“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Peço, antes de qualquer outra coisa, que me perdoem pela ausência de respostas rápidas de minha parte na semana passada. Além de naturalmente sentir-me mal por isso, acredito que isso impeça o diálogo que me é tão caro nesta coluna.

O que me proponho a pensarmos hoje é um tanto simples. Na realidade, é somente uma ligeira “adaptação” (explico as aspas mais ao final) de uma constatação realizada por C. S. Lewis no âmbito da literatura. Ele a apresenta concisamente no lúcido livro denominado “Experimento em crítica literária” em que busca refletir sobre a experiência de ler.

Como já deve ter ficado extremamente evidente, admiro muito o trabalho de Lewis. Não somente sua ficção, mas também suas obras de apologética, seus poemas e seus ensaios e pesquisas sobre literatura. Foi com ele que me senti no dever de não abandonar completamente estudos sobre games que os consideram como narrativas (embora ainda tenha lá minhas ressalvas com este ponto de vista).

Acima, três livros de Lewis muito interessantes. Só queria pontuar que “No Reino de Glome” é uma retomada do mito de Psique do ponto de vista de uma de suas irmãs; gostei bastante dele.

De qualquer modo, a certa altura ele afirma que muitos dos que leem obras, ao fazerem críticas sobre elas, falam de muitas coisas que, efetivamente, não estavam lá. Um exemplo, para sair do âmbito mais jornalístico de resenhas críticas seria escrever um trabalho acadêmico aprofundado como uma dissertação, tese, ou livros explicando elementos não tão evidentes nas obras.

Para Lewis, isso não é necessariamente ruim. O que é preciso ter claro, segundo ele, é que tais reflexões não estão na obra; são fruto da relação do texto com seu leitor e também das pré-concepções deste, das teorias que defende, de suas experiências etc. O perigo é fazer isso a priori, esquecendo-se de que estas coisas são do crítico (e não do texto) – embora só apareçam por intermédio dele.

No âmbito dos games, podemos observar algo semelhante. Vou usar um exemplo pessoal para tentar deixar tudo bem claro. Quando joguei Chrono Cross pela primeira vez, estava absorto em leituras sobre o existencialismo e fenomenologia (algo com que ainda me divirto hoje). Por isso, quando cheguei ao lugar chamado Dead Sea, formado pelos futuros “assassinados” quando Crono e seus amigos derrotaram Lavos, não pude deixar de lembrar-me de Sartre. Para este autor, tomar uma decisão é algo mais sério e conturbado do que se possa parecer. Angustiamo-nos quando vemos diversos possíveis diante de nós e dentre os quais somente podemos optar por um. Segundo ele, a escolha baseia-se não somente em destacar e concretizar um único possível: nós também matamos e reduzimos a nada todas as outras possibilidades.

Então, o Dead Sea fez todo o sentido para mim. Tanto que, até hoje, o diálogo com Miguel é o que mais me lembro e todo o jogo. Contudo, se eu visse o game somente como um apanhado de filosofia existencialista e, com isso, buscasse explorar as razões do Magus estar ou não presente nele (ou qualquer outra coisa), eu deveria saber que isso é meu: é a minha forma de ver o game e de “interpretá-lo de fora” por assim dizer. E não a forma verdadeira de experimentar o jogo – que seria, em última instância, deixar-se levar por ele da maneira com que ele se mostra.

Outro exemplo evidente é que muitos jogadores aproveitam pouco Xenogears preocupados em analisar psicanaliticamente Fei e Elly. Isso é até responsabilidade dos designers do jogo que deram nomes como Lacan e Id a personagens. Ocupados com isso, não se deixam envolver pelo jogo genuinamente. Assim como muitos leitores-pesquisadores, segundo Lewis, esquecerem de buscar provar uma genuína experiência de leitura antes e se deixar levar para onde suas mentes os carregam.

Agora, sobre as aspas usadas anteriormente. Fi-lo porque creio que não se trata de uma adaptação; foi somente o alargamento de uma evidência de um tipo de jogo a outro. Para mim, e a cada dia mais, ler se mostra como jogar; a leitura seria então num tipo de jogo. Claro que com as suas peculiaridades, mas compartilhando de categorias essenciais a outros jogos como, por exemplo, a queimada e Streets of Rage (que, por sua vez, também possuem suas particularidades).

É isso por hoje. Até o próximo post!

crianças!

Peço, antes de qualquer outra coisa,

que me perdoem pela ausência de

respostas rápidas de minha parte na

semana passada. Além de naturalmente

sentir-me mal por isso, acredito que

isso impeça o diálogo que me é tão

caro nesta coluna.

O que me proponho a pensarmos hoje é

um tanto simples. Na realidade, é

somente uma ligeira “adaptação”

(explico as aspas mais ao final) de

uma constatação realizada por C. S.

