Este texto foi escrito para publicação na revista Game Nostalgia, que acabou não saindo. Foi publicado no blog Game Nostalgia, e agora estou trazendo para cá. Agradeço ao Adriano pelas imagens montadas usadas no post!

Olá criançada! Lá vamos nós com a primeira edição da coluna do Gagá aqui na revista digital Game Nostalgia. Espero que gostem, porque o tempo que estou “perdendo” para escrever esta coluna poderia estar sendo empregado no desbravamento de centenas de roms e isos de dezenas de consoles diferentes disponíveis na internet.

É. Mas nem sempre foi assim…

Antes do exército de jogos piratas de Playstation chegar ao camelô da esquina e você poder ter centenas de CDs de jogos comprados a “10 merrél” cada, os jogos vinham em invólucros plásticos geralmente cinza ou pretos com uma placa de circuitos dentro. Chamávamos essas coisas de “cartuchos”. Até tinha quem pirateasse, mas era difícil garantir a qualidade com tantos componentes envolvidos, e o preço acabava sendo meio alto. Fora que havia riscos reais de um cartucho de qualidade ruim arruinar o seu videogame. Como nem todo mundo era filho de político, a turma muitas vezes só tinha um jeito de experimentar o batalhão de clássicos dos velhos consoles: indo à locadora.

Para quem caiu de paraquedas no mundo dos videogames só na era Playstation, e já nasceu baixando desenhos japoneses pornográficos no eMule, eu explico: as locadoras eram estabelecimentos com estantes cheias de caixas de jogos e/ou filmes. Você escolhia uma caixa, levava ao balcão e “alugava” o jogo/filme pagando mais ou menos quatro reais por dia. Se você nunca entrou numa locadora, deve ter uma Blockbuster aí perto da sua casa, dê um pulo lá e veja que sistema pré-histórico a gente tinha que usar para ver filmes e jogar jogos antes de inventarem o Rapidshare e o Bittorrent.

Como naqueles tempos não se podia comprar jogo a dez pratas, mas sim a cento e tantas, as locadoras eram um ótimo negócio para o gamer. Dava para jogar um montão de jogos pagando pouca grana por dia. Na maioria das vezes, o cara alugava o jogo, jogava sem parar o dia inteiro, levava bronca da mãe porque não saía da frente da TV, levava outro esporro do pai, dormia tarde pra caramba mas conseguia zerar o jogo a tempo de devolver no dia seguinte. Na pior das hipóteses, o gamer aceitava pagar mais quatro pratas de “multa” para ficar mais um dia com o jogo e conseguir zerar. Claro que isso não funcionava com jogos pseudomasoquistas como Battletoads, onde o jogador torrava uma baita grana no aluguel e não zerava o jogo nem por decreto.

Terrível mesmo era quando chegava um grande lançamento na locadora, tipo o primeiro Mortal Kombat para Super Nintendo. Mesmo com as revistas avisando que o jogo não tinha sangue (que cá para nós, era 90% da graça do jogo) a turma ALOPROU quando o jogo saiu. A locadora mequetrefe aqui do pedaço, que dividia as instalações com uma academia de musculação, recebeu UM cartucho do jogo. Alugar o danado era quase impossível. O jogo não esquentava a prateleira, quando era devolvido já tinha alguém lá de plantão para levar. Um dia eu e um colega nos revezamos na locadora. Chegamos quando o cara ainda estava levantando a porta de metal: “Mortal Kombat tá aí?”, nós perguntamos. “Não, molecada, tá alugado”. Paciência, vamos esperar.

Eu e meu amigo ficamos lá batendo papo. Deu meio-dia, nada do jogo. Eu fui almoçar, ele ficou na locadora. Eu voltei para rendê-lo, ele foi almoçar. Voltou. Nada do jogo. E tome papo-furado. Ficamos lá rindo dos moleques perebas que pagavam duas pratas para jogar meia horinha de F-Zero no SNES que ficava na locadora e estoporavam o carro já na segunda volta na Mute City I. Deu cinco da tarde e bateu aquele frio na espinha: quem alugou o jogo não vai devolver hoje. Dito e feito. Foram mais dois dias de plantão até alugarmos o maldito do Mortal Kombat. Rachamos uns cinco dias de aluguel, e nos divertimos um bocado com o jogo, ainda mais quando imaginávamos os pobres-coitados que estavam passando fome com as pernas doendo na locadora, na vã esperança de que nós, os poderosos inquilinos de Mortal Kombat, liberássemos o imóvel.

