dizer que a MegaRAM foi o primeiro produto MSX 100% nacional.

Eis a MegaRAM por dentro. Sem ele, nós não jogaríamos Gradius e tantos outros jogos MegaROM nos anos 80!

Eis a MegaRAM por dentro. Sem ele, nós não jogaríamos Gradius e tantos outros jogos MegaROM nos anos 80!

Considerações Finais: Bom, espero que vocês tenham gostado desse review sobre essa saga gloriosa que tá merecendo algo maior faz tempo. Fiquem à vontade em comentar. Até a próxima!

Referências:
MSX Site – http://www.marceloeiras.com.br/msxsite/
MSX Pró – http://www.msxpro.com/
Gradius Homeworld – http://www.gamestone.co.uk/gradius/
MSXNET – http://bifi.msxnet.org/msxnet/konami/nemesis/
Wikipedia – http://en.wikipedia.org/wiki/Gradius

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ALELUIA! Konami anuncia seus jogos de MSX no Virtual Console

November 2nd, 2009
Arcade-Mame Com + De 1000 Jogos De Aaz Rodando Direto Do Cd!
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Msx - Konami´s Antarctic Adventure Rare Original Importado
Msx - Konami´s Antarctic Adventure Rare Original Importado R$50.00

Finalmente, chegou a vez dela. A Konami anunciou os primeiros games de MSX que serão lançados no Virtual Console japonês. Só tem clássicos de primeira.

Os jogos são:

- Metal Gear

- Metal Gear 2: Solid Snake

- Yie Ar Kung-Fu II

- Space Manbow

- Road Fighter

- Penguin Adventure (primeiro game criado por Hideo Kojima)

- Parodius

- Quarth (o último jogo da Konami para o MSX)

- Contra

- Knightmare (fiz um review dele, lembram?)

- Gradius 2 (a.k.a. Nemesis 2)

- Gradius 3 Episode 2: Gofer no Yabou (a.k.a. Nemesis 3: The Eve Of Destruction)

- Salamander

Metal Gear, Yie Ar Kung-Fu II, Road Fighter, Penguin Adventure e Space Manbow serão lançados ainda nesse mês. Os outros jogos ainda não tem data definida.

Mais do que nunca, eu quero um Wii japa.

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MSXRio 2009 — ou “troco geladeira e Monza 85 por um MSX usado”

September 27th, 2009
Cp400 Color 64 Kb Prologica Computadores. Funcionando Ok !!!
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Msx Expert Sem Monitor(pc Antigo) Colecionador
Msx Expert Sem Monitor(pc Antigo) Colecionador R$110.00
Olha que gracinha que estava no "saldão". Ah, se eu fosse solteiro...

Olha que gracinha que estava no "saldão". Espere por mim, benzinho, eu volto para te comprar no próximo encontro...

É, gurizada, o tio Gagá foi mesmo conferir o MSXRio 2009. Como eu já havia anunciado minha presença com antecedência, tive algum trabalho para passar pelas dezenas de jornalistas que se acotovelavam e se esbofeteavam aguardando a minha chegada ao local do evento. Felizmente, a turba de sangue-sugas da imprensa debandou rapidamente diante do mau-hálito que me acometia naquela manhã — problema devidamente apontado ainda na primeira meia hora do evento pela minha sagrada esposa, que foi arrastada me acompanhou alegremente ao evento e logo sacou de um pacote de fandangos para resolver a minha situação.

Logo que você entra na modesta sala reservada para o evento no SESC do Engenho de Dentro, alguém vem logo abordá-lo com simpatia para saber quem você é, e no maior pique para mostrar as novidades todas. E são muitas: a turma do MSX não parou no tempo, e ao contrário de muitos encontros nostálgicos sobre plataformas antigas, no MSXRio se fala mesmo é no futuro da plataforma: jogos novos, adaptadores para cartões de memória e um impressionante kit que aumenta substancialmente o poder do velho MSX são alguns dos exemplos.

