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Estou aqui roubando na maior cara de pau a imagem que meu companheiro de asilo usou. hehehe A minha chegou ontem e tive a oportunidade de ler boa parte dela hoje durante o dia. Mas não vou ser repetitivo, prometo. hehe Estava pensando neste post desde hoje cedo quando li a matéria e expressei em uma das listas algolianas algumas das coisas expostas a seguir. Espero que tenham uma boa leitura (já que não vai ter nenhuma imagem além desta acima mesmo hehe).

Devo dizer que isso que faço agora é extremamente importante já que fez com que eu quebrasse o ciclo dos meus posts sobre Phantasy Star III (que vinha evitando de fazer). Mas é pensando em vocês, leitores do Gagá Games, que fiz isso.

Explico.

A revista é excelente, bem diagramada com uma série de matérias interessantíssimas para usuários dos mais variados bits (de 64 para baixo). Tem alguns errinhos de digitação que, por alguma “misteriosa” razão, me fez abrir um sorriso ao lembrar da velha Gamers (as legendas engraçadinhas também fizeram isso comigo). Porém, na matéria sobre Chrono Trigger, tem alguns errinhos de informação que acho que seria importante sanar. Até porque não querem memorizar erradamente algumas coisas, certo?

Antes de tudo, devo dizer que a matéria sobre o jogo está impecável com descrição de todos os finais (incluindo o novo para a versão de Nintendo DS), ficha técnica, pequeno profile dos personagens jogáveis, dicas de situações que passam batidas por jogadores sem um guia esperto do lado, algumas indicações de relações com Chrono Cross e tudo mais. Vamos às adições, o “a mais” importante que quero compartilhar.

Em primeiro lugar, eles afirmam que a Square teria reunido um “Dream Team” para projetar e fazer o jogo. Até aí tudo certo. Eles citam que teria sido a união de quatro mestres: Hironobu Sakaguchi (Final Fantasy); Yuji Horii (Dragon Quest); Akira Toriyama (criador da novela mexi… ops, Dragon Ball e também envolvido em Dragon Quest) e Nobuo Uematsu (músico). Supostamente eles teriam ofuscado Masato Kato (criador do roteiro) e Yasunori Mitsuda (músico também). O erro é que o Dream Team seria composto por estes quatro. Entretanto, Uematsu mal participou do projeto. Mitsuda foi o músico principal durante todo o processo e assumiu essa responsabilidade por estar insatisfeito com o fato de não compor músicas e ficar só na programação de som na Square. Uematsu somente compôs algumas delas (dez), principalmente graças a uma úlcera estomacal que Mitsuda teve, para completar a trilha sonora. (Ele ainda contou com a ajuda de Noriko Matsueda no tema de chefes número um). Uematsu é um músico excelente, mas não foi o compositor de da trilha de Chrono Trigger que é derivada, em muitos sentidos, dos sonhos de Mitsuda. E ainda teria faltado o produtor Kazuhiko Aoki que também teve papel crucial desse time.

Outra consideração importante a ser revista é de outro teor. A revista tenta explicar as razões da escolha anos pelos quais podemos navegar. Segundo eles, a destruição do mundo em 1999 pelo Lavos teria sido escolhido por, no livro do Apocalipse, haver uma referência ao número da besta como 666. Como assim? Simples, meus caros idosos. 666 não é igual a 999 ao contrário? Tadã! Um argumento muito fraco devo dizer. Em seguida eles comentam que a escolha do ano se deveria a Nostradamus que teria dito que o mundo acabaria em 1999 (e também em muitos outros anos, sabe-se lá porque Lavos teria escolhido justamente esse hehehe). Portanto, neste caso só há o acréscimo de uma teoria que é manca já que acertam na de Nostradamus (mais aceita inclusive pela comunidade de fãs), mas vacilaram na outra.

A última questão é ao dizerem que os três magos (Melchior, Balthasar e Gaspar) são uma referência aos três reis magos que teriam visitado Jesus na ocasião de seu nascimento em Belém. Isso é fato: uma referência muito bem arquitetada e sacada da versão americana. A matéria comenta que “algumas bíblias” não citam os nomes deles, mas que são os três reis magos. Nenhuma Bíblia (me refiro à cristã e não aquelas bíblias com sentido de compêndio que vemos por aí) fala o nome deles. Seus nomes são parte da tradição cristã (mais especificamente católica) que chega a atribuir, por exemplo, nomes aos pais de Maria, mas sem registro nos livros sagrados, tendo sido oriundos de outras fontes. Somente uma ligeira modificação neste caso.
É isso! Não me levem a mal, mas achei que seria importante mostrar essas coisas para que, quando lerem (e devo dizer: leiam e comprem a revista!), não fiquem com a impressão de que aquilo está totalmente correto. Se, porventura, eu próprio estiver enganado em minhas colocações, ou se faltou alguma coisa, me avisem. Curto muito Chrono Trigger, mas não sou o mais profundo conhecedor no mundo sobre ele. Contudo essas coisas não me desceram muito bem quando li.

Seja como for, é importante dizer que, além de minha memória, fiz questão de pesquisar novamente estas coisas para ver se não estava errado. A Wikipedia me ajudou muito na parte sobre o Dream Team e os magos, e o Google com relação a Nostradamus.