As locadoras também proporcionavam outras situações dramáticas. RPGs, por exemplo, eram um problema. Memory cards nesses tempos eram um sonho distante, o jogo era gravado no cartucho mesmo. Se você jogasse uns dois dias, gravasse o jogo e devolvesse à locadora para continuar outro dia estava lascado. Via de regra, em um cartucho com espaço para dez saves diferentes, o primeiro Zé Mané que alugasse o dito cujo depois de você certamente ia apagar justamente o seu save. Você alugava de novo na semana seguinte, na esperança de encontrar seu save lá, poupado pela compaixão dos desconhecidos que alugaram o jogo depois de você. Isso obviamente era um delírio, algo como emprestar sua namorada para os amigos do bar por uma semana e acreditar que ninguém sequer passaria a mão na bunda dela.

Uma vez desencavei um cartucho de Phantasy Star III numa locadora bem longe da minha casa. Era muito complicado chegar na locadora, tinha que ficar uma hora no ônibus… eu nunca tinha jogado PSIII, estava doido para conhecer o jogo, e meu amigo (outro amigo, esse tinha o cartucho de Phantasy Star I que eu jogava quando era moleque) também. Não tinha guia, não tinha mapa, não tinha nada. A gente sabia que para zerar o jogo tinha que ser de tacada, que se devolvêssemos o jogo o nosso save ia sambar. No segundo dia, o meu amigo pegou a escova de dentes e o único pijama de macho sem ursinhos e carrinhos estampados que tinha no armário e foi dormir lá em casa para a gente jogar sem parar.

Ao fim do terceiro dia rolou uma certa angústia. A grana era curta, a gente já tava gastando um dindin legal no aluguel, e ainda tinha jogo para pelo menos dois dias. Claro, isso era uma estimativa, não tínhamos lá muita ideia de quanto jogo ainda tinha pela frente. Já, pensou, pagar mais dois dias de aluguel, não conseguir zerar o jogo e ter que devolver por não ter mais grana? Era aquele dilema do “babaca metido a nadador”: você aposta com um colega que consegue nadar até aquela ilha que você vê da praia, e depois de uns dez minutos está morto de cansaço e começa a pensar se é melhor voltar enquanto é tempo ou se vale tentar mais um pouco, sabendo que desistir depois vai ser pior, porque você vai ter que nadar muito mais coisa para voltar.

Para dar um gás, começamos a nos revezar durante a noite. Meia-noite eu dormia e ele jogava. Uma e meia da madruga trocávamos os turnos. Lá pelas quatro da manhã ele me acordou: “Olha, achei o Siren”. E assim nós conseguimos, finalmente, zerar o PSIII no quinto dia pela manhã, sem guia, sem mapas e, agora, sem grana. Deu tempo de encarar a viagem de ônibus até a locadora e devolver o jogo no mesmo dia.

Pode parecer que esses tempos de locadora eram um martírio para nós, gamers. Mas a verdade é que a coisa tinha um certo charme. Você se dedicava tanto para conseguir alugar os jogos, e tinha tantas boas histórias de dias de desespero tentando zerar o danado, que passava a valorizar a experiência toda. A verdade é que parte dessa nostalgia que nós temos hoje com relação aos jogos antigos tem muito a ver com essas histórias engraçadas (às vezes terríveis) associadas às jogatinas, histórias que nos fazem lembrar dos nossos amigos e das nossa traquinagens (eu, por exemplo, matei aula uns três dias para zerar o Final Fantasy III de Super Nintendo que aluguei).

E você, tem boas lembranças das locadoras?

Bit Memories: os bons tempos das locadoras

80 thoughts on “Bit Memories: os bons tempos das locadoras

  • 07/12/2010 at 9:28 pm
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    Marcelo Paschoalin :
    Nos combates, eu jurava que se apertasse o botão 2 do controle repetidamente eu causava mais dano e conseguia me defender melhor

    Não é assunto pra esse tópico, mas será que alguém mais conseguiu a proeza de defender um ataque do Darkfalz (eu e um camarada conseguimos jogando juntos… foi uma gritaria só) 🙂

    Daniel “Talude” Paes Cuter :
    Dá para classificar as locadoras dos naos 90 em vários tipos:

    Faltou citar: locadoras que além de alugar fitas, tinham algum arcade… o que fatalmente resultava numa grande zona dentro da locadora, moleques se estapeando porque o outro “apelou pra rasterinha e agarrão” no Street Fighter ou pegou o item do outro no Final Fight…

