“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Estava aqui ponderando sobre o que poderia escrever nessa semana do carnaval e lembrei-me inicialmente de algo que talvez tenham passado.

Quando criança (e, devo acrescentar, ainda hoje) odiava o carnaval com todas as minhas forças. Era um feriado longo em que podia assistir os desenhos matutinos já que estudava no período diurno. Porém, isso não me ajudava em nada já que praticamente toda a programação parava para passar desfiles e notas dos jurados para as escolas que desfilavam.

Era (e ainda é) um feriado que muito atrapalha aqueles que ainda buscam a mesma coisa. Claro que nós, mais velhos, temos outras coisas para fazer além de ver desenhos animados. Por exemplo, podemos jogar videogame.

“A luta entre o Carnaval e a Quaresma” de Pieter Bruegel.

Essa seria a ideia inicial que pensei em trabalhar com vocês. Mas aí dei-me conta de que existe uma outra coisa relacionada com o carnaval e que mereceria ser discutida: a vulgaridade. Decerto que essa festa não começou da maneira com que a conhecemos hoje. E também é igualmente correto observar que em outros países o carnaval acontece de uma maneira bem diferente.

Como é comum em muitas das postagens que compartilho com vocês, alguns podem estar se perguntando “mas o que raios isso tem a ver com games?”, ou ainda “vai tentar dar lição de moral só porque é velho, Senil?” Vamos lá tentar responder cada uma dessas perguntas por vez.

Em primeiro lugar, “vulgar” é um termo que tem relação direta com “comum”. Não no sentido de “mais frequente” ou “normal”, mas simples e puramente no sentido de “algo das pessoas comuns”. É claro que existem outros sentidos, mas eles acabam se referindo a esse de uma forma ou de outra. Relaciona-se, por exemplo, com extravagância e ingenuidade. No caso do carnaval moderno, quando pensamos em vulgaridade, podemos considerar algo comum (nosso próprio corpo) utilizado extravagantemente de alguma maneira. É assim que quero pensar “vulgaridade” com vocês.

“Dança dos camponeses” de Pieter Bruegel.

 

Em games, isso acaba aparecendo de uma forma ou de outra. Sensualidade e erotismo por definição não são vulgaridade. Se em um jogo baseado total ou parcialmente em conquistas românticas, é aceitável, compreensível e esperado que haja algum elemento de sensualidade porque faz parte do próprio modo de relacionamento de que trata. O problema começa quando o jogo começa a ser vendido não pelo mundo que nos oferece, mas unicamente pela exibição e extravagância de elementos que não fazem sentido naquele contexto todo que o game propõe. Tornam trivial e comum algo que deveria ser a cereja do bolo, se é que podem me entender.

Exemplos em games mais antigos é um pouco difícil dizer porque ou os jogos eram naturalmente pudicos, ou a censura americana pouco incomodava, ou os jogos eram pornô mesmo como o famosíssimo X-Man do Atari 2600. De alguns anos para cá, principalmente a partir do uso de mídias de CD, isso foi se tornando cada vez mais comum. Ao ponto de franquias inicialmente despreocupadas com isso colocarem todo seu esforço em ressaltar tais qualidades.

Será que quem teve problemas nessa Carnival Night Zone era porque não gostava de Carnaval? 🙂

Aquele que mais claramente sofreu tal modificação foi Dead or Alive. A primeira versão, um excelente jogo de luta em 3D (na época em que graças a Virtua Fighter o estilo virou moda), foi se convertendo em uma outra coisa que originou até mesmo um jogo de vôlei de praia de mulheres com biquínis. Uma outra personagem que padeceu do mesmo mal foi a Samus da série Metroid. Se antes a surpresa maior do jogo era ver ao final dele que aquela armadura continha uma mulher, jogos mais recentes nem contam mais com a armadura.

Acho uma pena que muitos desenvolvedores de games pensem em criar um jogo dessa forma sem que o erotismo faça o menor sentido. Isso acontece bastante na literatura: se um livro não tem sexo, mulheres sedutoras e/ou litros de sangue jorrando a cada página dificilmente fará sucesso.

A questão é que tais games acabam se tornando superficiais ao extremo. Se atualmente já é difícil jogarmos novamente um mesmo game, que dirá um cujo maior (às vezes único) atrativo se resume ao uso indiscriminado do belo corpo feminino? Isso não revela uma “maior liberdade sexual”, mas uma total inconsciência do que vem a ser isso em nossas próprias vidas. Isso que é vulgaridade: tentar tornar comum uma flor que deveria ser rara de se encontrar em um jardim repleto de outras semelhantes.

O engraçado é que depois homens e mulheres vêm reclamar que são tratados como objetos pelas outras pessoas. Porque seria diferente se para conseguir ver a “cena de encerramento” basta apertar os botões corretos na ordem certa? Nem mesmo precisamos nos preocupar em nos divertir com todo o restante que nos envolve: urge correr ao prêmio final e, depois, procurar um outro “joguinho” para jogar.

Os games não são reflexo da nossa vida, mas a forma com que são percebidos permite que compreendamos como as pessoas enxergam o mundo em que estão. Estamos tornando vulgar (comum) algo que deveria ser nobre (raro) jogando nossas pérolas aos porcos.

É isso que queria compartilhar com vocês nessa semana. Bom restante de feriado para vocês e até o próximo post!