Desde que me desfiz do meu Hotbit há quinhentos anos eu “hibernei” em relação ao sistema. Já tinha ouvido que a comunidade era ativa, mas não tinha noção de que as coisas estivessem no pé em que estão. O grau de especialização dessa turma já chegou a tal ponto que se subitamente todos os MSX do planeta entrassem em combustão espontânea e não houvesse ninguém disposto a fabricá-los, talvez eles mesmos fossem capazes de juntar os componentes individuais e montar seus próprios sistemas MSX. E acreditem, eu não estou exagerando. Eu nem imaginava que seria possível fazer tantas alterações nos computadores por conta própria, como esses caras fazem.

msxrio-demonstracao_do_VSU msxrio-VSU

Fotos: A demonstração do VSU foi de chorar. Quando o MP3 começou a tocar, a comoção foi geral.

A novidade que mais chama a atenção é o VSU (Video and Sound Unit), um baita kit turbinador que está sendo desenvolvido pelo Ricardo Oazem, e que faz o MSX velho de guerra alcançar níveis estratosféricos. A caixinha do VSU, ao lado do computador, era capaz de coisas inimagináveis para o sistema. Eu vi fotos digitalizadas com qualidade bastante razoável. Vi um joguinho com gráficos melhores do que os de um Super Nintendo e movimentação de vários planos (parallax em uns seis ou sete níveis). E vi o bichinho tocar MP3 num player incrementado. É, meu amigo, MP3. A ideia do Ricardo é vender o kit depois que tudo estiver pronto.

Todo mundo está tão disposto a compartilhar a experiência, e o faz de maneira tão entusiasmada, que a vontade que dá é de sair dali, vender umas coisas de dentro de casa e comprar um MSX usado. Inclusive, havia modelos sensacionais de MSX por lá à venda. Fiquei babando no MSX do Dr. Venom (é, lá todo mundo tem um codinome esquisitão). Não está à venda, mas também é melhor assim, porque o meu olho cresceu tanto para cima daquela máquina que ela provavelmente vai explodir em uma imensa bola de fogo em menos de uma semana. Espero que o Dr. Venom não esteja lendo isto.

Não farei comentários sobre a capa da MSXFORCE, porque já estou ficando com fama de velho tarado aqui no Gagá Games.

Não farei comentários sobre a capa da MSXFORCE, porque já estou ficando com fama de velho tarado aqui no Gagá Games.

Fora isso, ainda havia uma pequena lojinha vendendo camisas e um fanzine interessantíssimo feito pela rapaziada, o MSX FORCE. Na hora eu comprei mais por gentileza do que outra coisa (tá, eu confesso, a capa com a Yuko ajudou), mas quando cheguei em casa e li, me arrependi de não ter comprado outros números. Coisa fina mesmo, com reportagens muito informativas sobre a situação do MSX no mundo, matérias inusitadas (como a que ensina a remover a etiqueta dos cartuchos com álcool isopropílico e instrumentos odontológicos para poder abrir o cartucho sem causar danos estéticos) e afirmações bizarras como “todos sabemos que a SCREEN 4 do MSX2 é idêntica à SCREEN 2 do MSX1, porém com os recursos de SPRITES do V9938, ou seja, multicoloridos e com até oito deles na mesma linha”. Mas é claro que todos sabemos disso, não é mesmo? :)

Resumindo a pendenga: o encontro foi ridiculamente divertido e contagiante. Eu adorei, e recomendo a todos que compareçam para bater um papo com a rapaziada e dar uma olhada nas novidades. Além de todas as criações engenhosas para o MSX, o papo é muito divertido e a empolgação dos participantes só pode mesmo dar uma boa alegrada no seu dia. Parabéns, moçada!

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MSXRio, ou “quando o Graphos dominava a Terra” :)

September 23rd, 2009
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Velharada e nenenzada, evento imperdível para a turma do Rio no sabadão, especialmente para quem mora na zona norte da cidade como o bonitão que vos escreve: MSX RIO 2009 no SESC Engenho de Dentro, ali pertinho do Engenhão.

MSXRio? Mas que diabos é isso?