PS: Eu procurei Phantasy Star nas duas capas rechedas de personagens, mas não achei. hehehe Se alguém vir, me avise. huahuahauhua

PPS: O último diário da segunda geração de Phantasy Star III está para sair (este final de semana muito provavelmente).

A minha também! Yeah!
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8 thoughts on “A minha também! Yeah!

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  • 28/08/2009 at 10:25 am
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    @maxi2099
    Espero que não tenha ficado a impressão de que a matéria estava ruim. Pelo contrário, estava excelente (como todas as outras – sim, li todas agora). Só achei relevante pontuar essas incoerências acrescentando alguns dados.

    @Link Thieve
    huahuahuahua Sem problemas. Mas depois leia e comente, se quiser.

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  • 01/09/2009 at 10:35 pm
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    Desde que vi o seu post fiquei intrigado sobre a questão do Dream Team, O Senil. Ontem finalmente pude ler todo o texto na revista e, sinceramente, não vi nenhuma informação errada.

    Sim, Masato Kato, Yasunori Mitsuda e Kazuhiko Aoki desempenharam papéis fundamentais no jogo, mas na ocasião não tinham a mesma representatividade do quarteto dos sonhos. Por isso, nada mais natural que os quatro nomes, consagrados por Dragon Quest e Final Fantasy desde o final da década de 1980, ofuscassem Kato, Mitsuda e Aoki. Infelizmente, não acompanhei isso na época, mas ouvi dizer que as revistas comentavam que o Nobuo Uematsu era o compositor principal de Chrono Trigger, sem sequer mencionar Yasunori Mitsuda, que ficaria famoso somente depois do jogo. Não dava para considerá-lo estrela dessa constelação antes do projeto, já que, como você disse, CT foi o trabalho de estreia dele na função de compositor.

    Concordo que às vezes a participação do Uematsu em Chrono Trigger é supervalorizada, mas, não importa, ele compôs nove músicas para o jogo (e ainda arranjou a “Boss Battle 1” da Noriko Matsueda). Inclusive nessa entrevista ao OSV o Uematsu diz que estava de férias quando o Hironobu Sakaguchi pediu ajuda. Mais incrível, ele não se lembra de uma música sequer que fez!

    http://www.originalsoundversion.com/?p=3673

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  • 02/09/2009 at 1:51 pm
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    @Alexei Barros
    Claro! Concordo plenamente com o que disse (principalmente sobre o Mitsuda). O fato é que, como citou, o Uematsu foi supervalorizado sim e o engano que pensei quando li a revista foi terem colocado ele como membro do Dream team quando, no início do design do jogo, os únicos nome confirmados (e que justificam o termo “Time dos Sonhos”) eram Sakaguchi, Horii e o Toriyama. O produtor do jogo (Aoki) foi, ao contrário do Mitsuda, convocado a fazer parte desse Time dos Sonhos. Foi mais nesse sentido que falei. Eu acho que os caras têm que receber mérito pelo que efetivamente fazem ou fizeram e, no caso do Uematsu, que seja pelas músicas que compôs. Assim como o Mitsuda só ficou conhecido depois de Chrono Trigger, só quando o jogo foi lançado (ou pouco antes) que se ficou sabendo que arrancaram o Uematsu das férias para compeltar a OST. Tanto que, como na referência que passou, ele não lembra das músicas. hehehe

    Legal ter comentado isso porque, quando escrevi fiquei com sensação de ter sido pouco claro. Obrigado por poder esclarecer (e até passar uma referência nova)!

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  • 02/09/2009 at 3:17 pm
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    Perfeito, O Senil! Tudo esclarecido.

    Só tem uma dúvida que ainda me persegue é que alguns sites (como o Square Enix Music Online) dizem que, como a intenção do Chrono Trigger era unir os principais responsáveis por Dragon Quest e Final Fantasy, inicialmente a trilha seria feita numa parceria do Nobuo Uematsu com o Koichi Sugiyama!

    A partir daí eu não sei como se desenvolveu a história. Supostamente o pedido do Yasunori Mitsuda ao Hironobu Sakaguchi coincidiu com o fato de o Sugiyama estar ocupado demais na ocasião (não sei em qual projeto), e daí o Uematsu tirou férias (talvez por saber que toda a trilha ficaria, a princípio, a cargo do Mitsuda?).

    Ainda hei de confirmar como tudo isso aconteceu…

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  • 02/09/2009 at 9:05 pm
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    @Alexei Barros
    Eita… Dessa eu não sabia mesmo… Teríamos que dar uma olhada em quais projetos estavam trabalhando antes de Chrono Trigger (não do lançamento, mas até mesmo antes do anúncio do tal título) e até em revistas (gringas provavelmente) do período.

    Pode ser que o Uematsu já estivesse de férias, o Sugiyama ocupado e o Mitsuda, espertinho, aproveitou para abordar o Sakaguchi enquanto ele ficava batendo a cabeça na parede pensando em que compositor arrumar para a trilha do jogo. hehehe

    Estou muito corrido com as coisas do mestrado aqui (tanto que não pude cumprir a promessa do post sobre PSIII no fim de semana que passou), mas vou tentar dar uma pesquisada preliminar nas datas e revistas do período. Daí vou dando um jeito de compartilhar o que encontrar.

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