Academia Gamer: Vulgaridade
Tags:                                     

30 ideias sobre “Academia Gamer: Vulgaridade

  • 21/02/2012 em 8:16 am
    Permalink

    Muito interessante o assunto, eis que eu estava jogando uma playnovel(eu chamo assim por causa do silent hill play novel de gba), e jogando ela por curiosidade já que nunca tinha visto algo parecido, vai rolando história atrás de história, textos com imagem mais o som ao fundo. O enredo tava legal, interessante mesmo, até hoje que numa cena surgiu imagens com nudez por assim dizer, não que tenha estragado a experiência só que eu me sentiria muito sem jeito se entrasse alguém no quarto e visse eu jogando isso, que que eu ia falar? Claro que esse tipo de jogo, deve ser focado nisso e hoje eu descobri isso, de agora em diante vou jogar ele com mais cuidado senão pode acontecer uma situação tensa, ahahaahah.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 9:32 am
    Permalink

    Dead o Alive era um jogo que curtia E MUITO(entenda isso como quiserem…*ARRAM*) na adolescência. mas conforme fui amadurecendo e vendo a opinião de vários sites de jogos sobre games, agora se eu jogar qualquer game da franquia, vou ficar no minimo constrangido. e o game mal tem enredo, assim como Soul Calibur V, atualmente com uma propaganda de gosto…bem, focalizar bem(BEM MESMO) nos seios da Ivy e na “Derrier” da filha da Sophitia não deveria ser correto. só não ponho a imagem porque seria muito…bom, não quero que banem esse meu comentário. mas vejam só. primeiro Dead or Alive, depois o Rumble Roses e agora o Soul Calibur. se fossem jogos novos , que não tivessem fama aí vai, mas jogos CONSAGRADOS?

    aí vai um link de uma tirinha que mostra como REALMENTE o novo Soul Calibur foi feito…

    http://www.dorkly.com/comic/31842/soulcalibur-brainstorm

    não sei se é para rir ou chorar depois de ver os quadrinhos. mais usar fan-service para vender um game de luta que já era bom…vai ver foi porque os caras que fazem o enredo do jogo não tinham mais ideias mesmo.

    “Acho uma pena que muitos desenvolvedores de games pensem em criar um jogo dessa forma sem que o erotismo faça o menor sentido. Isso acontece bastante na literatura: se um livro não tem sexo, mulheres sedutoras e/ou litros de sangue jorrando a cada página dificilmente fará sucesso”

    Simples Mestre-Senil, sacanagem/vulgaridade/erotismo em games,mangás(infelizmente. até Cavaleiros do Zodiaco the Lost Canvas que estou lendo aqui tem isso… putz!),série de tv,novelas…enfim,TUDO ISSO VENDE!!! E COMO ÁGUA.

    mas você e todo mundo já sabia disso.

    sinceramente acho errado isso que os games fazem isso, se brincar, até a Nintendo vai se entregar ao fan-service. já tinha aquele Super Robot Spirits OC: Endless Frontier para o NDS. e era uma cena disso a cada 5 minutos. e olha que é um rpg normal para os nossos termos de tolerância. e é da Nintendo…

    Hee-Hoo, Mestre Senil

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 11:27 am
    Permalink

    Há jogos que deixam de focar o argumento e a jogabilidade e passam a explorar o aspecto visual erotizado como um meio de atingir um público maior e menos compromissado com a franquia,isto é uma realidade.
    Eu hoje encaro com naturalidade essa perversão.Se a Samus não é mais a mesma,paciência me apego mais ao Metroid clássico então,se os peitos da Lara Croft são tão instáveis a cada versão quando um elemento químico radioativo,ok tudo bem ,eu escolho o peito que mais me agrada e começo a jogatina.
    Ninguém mais prioriza e respeita a beleza e a história original de uma personagem ou franquia,hoje em dia se for possível baixar o nível para vender mais assim será,por isso eu valorizo o que é bom sem me prender fiel a nada.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 11:35 am
    Permalink

    O problema da vulgaridade nos jogos não está especificamente na exploração de conteúdo sexual. Não sejamos pudicos aqui, o sexo é um tema interessante e deve mesmo ser usado. O grande problema, e acho que é o que estamos discutindo, é a utilização proposital de algo fora do contexto. O que poderíamos chamar de “forçação de barra”.

    As pessoas mais atentas percebem quando há uma jogada apenas para vender mais ou atrair mais atenção. E se sentem enganadas com isso, com razão. Só que os menos atentos, ou menos interessados, nem dão importância, e trata-se da grande massa consumidora que não tem tempo para questões ideológicas neste mundo corrido e sem alma. É novo? Compra!

    Sexo, violência, romances, tabus, surpresas, medo, são produtos que são inseridos em games, filmes, livros, música sem que haja um contexto que justificasse sua utilização. Tornando essas coisas tão artificiais como é, por exemplo, o que se tornou o carnaval hoje. Mesmo as escolas de samba, que antigamente representavam o folclore brasileiro num espetáculo que misturava humildade com criatividade, hoje é utilizado inclusive como veículo de propaganda política e envolve tanto dinheiro e luxo que não passa de mais um “negócio”, plástico, ordinário, sem alma.

    Eu acho que é um sinal dos tempos. Porém creio que enquanto existirem pessoas como nós de dão valor aos games retrôs, assim como há gente que valoriza os filmes antigos, a literatura clássica e a (verdadeira) música popular, enquanto existirem pessoas assim ainda resta esperança.