Bom, espero que você saiba o que é um MSX. Se não souber, dez chibatadas! Leia os posts do Cyber aqui no Gagá Games! Se souber, é um garoto/velhaco esperto e não vai perder essa oportunidade de saber a quantas anda o desenvolvimento do MSX no Brasil.

Foto afanada descaradamente do Baú Pirata. Pelo menos nós demos o crédito, então espero que não processem a gente...

Foto afanada descaradamente do Baú Pirata. Pelo menos nós demos o crédito, então espero que não processem a gente...

Se o MSX morreu? Morreu nada, rapaz… tem um bando de gente talentosa/pirada criando os programas e acessórios mais sensacionais/loucos que você pode imaginar. Eu mesmo estou super por fora das novidades MSXzeiras, e estou disposto a me atualizar indo ao evento. A última coisa bizarra que eu vi foi um MSX rodando Linux e acessando a internet.

Nada de grandes galpões nem de show de raio laser: o evento será em uma sala de proporções modestas, o que favorece a criação de um clima mais intimista. Segundo o Baú Pirata, que esteve no evento passado:

(…) os simpáticos organizadores e demais colaboradores envolvidos no “MSX in Rio”, apesar das dificuldades se destacaram em fazer um encontro onde todos foram bem recebidos, desde os entusiastas aos novatos curiosos. O fato de ser uma sala pequena acabou até deixando o encontro uma coisa mais intimista e dessa forma conseguíamos conversar com cada pessoa presente sem problemas.

Eu nunca participei de nenhuma edição desse evento (que ocorre religiosamente todos os anos, desde 1997), mas dizem que a turma é muito simpática e recebe muitíssimo bem os visitantes. Ou seja, se você não tem mais seu MSX, ou se nunca nem viu e quer conhecer, apareça! A entrada é gratuita.

No evento, entusiastas levam seus MSX turbinados e cheios de balangandãs e demonstram as coisas mais bizarras possíveis. Eu nunca fui, então não posso dizer muita coisa, mas outro que compareceu e curtiu muito foi o Cardoso, do MeioBit:

Já os MSX eram tudo menos peças de museu. A maioria estava com drives IDE, leitor de CD-ROM, havia até um com interface gráfica. O pessoal trocava jogos, comentava a coleção de máquinas de uns e outros, falava de projetos (…) Tive a honra de estar na presença de Verdadeiros Hackers. Gente que faz só pra ver se dá pra ser feito. Gente que não está nem aí pra licenças e discursos ideológicos. Gente que faz questão de parar uma entrevista pra chamar o outro e dizer “olha, esse cara aqui escreveu parte do programa, foi essencial.

Vamos lá, informações sobre o evento:

SESC Engenho de Dentro
Avenida Amaro Cavalcanti, 1661 – Engenho de Dentro.
Rio de Janeiro RJ
Data: 26 de setembro de 2009, sábado
Horário: das 9:00 às 18:00 h
Site oficial: http://www.msxrio.com.br/
Entrada franca

Quem for me avise, quem sabe não marcamos de nos encontrar por lá?

P.S.: não sabem o que é esse tal de “Graphos” que eu mencionei no título do post? Deem uma olhada.

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MSX Review – The Goonies

August 25th, 2009
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goonies_msx

Olá a todos. Finalmente saiu meu segundo review sobre jogos de MSX. E desta vez, eu escolhi um jogo baseado num filme clássico dos anos 80: The Goonies.

Eu conheci esse jogo em 1987. Fui na casa do meu tio pra ajudá-lo a escrever programas em BASIC no seu CP 400 quando eu vi ele desembalando um micro novo e então eu vi… a luz:

- Tio, que é isso?
- Ah, esse é o Hotbit HB-8000 da Sharp. É um MSX.
- Legal! Dá pra jogar nele?
- Dá sim. Comprei até umas fitas com jogos. Deixa eu terminar de montar que eu deixo você jogar!
- Oba!

