Olá amigos leitores do Gagá Games! Aqui é retro caçador de vampiros André Breder para trazer até vocês mais uma edição do Recordar é envelhecer! Hoje vou relembrar o último game da série Castlevania lançado para o Game Boy Advance, que recebeu o subtítulo de Aria of Sorrow. Tenham todos uma boa leitura e até o próximo Sábado!

Introdução:

Contando com Koji Igarashi no comando, a série Castlevania estava fazendo a alegria de seus fãs no Game Boy Advance. Após o lançamento do excelente Harmony of Dissonance, os fanáticos pela franquia vampiresca foram surpreendidos com o lançamento de mais um título da série apenas um ano depois: em 2003 era lançado Castlevania – Aria of Sorrow, que novamente trazia o esquema “MetroidVania”. A explicação para que um novo game da série saísse assim de forma tão rápida, é que Aria of Sorrow foi desenvolvido praticamente na mesma época que Harmony of Dissonance, e para sorte dos fãs, ambos os jogos se mostraram do mais alto nível, provando que Igarashi e sua equipe realmente sabem das coisas, e não tiveram problemas em desenvolver dois games ótimos ao mesmo tempo.

Mas para que este novo game fosse ainda melhor que o anterior, Igarashi e sua equipe (que já contava com a talentosa Ayami Kojima para dar vida aos personagens) receberia um reforço de peso: a volta de Michiru Yamane. A talentosa compositora que fez um trabalho elogiadíssimo em Symphony of The Night retornou ainda mais inspirada, o que ajudou muito em tornar Aria of Sorrow um game muito especial.

Sobre o game:

Aria Of Sorrow (Minuet Of Dawn no Japão), foi, de maneira curiosa, o primeiro game da franquia Castlevania a se passar no futuro (sendo que todos os títulos anteriores da série se passam no passado). A história de Aria of Sorrow ocorre no ano de 2035, e tem no jovem misterioso Soma Cruz, seu protagonista. Tudo começa quando ele e sua amiga, Mina Hakuba, estavam observando o primeiro eclipse do novo século, e durante isso são de forma inexplicável, transportados para dentro de um velho castelo. Um estranho, que chama a si mesmo pelo nome de Genya Arikado, começa a explicar que os dois estão no castelo de Dracula. Enquanto Soma questionava a afirmação de Arikado, eles são atacados por terríveis monstros que colocam a vida de todos em perigo. Para proteger sua amiga Mina de ser morta por uma das asquerosas criaturas, Soma usa sua faca e ataque o inimigo, descobrindo assim ter um poder fantástico: o de ser capaz de roubar as almas dos monstros que derrota. Soma tem agora que descobrir uma forma de sair do Castelo, e acabará descobrindo muito mais do que isso no decorrer da aventura…

Ao contrário do que se poderia pensar por causa do jogo se passar em 2035, você não encontrará em Aria of Sorrow armas lasers – a atmosfera é puro estilo gótico da velha escola de Castlevania, seja na ambientação, seja nas armas utilizadas por Soma Cruz. Fãs mais antigos da franquia reclamaram na época do fato do personagem principal não ser um Belmont. Mas aqueles que gostaram (e ainda gostam) do game Symphony Of The Night e do personagem sombrio Alucard com certeza adoraram jogar com Soma Cruz, pois o personagem é bastante similar ao filho de Dracula: muitos de seus movimentos são iguais aos de Alucard, além de também poder usar vários tipos de armas, ao invés de apenas um chicote. Uma boa inovação no sistema de jogo é que Soma possui o incrível poder de dominar almas, como já foi falado anteriormente. Ao matar algum inimigo, ele poderá roubar sua alma e usar o poder dela em seu próprio benefício. Existem 4 tipos de almas: as Vermelhas (Attack), que são em geral para atacar adversários ; as Azuis (Guardian), que trazem familiares, transformações ou poderes extras ; as Amarelas (Status), que são habilidades das quais a maioria nem exigem o uso de algum botão para que funcione ; e as Cinzas (Ability), elas são habilidades que não dependem do MP para que funcionem e você poderá optar por deixar ativada ou não. O ato de roubar almas dependerá muito de sua sorte (LCK), com excessão de algumas, como “Giant Bat” por exemplo, que é encontrada dentro de um pequeno pilar no castelo.

Da mesma forma que ocorreu nos games anteriores da série Castlevania lançados para o Game Boy Advance, Aria of Sorrow possui todos os elementos básicos de um RPG, onde Soma Cruz tem os atributos Força, Constituição, Inteligência e Sorte com representações numéricas, além das definições quanto ao seu poder de ataque e defesa, que variam de acordo com a arma e tipo de proteção ou mesmo acessório que o personagem esteja utilizando. Novas armas, armaduras e acessórios, podem ser conseguidos tanto na derrota de monstros, como na “lojinha” que o título oferece. O jogador continua também ganhando pontos de experiência por cada inimigo derrotado, o que possibilita a passagem de nível, onde Soma Cruz se torna cada vez mais poderoso.