    Grande tema esse, Senil. Parabéns!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 11:37 am
    Permalink

    @Juliano
    huahuahauhauha Realmente seria uma situação bem constrangedora! Mas é aquela coisa, se as cenas fazem sentido no jogo, ótimo. O problema é quando utilizam esse artifício como único meio de venda.

    @leandro(leon belmont)alves
    Sim, realmente uma pena… Ao invés de fazer valer o nome da série, ou alguma qualidade realmente significativa, pegam o mais chamativo e utilizam à exaustão…

    huahuahauhauhauha Muito boa a tirinha. hehehehe

    Sim, e vende mesmo… O que é uma pena porque são apenas elementos que até poderiam fazer parte de tudo isso, mas sem a ênfase exagerada que dão a eles… E não sabia dessa da Nintendo. hehehe Mas era de se esperar. Daqui a pouco ela lança um Mah-jong com mulheres como era moda nos anos 1980 e 1990. hehehehehe

    @Guilherme Carrion
    Yep… Exatamente isso. O problema é que parece que não nos levam a sério como jogadores, o que é uma pena…

    @Dactar
    É mais ou menos essa a minha posição também. Se um jogo se oferece apenas por esses atributos, eu dificilmente o experimento ou o jogo por muito tempo. E volto para outros bem mais interessantes.

    Mas é fato: as empresas realmente fazem o que podem para vender mais e mais de seu produto. Ainda mais porque a maior parte da população que compra e joga videogames é homem e está na adolescência. Nada melhor do que isso para chamar a atenção e ganhar horrores, portanto.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 11:39 am
    Permalink

    Bom eu penso da seguinte forma: se a mídia (game, filme, quadrinho, etc…), foi concebido para ser erotizado desde o início, não vejo problema, pois é algo já pensado para um público especifico. O problema eu acredito que está quando se muda completamente um personagem, cito um exemplo:

    Um dos meus games preferidos é o Parasite Eve do PSX, no game original a Aya Brea, nada mais era do que um amontoado de poligonos, uma personagem cuja única sensualidade era graças as artes em papel do jogo, já que no game em si não se via isso.

    Veio aquela deplorável continuação, a personagem mudou um pouco, já na primeira cena em que a controlamos, se dá um destaque enorme aos seus glúteos rebolantes, na sequência a personagem muda de roupa para uma saia e depois acontece a fatídica cena em CG do banho. Mas apesar disso não considerei algo muito apelativo, vejamos mulheres rebolam ao caminhar, ela vai para o deserto logo uma roupa mais fresca seria necessária, o banho acontece a noite durante o descanso da personagem. Apesar dessa suposta erotização, tudo faz parte do contexto do game, então é aceitável.

    Agora vejamos o terceiro jogo saído para o PSP. Aya se utiliza de uma máquina para voltar no tempo, mas somente a sua mente volta, o corpo fica. Nesse estado ela pode “possuir” o corpo de outras pessoas que estejam lá. Durante as batalhas suas roupas vão se rasgando, mostrando partes do seu corpo. Na época até houve uma pequena polêmica, mas os produtores do jogo juraram de pés juntos que não era uma tentativa de erotizar, e sim dar mais realismo tendo em vista que roupas se rasgariam durante uma batalha. Mas eu pergunto como as roupas da Aya iriam se rasgar se ela não está lá de verdade? O personagem que vemos na tela é a Aya, mas lembrando que ela está usando o corpo de outra pessoa, logo seria desnecessário mostrar roupas se rasgando…
    Continuando, existe insinuações lésbicas de uma outra personagem com a Aya.
    Ao se terminar o game, ganha-se roupas especiais. Mas todas no nível maid ou bunny.
    E ainda existe a cena do banho, mas para acessá-la é necessário terminar o game CINQUENTA vezes.
    vamos ao vídeos:
    Repare a diferença entre a cena do banho do Parasite Eve 2 para o do 3rd Birthday.

    Banho do Parasite Eve 2:
    http://www.youtube.com/watch?v=7Bg6ZjT-NqM

    Banho do 3rd Birthday:
    http://www.youtube.com/watch?v=w_g_lUJiAck

    Roupas do 3rd Birthday:
    http://www.youtube.com/watch?v=suCLs0LaOB4&feature=related

    Roupas se rasgando no 3r Birthday:
    http://www.youtube.com/watch?v=G4YgjM298WA

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 11:42 am
    Permalink

    @Onyas
    Opa, apareceu seu comentário depois de ter respondido os outros. hehe

    Exatamente isso que comentei! Se essa temática faz sentido no contexto do jogo, excelente. O problema é ser fora de contexto como falou. Justamente por isso que falei que seria tornar comum algo que deveria ser raro. Na verdade a ideia de “pudor” acaba passando por essa questão: não é uma fuga total da erotização, mas certa consciência de que tem lugar e hora para que tenha seu pleno sentido e realização. Acredito que com games seja a mesma coisa, mas também na literatura e em qualquer outra arte que pensemos, assim como você mesmo pontuou…

    E gostei muito da sua reflexão ao final! Na verdade, nem tenho muito a acrescentar ao seu comentário. Acho que tornou bem mais clara algumas questões que tentei trazer com o post e que refletem exatamente o que eu penso também: não podemos ceder simplesmente à multidão e nem deixar de apontar que existe outra forma de se pensar e, por que não, de se consumir.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 12:27 pm
    Permalink

    Culpa dos desenvolvedores? Acho que não! Mais culpa dos produtores que são quem ditam as regras do que um game deve ter porque são eles os responsáveis pela “direção” comercial do game. Tenho certeza que se fosse pelos desenvolvedores, as Samus nunca tiraria a armadura e pior, ia era “vestir” um mecha ultra poderoso daqueles que só japonês sabe fazer. Ou então iam estender aquele conceito do Metroid Fusion e transformá-la numa mutação maluca e destruidora.

