Vamos testar um formato novo onde eu cuspo uma notícia atrás da outra para resumir a semana que passou e solto um monte de bobagens no processo? Vambora! 

Mega Man 11 lançado!

Você vai errar 537 saltos e você vai gostar

É isso que eu disse aí em cima: saiu Mega Man 11! Yay!

Não cheguei a comprar porque o tempo está curto (ainda mais do que a grana), mas joguei a demo e achei boa pra caramba. A maior novidade é o Speed Gear, um movimento que deixa os inimigos mais lentos por alguns instantes. Parece trapaça, e é claro que pode ajudar nos momentos mais complicados, mas pelo menos na demo o que eu vi foram trechos da fase claramente pensados para o uso do recurso.

Um exemplo é o inimigo aí em cima, que vem correndo na sua direção com um escudo girando, mas o escudo tem uma abertura: acione o speed gear e mande aquele tiro carregado maroto quando a abertura estiver bem na sua frente. O boss do meio da fase também é meio infernal sem o speed gear, então a coisa tem até uns ares de “action puzzle”. Existe esse termo? Sei lá. O que importa é que eu achei bacana o Speed Gear.

VIDEO GAGÁ: NESflix

“All we hear is…”

Na semana passada, continuamos nossa série de vídeos “NESflix” no Cosmic Effect com mais três jogos do tempo em que vovó era vi… va.

O primeiro foi Baseball, um joguinho simples desse esporte sobre o qual 99% dos brasileiros não manja absolutamente. Eu aprendi as regras quando era moleque justamente com esse joguinho de NES, e no vídeo tento explicar para vocês como esse negócio funciona enquanto levo uma surra miserável da CPU.

O segundo vídeo foi sobre Donkey Kong. esse clássico que até hoje inspira disputas acirradíssimas pelo recorde mundial. Ah, eu menciono o imperdível filme The King of Kong no vídeo; quem assistir ao filme, não deixe de ler esta notícia na sequência (tipo, spoiler alert, eu acho :P). A história do filme já é bacana, mas com tudo o que aconteceu depois dele, daria até para fazer uma sequência.

Finalmente, deixamos para trás a fina flor do “art gaming” e partimos para a boa e velha porradaria generalizada com Double Dragon. Sim, ele, o primeiríssimo de NES! E daí que só dá para jogar de um jogador? O negócio tem um modo de luta one-on-one ao estilo Street Fighter e dá até para jogar com o Abobo! ^_^

É, eu sei, três vídeos de uma vez só, mas é tudo curtinho! Assista a todos, é um pior que o outro!

Do asilo de arcades da Data East: Wizard Fire

Mais um daqueles joguinhos irrelevantes e deliciosos que só o Gagá traz para vocês

O eshop do Nintendo Switch está entupido de velharias de arcade. Eu tenho um interesse particular na série Johnny Turbo’s Arcade, que revira o acervo de arcades antigos da Data East e nos traz jogos que a gente nem sabia que existiam, mas que são muito bacanas. Tipo este aqui que comprei na semana passada, Wizard Fire.

Esse beat ’em up isométrico com temática chupada de Dungeons & Dragons é continuação de um outro jogo igualmente desconhecido aqui no Brasil, Gate of Doom. Aliás, desconhecido vírgula, porque o jogo foi lançado em terras brasileiras com o título Dark Seal para o incrivelmente popular Zeebo da TecToy, então deve ter vendido no mínimo um milhão de cópias. Como assim você não conhece ninguém que teve um Zeebo? Saia daqui agora e leve com você seu arsenal de blasfêmias!

Vale dizer que eu peguei Gate of Doom há algumas semanas e gostei pra caramba, tanto que fiz até um vídeo para o Cosmic Effect (ainda não foi publicado, mas aguardem). Dizem que Wizard Fire é melhor ainda. Será? Veremos!

A série Johnny Turbo também está disponível para PS4, XBO e no Steam

Retroliteratura: Neuromancer, o pai de Shadowrun

Que isso? Papo sobre literatura no Gagá Games? Argh! O que fizeram com o meu blog favorito?!