Lewis no âmbito da literatura. Ele a

apresenta concisamente no lúcido

livro denominado “Experimento em

crítica literária” em que busca

refletir sobre a experiência de ler.

Como já deve ter ficado extremamente

evidente, admiro muito o trabalho de

Lewis. Não somente sua ficção, mas

também suas obras de apologética,

seus poemas e seus ensaios e

pesquisas sobre literatura. Foi com

ele que me senti no dever de não

abandonar completamente estudos sobre

games que os consideram como

narrativas (embora ainda tenha lá

minhas ressalvas com este ponto de

vista).

[livros de Lewis – um de literatura;

outro de apologética e outro de

ensaios]

De qualquer modo, a certa altura ele

afirma que muitos dos que lêem obras,

ao fazerem críticas sobre elas, falam

de muitas coisas que, efetivamente,

não estavam lá. Um exemplo, para sair

do âmbito mais jornalístico de

resenhas críticas seria escrever um

trabalho acadêmico aprofundado como

uma dissertação, tese, ou livros

explicando elementos não tão

evidentes nas obras.

Para Lewis, isso não é

necessariamente ruim. O que é preciso

ter claro, segundo ele, é que tais

reflexões não estão na obra; são

fruto da relação do texto com seu

leitor e também das pré-concepções

deste, das teorias que defende, de

suas experiências etc. O perigo é

fazer isso a priori, esquecendo-se de

que estas coisas são do crítico (e

não do texto) – embora só apareçam

por intermédio dele.

[imagem de Chrono Cross – Miguel]

No âmbito dos games, podemos observar

algo semelhante. Vou usar um exemplo

pessoal para tentar deixar tudo bem

claro. Quando joguei Chrono Cross

pela primeira vez, estava absorto em

leituras sobre o existencialismo e

fenomenologia (algo com que ainda me

divirto hoje). Por isso, quando

cheguei ao lugar chamado Dead Sea,

formado pelos futuros “assassinados”

quando Crono e seus amigos derrotaram

Lavos, não pude deixar de lembrar-me

de Sartre. Para este autor, tomar uma

decisão é algo mais sério e

conturbado do que se possa parecer.

Angustiamo-nos quando vemos diversos

possíveis diante de nós e dentre os

quais somente podemos optar por um.

Segundo ele, a escolha baseia-se não

somente em destacar e concretizar um

único possível: nós também matamos e

reduzimos a nada todas as outras

possibilidades.

Então, o Dead Sea fez todo o sentido

para mim. Tanto que, até hoje, o

diálogo com Miguel é o que mais me

lembro e todo o jogo. Contudo, se eu

visse o game somente como um apanhado

de filosofia existencialista e, com

isso, buscasse explorar as razões do

Magus estar ou não presente nele (ou

qualquer outra coisa), eu deveria

saber que isso é meu: é a minha forma

de ver o game e de “interpretá-lo de

fora” por assim dizer. E não a forma

verdadeira de experimentar o jogo –

que seria, em última instância,

deixar-se levar por ele da maneira

com que ele se mostra.

[imagem de Xenogears]

Outro exemplo evidente é que muitos

jogadores aproveitam pouco Xenogears

preocupados em analisar

psicanaliticamente Fei e Elly. Isso é

até responsabilidade dos designers do

jogo que deram nomes como Lacan e Id

a personagens. Ocupados com isso, não

se deixam envolver pelo jogo

genuinamente. Assim como muitos

leitores-pesquisadores, segundo

Lewis, esquecerem de buscar provar

uma genuína experiência de leitura

antes e se deixar levar para onde

suas mentes os carregam.

Agora, sobre as aspas usadas

anteriormente. Fi-lo porque creio que

não se trata de uma adaptação; foi

somente o alargamento de uma

evidência de um tipo de jogo a outro.

Para mim, e a cada dia mais, ler se

mostra como jogar; a leitura seria

então num tipo de jogo. Claro que com

as suas peculiaridades, mas

compartilhando de categorias

essenciais a outros jogos como, por

exemplo, a queimada e Streets of Rage

(que, por sua vez, também possuem

suas particularidades).

[imagem de alguém lendo e de alguém

jogando]

É isso por hoje. Até o próximo post!

NOTA; OUTRO POST: sobre os que lêem

“grandes” obras e desdenham as

“pequenas”.