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  • 08/12/2010 at 8:52 am
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    Putz Gagá, agora quase rolou uma lágrima aqui. 🙂

    Bons tempos mesmo, dá muita saudade. Lembro até das minhas primeiras e preferidas locadoras: Detroit e P’siu. Quando ganhei meu Master System em 1991, fui com minha mãe pra tudo quanto é canto procurando aonde alugar jogos, até que achei a Detroit, que tinha vários jogos do Master. A P’siu era longe, mas depois se mudou para mais perto e comecei a alugar lá também. Quase todo fim de semana era eu jogando E-Swat, Wonder Boy, Mônica no castelo do Dragão, Kenseiden, etc.

    Uma lembrança boa que eu tenho de locadoras, é que em uma outra, menor e cujo nome até esqueci, tinha mais jogos de Mega. Alugava Flashback e Pulseman lá. O dono era gente fina pra caramba, me deixou ficar um dia a mais com o cartucho do Flashback de graça, pois eu estava quase terminando. Ninguém que alugava o Flashback lá havia terminado, nem ele. Então terminei o bendito e fui lá devolver o jogo, com a história do final pro pessoal saber. 😀

    Uma lembrança ruim, é que a locadora P’siu (já fechada a alguns anos) era cheia de jogos de Saturn, tinha mais de 30 jogos, e praticamente todos bons. O dono me falou que ele estava com uma promoção de 3 jogos por 7 reais. Na hora não me agradou, falei que veria depois. Mas me ferrei feio, o cara não me explicou que não era locação, ele estava VENDENDO 3 cds ORIGINAIS de Saturn por 7 reais! Quando soube já era tarde. Resultado: deixei de comprar coisas como Nights, Megaman X7, Night Warriors, Virtua Cop 1 e 2, e vários outros…

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  • 09/12/2010 at 12:50 pm
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    Putz que post legal cara !!
    Saudades enormes dessa época !!!
    Lembro que matava aula para ir na casa do meu primo jogar monica na terra dos monstros e Phatasy Star de master.
    Simplesmente perfeito !

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  • 09/12/2010 at 3:42 pm
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    Fala Gagá! Então me lembro de ter entrado de sócio na locadora The Lost Boys. Ali perto de onde tem um Itaú e uma loja dos Correios hoje (na época não existia e era próximo à estação do méier). Só entrei de sócio pq queria jogar R-Type para o Master System. Um amigo da minha mãe prometeu comprar pra mim mas não conseguiu então me colocou de sócio lá com um crédito de uns 15 reais. Aluguei jogo por 2 semanas com esse crédito!

    Mas as maiores lembranças que tenho dessa locadora são o campeonato de Mortal Kombat II do SNES (que cheguei até a semi-final apenas usando a voadora do Baraka) e o dia em que chegou o Street Fighter 2 para SNES. Fiquei na locadora até o final do dia para poder levar para casa. Joguei até as 7:30 da manhã direto e fui devolver antes da locadora abrir pois o cartucho tinha que ficar disponível na loja para jogar.

    Bons tempos… Que infelizmente não voltam mais!

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  • 10/12/2010 at 6:16 pm
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    Caraca, Gaga. Revezar 1 hora e meia com o colega na madruga pra zera akela derrota que é o PSIII? Isso é que era ânsia de conhecer o jogo, já que os 2 antecessores eram shows de bola. Eu até faria algo como você fez se fosse o PSIV, mas o PSIII, nunca! E olhe que adoro Phantasy Star! Dos originais, só o 3 está fora da minha galeria. Odiei o jogo logo quando vi os gráficos e a jogabilidade irritante.

    Mas já fiz loucuras parecidas. Tirei um dia inteiro, 6 horas da manhã de um sábado qualquer e vim terminar de jogar as 12 da noite. O jogo? Phantasy Star 1. Café da manhã, almoço, lanche e janta? Nem mastiguei, descia direto! rsrs 😀

    Outra vez comecei a jogar Resident Evil 1 nas 4 da madrugada (ow coragem) e só parei lá pras tantas da noite. Mas zerei o danado do jogo (e ganhei alguns cabelos brancos também).

    De tanto jogar Street Fighter II, até de olhos fechados ganhava dos outros. Eta vício. rsrs 8)

    São histórias demais que se for contar tudo aqui, acaba o post, começo outros e nunca termino de contar tudo. rsrs 😀

    Valew pelo espaço para nós relembrarmos nossas histórias de antigamente, Gagá. Valew mesmo!

