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Hoje em mais uma edição do Recordar… é envelhecer, eu vou puxar pela minha cansada e desgastada memória para tentar lembrar um pouco de um dos maiores clássicos do Master System: trata-se de Alex Kidd in Miracle World, um jogo que fez muito sucesso nos anos 80… ah, bons tempos! Bem, desejo então a todos uma boa leitura!

E nascia o primeiro mascote da SEGA…

Alex Kidd... quem não se lembra dele?

Alex Kidd… quem não se lembra dele?

Na metade dos anos 80 a SEGA apresentaria ao mundo o personagem que passaria então a ser seu mascote, até ser “destronado” por Sonic em 1991. Trata-se de Alex Kidd, um jovem treinado em artes marcias e que possui grande força em seus punhos, sendo capaz de destruir rochas com um único golpe. Numa época em que o mundo havia ficado maravilhado com o Super Mario Bros da Nintendo, Alex Kidd teve a difícil missão de suprir as necessidades dos usuários do Master System em relação a um jogo de igual qualidade, originalidade e diversão.

Um jogo que inovou em sua época!

Após Super Mario Bros, era comum que grande parte dos jogos que seguissem o gênero Ação/Plataforma fossem quase que um mera cópia da grande obra de Shigeru Miyamoto. Mas o produtores de Alex Kidd in Miracle World não pretendiam copiar Mario, e sim criar um jogo que fosse original e que trouxesse boas novidades aos jogadores. E eles conseguiram isso, criando um jogo com uma jogabilidade totalmente diferente de Mario, “power ups” próprios e estágios bem diversificados e originais.

A História do jogo

Até a história do jogo é bacana! Após algum tempo afastado de sua terra natal, o príncipe Alex descobre que um terrível vilão chamado Janken The Great sequestrou seu irmão gêmeo e está causando sérios problemas em seu reino. Como um verdadeiro herói, Alex deve passar por diversos perigos até poder enfrentar Janken e vencê-lo, salvando sua família e seu povo.

Dinheiro não é tudo, mas é 100%!

Alex e sua moto possante!

Alex e sua moto possante!

Diferente dos demais jogos de plataforma, em Alex Kidd in Miracle World não há itens como estrelas ou moedas para se juntar, conseguindo assim uma vida extra após certo número de itens coletados. Ao invés disso o jogador pode ir acumulando dinheiro, que no jogo é representado por sacos. Com o dinheiro é possível a compra de diversos itens especiais nas lojas que são encontradas no decorrer da aventura, bem como a aquisição de veículos diversos, como uma moto super-veloz e um mini-helicoptero, e até mesmo vidas extras. Mas não somente nas lojas existem tais itens especiais, sendo que muitos deles também podem ser encontrados durantes as fases, muitos deles escondidos em blocos marcados com um ponto de interrogação. Só que tais blocos também podem esconder um inimigo terrível, semelhante a um fantasma ou coisa do tipo, que pode matar Alex. A questão de se arriscar ou não, fica por conta da decisão pessoal de cada jogador.

Pedra, Papel e Tesoura

Outro ponto que diferencia Alex Kidd in Miracle World dos demais jogos que seguem seu mesmo estilo, é a forma como se derrota os principais chefões do jogo. Há sim chefões clássicos, onde Alex tem que usar apenas os seus poderosos punhos, mas os principais vão exigir mais do que força bruta. Alguns dos vilões do jogo só são derrotados ao perderem uma partida de JAN-KEN-PÔ. Muito popular no Japão, esta brincadeira consiste em optar por pedra, papel ou tesoura antes da música terminar, quando então ambos os jogadores mostram suas escolhas, determinando assim de maneira lógica quem sai vitorioso. Nas fases finais ainda será necessário dar alguns socos na cabeça dos vilões para que os mesmos sejam completamente derrotados.

Gráficos

Os gráficos de Alex Kidd in Miracle World são simples, mas muito bem feitos. Os cenários são bem diversificados e bem detalhados, e as cores do jogo são bem empregadas dando o melhor visual possivel para o jogo. Os desenhos dos personagens e inimigos de Alex são também bem feitos, superando em muito os jogos lançados na mesma época.

Efeitos e Trilha Sonora

Os efeitos sonoros são bem legais e seguem a tradição de serem levemente infantis. Algo bastante comum nos jogos do gênero Ação/Plataforma lançados nos anos 80. A trilha sonora é bem curta, com poucas músicas. Isso faz com que um mesmo tema acabe se repetindo muito durante toda a aventura. Mas a qualidade das músicas é tamanha, que mesmo sendo repetidas várias e várias vezes, não enjoam os jogadores. Quem viveu este jogo na época em que ele foi lançado, com certeza até hoje tem o tema principal do jogo em sua memória, mesmo depois de mais de 20 anos!

