Bom dia, amigos leitores do Gagá Games!

Hoje faremos uma dupla viajem no tempo. Primeiramente, no tempo dos jogos eletrônicos, voltando ao glorioso ano de 1998 – tido por muitos como o ápice dos games da década de 90. Em segundo lugar, voltaremos ao tão batido tempo do velho oeste, onde cidades eram negociadas, literalmente, a preço de ouro, e ser xerife era sinônimo de respeito e, principalmente, problemas.

Desenvolvido em uma versão aprimorada da engine do primeiro “Dark Forces”, Outlaws foi uma inesperada e agradável surpresa para muitos gamers da época. Seja por sua audácia em utilizar personagens de Sprite num tempo em que isso era tido como grande vergonha ou pela sensacional trilha sonora, o FPS conseguiu cativar fãs e incentivar até hoje grandes listas de internautas pedindo por uma continuação. E os motivos, de fato, não são poucos.

Apresentação

Meu primeiro contato com Outlaws foi através de um demo que veio na “Revista do CD-ROM”. Infelizmente perdi esse demo – mesmo possuindo o jogo completo, a versão de demonstração contava com uma música de encerramento ligeiramente modificada e nunca mais a encontrei na net. O teaser era constituído apenas de uma fase – Sancturay – e limitava o jogador a 20 minutos de jogatina. Foi o suficiente para eu saber que precisava colocar minhas mãos na versão completa. 

Ao rodarmos o primeiro CD do game somos saudados com o antigo logo da Lucasarts e assistimos então a uma caprichada cena de introdução. As animações são quase completamente desenhadas – nada daquele 3D que invadia os CGs nos jogos de Playstation – e, não somente desenhadas, como feitas em um estilo muito caprichado e agradável aos olhos.


Complementando o clima, a trilha sonora já chega para não deixar dúvidas de sua excelência, apresentando uma versão “fast paced” do tema recorrente ao longo do jogo. Tudo para Clint Eastwood nenhum botar defeito.

Antes de começar nossa aventura podemos escolher entre três níveis de dificuldades, sendo eles “Good, Bad e Ugly”, novamente uma divertida referência aos westerns spaghetti. Quando finalmente, após acompanhar uma cut-scene que nos localiza na história, botamos a mão na massa, eis o momento que afastou alguns jogadores de teclado. Os gráficos, mesmo se levarmos em conta a época, estavam longe de ser top de linha, até se você fosse extremamente rico e tivesse uma monstruosa placa 3D Voodoo 2. Como já citei, os personagens eram sprites, assim como sua arma e qualquer coisa no cenário que não fossem construções – coisas como vacas, barris, etc.

Se você vencesse o preconceito e tentasse por sua vez enxergar a beleza e o estilo por trás dos gráficos simplificados, a aventura poderia então seguir seu caminho.

História

Aqui retratamos uma trama bastante clichê, embora perfeita para seu papel. Preparece para encarnar James Anderson, um U.S. Marshall aposentado que, em meio ao labirinto de balas perdidas do oeste, tenta agora levar uma vida de agricultor junto à sua diminuta família, composta por esposa e filha.

James Anderson, nada feliz com os recentes acontecimentos…

Como ex-marshall, James sempre soube ser durão e sua fama fez história. Traumatizado com a morte do pai ele não é o tipo de pessoa onde a conversa flui melhor do que as balas. Sua região está sendo comprada/adquirida/surrupiada à força por Bob Graham, o grande vilão da história, que busca acabar com seu condado para expandir seus negócios na construção de estradas de ferro. Falta praticamente um lote a ser comprado e, se você entendeu bem a ideia, obviamente, esse lote te pertence. James é realmente durão e não quer aceitar acordo nenhum com suas terras.

Um belo dia, após comprar alguns mantimentos e um agrado para a patroa no centro, nosso amigo Marshall encontra sua casa em chamas, sua esposa nos últimos suspiros de vida e chega bem a tempo para que ela morra em seus braços, enquanto sua filha é sequestrada por Matt “Dr. Death” Jackson e “Slim” Sam Fulton, dois conhecidos bandidos. A partir de então a vingança torna-se uma caçada passando por todos os pôsteres de “procurado” e sempre no rastro de sua filha.

O bacana é que entre cada fase há mais uma cut-scene, todas sempre bem feitas e bastante apelativas pro lado sentimental.