Academia Gamer: Alguns apontamentos sobre a experiência de jogar
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8 thoughts on “Academia Gamer: Alguns apontamentos sobre a experiência de jogar

  • 08/02/2011 at 8:50 am
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    Fala Senil, excelente post! Eu sou uma pessoa “simplista” neste aspécto, pois geralmente quando eu jogo, leio ou assisto um filme, tenho como objetivo principal além da diversão óbivia, me desligar do mundo real e da chatice cotidiana. Vai ver por isso eu faço o inverso de um crítico. Deixo a história me levar enão fico pensando “fora da caixa”. Apenas me contento com o que é apresentado, sem filosofar de porque foi apresentado assim ou assado, ou mesmo sobre o que poderia ter sido ou não. Se eu fizesse essas perguntas e indagações e procurasse respostas para elas, eu traíria meu objetivo que é me desligar da vida cotidiana. E de nada adiantaria, pois o que foi apresentado num game, livro ou filme já está lá e não mudará, de nada servindo a busca sobre algo que alí não foi visto, citado ou mensurado. O máximo faço é tentar entender a idéia proposta pelo autor na sua essência. Como por exemplo fiz com o filme A Origem, com Leonardo Di Caprio, onde tentei ligar o filme inteiro com a cena inicial. E até agora não entendi a relação de “alhos com bugalhos”. Falow!

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  • 09/02/2011 at 7:54 am
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    Hahahaha, eu sofro disso.

    Às vezes quero enxergar nos games significados profundos que não estão ali. Se há algum tema complexo, ele está ali apenas para reforçar e dar consistência e credibilidade ao enredo, ajudar na imersão, e não para tentar roubar o foco, que é do próprio jogo e do “jogar”.

    É como alguns que tentam encontrar mensagens profundas nas letras de algumas bandas dos anos 70 e 80 quando, na verdade, se tratam apenas de bizarrices sem nexo escritas por jovens “viajando” nas drogas.

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  • 10/02/2011 at 8:07 pm
    Permalink

    Jogar, assim como ler, ver um filme, desenhar, dentre outras atividades intelectuais, é algo muito pessoal e único. Cada um interpreta e reage à sua maneira. Por exemplo, quando eu jogo Punch-Out e levo um soco no jogo, por vezes deixo escapar um gemido – é uma cena bem ridícula, por isso gosto de jogar sozinho à portas fechadas, mas demonstra o quão eu fico imerso no gameplay.

    O contexto por vezes ainda influencia muito na sua “visão” sobre algum jogo. Quando joguei Chrono Trigger pela primeira vez, fiquei tão impressionado com os gráficos – pois até então era o melhor game neste quesito que eu tinha visto – que ficou marcado em mim até hoje a qualidade dele. Ainda no mesmo jogo, por incrível que pareça, apesar de gostar tanto eu nunca fechei Chrono Trigger. Sempre acontecia alguma coisa que me impedia quando estava próximo do final. O tempo de locação esgotava, perdia o save, o PC pifava. Isso fez com que o jogo ficasse muito mais “marcado” para mim. Mas um dia eu fecho essa bagaça…

    Isso foi só para ilustra que eu entendo que o contexto e a visão pessoal de cada um pode ou não tornar a história de um jogo maior, ou mais imersiva. É isso. Belo Post, como sempre!

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  • 11/02/2011 at 12:48 pm
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    Acho legal ver as diferentes interpretações que as pessoas têm para um jogo. É legal quando inventam teorias também. Por exemplo, em Final Fantasy VIII, há a teoria de que Rinoa = Ultimecia, em que fãs buscaram justificativas até na mitologia grega. Eu amo essa teoria. Apesar de ter sido desmentida pela própria Square, o jogo seria bem mais profundo se fosse verdade.

    Chrono Cross é outro que também me fez refletir bastante. Às vezes eu fico pensando nas várias “eus” que existem por aí em universos paralelos, vivendo vidas completamente diferentes da minha aqui. Gosto de imaginar que cada decisão que eu tomei fez surgir uma nova eu em outro universo, e fico imaginando como cada uma delas está vivendo hoje. É coisa de maluco. =P

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  • 13/02/2011 at 5:52 pm
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    @piga
    Isso que é importante mesmo piga! É assim que tem que ser, sem tirar e nem por. Jogar é realmente “sair um pouco da realidade”. Tem gente que acha isso ruim, mas é algo essencial à humanidade (e, dizem alguns, aos outros animais também). Parabéns por jogar jogos como devem ser jogados! Isso é mais raro do que possa parecer nos dias de hoje. hehehe

    E sobre o “A Origem”, eu entendi ele muito bem. Nem tanto por eu “ser o cara”, mas porque eu tinha muitos sonhos assim quando criança (um sonho dentro de outro, a possibilidade de criar elementos dentro do sonho, mudar caminhos etc.) então são temas que eu longe de somente conhecer de ouvir falar, que eu vivi. Claro que não da maneira como aparece no filme (de você entrar no sonho de outras pessoas e controlá-lo), mas viajei com tranquilidade pelo universo que ele propõe, sem precisar viajar demais nas explicaçõs vindas de fora.