    Sucesso e tudo de bom para você. Parabéns pelo ótimo blog.

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  • 10/12/2010 at 8:16 pm
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    Hehehe highest memories, e altos contos da g@LLera! 🙂

    Um que posso contar é do jogo de SNES, Pilotwings, quando jogava numa locadora, o povo sentava no sofá e “interagia” com o boneco ao pular do avião e passar pelas “argolas”, e eu era um deles, que mexia o braço tentando passar nas “argolas”, ehehe realidade imaginativa rlz 😀
    Outro impagável era o Sewer Shark do MegaCD/SegaCD.

    Outro conto no fim dos anos 90, já no quase fim das locadoras, quando eu estava cursando o ensino técnico profissionalizante, joguei por uma semana ininterrupta nas férias e fiquei delirando dormindo, acordando e sonhando com Shining Force II! 🙂

    Se eu me lembrar de mais algum conto, eu voltarei aqui e os informarei.

    @Marcelo Paschoalin: Bravo rapaz, sua história no PS I! 🙂

    O que eu queria mesmo era os contos do Y0Z e as locadoras, hehe!

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  • 10/12/2010 at 9:51 pm
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    Época boa… nesse tempo em que os cartuchos eram caros e a pirataria de games era baixa, davamos mais valor aos jogos… nos matavamos p/ terminar a porcaria do game… muito foda.

    Hoje com jogos de “graça” ou por R$ 3… muitas pessoas nem terminam os games, por terem muitos jogos… =/

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  • 21/01/2011 at 8:40 pm
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    Realmente, ôô época boa essa, só a dúvida que eu sempre tive é o seguinte, qual é o nome do jogo do boneco aquele que é capa da revista pro games?
    Sempre quis jogá-lo depois pois quando joguei era muito moleque e rpg era algo q eu não teria a mínima paciência.

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  • 24/01/2011 at 11:38 pm
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    Teve uma vez aqui na minha cidade, minha mãe fez um ultimato pra mim, há uns 11 anos atrás, quando tinha 10 anos. Fui tentar trocar fitas originais do X-Men, Killer Instinct por jogos mais leves( de aventura), nisso fui parar num matagal, perto duma construtora, debaixo de chuva e sem conseguir trocar as fitas! Resultado, cheguei em casa, tomei uma péia daquelas!!! heuisahshsaei..lembro disso até hoje!!! E me arrependo de ter desfeito das fitas!!

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  • 27/01/2011 at 6:15 am
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    Gastei muita grana em locadoras de games nos anos 90 ( principalmente na 1ª metade), ganhei um super nes em 1991. Lembro que tanto os jogos, como os consoles, eram comprados…. em dólares!!!!

    Não existia nossas boa e forte moeda chamada “Real”.Existia uma moeda podre chamada cruzeiro…ARGH que nojo!!!!.

    A inflação era absurda!!!! por exemplo: vc alugava um game por 4,00 cruzeiros, passado duas semanas a locação já custava 4,25; após um mês, a locação passava a ser de 4,70 até 5,00. Puta las tangas!!!!!!!!Mas era legal a expectativa de vc jogar em primeira mão os grandes games da época.

    Não existia internet, ficávamos na expectativa de sair as novas edições das revistas mensais, e semanais, com os chamados “hot news”, notícias do mundo gamistico vindos do Japão e EUA.

    Ficava louco na saída do colégio, sempre dava uma passada na banca de revistas da esquina para ver as novas edições da ação game, supergame, gamepower e vídeo game.

    Lembro das duas facções- e seus debates acalorados- os “segistas”(possuidores do mega drive) vs “nintendistas”(possuidores do snes). Eramos os embriões dos atuais fanboys!!!!Mas todos muito amigos….Naquela época as amizades eram mais sólidas que hj.

    Apesar de ser nintendista, sempre admirei muito os jogos do mega drive (que para mim está entre o 5 maiores console de todos os tempos), em 1993 acabei comprado um meginha rsrsrsrsrs!

    O que dá mais nostalgia, era o período da prova de final de ano. Meu querido e falecido pai, pegava meus 2 video games e guardava no alto do guarda roupa e trancava a chave(lembro uma vez que ele viajou e eu consegui arrombar a porta, mas o velho escondeu as fontes de energia em outro lugar, que decepção!!!). Ele barganhava comigo, se eu fosse aprovado no colégio, poderia fazer “cerão” de jogatina a noite, naquela época nos inícios dos 90, fazer “cerão” era impossível pois os pais acreditavam que os games em excesso causavam ataque epiléptico.rsrsrssr…..Puta las tanga!!!Pode???

