Olá galera do Gagá Games! Aqui é o retrogamer André Breder para levá-los em mais uma viagem rumo ao passado dos Video Games! Hoje vamos voltar para o ano de 1983! Tenham todos uma boa leitura e até a próxima!

Eventos importantes do ano de 1983

Donkey Kong vai parar nos tribunais...
Donkey Kong vai parar nos tribunais...

– Tem início o “crash dos videogames de 1983“, nome que se deu ao crash ocorrido nos Estados Unidos da América entre os anos de 1983 e 1984 no mercado de videogames. Já se haviam passado dois anos do lançamento do Atari 5200 (em 1982) e o mercado de jogos estava passando por um dos momentos mais turbulentos de sua curta história. O mercado estava lotado de jogos sem qualidade (boa parte da Atari) e a cada dia chegavam mais e mais. Até que um dia o mercado não aguentou: muitos consumidores pararam de comprar videogames e começaram a preferir os computadores. Daí começou o processo que terminaria no “grande crash de 83” (também chamado “grande crash de 84“), quando quase todas as plataformas da época (Colecovision, Atari 5200, SG-1000, Vectrex, Intellivision, Odyssey e outros) acabaram: era o fim da segunda geração de consoles. Tal fenômeno foi sentido fracamente no Brasil, uma vez que os primeiros Atari 2600 e Odyssey² chegavam oficialmente às lojas, por meio da Polyvox e Phillips, respectivamente.

– A MCA Universal abre um processo contra a Nintendo, onde afirma que o game Donkey Kong violou os direitos da Universal em relação ao personagem King Kong. Após uma breve “batalha” nos tribunais, o juiz determinou que os direitos do original Kong haviam passado para domínio público. O caso foi então encerrado, e a MCA Universal teve que pagar $1.8 milhões de dólares para a Nintendo para reparação de danos que ela causou à imagem da empresa.

– A Atari abre um processo contra a Coleco, onde a acusa de cometer uma violação das patentes do Atari 2600. Todo o problema se deu por causa de um periférico lançado pela Coleco que tornava possível o uso dos cartuchos do Atari 2600 em seu console, o ColecoVision.

– Apesar da crise dos consoles domésticos, novas companhias entram no mercado: Interplay Productions, Navarre Corporation, Infogrames Entertainment SA e Origin Systems foram as principais do ano.

Lançamentos importantes do ano de 1983

* Games:

Mario Bros
Mario Bros

– A Nintendo lança para os fliperamas o game Mario Bros, onde o personagem “Jumpman” passaria a ser conhecido como Mario, e seria introduzido também o seu irmão, Luigi. Ambos deviam lutar contras criaturas diversas nos esgotos da cidade de Nova York.

– A Namco lança os arcades Mappy, Jr. Pac-Man, Pac & Pal, Phozon, Libble Rabble e Pole Position II.

– A Konami lança para os fliperamas japoneses o game Gyruss, que seguia o mesmo padrão dos sucessos Space Invaders e Galaga. O game foi distribuído pela Centuri na América do Norte.

– A Origin Systems lança o game Ultima III: Exodus, jogo criado por Richard Garriott. Ultima III foi o primeiro RPG lançado para um computador a trazer batalhas táticas e de turnos. O game foi lançado para as plataformas Apple II, Atari 800, Commodore 64, e IBM PC.

Maniac Miner
Maniac Miner

Bug-Byte lança para o ZX Spectrum o game Matthew Smith’s Manic Miner, um jogo de plataforma que serveria de influência para trabalhos posteriores no mundo dos games.

– A Atari lança para os fliperamas o título Star Wars, um game com gráficos vetoriais baseado no filme de George Lucas.

Cinematronics lança para os fliperamas o game Dragon’s Lair, o pimeiro jogo a fazer o uso de um “laserdisc”.

Bally/Midway lançam para os fliperamas o game Spy Hunter, um jogo que trazia combates entre veículos.