Jogabilidade

Rico que é rico tem seu próprio helicoptéro...

Rico que é rico tem seu próprio helicoptéro…

A jogabilidade não é tão precisa, mas também não é um completo desastre. Em diversos momentos é necessário fazer um “cálculo” mental para saber onde Alex vai “cair” depois de um salto. É bastante comum morrer tocando um inimigo logo depois de um salto, ou mesmo acabar caindo em um rio de lava, por exemplo. Mas mesmo com uma jogabilidade um pouco defeituosa, basta algum tempo de jogatina para se acostumar com os controles e comandos do jogo, e então passar a errar bem menos. Há dois comandos básicos referentes aos botões: pular e socar, ambos sendo executados de forma precisa e rápida. A jogabilidade também varia um pouco de acordo com o tipo de estágio em que o jogador está (como nas fases aquáticas, por exemplo) ou com o tipo de veículo que esteja sob o controle de Alex.

Dificuldade

Alex Kidd in Miracle World começa até de certa maneira, bem fácil, mas a dificuldade do jogo vai aumentando de modo gradativo a cada nova fase. Os inimigos são bem variados e alguns dão realmente um certo trabalho aos jogadores. Alguns cenários são um pouco complicados para serem explorados e até mesmo alguns chefes exigem um boa habilidade dos jogadores em relação aos controles e comandos do jogo. Alex não tem barra de energia, ou seja, basta um simples “esbarrão” nos inimigos para morrer.  Não é um jogo impossível, mas se formos compará-lo com os demais jogos do gênero lançados posteriormente para o Master System, Alex Kidd in Miracle World trazia um desafio bem grande até para a época em que foi lançado.

Conclusão

Outros jogos foram estrelados por Alex Kidd, mas com certeza nenhum foi tão marcante para toda uma legião de jogadores quanto a aventura em “Miracle World”. Mesmo hoje sendo um personagem extinto no mundo dos games, Alex sempre terá seu espaço reservado na mente e no coração dos retro-gamers de todo o mundo, que ainda passam horas se divertindo com este simpático personagem.

Recordar… é envelhecer: Alex Kidd in Miracle World (Master System)

9 ideias sobre “Recordar… é envelhecer: Alex Kidd in Miracle World (Master System)

  • 08/11/2008 em 7:50 am
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    Quando eu era moleque a rapaziada dizia que Alex Kidd era jogo de gay, mas a verdade é que todo mundo gostava e jogava escondido 🙂

    Muito legal o post. Realmente, o tema musical do jogo nunca saiu da minha cabeça. Também lembro da música da última fase.

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  • 08/11/2008 em 1:44 pm
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    Quando eu era criança pequena lá em barbacena, eu tinha um amigo que jogava isso direto, eu ia lá só pra ver ele jogar, pois para mim Alex Kid era com certeza um dos jogos mais mágicos criados pela SEGA… A musica que eu mais gosto é da primeira fase do Alex Kik Shinobi, que era uma versão ReMIx asselerada e mais animada do próprio Shinobi…

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  • 09/11/2008 em 10:41 pm
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    Alex Kid foi meu primeiro adventure… Lembro como se fosse hoje. Uma locadora com um dono insano comprou um cinema. Podem dizer que é impossivel, mas o cara deu um jeito de conectar o mega drive no cinema e era possivel jogar no telão! Os outros videogames ficavam em pequenas cabines, espalhadas pelo cinema, mas era só levantar a cabeça e assistir o jogão no telão.

    A sensação, caros gagás, vocês se lembram? Da mistura de sonho e realidade quando jogavamos um jogo? Da imersão que tinhamos com encanadores e tartarugas, correndo com um porco espinho apressado ou soltando finalmente o haneki fu, facão, tiger robocop, aduken, soriuken e outros nomes de golpes de Street Fighter.

    Somos sortudos meus amigos, acho dificil ter essa sensação hoje em uma locadora…

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  • Pingback:Gagá Games » De Volta para o passado… dos Video Games – Parte 15

  • 11/08/2011 em 8:48 pm
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    eita joguinho bacana! baixei ele aqui só de teste e já estou viciado no game. grande jogo, deveria haver mais espaço para o Alex no mundo gamer atual…maldito Sonic sarado(adoro o barrigudinho do Megadrive) que reina soberano e os jogos atuais são uma bosta completa. um jogo do Alex daria uma surra num game do Sonic.

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  • 28/04/2012 em 12:59 pm
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