    Na verdade o bom mesmo era nervosismo quando vc olhava o prof corrigir sua prova, e de seus amigos de jogo, alí, bem na sua frente. O pior que todos olhando a correção!!!!. Mas todos torciam um para o outro ser aprovado, existia amizade e rivalidade era apenas nos jogos (era época do street fighter 2 porra!!)…..

    Quando era a vez da correção da minha prova-eu me cagando todo- ficava pensando:”porra se eu não passa 1º meu pai me mata e me quebra ao meio…2º necas e video game com amigos e muito menos só…

    Mas quando o professor levantava a sua cabeça e olhava para minha cara e dizia: “está ai ….vc foi aprovado parabéns….” Porra era muito bom!!!Mission Clear!!!!Livre!!! Minha sensação e pensamento eram: “um mes e meio de jogatina, mais jogos novos jogos de presente de natal”…

    Logo após a minha aprovação, e claro de todos os amigos-e rivais- de games,já era tradição irmos a casa de um dos melhores gamers que já conheci (porra o cara zerou na minha lata batlletoads (nes);batman (nes); the simpson (bart vs space mutants (Genesis); e super metroid (snes); The immortal (Genesis); Gradius 3 no hard (snes). Será que o cara era animal???

    Todos nós sempre iamos a casa deste amigo pq ele era o geek puro daquela época, tinha pilhas de revistas de games, vários jogos própios, além de diverso videogames…Porra o cara tinha até um PC!!!! (que era o preço de um carro usado na época)!!!!! E na parede do seu quarto era lotado de posters de games famosos dos 90.

    Na verdade ali estavamos cultivando nosso clube, um “campus party das cavernas em miniatura”….Mas o importante era jogar, jogar e jogar….

    Contudo, como todo ser humano, nossa vida vai perdendo a cor, pois vem outras responsabilidades, (hj sou pai, marido e advogado) tenho uma família para sustentar, e pilhas de processos para cuidar. Todos os amigos de jogos se dispersaram há tempos…Mas ficaram em minhas memórias aqueles bns tempos onde tudo era mais simples.

    HJ tenho um Xbox 360 e Wii, são excelentes videogames, mas me sinto um pouco deslocado, pois tenho a certeza que a minha geração de gamistas faz parte da sombra de um passado distante…Saudades…..Saudade…parabens….Belo blog….

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  • 27/01/2011 at 7:09 am
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    @MAIA
    Uau, esse comentário foi quase um post, he he!

    Bacana a sua experiência, Maia. Quando a gente lembra do passado, a nostalgia é inevitável, mas o importante não é se a gente era mais feliz no passado ou não, o que importa é se ainda somos felizes, e se temos coisas boas para lembrar, como você tem.

    E olha, até hoje tem muita gente que duvida que seja possível zerar Battletoads 🙂

    Um abraço e valeu por compartilhar a sua história!

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  • 08/02/2011 at 4:15 pm
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    os melhores jogos da minha vida eu aluquei nas locadoras perto da minha casa eu tive sorte tinham 3 locadoras perto da minha casa e eu morava perto dos meus primos a gente juntava uma din din bom e alugava por muitos dias os cartuchos de snes e n64 o zelda no snes eu e um amigo alugamos uma tres vezes para poder zeraro zelda no n64 esse demorou muito e mario party juntava uma galera tinha sempre a pessoas certas tipo o q cuidava do dinheiro o que ia alugar o q ia devolver
    era um tempo muito bom saudades

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  • 22/03/2011 at 12:56 am
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    E quando saiu Street Fighter pra SNES e bem mais tarde pro Mega, sabe quando você conseguia achar pra locar? NUNCA!!! Por isso que a molecada lotava em frente às TVs pra se contentar em jogar por hora. Bons tempos… eu alugava muito RPG (PS3, PS4, Lunar, Shinning Force e segue lista!…), mas só em feriado prolongado, pra dar tempo de zerar. E me internava em casa. Era de lei, locar na sexta (ou véspera de feriado) pra devolver só segunda. Ainda tinha um Sega CD, e como não achava jogo à venda em lugar nenhum, a locadora era meu alento. Mas foi bem na época do Playstation I + pirataria que o negócio começou a decair…