– A Ultimate Play The Game, que mais tarde seria conhecida como Rare, lança seus primeiros games: Jetpac e Atic Atac, ambos para o ZX Spectrum.

Mattel Electronics lança o game World Series Baseball para o Intellivision. Foi criado por Don Daglow e Eddie Dombrower.

O violento Halloween do Atari 2600.
O violento Halloween do Atari 2600.

Electronic Arts lança o game Dan Bunten’s M.U.L.E., um game de estrátegia, para o Commodore 64.

– Mesmo em queda, graças a enxurrada de games de má qualidade que eram lançados na época, o Atari 2600 ainda conseguiu ter alguns títulos interessantes em 1983: Keystone Kapers, Ghost Manor, Dig Dug, Donkey Kong Junior, Enduro, Frostbite, Galaxian, Joust, Jungle Hunt, Mario Bros., Moon Patrol e Popeye, são alguns dos games que mereciam ser jogados.

– A Wizard Video Games lança dois games polêmicos para o Atari 2600: The Texas Chainsaw Massacre e Halloween. Ambos os games eram baseados em filmes de terror e traziam uma violência que foi considerada alta demais para a época, o que consequentemente fez com que os jogos vendessem poucas cópias.

* Consoles e computadores:

– A Nintendo lança no Japão o console Family Computer, que seria posteriormente conhecido como Famicom. Era um console com processador de 8 bits e funcionava com cartuchos.

Famicom
Famicom

Propositalmente o design do Famicom foi feito para que ele parecesse um brinquedo. Era claro, com duas cores (vermelho e branco) e apresentava controles totalmente diferentes dos padrões da época. O console possuia uma porta de expansão e muitos componentes seriam lançados para conectar à porta. Durante o seu primeiro ano o Famicom foi criticado por alguns erros de programação o que fez a Nintendo executar um recall de todos os consoles vendidos e parar temporariamente a sua produção. Mais tarde, já com o problema solucionado, a Nintendo voltaria a comercializar o Famicom, que acabaria se tornando o console mais vendido no Japão no final do ano de 1984.

– A Sega lança o computador pessoal SC-3000 e o console SG-1000 no Japão.

Coleco lança o Adam home computer, que acabou não tendo muito sucesso, principalmente por problemas de produção.

Mattel Electronics lança o computador Aquarius, que foi originalmente desenvolvido por Radofin Electronics Far East.

– Em 27 de junho é lançado o computador MSX no Japão. Foi desenvolvido por Kazuhiko Nishi, vice-presidente da ASCII Corporation, empresa japonesa que era representante da Microsoft no Japão até 1986.

Tela do MSX.
Tela do MSX.

Dessa forma, várias empresas de eletroeletrônicos poderiam produzir seus computadores, manter um mínimo de compatibilidade entre eles, e ainda assim diferenciá-los, adicionando recursos novos. Mas a compatibilidade com outros micros do padrão MSX seria mantida. Muitos de seus usuários costumavam usá-lo apenas como um videogame de luxo, estereótipo este uma conseqüência da grande qualidade dos jogos diponíveis. Eles eram distribuídos por empresas como a Konami, Compile e outras, que se aproveitaram da capacidade gráfica e de som do MSX para produzir jogos muito mais atraentes que os encontrados nos videogames da época. Ainda assim serviu como base de estudo para muitos estudantes de informática e engenharia eletrônica, que desenvolveram nele projetos variados.

Próxima parada: 1984

No próximo artigo vamos prosseguir para 1984, ano em que o “crash dos videogames” continuou tornando difícil a situação dos games… até lá aventureiros do tempo!!!

Artigos anteriores

*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 1
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 2
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 3
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 4
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 5
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 6
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 7
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 8
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 9
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 10
*De Volta para o passado dos Video Games – Parte 11

Referências: Wikipédia

De Volta para o passado… dos Video Games – Parte 12

20 ideias sobre “De Volta para o passado… dos Video Games – Parte 12

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