Gráficos / Áudio

Gráficos são uma questão de estilo. Não fosse essa afirmação verdadeira não existiria arte abstrata, não é mesmo? O jogador experiente perceberá que a beleza em Outlaws está exatamente naquelas armas desenhadas que parecem tiradas de um bom desenho animado. Muito bom, por sinal. As texturas são surpreendentes e muito mais realistas do que o nível de polígonos conseguia acompanhar em questão de qualidade.


Sobre as músicas – já citei o quanto são boas? – basta deizer que são de autoria de Clint Bajakian, o mesmo cara que compôs para Monkey Island, Sam and Max, Day of the Tentacle e, se você acha que o rapaz só trabalhava antigamente, é dele também a trilha em Uncharted 3. Grande compositor atemporal! Toda uma orquestra esteve envolvida em músicas que, de tão boas que eram, vinham em tracks de CD que qualquer CD player podia tocar. Presença permanente em meu MP3 Player xing-ling.

Os efeitos sonoros são muito bem colocados e a dublagem muito boa – saiu inclusíve uma versão inteira em português, lançada na época pela Brasoft. A dublagem em nosso idioma não foi das melhores, mas não deixava de ter um certo charme.

Level Design / Jogabilidade

Se os gráficos não te agradarem, dê uma segunda chance ao jogo pois as fases são muito bem trabalhadas, diversas e, por que não dizer, inusitadas? Há até mesmo uma perseguição sobre o teto de um trem em movimento. Desfiladeiros, vilarejos e mansões de época fazem parte da lista.

O interessante dos FPS da Lucasarts dessa época é exatamente o quanto o cenário te coloca em lugares às vezes amplos e, muitas vezes, pequenos, quase claustrofóbicos, uma coisa trabalhada num nível que por si só já justificaria jogar esses títulos. Não há o que falar, são fases que acabam deixando os jogos atuais sem graça e previsíveis.

A única parte onde Outlaws realmente peca é na jogabilidade, principalmente quando falamos em acertar um tiro. A coisa é assim simples: não funciona como deveria. Tudo bem, entendo que as armas da época eram rústicas e suas miras nada confiáveis, porém a verdade é que a detecção de colisão entre projéteis e personagens ou jogador pecou um bom tanto.


A movimentação do personagem é normal – nada de extraordinário, porém não faz feio. Suas armas devem ser recarregadas, o que leva algum tempo e, na verdade, dá um realismo engraçado ao jogo. Em áreas com muitos inimigos dava uma certa aflição, porém daquelas boas que só os bons jogos conseguem passar 🙂

Conclusão

Quem lhes escreve é uma raposa que não gosta de FPS – embora tenha jogado muito alguns títulos como Action Quake 2 e Unreal. Não muda o fato de que o gênero não me agrada. Não sou fã de velho oeste – quase dormi inúmeras vezes ao me forçar ver até o final a versão estendida de “The good, the bad, the ugly”. Porém, estranhamente, Outlaws é um dos jogos que mais me marcou em toda essa jornada ao lado de jogos eletrônicos, o que prova que qualidade supera qualquer outra barreira.

A Lucasarts caprichou muito no título, um nível de capricho inesperado para um jogo tão pouco divulgado e quase obscuro. Penso inclusive em um dia pesquisar todos os caras da equipe de desenvolvimento para descobrir se estiveram envolvidos em outros jogos posteriormente.

Recomendo a qualquer retrogamer que ao menos jogue durante uma ou duas horas para que possa se deixar envolver por essa experiência “videogamística”. Não gosto de ser tendencioso em minhas análises e sempre evito essa prática tanto quato possível, porém, quando o assunto é Outlaws, posso apenas repetir minhas palavras no início do post:

Seja por sua audácia em utilizar personagens de Sprite numa época em que isso
era tido como grande vergonha ou pela sensacional trilha sonora, o FPS 
conseguiu cativar fãs e incentivar até hoje grandes listas de internautas 
pedindo por uma continuação!

E fiquem agora com a cena de abertura desse grande clássico dos jogos de PC 🙂

Outlaws (PC, 1997)
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25 thoughts on “Outlaws (PC, 1997)

  • 21/06/2012 at 9:19 am
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    Cara, esse é um dos meus top 5 de todos os tempos. Se vc, que não curte FPS nem Velho Oeste, curtiu esse jogo, imagine eu que sou apaixonado por ambos?

    A trilha sonora é tão espetacularmente FODA! Até hoje, NINGUÉM conseguiu criar trilhas de faroeste no estilo Ennio Morricone como o pessoal da LucasArts fez nesse jogo. Chego a me arrepiar na faixa “Sanchez the Outlaw”.