    Mas enfim, é o que o grande público pede, e é isso o que importa. Até que apareça alguém e mude esse paradigma e mostre que essa nudez e exposição sexual não é necessária para diversão, nada vai ser feito. Posso até fazer uma analogia com bandas de metal nos países da Europa, certa vez lendo uma entrevista do Angra eles falam como isso é chato porque os caras tem que ser cabeludos até a cintura, andar sempre de preto, óculos escuros, cara de mal, correntes e etc. porque é o que o grande público quer ver. A mesma coisa se fala da sonoridade, que eles sempre tem que tocar coisas na velocidade da luz, complicadíssimas porque o cara paga o show para ver isso e dane-se a música. Tudo bem, é o estilo dos caras, eles até gostam de técnica apurada na música deles, mas tem hora que eles querem ser diferentes e os próprios fãs não deixam, e isso acaba por limitando a musicalidade dos caras, e um artista que se limita nunca dá certo.

    E voltando ao fio da meada, essa analogia explica o que eu quis dizer, porque os artistas que criam o game acabam se limitando por conta de um paradigma imposto pela opinião pública. Aí vem uma idéia maneiríssima de pôr a Lara Croft em órbita por exemplo, ela vai dar um passeio no espaço no espaço em alguma missão maluca, enfim tudo para que a coisa seja sensacional aí vem o produtor e veta a idéia porque vai esconder as curvas dela por causa do traje espacial, entenderam?

    Por essas e outras no quesito “idéias”, tenho curtido muito mais games indie porque eles são totalmente livres de opinião dos outros. O cara faz o game porque ele acha legal e pronto!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 1:44 pm
    Permalink

    O problema maior, a meu ver, não é a vulgaridade. É o machismo. É impressionante como praticamente todas as personagens femininas nos games não passam de meros objetos sexuais. Eu, particularmente, não me lembro de ver nenhuma garota comum, sem um corpo voluptuoso e vestindo roupas normais, em jogos. Praticamente todos os exemplos se encaixam apenas na categoria de fantasia masculina.

    E não estou falando de “Dead or Alive” ou mesmo da Lara Croft aqui. Isso se vê na própria forma com que a Samus Aran é representada na saga Metroid. Qual o prêmio para quem consegue terminar o jogo com todos os itens no menor tempo possível? Vê-la de biquini.

    Lembro de ter lido, certa vez, que essa é uma das principais barreiras que as meninas enfrentam para gostar de games: elas simplesmente não se sentem identificadas com nenhuma protagonista típica dos jogos. Afinal, essas não são mulheres idealistas, guerreiras, sensíveis: são apenas corpos com personalidades estereotipadas de “gostosona”.

    Será que não haveria menos rejeição das namoradas aos games se os desenvolvedores procurassem retratar as personagens femininas de forma mais realista?

    E também tem o outro lado: não seria desconfortável se todos os homens nos jogos fossem gogo-boys de Parada Gay e você não tivesse outra opção de escolha?

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 2:38 pm
    Permalink

    é…mestre senil,,para falar a verdade odeio carnaval,,,só presta mesmo o feriados e mulherada dançando,,,o resto é resto,,,,esse negócio de mexer a bunda não é comigo não!!!!puts,,,vulgaridade existe até na parada de onibus,,,em todo o lugar, e depois a mulherada não gosta de ser chamada de gostosa, fala sério!!!!é dificil em não pensar em mulher e video game hoje em dia,,,são as coisas que eu mais gosto na vida,,,depois vem o heavy metal é claro!!!
    a figura feminina está sempre presente,,,no video game, em nossos sonhos e internet, não tem jeito,,,é um twitter da vida!!!!escroto,,,particularmente eu tenho minhas heroinas nos video games, é claro que elas são lindas e boazudas: jill valentine, morrigan, mai shiranuy, leona e outras por ai,,,portanto,,,cara a mulher vulgar ou não vulgar,,,virou uma rede social,,,e eu serei um eterno seguidor dessa rede!!!!!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 2:48 pm
    Permalink

    Também detesto carnaval, sempre atrapalha toda a minha vida.

    De fato ter apelo sexual como único ponto alto de um jogo é péssimo, embora eu não me incomode nem um pouco com a mistura bons jogos + peitos + bundas, hwa hwa hwa. Sobre o seu comentário sobre a Samus eu não concordo muito, pelo menos até Prime 2 (ainda não joguei Prime 3 e Other M) ela continua com a sua armadura o tempo todo.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 3:03 pm
    Permalink