Calminha aí, fãs de Blade Runner, Philip K. Dick e todos os lances cyberpunk que vieram antes: eu disse que Neuromancer é PAI, não AVÔ de Shadowrun, ok?

Quem aí curte um joguinho cyberpunk? Eu sou fanático pelos jogos da série Shadowrun, incluindo aí o de Mega Drive, o de Super Nintendo e os títulos recentes para PC. Mas se você nunca jogou Shadowrun, talvez tenha jogado Deus Ex? Ou talvez esteja na expectativa por Cyberpunk 2077? E o clássico Flashback, é ou não é uma aventura passada num futuro caótico cheio de tecnologia e violência? Pois é, boa parte do climão desses jogos vem de Neuromancer, clássico de William Gibson que dentre outras coisas, inventou a Matrix. É, aquela do filme.

Num futuro violentíssimo, o protagonista é um sujeito que tentou levar vantagem em cima de um cliente perigoso e acabou tendo o cérebro fritado de maneira muito específica: ficou incapacitado de se conectar à Matrix. Imaginem ficar trancado de lado de fora do Facebook, longe de todos os seus amigos e daqueles longos e “interessantes” monólogos deles sobre política em época de eleição. Não seria o paraíso um pesadelo? Pois é, esse é o inferno do herói do livro, destinado a nunca mais curtir o barato da vida virtual que, nesse futuro muito louco, talvez seja mais real do que a própria realidade.

Um ano ali e ele ainda sonhava com o ciberespaço, a esperança morrendo um pouco a cada noite. Todo o speed que tomou, todas as voltas que deu e as esquinas de Night City por onde passou, e ainda assim ele via a matrix em seu sono, grades brilhantes de lógica se desdobrando sobre aquele vácuo sem cor… O Sprawl ficava agora a um longo e estranho caminho de distância sobre o Pacífico, e ele não era mais nenhum cara do console, nenhum cowboy de ciberespaço. Apenas mais um marginal na viração. Mas os sonhos apareciam na noite japonesa como figuras de vudu eletroluminescente, e ele gritava, chorava dormindo, e acordava sozinho no escuro, curvado em posição fetal em sua cápsula em algum hotel-caixão, as mãos trincadas no colchonete, a espuma sintética enroscada entre os dedos, tentando alcançar o console que não estava lá.

Tradutor: Fábio Fernandes

^ Desculpem, mas eu tinha a obrigação moral de jogar este clip do U2 aqui

Ainda não cheguei nem à metade do livro, mas já estou adorando. É um prato cheio para a turma que curte ficção-científica e leitura absolutamente obrigatória para fãs de cyberpunk — honestamente, eu devo ser o único fã de cyberpunk no planeta que ainda não tinha lido Neuromancer, mas como o Gagá Games está sempre cheio de pecadores, não custa jogar um pouco de água benta em vocês por aqui.

Nota de falecimento: Ben Daglish, compositor

O Commodore 64 não foi um grande hit aqui no Brasil como foi na Europa, então este nome deve passar batido por muita gente, mas não deveria. Ben Daglish era um compositor de mão cheia, cobrindo diversos estilos em seu trabalho com trilhas de games. Seu maior clássico é The Last Ninja, mas numa boa, tudo o que o sujeito fazia era ouro puro. Confiram aí um apanhado de seus trabalhos.

Ben morreu repentinamente na segunda-feira. Quem quiser saber mais sobre essa lenda pode conferir este artigo do Metro.

RETRÔ-VISOR | Mega Man de volta ao trabalho e +velharias

2 thoughts on “RETRÔ-VISOR | Mega Man de volta ao trabalho e +velharias

  • 19/10/2018 at 11:36 pm
    Permalink

    Li poucos livros mas gosto do que li de William Gibson. Lembro de ter lido Idoru mais ou menos na época que lançou, na década de 90, e ele antecipou a ideia de Idols virtuais no Japão muito antes de Hatsune Miku.

    Depois de Neuromancer você pode ler os outros livros da trilogia do Sprawl (Count Zero e Mona Lisa Overdrive). Outro livro bom para ficar no cyberpunk de raiz é Snow Crash de Neal Stephenson. Enfim, adoro o gênero.

    E ficou legal o formato do post.

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