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  • 23/04/2011 at 6:57 pm
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    esses tempos de locadoras era massa! mas 4 contos para alugar MK1? que roubo! aqui era 1,50. e sorte sua vc e seu amigo terem o console. no meu caso era jogar na locadora mesmo,sorte que naquela época isso era um negocio rentável e tinha varias locadoras aqui no meu bairro,era so cruzar a esquina que tinha 5 ou 6 locadoras. era dificil escolher qual o melhor. mas isso dependia dos jogos que cada uma tinha,vcs se lembram q cada locadora sempre tem algum jogo q a outra não tem? me lembro que eu e meu irmão locavamos direto pokemon stadium para o N64 e ficavamos quase um mês com ele direto, e os muleke querendo jogar na epoca que o desenho era febre. e sobre esses negocio de saves, rapaz. me lembro quando Miro( o dono de uma das locadoras) do meu bairro na época trouxe The Legend Of Zelda: A Link of past. meu, eu salvava e outro filho da mãe apagava de sacanagem..era osso! eu só fui zerar um game de rpg nessa época quando chegou a era Playstation e comprei meu memory card a 10 reais e joguei FFVIII até o fim. agora no meu bairro, quase todas fecharam. mas é só eu procurar que acho uma que não conhecia. bons tempos q não voltam mais

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  • 29/04/2011 at 1:53 pm
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    Alugava os meus na flash game, os de dynavision e depois os de super nintendo… tinha gente que alugava e trocava o chip do cartucho e colocava um queimado no lugar… nunca fiz isso, mas devo confessar que dava vontade quando o jogo era bom…rsersrsrsrs….

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  • Pingback: Cidade Gamer 12 – Dossiê: Master System

  • 29/12/2011 at 3:02 pm
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    Puuuuts!! adorava essa epoca, tinha uma Progames na esquina de casa,lembro ate hoje guando chegou street fighter 2, nossa, ninguem sabia soltar haduken,e quem sabia ficava se sentindo rsrsr, mas sem comentarios,me lembro quando eu jogava nintendinho 8bits e aluguei double dragon 2,nooossa quando eu terminei este jogo com o meu primo e veio aquela musiquinha faantastica do final do jogo eu pirei,adoooro musicas de games antigos,,veelhos e bons tempos,aquilo sim foi legal..
    Um grande abraço a todos daquela epoca.

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  • 29/12/2011 at 3:16 pm
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    E agora estou passando a doutrina dos velhos tempos para meu primo mais novo, pois tenho uma coleção de games antigos la em casa, e ele ja esta pegando gosto pelos jogos antigos,ja viciou no zelda e,e tambem adora as musicas midi dos velhos games.

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  • 30/06/2012 at 12:02 pm
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    Virei sócio de uma Progames que tinha aqui do lado de casa, na época eu tinha Master System e sempre alugava Moonwalker, Shinobi, um de máfia, que não lembro o nome mas jogava com um revolver preto… mas o vicio de alugar jogos toda semana veio com o N64, a gente revezava os cartuchos com os amigos que moravam aqui no prédio, e chegamos a ficar 1 mês com Ocarina of Time! Detalhe que, mais tarde, todo mundo comprou seu próprio cartucho de Ocarina!
    A locadora fechou em 2003 quando eles foram assaltados, e depois disso nunca mais ouvi falar do dono, disseram que ele tinha aberto outra loja em um bairro longe daqui. Não me lembro quando a Progames abriu aqui perto de casa, mas eu era o sócio número 16, e aluguei jogos e passei horas jogando lá na locadora ate o fim de seus dias. Foram anos muito divertidos!

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  • 23/09/2014 at 1:43 pm
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    CARA FOI UMA VIAGEM NO TEMPO FUI MUITO NO CENTRO (GUARULHOS)A PÉ SÓ PRA VER OS CARAS JOGANDO MORTAL KOMBAT NA ESPERANÇA DE VER UM FATALITY ,PRÓ-GAMES VER OS NOVOS JOGOS(DOUBLE-DRAGON,GOLDEN AXE,RALLY-X,DRAGON-NINJA)MEU ESSA MULEKADA DE HOJE NÃO MANJA NADA DE COMO ERA JOGAR NAS ANTIGAS TIVE DACTAR,TURBO-GAME(NINTENDINHO DE 8BITS)MEGA-DRIVE JOGUEI DEMAIS AINDA JOGO AS VEZES PARABÉNS PELO TEXTO FOI UMA VIAGEM NO TEMPO,OU SEJA,BONS TEMPOS.

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