Até hoje me lembro das fitas. Eram da extinta Disprosoft e os jogos eram Os Goonies, Caça-Fantasmas e Faixa Preta (a.k.a. Jackie Chan in Project A). Depois de montar ele me perguntou qual fita eu queria. Aí eu escolhi Os Goonies porque eu já tinha visto o filme. Depois de carregar, apertei a barra de espaço e quando tocou o tema do filme, fiquei empolgado. Joguei por horas.

goonies_msx-cart goonies_msx-abertura

Só pude ter o jogo pra mim em 1988, quando eu comprei uma fita da extinta Ação Imagic Soft que tinha The Goonies no lado A e o clássico Yie Ar Kung-Fu 1 no lado B. E eu ainda tenho essa fita funcionando.

A História

Com os prédios de seu bairro estando prestes a ser demolidos, o que forçará a mudança de todos os residentes do local, um grupo de garotos – os “Goonies” – resolve organizar uma cerimônia de despedida do local. É quando descobrem um legítimo mapa do tesouro, capaz de torná-los ricos e evitar a destruição de suas casas. Mas durante essa busca, nossos heróis foram capturados pelos irmãos Fratelli e cabe ao Mr. Sloth resgatá-los.

O Jogo

goonies_msx-003Tela-título do jogo da versão NES/Famicom

À esquerda, o jogo no MSX. À direita, tela-título da versão NES/Famicom

“The Goonies” fez muito sucesso no cinema. Tanto é que a Konami conseguiu os direitos do filme e criou 3 versões distintas para arcade, MSX e NES (existe uma versão não-oficial para o Commodore 64, lançada pela Datasoft). Podemos dizer que a versão MSX é a mais difícil pois você só tem uma vida, as fases são grandes e seus itens são muito bem escondidos. A versão MSX tem uma particularidade que difere dos demais: a cachoeira, inexistente nas outras versões.

goonies_arcade

A versão para arcades

A versão MSX possui 5 fases divididos em várias telas. Você vai queimar os neurônios quando as coisas começarem a esquentar, pois em várias partes do jogo os inimigos ficam mais espertos e seus danos são maiores. Cuidado ao encarar os irmãos Fratelli, pois cada um deles possui uma característica – um canta e suas ondas sonoras (representadas por notas musicais) podem te prejudicar, outro atira em você ou outro corre mais rápido, etc.

Para isso, você tem que pegar certos itens que te protegerão nessa jornada como um capacete (para proteger da estalactites que caem do teto), o fone de ouvido (pra proteger da sinfonia maldita do Fratelli cantor) e muitos outros.

As músicas

O jogo tem apenas 4 músicas (o tema do jogo, o do Game Over, quando você passa de fase e a música de transição para a próxima fase), mas o grande destaque fica mesmo para a música-tema do filme, “The Goonies ´R´ Good Enough“, que teve seu ritmo um pouco acelerado em relação ao tema original, mas ficou bem legal mesmo usando os 3 canais de som do PSG. E eu aposto que você não vai se enjoar dela.

Os gráficos

Goonies é um jogo de ação com movimentação por tela. Assim você pode ser precaver de um possível ataque inimigo e poder ver analizar seus próximos passos e encontrar possíveis itens escondidos – que por sinal, são muitos.

Mesmo sendo um game de MSX 1, Os Goonies tem gráficos muito bons e a movimentação dos inimigos e personagens são bons, mostrando mais uma vez que a Konami soube se aproveitar do que o MSX tinha de bom e do melhor.

Dicas
The Goonies foi o primeiro jogo da Konami a adotar o sistema de senhas para continuar de onde parou. No final de cada fase, o jogo fornece uma palavra que é a chave para acessar a próxima fase.

Para escrever, pressione as teclas CTRL + K na tela onde aparece o logotipo da Konami ou durante a demonstração. A tela ficará preta e a mensagem “KEY WORD?” aparecerá. Abaixo segue a lista das senhas:

Stage 1 – GOONIES
Stage 2 – MR SLOTH
Stage 3 – GOON DOCKS
Stage 4 – DOUBLOON
Stage 5 – ONE EYED WILLY

Curiosidades

- A Disprosoft traduziu o jogo para o português na época. E agora, em 2009, o MSXzeiro Paulo Maluf (não é aquele, hein) conseguiu extrair os dados da fita da Disprosoft e outro usuário, Wilson Pilon, conseguiu converter os sons em WAV para imagem de fita cassete. Clique aqui para baixar a imagem de fita (caso não consiga, faça o login na sua conta do Hotmail e tente novamente). Ah, sim! As senhas também foram traduzidas.

- Em 2006, o site Retro Remakes organizou um campeonato de remakes de jogos antigos para serem feitos no PC. A Brain Games criou um remake dos Goonies. Ah, a Brain Games ficou em 5º lugar na contenda daquele ano. Algumas imagens do remake:

goonies_remake goonies_remake-002

- Pode até parecer estranho mas o protagonista do jogo é mesmo o Mr. Sloth. Você pode perguntar “Mas porquê diabos ele está com a cara normal em vez de ficar feioso?“. Bom, dizem as lendas que a Konami não queria que o jogo fosse protagonizado por um feioso, o que poderia afastar os consumidores, principalmente as crianças que foram o alvo principal das vendas. Mas isso é só lenda.

Conclusão

Bom, é isso. Espero que todos tenham gostado desse meu 2º review e prometo que eu não vou demorar em lançar o próximo. Ah, e dedico este review ao meu tio Rai, que faleceu no começo do mês de junho e que me mostrou Os Goonies pela primeira vez quando criança (e o qual foi um dos motivos em fazer essa análise).

Obrigado a todos e até a próxima!

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MSX Review – Knightmare

April 20th, 2009

kmarebox

Olá a todos. Finalmente estou lançando o meu primeiro review sobre os clássicos jogos de MSX. E já começo falando de um dos maiores games já feitos para o micro: Knightmare – Majou Densetsu, de 1986.

A história:
Afrodite, a deusa do amor e da beleza, foi aprisionada no Castelo dos Pesadelos do Demônio dos Subterrâneos… e resgatá-la é a tarefa do apaixonado herói Popolon.

Em uma longa jornada até o Castelo dos Pesadelos, Popolon já perdia as esperanças por não encontrá-la. Suas noites eram povoadas por terríveis pesadelos, com as terríveis criaturas que ameaçavam sua amada.

Uma noite, entretanto, Popolon teve um sonho diferente. Hera, irmã de Zeus, veio visitar seus sonhos e contou-lhe a localização do Castelo dos Pesadelos: além das escarpas do Monte Atos.

Hera deu-lhe ainda um conselho: para que usasse sabiamente as jóias que Afrodite lhe deixou pelo caminho, bem como os cristais mágicos enviados do Olimpo para que consiga encontrar e resgatar Afrodite.

Com sua esperança renovada e a proteção de Hera, Popolon partiu em direção ao Monte Atos… Conseguirá Popolon resgatar sua amada a tempo?

O jogo:

Antes de falar sobre o jogo, deixe-me dizer como foi que eu consegui esse game. Foi numa manhã de sábado em dezembro de 1988. Meu saudoso pai levou meus irmãos e eu pra Mesbla com o objetivo de comprar uma fita K7 com jogos. Tínhamos que comprar só uma, mas como o MSX era novidade para nós na época (pouco mais de um mês de uso), a tarefa era complicada. Ao chegar lá, vimos uma prateleira cheia de fitas da Engesoft e ficamos na dúvida de qual fita comprar. Pedi pro meu irmão mais novo escolher qual fita levar e ele escolheu uma (MSXK 07) com 3 jogos: Knightmare no lado A e os jogos Pyramid Warp e Dog Fight no lado B.

Voltamos pra casa, ligamos o micro na maior pressa, li o manual rapidamente pra ver qual é o comando pra carregar o jogo (o clássico LOAD”CAS:”,R) e esperamos pacientemente 4 minutos para carregar. Quando o jogo começou e vimos como era, ficamos maravilhados com tudo aquilo e ao mesmo tempo agradecendo ao nosso irmão caçula pela excelente escolha. Um tiro no escuro que realmente valeu a pena.