    @Hideto
    huahuahauha Cara, eu faço isso também, mas só depois que parei uma sessão do jogo, por exemplo. Uma vez fora do jogo, isso não atrapalha em nada. hehehe É até o que sustenta diversas comunidades de games até hoje. Por exemplo, na Lista de Algol (sobre Phantasy Star) a gente não fala o tempo todo que adorou jogar o jogo; a gente explora teorias sobre relação entre eles, sobre personagens e por aí vai. Mas enquanto eu jogo, esqueço disso tudo e me deixo levar pelos jogos.

    E ótimo exemplo que deu! Na verdade, nem iria muito longe; basta pegar músicas de supostos “intelectuais” da MPB nacional e ver que não fazem sentido algum (além de serem algumas vezes bem ruins! hehehe).

    @Onyas
    É melhor não jogar um jogo de tênis então! 😀 Ia gemer o tempo todo e qualquer um que passasse perto da sua porta ia levantar as mais diversas teorias a respeito de em qual jogo estaria envolvido. hehehehe

    Piadas à parte, eu entendo perfeitamente o que diz. Clarfo que cada um tem uma experiência diferente com o jogo; mas para isso, é preciso que cada um se entregue a ele. Se, por exemplo, jogando Chrono Trigger, você ignorasse todo o resto que acontecesse e ficasse babando o tempo todo com os gráficos, você não diria que “jogou” o game, certo? É mais neste sentido, de ficar “de fora” do jogo mesmo que supostamente o esteja jogando. Um exemplo? Muitos críticos de games que, ao invés de jogar de verdade, pensam a todo instante coisas como “não gostei desse menu”, “ah, essa música é legal”, “não gostei porque não tem magias logo de começo” etc. Ou seja, ao invés de jogar, ficam fazendo sua crítica logo de cara; isso arruína o jogo dele e, devo dizer, sua crítica. É isso que o Lewis fala com relação à literatura.

    @Patty K
    De jogos que eu curto, eu gosto de ler coisas assim também. Mas nunca fico pensando nisso enquanto jogo. hehehe E há outra teoria além dessa? Meu amigo (que parece só ter gostado de FFVIII do reino dos RPGs) sempre me disse que a Rinoa era a Ultimecia e eu nunca duvidei disso. hehehe

    huahauha Seria mais doloroso pensar não em outras Pattys vi vendo por aí em diversos mundos possíveis, mas em dezenas de milhares de Pattys que morreram no instante em que você tomou uma decisão? hehehehe Como comentei citando o Sartre, é como se matássemos os outros possíveis ao escolhermos um só. Por isso que a idéia de um “lugar” como o Dead Sea me pareça tão interessante: o local em que os possíveis rejeitados estão. Não fique brava comigo! hehehe

    E eu estou doido para jogar Chrono Cross de novo. Estou seriamente pensando em reconsiderar minha lista de RPGs favoritos do PSX e colocá-lo em primeiro, antes de Xenogears. hehehe Wild Arms talvez ultrapsse Xenogears também; eu adoro esse jogo.

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  • 14/02/2011 at 1:29 pm
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    @O Senil
    Conheço outra teoria de Final Fantasy VIII: Squall is dead. Essa teoria conta que ele é ferido mortalmente no fim do primeiro cd, e tudo que acontece a partir daí são os delírios finais dele. É bem interessante também! http://squallsdead.com/

    Poxa, que sacanagem você matar todas as minhas outras eus! Não pode, isso é ser pattycida! =P Bom, essa é outra forma de pensar que faz sentido também. Gosto de filosofia, é legal ter tantas possibilidades de reflexão.

    Também preciso jogar Chrono Cross de novo. Minhas lembranças sobre o Dead Sea estão meio apagadas. O meu top 3 do psx é Chrono Cross, Xenogears e Final Fantasy VIII. O FF é mais por sentimentalismo, o enredo dele não é tão bom quanto os outros, mas foi o primeiro que eu joguei e meu nick foi Rinoa por muito tempo.

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  • 17/02/2011 at 11:28 am
    Permalink

    @Patty K
    Eita! huahuaha Nunca tinha pensado no Squall como morto. hehehe Instigante, sem sombra de dúvida.

    Eu gosto mais dos Final Fantasies do SNES (e por razões bem pontuais – personagens, músicas etc.). Dos de PSX, gostei mais do FFIX por ter um “quê” de Final Fantasy antigo. Wild Arms é muito bom também; como você é musicista, certamente vai adorar algumas das composições (a introdução, uma marcha funerária e algumas outras belas peças durante o caminho todo). É meio oldschool por ser o primeiro RPG para PSX, mas vale a pena mesmo assim.

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