    Acho bem complicado como as coisas vão indo, pouco a pouco vou perdendo a identificação de vários jogos e personagens atuais, inclusive toda a mídia nos fazem esperar por algo que não existem (homens e mulheres) criando uma sociedade superficial demais. Não quero realmente que todos os jogos tenham heróis santinhos ou mulheres perfeitas, pois não existem de verdade, mas que busquem algo verdadeiro ou seja o Bem, de preferência se auto-superando e no mínimo com um enredo que faça sentido a coisa toda. A mídia tenta sempre nos surpreender nem que seja de uma forma ruim.
    Um exemplo disso foi com o filho de wolverine que (a revista) sem saberem como inventar um personagem com “mais desgraça no passado” criaram um personagem “assexuado” que pegou homem/mulher, quer dizer PERDEU UM POUCO O SENTIDO A HISTÓRIA em nome do “HOOOO! NÂO ACREDITO!” e olha que em “Wolverine Origens” tem um suposto filho CONTADOR (CONTABILISTA). Do lado das Minas nos games estão indo no mesmo caminho, a história por trás não importa somente o que tem nas comissões de frente e atrás e são bonitas, INFELIZMENTE.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 3:41 pm
    Permalink

    @João do caminhão
    Agora foi o seu que só apareceu depois. hehehe

    Muito bem lembrado do Parasite Eve. Eu adoro esse jogo: um dos melhores de PSX sem dúvida (gosto de tudo nele: a história, a ambientação, os personagens, o sistema de combate…). A Aya é uma mulher muito bonita desde o primeiro jogo, mas concordo plenamente que no segundo jogo quiseram colocar a sensaulidade dela mais dentro do jogo mesmo. Embora, como você mesmo pontuou, eu acredite que tenha algum sentido dentro do contexto e das CGs em questão (o banho dela, por exemplo).

    Eu não joguei o terceiro jogo, mas pelo que você falou provavelmente nem o jogue. hehehe Realmente acho que a mudança não foi muito saudável, como geralmente acontece em vários jogos além dos que citei e esse. Fora que, como disse o Rafael em um comentário mais abaixo, em muitos casos acaba virando um tipo de recompensa…

    @Flávio de Oliveira
    Sim, muito bem colocado! Talvez seja realmente a produção a maior preocupada com isso (já que é o setor que considera a vantagem mercadológica do produto). Mas também não duvido que muitos desenvolvedores, para poupar esforços e o risco de jogar todo um projeto lindíssimo no lixo, acabam adotando logo de cara o padrão esperado e exigido. Economiza etapas e estresse. hehehe

    Muito bem relacionado com as bandas de metal. O que também não faz o menor sentido. Muitos músicos metaleiros são carecas, como o ex-vocalista da banda Nárnia para ficarmos só em um exemplo. Também acredito que liberdade para criar faz muito bem: o problema é colocar questões de mercado em primeiro lugar. Ela tem que ser posta sim porque artista também come e paga contas, mas não deve ser a primeira preocupação, apenas mais uma delas.

    @Rafa Malaman
    Pior que é… Existem poucas moças comuns em jogos de videogame. Eu nem diria um machismo no sentido próprio da palavra e mais algo feito voltado para o público masculino adolescente porque não é uma simples questão de preferência de gênero, mas a escolha por uma fatia bem específica da população para vender games.

    Não sabia dessa da Samus de biquíni. hehehehe Muito bem pontuado! Então não é de agora. hehehe

    Dependendo do jogo japonês que você pega, os homens parecem todos saídos da Parada Gay. hehehehe Pelo menos temos escolha. Sua sugestão com relação às mulheres é pertinente. Acho que vale a pena pensarmos nisso sim.

    @helisonbsb
    Realmente, existem mulheres e mulheres. hehehehe O problema não é a sensualidade mesmo, mas colocarem isso como a única característica feminina em um jogo. Elas têm muito mais a oferecer. A Jill mesmo que citou, é muito bonita, mas não é só isso que ela traz no primeiro jogo da série.

    @Rafa Tchulanguero Punk
    Eu lembro de ter visto vídeos de algum Metroid novo em que a Samus está sem armadura (até usando um colant azul). Só não sei qual jogo é porque não sou lá grande fã da série (tentei jogar Super Metroid uma vez, sem muito sucesso hehehe).

    @paulo
    Infelizmente de fato… Nem sei o que acrescentar porque concordo com você: tem que fazer sentido e não só aparecer um corpinho bonito. As HQs andam por esses caminhos há bastante tempo já e os games não ficam para trás (isso sem cokntar filmes etc.). Acaba virando o ponto principal ao invés de acessório…

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 4:19 pm
    Permalink

    Pois é, eu vi um filme, na verdade parecia um speedrun de Metroid: Other M, e sim, as vezes ela desliga digamos a armadura e fica só na zero suit, que é esse colant azul, só que não acho apelativo ou fora de contexto. Tudo é bem trabalhado, não tá ali só pra deixar marmanjos babando, é só uma coisa natural que surge com o vídeo game de gráfico mais moderno. No Metroid Zero Mission de Gba ela usava essa mesma zero suit em uma parte do jogo. Metroid aliás se mantém impecável na minha opinião.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 4:46 pm
    Permalink

    Grande Senil. Gostei desse texto. interessante como você destrinchou o termo vulgaridade. E com base nisso aproveito para ressaltar algumas coisas.

    No Carnaval, é talvez o único momento do ano pra se encontar mulheres gostosas de todos os tipos disponíveis, ao menos mais soltinhas e mais simpáticas, fora isso, só em baladinhas dando uma de difíceis e dispensáveis. (Claro, não estamos mais nos anos 60, portanto “usem camisinha”)
    Assim como o Natal, este é mais um momento para se esquecer dos problemas também. De um lado, o Carnaval é fácil de ser condenado mas quem não gosta se esquece que é um dos melhores momentos do ano – quem estraga é quem não sabe aproveitar – os bebedeiros e os briguentos. As más energias estão a solta em temos de união e agitação.