    Até 1998 você podia contar nos dedos de uma das mãos os jogos com temática faroeste. Vou além: era Outlaws ou Sunset Riders, e mais nada. O interessante é que isso permaneceu assim durante muitos anos, e apenas recentemente Outlaws encontrou concorrentes à altura, com GUN(2005), Call of Juarez (2006) e Red Dead Redemption (2010).

    Eu comprei esse jogo na Fenasoft de 1998(alguém mais lembra disso?). Como amante de FPS old scholl, tenho acompanhado com apreensão o movimento de ports e novas engines para esses clássicos. Infelizmente existe apenas UM projeto de atualização de engine em andamento para Outlaws, e parecem não andar muito conforme o passar dos anos. Torço para que saia logo, já que se depender da LucasArts, jamais veremos uma continuação dessa obra-prima.

    Link para a XL Engine: http://xlengine.com/

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  • 21/06/2012 at 10:59 am
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    Um amigo do ônibus pra escola emprestou o jogo pra mim em 1999, curti DEMAIS. A trilha sonora é sensacional, eu ouvia sempre no CD player da sala, especialmente o tema da esposa do cara. Falando nos cenários, um dos maiores cagaços que já levei foi no dia que achei um disco voador escondido, deu até medo depois de fechar o jogo o_o

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  • 21/06/2012 at 11:21 am
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    Nossa esse jogo é épico demais, foi um dos primeiros jogos que joguei no pc (o primeiro fps). Joguei a demo da Revista do CD-ROM, anos mais tarde peguei o completo, a ambientação do jogo é muito bem feita, o estilão “cartoonizado” eu pelo menos achei bem bonito (pra época é claro) e os sons eram ótimos. Recomendadíssimo

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  • 21/06/2012 at 12:08 pm
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    98? chutaria que o game seria uns 4/5 anos mais antigo. Joguei ele na epoca e era muito legal, mas tinha cara de mod-pack de um game melhor tipo doom ou duke nuken;

    pra quem sente falta de games western recomendo também o ótimo RED STEEL 2 de Wii, que alem de tiros você pode usar uma espada com os controle 1:1 do motion plus

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  • 21/06/2012 at 12:27 pm
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    Eu cheguei a brincar com OutLaws, mas como aconteceu com Dark Forces, achei este FPS da Lucas Arts fraco, principalmente comparados com Duke Nuken 3D ou qualquer outro jogo da ID. Apesar de ter bons gráficos e boa trilha sonora, o tema “faroeste” é um tema que não me agrada muito, então já esperimentei com um certo preconceito. Não deu outra, rapidinho larguei o game.

    Falow! 🙂

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  • 21/06/2012 at 1:55 pm
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    Fala Raposa!

    Outlaws é bacana mesmo, mesmo eu não sendo fão de fps mas gostava muito dos antigos fps. Um tanto crus mas gostosos de jogar, os de hoje tem beleza mas não os acho atraentes.

    Talvez seja a violência extrema, mas gosto de coisas cult como esse jogo.
    Sua trilha sonora é uma das melhores, épica mesmo.

    Valeu a lembrança, abraços.

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  • 21/06/2012 at 3:21 pm
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    Caramba, esse foi meu primeiro jogo original de PC na vida! Ainda lembro de entrar nas lojas Americanas e ver um jogo de aparência interessante por um preço “barato” R$24 na época, olhar pra minha mãe e fazer uma coisa que eu não tinha o costume: “Mãe, compra pra mim?” e já esperando um não recebi um sim.

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  • 21/06/2012 at 3:43 pm
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    eu vi o vídeo do seu gameplay, lembra o Duken Nukem…o que suspeito que não vou me dar bem nesse jogo, mas vou procura-lo para ver se é bom. e as cenas introdutórias ao game, são boas. bem diferentes desses CGS que infestam e já perderam a graça.(por mais lindos e detalhados que sejam) ele vai me lembrar dos momentos de Sunset Riders

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  • 21/06/2012 at 6:25 pm
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    Adoro esse jogo!
    Joguei muito no meu velho PC. Lembro-me como se fosse ontem: entrei certo dia numa loja Saraiva em algum shopping center de São Paulo que não me lembro. Outlaws era lançamento, e em todos os aparelhos de TV rolava a abertura do jogo. Fiquei fascinado! Queria aquele jogo, mas minha mãe fez uma outra proposta na hora: ou era Outlaws ou um pacote de jogos (Atari 2600 Action Pack, Broken Sword: The Shadow of the Templars, Cyberia 2: Ressurection, iM1A2 Abrams: America’s Main Battle Tank, Jack Nicklaus 4, Jagged Alliance: Deadly Games, Mechwarrior 2: 31st Century Combat, Return to Zork, Screamer 2, SimCity 2000 Network Edition) que custava R$ 69,90. Titubeei, mas escolhi o pacote de jogos, pois tinha SimCity 2000, jogo que gostava muito, hehehe.

    Mas e Outlaws? Acabei jogando-o algum tempo depois. Você, Cássio, falou dos gráficos que podem decepcionar aos mais exigentes, e nesse ponto, minha inocência foi uma dádiva, pois soube aproveitar o jogo sem me preocupar com detalhes fúteis.
    Permita-me discordar da seguinte citação:

    Cássio “Pé na Cova” Raposa:
    …saiu inclusíve uma versão inteira em português, lançada na época pela Brasoft. A dublagem em nosso idioma não foi das melhores, mas não deixava de ter um certo charme.

    A dublagem em minha opinião foi ótima. Contou com experientes dubladores (Luiz Feier Motta, dublador do Steven Seagal, por exemplo, dublava o ex-Marshall Anderson; Fernanda Bulara, dubladora de Tomoyo em Sakura Card Captor, dublava Sarah, filha do Anderson) que se expressaram bem. Como ponto negativo, posso citar o fato dos lábios dos personagens se mexerem de acordo com as palavras em inglês, o que para um bom reparador, pode parecer estranho com as falas em português.
    Para quem não conhece, recomendo que assistam a esse vídeo da abertura em português.

    Ah! Nos velhos tempos eu joguei a versão em inglês mesmo. Só há alguns poucos anos é que pus as mãos na versão em português (que por sinal, droga, perdi). Quando me lembro do jogo, logo me vem à cabeça os gritos dos bandidos: “Where are you, marshall?”, “Don’t be a fool, marshall!” Hahaha! Muito legal.

    Um detalhe ótimo do jogo que não foi citado aqui era a jogatina on-line. Foi um dos primeiros jogos que joguei um Deathmatch! Era extremamente divertido, apesar do fato da conexão discada ser terrível.

    tiagoruback:
    A trilha sonora é tão espetacularmente FODA! Até hoje, NINGUÉM conseguiu criar trilhas de faroeste no estilo Ennio Morricone como o pessoal da LucasArts fez nesse jogo. Chego a me arrepiar na faixa “Sanchez the Outlaw”.

    Concordo! A minha música favorita nesse jogo é “The Last Gunfight”, que hora e meia me pego escutando.

    tiagoruback:
    Até 1998 você podia contar nos dedos de uma das mãos os jogos com temática faroeste. Vou além: era Outlaws ou Sunset Riders, e mais nada.

    Perdoe-me, mas nesse caso você generalizou, deixando tantos outros títulos de lado, desmerecendo-os! Para só lembrar-lhe alguns mais famosos, posso citar: Gun.Smoke (1985), Wild West C.O.W.-Boys of Moo Mesa (1992), Lethal Enforcers II: Gun Fighters (1994), Wild Guns (1994), Alone in the Dark 3, etc. Em minha opinião, tinhamos boas opções além de Outlaws e Sunset Riders!

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  • 21/06/2012 at 7:13 pm
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    A Lucas Art era genial…principalmente pelo Full Throttle. Porém na minha opinião o OutLaws era o melhor!! Gostei muito do post, muito completo…parabens!! Lembro que o jogo original vinha em um CD Duplo que poderia ser colocado em um CD-PLAYER para ouvir a trilha sonora…realmente foi muito marcante…hoje tenho trilha sonora no meu Ipod e ainda ouço!!

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  • 22/06/2012 at 9:39 am
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    Eduardo Shiroma :
    Perdoe-me, mas nesse caso você generalizou, deixando tantos outros títulos de lado, desmerecendo-os! Para só lembrar-lhe alguns mais famosos, posso citar: Gun.Smoke (1985), Wild West C.O.W.-Boys of Moo Mesa (1992), Lethal Enforcers II: Gun Fighters (1994), Wild Guns (1994), Alone in the Dark 3, etc. Em minha opinião, tinhamos boas opções além de Outlaws e Sunset Riders!

    Opa, falha nossa! Como pude esquecer de Gun.Smoke?!?!?! Joguei MUITO isso! Na verdade quando escrevi “temática faroeste” estava pensando mais em “faroeste espaghetti”, não em jogos com ambientação western, que realmente existem em boa quantidade.

    Ah, e só pra atestar a qualidade da trilha sonora, repararam como quem curte esse jogo conhece as músicas pelo nome?

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  • 22/06/2012 at 10:06 am
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    Noooooooooosssa! Viajei no tempo aqui! É a primeira vez que vejo um blog de games falando do Outlaws! Bateu aquela saudade agora! Eu jogava isso demais quando eu era criança!

    Nunca gostei de FPS, mas gosto de Velho Oeste (meu pai tem uma coleção de filmes de Velho Oeste com mais de 100 títulos). Esse foi o primeiro jogo de tiro que joguei na vida, e, por que não dizer, praticamente o ÚNICO (grande coincidência, eu comecei a jogar Call of Duty Modern Warfare 2 essa semana, e antes dele, o único FPS que joguei pra valer foi o Outlaws na infância [joguei outros, mas muito pouco] justo na semana que estou jogando o meu segundo FPS da minha vida, venho aqui e leio sobre o primeiro!).

    Outlaws pra mim veio instalado no computador, quando compramos ele veio com o jogo junto. Mas agora lendo a análise, me caiu a ficha que a versão que eu tinha era a RIP (sem cutscenes ou músicas – a parte que vocês mais elogiaram eu simplesmente não conheço, dada a minha versão do jogo [e se eu já adoro ele sem isso, imagine depois que eu conhecer essa parte!]). Sim, porque depois dessa análise eu vou TER que baixar o jogo de novo!

    Obrigado pessoal do Gagá por ressuscitar esse jogo na minha memória. Esse fim de semana, o Modern Warfare vai ter que esperar, hehe…

    OFF TOPIC: Me lembro que nunca joguei esse jogo com as “condições normais”. Sempre usei as senhas OLPOSTAL e OLAST (acho que é assim) pra ter todas as armas e munição infinita. Tentem aí ver se conseguem.

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  • 22/06/2012 at 6:11 pm
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    Ok, desculpem a demora em responder comentários… Instalando internet na casa nova e tendo de usar na casa da noiva e… enfim, vocês entenderam 🙂
    Acho que pelos comentários em geral deu pra perceber que, quem gosta de Outlaws, realmente dá ênfase na palavra gostar – como o caso do Tiago ou do Eduardo. Aliás, acho que nunca vi alguém demonstrar tanta paixão por um jogo em um comentário como no caso desse último.
    Edu, quando falei da dublagem talvez não tenha me expressado da melhor maneira. De fato, os dubladores são muito competentes, porém a transcrição do script sofreu – ao menos me parece – com uma tradução ao pé da letra demais, e em jogos costumamos falar que não se traduz o título; faz-se a localização. Mas você tocou em pontos muito corretos em seu comentário.
    Obrigado pelos comentários de todos! Willi, fico feliz de podermos te proporcionar um final de semana retrogamer com grande estilo!
    Leandro e Gagá, se puderem, joguem – não irão se arrepender, nem se seja para enriquecer o conhecimento na área.
    Tonshinden, obrigado por me lembrar de desperados! Outro jogo que merece uma boa análise num futuro a médio prazo.
    Ulisses e os demais que também elogiaram a trilha: não tem como não elogiar, não é mesmo?
    Abraços!

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  • 23/06/2012 at 8:41 am
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    tenho 40 anos e joguei muito esse jogo quando foi lançado em português. mostrei a um amigo mais velho, que era fã de westerns e já no início ele me perguntou: fizeram um jogo do filme? Ele me disse que já viu esse filme no cinema na década de 70, mas que não lembrava o nome do filme. E contou a história do jogo para mim, sem nunca ter visto o jogo. Só que eu nunca descobri que filme era.

    Quanto à dublagem, as vozes dos bandidos me lembram as dos dubladores do Chavez

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  • 01/07/2012 at 4:31 am
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    Eu tmbm comprei este game na fenasoft de 98!
    Oq eu adorei foi q se comparado com os jogos lançados na mesma época, esta parte de sprites desenhados e estilizados acabou sendo algo muito a favor: vários jogos da época lançados em 3D não envelheceram tão bem e se vc olhar são bem feios, enquanto o Outlaws continua bonito

    http://www.theoutlawdad.com/Files.html
    Contém patches, atualizações e uns extras

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