Voltando ao assunto, Knightmare foi criado em 1986 pela Konami com o rótulo de “Romantic Action Game” (termo dado aos jogos de ação cujo objetivo é salvar a sua amada). Foi graças a este jogo que a Konami consolidou-se de vez como a maior softhouse de games de MSX do Japão, mantendo-se fielmente no cargo até o fim da sua participação no mundo MSX em agosto de 1991.

Ao todo, o jogo tem 8 fases de ação ininterrupta e que vão fazer você pensar duas os três vezes antes de pegar os itens especiais durante o jogo. Após o final do jogo, você vai pra fase 9 – que é a fase 1 de novo – só que com um grau de dificuldade a mais, como os tiros dos inimigos que ficam mais rápidos e uma exigência maior de habilidade.

Gráficos:
Knightmare é um jogo de ação com scroll vertical e ângulo de visão superior. Seus gráficos são muito bons mesmo sendo para um simples MSX 1, o que mostra que a Konami sabia muito bem o que fazer com seus jogos. Tirar leite de pedra é uma regra que a softhouse fez no MSX e ainda faz até hoje. Todos os inimigos são visualmente bonitos e os movimentos são perfeitos.

As fases são um destaque à parte. Cada uma delas lhe coloca em situações diferentes que devem ser resolvidos rapidamente. A fase 7 (foto ao lado) por exemplo, deixa o jogador em desespero pois você tem que atirar para descobrir onde está a ponte ao mesmo tempo em que muitos fantasmas vermelhos ficam invisíveis quando você atira. É o famoso “se correr, o bicho pega, se ficar, o bicho come”.

Pra quem quer conhecer as 8 fases, eis o mapa do jogo completinho (clique aqui, mas recomendo baixar a imagem).

Músicas e efeitos sonoros:
Outro ponto forte do jogo. As músicas de Knightmare são viciantes. Tudo bem que as principais são 6 (a do Play Start, as duas BGM que tocam durante as fases, a do final do jogo, a que o Popolon morre e o tema do Game Over), mas mesmo assim são muito bem feitas. Destaque para as BGMs. Elas são um pouco curtas, mas não tem como não se empolgar. Um trabalho muito bem feito da senhorita Miki Higashino, a responsável direta pelos temas do jogo não sairem da minha mente nos últimos 21 anos. Os efeitos sonoros também estão perfeitos. Tudo colocado milimimetricamente certo.

Se você amou as músicas de Knightmare, agradeça a ela!

Se você amou as músicas de Knightmare, agradeça a ela!

Jogabilidade:
Knightmare requer muita habilidade e precisão. Deve-se dosar muito bem qual arma usar, o quanto de velocidade deve ser adicionada ao Popolon e uma boa estratégia para acumular pontos. Com o tempo, você vai memorizando a sequência de como os inimigos aparecem, mas dependendo do seu progresso, a sequência muda e aí complica bastante. Mas nada que tire o brilho do jogo.

Conclusão:
Knightmare é um jogo viciante e empolgante. É uma mostra impecável do que se pode fazer com apenas 32kb de tamanho. Músicas excelentes, efeitos sonoros incríveis e um grau de dificuldade altamente desafiador a cada fase foram colocados neste jogaço na dosagem certa. É um jogo obrigatório pra quem possui um MSX em casa.

Um ano depois, em 1987, Knightmare ganhou uma continuação: Knightmare II – The Maze Of Galious. E a saga encerrou-se com o adventure Knightmare III – Shalom, de 1988. Mas falaremos deles mais tarde.

Macetes do jogo:
- Invencibilidade temporária:
Para ficar invencível temporariamente, segure as teclas Seta para Esquerda, Seta para Direita, SELECT e Y na tela-título. Mantenha as teclas pressionadas, mas solte e aperte SELECT – pra facilitar o trabalho. Assim que começar a fase, solte as teclas e aperte SELECT. Popoulon ficará invisível por 99 segundos, e pra voltar a ficar imune, pressione SELECT depois do tempo acabar. A imunidade não funcionará se você tocar no chefão da fase, morrer afogado ou ficar preso entre a tela e um obstáculo.

- 25 Vidas:
É o mesmo procedimento de ficar invencível, só que use a letra N em vez do Y.