    Uma coisa que mais me cansa é o Samba (a mesma batucada todos os anos – o jeito é avaliar a letra pra ver se pode aturar). Mas não desaprovo essa época de alegria. Um momento de diversão para os outros e um momento de descanso a mais pra mim. E volto a dizer: quem estraga é quem não sabe apreciar esse bom momento.

    Certamente as pessoas estão cada vez mais interessadas em vivenciar mais de seu cotidiano no lazer do que viajar para outros planetas – conhecer novos mundos e personagens – assim como era quando um dia fomos crianças ou adolescentes.
    Não sou contra uma reformulação (desde que me convença) sobre um determinado jogo. O que me incomoda, de verdade, é terem tornado o Retrô um comércio, uma geração e não uma opção.

    Remakes, Remakes, Remakes e Remakes. Isso é cada vez mais frequente quado eu olho pros lados, motivos que as obras de entretenimento mais recentes não vem me empolgando nem um pouco hoje em dia. Já vi compararem God Of War com Out Of This World. Bem, deixei o jogo do Eric Chahi lá quietinho na sua, tá ok? Não há exemplo mais vulgar do que isso. Descaradamente pegam um grande sucesso e o relançam com o mesmo título ou estilo. Lembro que antigamente muitos remakes mudavam de nome ou vinham com algo mais ambicioso e muitos desses remakes eram de jogos esquecidos. Como eu encontro mais recentemente o Metal Gear Solid no Playstation (virou febre – mas quase ninguém jogava no MSX) depois ganhou um monte de “atualizações” (eu não diria muito sequências): 2, 3, 4.. pra mim virou vulgaridade também. E no ramo dos jogos de luta certamente é: Soul Calibur. O jogo era uma sequência da história de Soul Edge mas depois vieram outras 3 sequências. O comércio dos jogos também perdeu inspiração.. virou um samba, é quase tudo a mesma coisa, talvez só mude a letra (coisas como: sistema, algumas coisas da jogabilidade e só).

    Se no Carnaval há vulgaridade os jogos também convivem com isso.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 5:12 pm
    Permalink

    @Juliano
    Bacana isso! Quando olhava para Metroid pensava mais em uma mudança tendenciosa da roupa, sem muito sentido, mas parece que estive enganado esse tempo todo. Embora haja lá um aspecto de sensualidade mais patente nele do que nos jogos mais antigos em que para ver a Samus desse jeito, só terminando o game de certo jeito.

    O colant em si só é o de menos (afinal, deve ser o que ela usa mesmo por baixo da armadira). Pô, lembrei agora de um anime (Bubblegum Crisis) em que as personagens principais entram nas armaduras peladas porque, segundo o cara lá, qualquer roupa atrapalharia no uso delas ou algo assim. 🙂 hehehe

    Preciso ensaiar jogar Metroid de novo. Nunca me empolgou muito para ser sincero… Mas como Zelda, sou capaz de reconhecer como uma grande série.

    @Mestre Ryu Kanzuki
    Vaeu cara! E eu gostei da forma com que destrinchou o tema, usando o termo “vulgaridade” para outros temas que não sensualidade e erotismo! Eu mesmo tinha considerado isso enquanto escrevia, mas achei melhor não comentar para não deixar o post amplo demais. Por isso que gosto dos comentários, sempre acaba surgindo novos focos interessantes para discutirmos (pevistos ou imprevistos)!

    Concordo com o fato de que muita gente não sabe aproveitar e acaba irritando os outros de algum modo… Acho que esse é o pior desse feriado: a grande presença dos sem-noção com que já temos que lidar frequentemente (seja em festas ou não).

    De fato, é uma vulgaridade reprisar o nome de uma série, um personagem ou qualquer coisa assim em remakes ou em continuações sem fim. Um grande desrespeito com a unicidade (digamos assim) do jogo que tudo originou. Claro que muitos games pedem continuações, que são bem vindas, mas há excesso nisso também. O “2”, o “3” ou qualquer outro subtítulo tem que fazer sentido na série de alguma forma.

    O excesso de remakes então, nem se fala… É como se alguém pegasse um quadro do Da Vinci e pensasse: “Ah, tá muito retrô. Vamos dar uma modernizada aqui para fãs antigos apreciarem e chamarmos a atenção da nova geração”. hehehe

    Valeu pela contribuição. Fez com que ampliasse bastante minhas reflexões!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 6:34 pm
    Permalink

    @O Senil
    Nem queira mesmo, além dessa prostituição que viseram com a Aya, o jogo tem um enredo confuso (pra não dizer incompreensivel), em nada lembra o jogo original, tem poucas fases (apenas sete se não me falha a memória), que você deverá repetir várias e várias vezes para pegar DNAs mais fortes para vencer as etapas posteriores, ou seja da a falsa impressão de que o jogo é longo. De bom mesmo só o visual que é um dos melhores do PSP, mas nada que valha a pena o download, ou Deus me livre a compra desse jogo…
    é bonitinho mas (muito) ordinário.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 7:26 pm
    Permalink

