Olha que gracinha que estava no "saldão". Ah, se eu fosse solteiro...
Olha que gracinha que estava no "saldão". Espere por mim, benzinho, eu volto para te comprar no próximo encontro...

É, gurizada, o tio Gagá foi mesmo conferir o MSXRio 2009. Como eu já havia anunciado minha presença com antecedência, tive algum trabalho para passar pelas dezenas de jornalistas que se acotovelavam e se esbofeteavam aguardando a minha chegada ao local do evento. Felizmente, a turba de sangue-sugas da imprensa debandou rapidamente diante do mau-hálito que me acometia naquela manhã — problema devidamente apontado ainda na primeira meia hora do evento pela minha sagrada esposa, que foi arrastada me acompanhou alegremente ao evento e logo sacou de um pacote de fandangos para resolver a minha situação.

Logo que você entra na modesta sala reservada para o evento no SESC do Engenho de Dentro, alguém vem logo abordá-lo com simpatia para saber quem você é, e no maior pique para mostrar as novidades todas. E são muitas: a turma do MSX não parou no tempo, e ao contrário de muitos encontros nostálgicos sobre plataformas antigas, no MSXRio se fala mesmo é no futuro da plataforma: jogos novos, adaptadores para cartões de memória e um impressionante kit que aumenta substancialmente o poder do velho MSX são alguns dos exemplos.

Desde que me desfiz do meu Hotbit há quinhentos anos eu “hibernei” em relação ao sistema. Já tinha ouvido que a comunidade era ativa, mas não tinha noção de que as coisas estivessem no pé em que estão. O grau de especialização dessa turma já chegou a tal ponto que se subitamente todos os MSX do planeta entrassem em combustão espontânea e não houvesse ninguém disposto a fabricá-los, talvez eles mesmos fossem capazes de juntar os componentes individuais e montar seus próprios sistemas MSX. E acreditem, eu não estou exagerando. Eu nem imaginava que seria possível fazer tantas alterações nos computadores por conta própria, como esses caras fazem.

msxrio-demonstracao_do_VSU msxrio-VSU

Fotos: A demonstração do VSU foi de chorar. Quando o MP3 começou a tocar, a comoção foi geral.

A novidade que mais chama a atenção é o VSU (Video and Sound Unit), um baita kit turbinador que está sendo desenvolvido pelo Ricardo Oazem, e que faz o MSX velho de guerra alcançar níveis estratosféricos. A caixinha do VSU, ao lado do computador, era capaz de coisas inimagináveis para o sistema. Eu vi fotos digitalizadas com qualidade bastante razoável. Vi um joguinho com gráficos melhores do que os de um Super Nintendo e movimentação de vários planos (parallax em uns seis ou sete níveis). E vi o bichinho tocar MP3 num player incrementado. É, meu amigo, MP3. A ideia do Ricardo é vender o kit depois que tudo estiver pronto.

Todo mundo está tão disposto a compartilhar a experiência, e o faz de maneira tão entusiasmada, que a vontade que dá é de sair dali, vender umas coisas de dentro de casa e comprar um MSX usado. Inclusive, havia modelos sensacionais de MSX por lá à venda. Fiquei babando no MSX do Dr. Venom (é, lá todo mundo tem um codinome esquisitão). Não está à venda, mas também é melhor assim, porque o meu olho cresceu tanto para cima daquela máquina que ela provavelmente vai explodir em uma imensa bola de fogo em menos de uma semana. Espero que o Dr. Venom não esteja lendo isto.

Não farei comentários sobre a capa da MSXFORCE, porque já estou ficando com fama de velho tarado aqui no Gagá Games.
Não farei comentários sobre a capa da MSXFORCE, porque já estou ficando com fama de velho tarado aqui no Gagá Games.

Fora isso, ainda havia uma pequena lojinha vendendo camisas e um fanzine interessantíssimo feito pela rapaziada, o MSX FORCE. Na hora eu comprei mais por gentileza do que outra coisa (tá, eu confesso, a capa com a Yuko ajudou), mas quando cheguei em casa e li, me arrependi de não ter comprado outros números. Coisa fina mesmo, com reportagens muito informativas sobre a situação do MSX no mundo, matérias inusitadas (como a que ensina a remover a etiqueta dos cartuchos com álcool isopropílico e instrumentos odontológicos para poder abrir o cartucho sem causar danos estéticos) e afirmações bizarras como “todos sabemos que a SCREEN 4 do MSX2 é idêntica à SCREEN 2 do MSX1, porém com os recursos de SPRITES do V9938, ou seja, multicoloridos e com até oito deles na mesma linha”. Mas é claro que todos sabemos disso, não é mesmo? 🙂

Resumindo a pendenga: o encontro foi ridiculamente divertido e contagiante. Eu adorei, e recomendo a todos que compareçam para bater um papo com a rapaziada e dar uma olhada nas novidades. Além de todas as criações engenhosas para o MSX, o papo é muito divertido e a empolgação dos participantes só pode mesmo dar uma boa alegrada no seu dia. Parabéns, moçada!

MSXRio 2009 — ou “troco geladeira e Monza 85 por um MSX usado”
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