Em termos técnicos, Aria of Sorrow foi o ápice da sua franquia no portátil Game Boy Advance: os gráficos são bem parecidos com os de Harmony Of Dissonance, só que com algumas melhorias bem perceptíveis. Os cenários de fundo estão novamente rico em detalhes, e logo de início já se percebe o capricho que os produtores tiveram em relação a ambientação do game, como a presença de vários morcegos voando ao fundo dos primeiros cenários do jogo. Um detalhe que com certeza dá mais vida aos cenários de Aria of Sorrow. Os personagens e inimigos estão também muito bem desenhados e animados. Destaque para os desenhos dos personagens que aparecem nos momentos dos diálogos, que estão excelentes! Palmas para mais um belo trabalho da talentosa Ayami Kojima. Na parte de som, tudo (agora) é nota dez: todos os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel, seguindo o mesmo padrão de qualidade já visto nos outros jogos da série Castlevania feitos para o Game Boy Advance, mas as músicas, contudo, estão ainda melhores, simplesmente arrasadoras! A talentosa Michiru Yamane mais uma vez mostra todo o seu talento e dá aos fãs da série músicas inesquecíveis, muitas lembrando na hora seu belo trabalho em Symphony Of The Night. A qualidade de som das músicas de Aria Of Sorrow está perfeita, ao contrário do que ocorreu com Harmony Of Dissonance que tinha boas músicas mas com uma qualidade sonora muito fraca.

Os controles deste Castlevania estão eficientes e fáceis de usar. Todos os comandos respondem bem, sem nenhum atraso. Soma começa apenas com o básico na questão dos movimentos que pode fazer, mas no decorrer do game vai ganhando novas habilidades, passando então a ser capaz de executar recuos bem rápidos, rasteiras, saltos duplos entre outras ações. Os menus são todos bem simples de usar, e mostram de uma maneira bem clara e objetiva quais armas ou poderes são os mais fortes dentro daqueles que o jogador possui.

A dificuldade de Aria está mais na exploração dos cenários do que nas batalhas com inimigos e chefes, seguindo diretamente os passos de Symphony of The Night e Harmony of Dissonance. Mesmo assim alguns chefes podem dar um pouco de trabalho para serem derrotados, como é o caso da Morte, que está, como sempre, bem difícil e aterrorizante. Outra batalha épica é quando Soma Cruz encara o caçador de vampiros Julius Belmont, sendo esta na minha opinião, a parte mais bacana de todo o jogo.

Conclusão:

Aria Of Sorrow é, na minha opinião, um dos melhores games já lançados dentro da franquia Castlevania, sendo que eu o considero até como um jogo melhor do que o clássico Symphony of The Night. O sistema de roubar os poderes dos inimigos não é algo inédito no mundo dos games (Mega Man já fazia isso bem antes), mas mostrou ser algo que deu totalmente certo quando inserido também em um título da série Castlevania. Esse sistema ajuda também a aumentar o tempo em que os jogadores ficam se divertindo com o título, pois muitos acabam desejando possuir todas as almas/poderes que Soma Cruz pode conseguir, o que demanda muita dedicação. O sistema de roubar almas/poderes dos inimigos foi tão elogiado, tanto pelos fãs quanto pela crítica especializada, que Igarashi acabou lançando tempos depois um novo título da série para o Nintendo DS, que possui o subtítulo de Dawn of Sorrow, trazendo mais uma vez Soma Cruz como o protagonista, sendo este game uma sequência direta de Aria of Sorrow.

Recordar é envelhecer: Castlevania – Aria of Sorrow (Game Boy Advance)

25 thoughts on “Recordar é envelhecer: Castlevania – Aria of Sorrow (Game Boy Advance)

  • 20/10/2012 at 1:12 am
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    opa e la vai eu de novo falar da minha cruzada castlevania q fiz nas férias do ano passado (só faltou a do ps3) joguei todos e terminei todos deu um trabalhão lascado (ainda + aqueles do N64) eu tava pagando um pecado gamistico nunca tinha jogado um castlevania sequer agora terminei quase todos eheeh ( agora esse ano vou começar a cruzada metal gear e pagar + uns pecados ^-^ ) de qualquer forma o ARIA OF SORROW achei incrivel muito divertido gostei d+ dele jogo viciante foi ele q me fez ter corajem pra jogar os outros titulos RECOMENDADISSIMO EXcellente post mestre Breder foi uma ótima leitura (cabei de chegar do trampo ) nada como ler algo muito bem escrito e explicativo ainda + de uma das minhas + novas series de games favoritas nunca é tarde pra jogar uns classico !!!!!!!!!!! ( perdoe me pelo comentario grande é q fazia algum tempo q não comentava nada e como éra de castlevania não podia ficar de biko calado !!!!!

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  • 20/10/2012 at 8:20 am
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    Rafael:
    Serei crucificado, mas na moral, este é o melhor jogo da franquia, melhor até do que o SotN.

    não, Aria of Sorrow CHEGA PERTO de SOTN, admito. mas supera-lo, faltou um pouco.tirando o Soma e o próprio Alucard que aparece no game, não há ninguém mais carismático. eu o terminei no retrasado e achei muito bom e o Soma fica assustador nas partes finais do game onde ele é quase possuído e fica com um visual horrível e fodástico ao mesmo tempo.

    excelnte post André. Hee-Hoo!!

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  • 20/10/2012 at 11:44 am
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    É um dos melhores Castlevanias e um dos melhores jogos do GBA, com toda certeza. Terminei inúmeras vezes, jogão, cheio de segredos, salas escondidas, inimigos, almas pra colecionar, itens, etc.

    Na minha opinião, deixa o Harmony of Dissonance muito pra trás, é melhor em tudo, desde o visual até na jogabilidade, nem parecem jogos do mesmo sistema.

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  • 20/10/2012 at 12:21 pm
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    Esse jogo é muito bom mesmo, tem um ótimo final e o sistema d roubar almas tb é fantastico, lembro q peguei 100% das almas, demorei pacas, afinal uma das almas tem uma porcentagem muito baixa d pegar, o inimigo so existe em um lugar e ainda assim é dificil matar… mas ainda acho o SoTN melhor,rs

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  • 20/10/2012 at 5:31 pm
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    Olá pessoal! Tenho 4 filhos que claro amam jogos, eles ganharam do avô um Cybergame da Dynavision e adoraram, mas o menor deles foi ligar o aparelho e acabou apagando sem querer todos os jogos. Bem, acho que não preciso falar dos problemas que isso se transformou para mim, desde então venho procurando jogos que rodem nele para baixar, mas como não manjo muito de jogo, não tenho tido sucesso, por isso gostaria que alguém aí me desse um help. Eles gostam de jogos de luta,esportes radicais e o mais novo de estacionar, além claro dos jogos que vem originalmente no Cybergame, que confesso também gosto. Podem me ajudar, por favor??????!!! Alessandra(mãe desesperada)

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  • 20/10/2012 at 8:29 pm
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    Desculpem não se tratar do assunto do post, mas faz um tempão que não apareço por aqui, gostaria de saber o que aconteceu com a tradução de Phantasy Star Generation: 1, ela foi lançada? Muito obrigado pela atenção!

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  • 21/10/2012 at 4:53 am
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    André Breder,
    Concordo com o Breder!
    A Konami manda bem em Castlevania, uns títulos saem melhores que outros, o quê é bem normal em se tratando de um longeva franquia como esta.
    Mas, também acho que não fizeram nada melhor que o Castlevania 3… este, mesmo em 8 Bits, ainda não foi superado.

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  • 21/10/2012 at 8:24 am
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    muito bom esse jogo. joguei até babar verde no emulador de GBA.
    o sistema de almas é tão bom que devia ser aproveitado em jogos “oficiais” da série. era uma época em que colocar profundidade no sistema de um jogo não era visto como uma doença contagiosa que afasta aqueles que só pensam em apertar um botão de tiro e metralhar tudo que vêm pela frente.

    Michiru Yamane é a melhor compositora da série. Iga não devia ter saído de Castlevania. ele é muito bom em fazer jogos divertidos, tirando a desgraça do Curse of Darkness.
    só achei o Aria muito curto: depois que você completa as almas, não tem nenhum castelo extra ou nada mais pra fazer.

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  • 22/10/2012 at 1:19 pm
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    Eu achei também o melhor castlevania do GBA, acho que poderia ter um esquema parecido ao HOD dos castelos (parte a e b) para deixar o game maior e etc, mas mesmo sendo curto eu curti e já fiz replay até no dingoo.

    Uma pena que não fizeram pelo menos mais 1 ou dois para GBA, mas já me falaram que os de DS são bons da mesma maneira que o GBA, será?

    []’

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  • 22/10/2012 at 10:40 pm
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    Eu considero este um dos maiores clássicos do GBA. Faz parte de uma espécie de “quarteto fantástico” de Castlevania, formado por SOTN (o melhor), Super Castlevania IV, o próprio Aria e sua seqüência para DS.
    Gosto muito da maneira como o jogo se desenrola, te dando acesso a habilidades vitais para acessar lugares q estavam o tempo todo na sua cara, mas vc não podia pq não sabia, por exemplo, nadar.

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  • 23/10/2012 at 11:55 am
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    para mim o melhor castlevania de todos os tempos, acho o personagem mais complexo da série e a gama de poderes é incrível, sem falar nas tiradas comicas da série misturada com as armas ex: Excalibur é uma espada com uma pedra na ponta, conseguida apenas pra quem bate o recorde no boss rush, jogabilidade perfeita e a melhor trilha sonora que já ouvi em um video game, meu primeiro e favorito até hoje jogo de GBA.

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  • 11/11/2012 at 3:13 am
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    When I first heard that this game was going to be set in 2035, I thought, “Well, here it goes. Castlevania with lasers.” Well, you CAN get a laser (or a photon cannon, more accurately,) but the vast majority of the game stays strictly to the series’ roots, and offers a vast amount of innovation not only to 2D gameplay, but to the Castlevania storyline as a whole. I’ll write a few blurbs about each element.

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