    Sei não…Acho que você pegou um pouco pesado Senil, só porque não gosta do Carnaval…Não quero dizer que a sensualidade ou sexualidade não exista nos games, mas traçar um parâmetro com o Carnaval…Neste sim, a sexualidade é explícita e o termo vulgaridade se encaixa bem.Eu diria que você criticar essa suposta e crescente vulgaridade nos jogos é o mesmo que alguns estão fazendo ao criticar a violência nos games.Acho que foi um tanto quanto exagerado de sua parte.De qualquer forma a classificação etária dos games é (ou ao menos é pra ser) uma ferramenta fundamental para os desenvolvedores nos mostrarem os níveis de violência e sexo que um jogo têm.Pra mim isso já é o bastante.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 8:18 pm
    Permalink

    @Marcos A. S. Almeida
    Observe que em nenhum momento do texto o Senil criticou o Carnaval(odiar o Carnaval é diferente de criticar o Carnaval) ou fez algum juízo de valor pesado sobre o sexo e a sensualidade nos games,ele foi bem claro logo de início que iria tratar a palavra -Vulgaridade- com o sentido de algo -comum- da mesma forma que a palavra –Ordinário- ,por exemplo, também pode ser entendida como algo -comum-, entendeu?

    EX: Reunião Ordinária e Reunião Extraodinária

    Observe esta frase do Senil:

    “O problema começa quando o jogo começa a ser vendido não pelo mundo que nos oferece, mas unicamente pela exibição e extravagância de elementos que não fazem sentido naquele contexto todo que o game propõe”

    Percebeu que a questão em discussão é outra?
    Até mesmo no jogo citado Dead or Alive ou Metroid,Senil expõe claramente que o problema ali foi a perda geral da qualidade e foco do jogo ,sendo que no final das contas Dead or Alive passou de um ótimo game de luta para um jogo simples de mulheres de biquínis.
    O corpo feminino e o sexo podem e devem ser usados em jogos, desde que não de forma indiscriminada tirando o foco do tema principal do game, há não ser ,é claro, que o game seja especificamente sobre sexo e sensualidade o que não é o caso de Dead or Alive ou Metroid.

    Marcos eu respeito a sua opinião,não estou dizendo que está errado mas eu não consigo enxergar exagero algum no texto de Senil da forma que você expôs.
    E por último, a classificação etária dos jogos define quem pode ou não pode jogar, você tem toda razão, mas a questão não é se um game é moral ou imoral isso não importa, ninguém tem o direito de limitar uma produção artística,se alguém quer fazer um game com bundas e peitos ok faça,legal, mas a questão é se ele perdeu ou não sua qualidade original com o passar do tempo.E isso sim é imperdoável,principalmente no caso de um Metroid por exemplo.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 9:18 pm
    Permalink

    MMORPGs coreanos exploram muito esse tipo de coisa, é muito comum ver banners de tal jogo com temática medieval mostrando uma mulher hiper-sensual com um bikini metálico, algo assim. Isso chama atenção, existem pessoas que se aventuram nesses jogos por causa de tal imagem.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 10:02 pm
    Permalink

    Eita, agora fiquei sem receber avisos de todos esses últimos comentários… Vamos lá!

    @Rafa Tchulanguero Punk
    hehe O que conta pontos para mim para que eu experimente! Ninguém melhor que alguém que curte um jogo para falar dele!

    @João do caminhão
    hehehe Valeu pela dica. Do segundo eu já me afastei, mas aí foi pela jogabilidade… E olha que gosto de Resident Evil e tal e aquela mobilidade meio tanque (cima=frente e coisas assim), mas não desceu muito bem em Parasite Eve II… Até porque adorei o sistema de combate do primeiro (que não sei porque não usaram de novo).

    @Marcos A. S. Almeida
    Eu acho que é mais o o Dactar falou mais abaixo. Não vejo problema nenhum nisso em games. Assim como não vejo nada de mal em violência e algo do tipo. Sou até meio contra classificações como ordenanças porque quem tem que limitar esse tipo de coisas é a família e não o Estado.

    O que faço questão de frisar é que tem que fazer sentido dentro do jogo. Só isso, beleza? 🙂

    @Dactar
    Valeu pelo suporte cara! Na verdade, só recebi aviso do seu comentário via e-mail… Vai entender porque. hehehe E é exatamente isso mesmo que quis tratar no post, valeu por ter dito com outras palavras. Assim ajuda a clarear melhor o sentido do que quis passar!

    @Ladrhobbit
    hehehe Com certeza! Ainda mais porque é uma propaganda. Tem mais é que chamar a atenção mesmo de alguma forma. Imagino a decepção de alguém achando que os gráficos serão assim (até mesmo fazendo com que crie uma personagem feminina) e na realidade são bem diferentes. hehehehe

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 10:24 pm
    Permalink

    Ficou muito bom o texto Senil.
    Entretanto na parte que você menciona metroid tenho que discordar
    esse metroid do qual você fala é o metroid other M
    e não achei ou ao menos não senti apelo sexual
    durante os CGs do jogo(jah que no gameplay a samus sempre esta de armadura)
    na verdade esse jogo mostrou pela primeira vez a personagem de verdade
    como ela se sente,como se comporta e por isso teve de mostrar
    ela mais profundamente,com amigos e etc(e Lógico ela é uma mulher então isso tem que ser um “pouquinho” diferente)
    daí ela ficar sem armadura
    porque pensa comigo…
    a Samus usa a armadura para destruir os aliens e tudo mais
    mas e quando ela não está fazendo isso?
    imagina você ter um amigo astronauta que sempre usa a roupa dele
    para conversar com você?
    seria no mínimo bizarro
    De tudo mais…
    eu concordo com você
    alguns valores em certos jogos parecem ter sido trocados
    no qual o apelo chega a tanto que fica desconfortável joga-lo
    e isso pode por vezes acabar com a franquia.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/02/2012 em 11:16 pm
    Permalink