- Usar os Cristais mais de uma vez:
Tente achar a jóia mágica que faz parar o tempo (a Rainha do xadrez em vermelho). Depois fique atirando até ouvir o som caratcerístico de que está acertando um dos Cristais de Armas ou de Poder. Pegue a Jóia Mágica ANTES do cristal aparecer na tela. Agora atire no cristal até você escolher sua arma. Depois do tempo acabar, o mesmo cristal vai aparecer de novo, mas com o jogo rolando.

- Saídas ocultas:
Em certos lugares das fases 1, 2, 3 e 4, dois blocos misteriosos escondem uma saída que levará o nosso herói para a próxima fase sem a necessidade de enfrentar o monstro no final dela. Geralmente, ele só aparece quando a fase é superada e depois de você perder o jogo.

Curiosidades:
- Em 1989, uma empresa brasileira chamada Forte II Games lançou para os fliperamas o jogo “Pesadelo“, que nada mais é do que o Knightmare hackeado e instalado num MSX 1 miniaturizado numa plaquinha com os três processadores. E SIM! Eu joguei esse game quando moleque numa casa de fliperama (e sorveteria) aqui em Belém, chamada Belo Frio.

O "Pesadelo" na sua forma original: um mini MSX 1

O "Pesadelo" na sua forma original: um mini MSX1

A tela-título do "Pesadelo"

A tela-título do "Pesadelo"

- Em 1987, a Konami lançou em disquete uma coletânea de 4 volumes chamada Konami Game Collection. Cada volume tinha 5 jogos, sendo que dois deles foram reprogramados para que pudessem usar o incrível chip de som SCC. E Knightmare foi reprogramado logo de cara no Volume 1. Resultado: as músicas que já eram ótimas ficaram excelentes. Foi adicionado um sistema de auto-detecção nos jogos – se o SCC estivesse no micro, as músicas seriam no SCC, caso contrário, usaria o PSG normal.

- Numa das edições da revista EGM Brasil, um leitor perguntou se tinha a possibilidade de saber quem compôs as músicas do Knightmare. E a redação da revista descobriu.

- Em 2006, vários MSXzeiros brazucas – Adriano C. R. da Cunha (UZIXman), Daniel J. Caetano (Fudeba), Cláudio Massao Kawata (Cyberknight), José Lúcio Gama (SLotman) e Pablo Vasques Bravo-Villalba (Parn) – se juntaram e fizeram um remake do jogo pra lá de excelente. Chamado de Knightmare Gold, o jogo nada mais é do que um patch para transformar o jogo totalmente da água pro vinho. Para se ter uma idéia, o jogo ficou mais bonito, ganhou scroll suave (a partir do MSX 2 com a CPU Z80 rodando acima de 7Mhz) e pode usar até mesmo o chip de som SCC. Inicialmente, o jogo foi lançado em CD pois as músicas do jogo foram remixadas pelo Parn. Mais tarde foi liberado o uso do jogo sem o CD, só que sem as novas músicas (claro!). Knightmare Gold foi criado em comemoração aos 20 anos do lançamento do game.

A nova tela-título do Knightmare!

A nova tela-título do Knightmare, na versão Gold.

Olha como ficou a Medusa!

Olha como ficou a Medusa! Repare na melhoria dos sprites e do placar! Experimente jogá-lo e não se arrependerá!

- Foi descoberto que um set-top box da Finlândia (modelo Triax STR 333) que continha um emulador de MSX e MSX 2 em seu interior. E dentre os vários jogos, Knightmare estava lá também. O porém é que a emulação não está perfeita – o jogo roda meio lento e o som é ruim. Clique aqui para assistir ao vídeo do Knightmare rodando no set-top box.

P.S.: Agradecimento especial ao Daniel J. Caetano, por autorizar o uso das imagens do Knightmare Gold na matéria.

O amor é para sempre!

O amor é para sempre!

Sites recomendados:
- Site Oficial do Knightmare Gold: http://www.caetano.eng.br/MSXPage/kmg/
- Knightmare Saga: http://es.geocities.com/knightmaresaga/knightmare/

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