    @Dactar veja bem ele criticou sim “…existe uma outra coisa relacionada com o carnaval e que mereceria ser discutida: a vulgaridade”.E eu concordo com ele no que diz respeito á vulgaridade.Ela rola solta no carnaval e não têm como discordar , é um fato.Mas o ponto que discordei é quando ele traçou um paralelo entre a vulgaridade do carnaval e a vulgaridade do jogo Metroid, por exemplo.Nada á ver.Ele está impingindo uma vulgaridade tamanha que o jogo não têm.Foi uma comparação desproporcional.E concordo quando ele diz que existe o apelo a sensualidade para se vender um jogo.Isso existe em vários produtos.Mas repito:o paralelo que ele fez entre o jogo(s) e o carnaval foi descabido.
    Quanto á classificação etária , eu sou á favor como RECOMENDAÇÃO. Se o pai vai á uma loja comprar um jogo para o filho menor, qual a melhor forma de se orientar quanto ao nível de violência e sexo exposto no jogo? A classificação etária exposta na capa.Acho que é uma informação altamente relevante.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 22/02/2012 em 12:51 pm
    Permalink

    @darkbbbbbbb
    Pois é… Talvez tenha sido meio precipitado nessa colocação como comentei mais acima algumas vezes. Cheguei a ver vídeos da Samus sem a armadura e cheguei a pensar que o jogo todo fosse dessa maneira. E também algumas propagandas (pôsteres etc.) em que ela aparece desse jeito. Talvez a opção por alguma erotização tenha sido apenas para chamar a atenção (como nos banners de MMORPGs que citaram também nos comentários) e não no jogo todo.

    Valeu pelo comentário!

    @Marcos A. S. Almeida
    Sim, mas mesmo o termo vulgaridade nesse trecho eu explico depois em que sentido é: tornar extravagante e exagerado algo que tem a sua importância desde que faça sentido e não seja simplesmente exibida. É aquela coisa de servir apenas cerejas quando seu melhor lugar em uma sobremesa é como um belo toque final em um bolo.

    Sobre Metroid especificamente, já justifiquei nos comentários meu provável erro. Vi diversos vídeos de jogos recentes com a Samus sem armadura, propagandas que puxavam mais para o lado da sensualidade (para chamar a atenção apenas, creio). Pensava que o jogo todo seria assim, mas colegas jogadores me informaram que não. Então, devo estar realmente enganado nesse sentido.

    Agora, com relação a Dead or Alive, não mudo minha opinião já que todos os que falaram dele pelos comentários concordaram. O jogo se desvirtuou e o foco passou a ser apenas o aspecto erótico das personagens. Tornou vulgar a feminilidade exagerando apenas alguns de seus aspectos.

    Sim, penso que a classificação deva ser exatamente dessa maneira.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 24/02/2012 em 5:39 pm
    Permalink

    ” Se em um jogo baseado total ou parcialmente em conquistas românticas, é aceitável, compreensível e esperado que haja algum elemento de sensualidade porque faz parte do próprio modo de relacionamento de que trata.”

    Gostei dessa parte.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 24/02/2012 em 8:28 pm
    Permalink

    Poxa, que legal! Eu não sabia o significado real da palavra “vulgar” até ler esse texto. Bom saber o que realmente significa, eu tinha uma visão mais de “sensualidade” e/ou “erotismo” (ou num termo mais “vulgar”, “putaria”, com o perdão da palavra).
    Jogos mais nesse sentido são estranhos, não me lembro de muitos. Acho que isso normalmente é mais procurado por quem está com os hormônio à flor da pele (adolescentes e jovens), eu que estou velho já não ligo mais pra isso. É aquela velha história das pessoas que pausavam o Street Fighter no momento certo pra ver a calcinha da Chun-Li. Sinceramente, até na época eu achava estranho, afinal de contas, é apenas um jogo, um desenho. Vai entender… hehe!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 24/02/2012 em 11:03 pm
    Permalink

    O problema não é o uso do “erotismo”, comédias e sacadas eróticas são ótimos para quebrar um pouco a tensão de alguns jogos e fazer o jogador rir um pouco e usa-lo em propagandas também não é um mal o real problema são jogos que não deveriam ser voltados 100% nisso, apostando tudo que tem no erotismo não no enredo ou na jogabilidade.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 05/03/2012 em 12:51 pm
    Permalink

    @Guilherme2
    Valeu! Como falei, tem que fazer sentido só. Não é pedir muito, é? hehehe

    @Gamer Caduco
    Valeu cara!

    E é bem isso mesmo. O problema é que vende, então a gente acaba vendo esse tipo de coisa de qualquer jeito. Até em games em que isso seria pouco esperado ou totalmente fora de contexto.

    @Guilherme Carrion
    Sem dúvida. Se o motivo é para rir, ótimo. Mas aí não poderia ser várias vezes senão perde a graça e fica realmente apelativo. hehe

    Mas concordo plenamente com você. O erotismo por si só é o de menos: ruim é quando se torna o principalm elemento e não algo que floreia ou embeleza o jogo.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *