E então, turma, todos estão lembrados do Jogo Justo, movimento liderado pelo meu amigo Moacyr Alves (e sobre o qual já falamos AQUI)?

Quem acompanha o blog do movimento ou o Twitter (que sempre tem muita atividade) já se acostumou às conquistas do projeto, que degrau por degrau já subiu um bocado. Mas se você está por fora e não leu mais nada sobre o projeto desde nosso último post aqui no Gagá Games, vai ficar espantado com o progresso do Moacyr.

Grandes varejistas, como o Walmart, e grandes softhouses do mundo dos games, como Ubisoft, Square Enix e Blizzard, estão apoiando a iniciativa que se empenha em baixar a carga tributária que incide sobre os jogos de videogame no Brasil, reduzindo os preços e ajudando no combate à pirataria.

Já há algum tempo o Jogo Justo ele vem se preparando para este dia 29 de janeiro (vulgo amanhã), que vai ser o “Dia do Jogo Justo”. Além de alguns eventos de conscientização sobre o tema (detalhes abaixo), este sábado será marcado por uma promoção imperdível para os gamers: NC Games, Walmart, UZ Games, Megalogame, Gametech, Konami e Ubisoft disponibilizarão jogos para venda por preços bem abaixo do mercado, simulando uma situação onde a carga tributária não fosse tão grande quanto de fato é.

Três jogos foram confirmados oficialmente no blog do Jogo Justo, todos lançamentos: Assassin’s Creed Brotherhood (PS3, X360), Castlevania Lords of Shadows (PS3, X360) e Pro Evolution Soccer 2011 (PS3, X360, Wii), todos a R$ 99,90, só no sabadão. Mas o site GameVício vai um pouco além e informa que estarão disponíveis muitos outros títulos: mais de 30 para o Nintendo DS, e em torno disso tanto para PS3 quanto para X360. O wii também aparece, com 13 jogos. Ainda segundo o GameVício, os jogos incluídos no Dia do Jogo Justo para as três plataformas principais (PS3, X360 e Wii) custarão entre 50 e 80 reais, portanto fique de olho!

As redes de lojas Megalogame, Game Tech e UZ Games (exceto lojas de Salvador, Santa Efigênia, e Rio de Janeiro / Barra Shopping) realizarão as vendas exclusivamente em suas lojas físicas a partir das 10:00h do dia 29 de Janeiro. Online, só o Walmart. Vale lembrar que a quantidade de itens será limitada a 01 unidade, de 01 plataforma por consumidor.

Segue o press-release do Dia do Jogo Justo:

* * *

O Dia do Jogo Justo chega para contestar os altos impostos e alavancar a indústria nacional de videogames

Acontece em São Paulo, no dia 29 de janeiro, no auditório da Faculdade Impacta, o Dia do Jogo Justo. Iniciativa da ACIGames e do projeto Jogo Justo.

Com o objetivo de conscientizar o público gamer e a sociedade em geral quanto aos elevados impostos incidentes sobre os consoles e jogos de videogames, por conta de uma visão “desatualizada” em relação aos jogos, herdada pelo país da época em que os primeiros arcades confundiam-se com os salões de cassino e máquinas de azar, acontecerá, no dia 29 de janeiro, o Dia do Jogo Justo (DJJ) no auditório da Faculdade Impacta, em São Paulo.

O projeto do Jogo Justo, liderado por Moacyr Alves e apoiado pela ACIGames, Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games, quer despertar e estimular a sociedade para se mobilizar contra a pirataria e fomentar perspectivas promissoras no campo social e empreendedor para a geração de empregos na área de games, bem como a exportação da produção nacional para o mercado mundial.

Além disso, o projeto visa alertar as autoridades competentes, no campo político e tributário, para as graves distorções conceituais dos percentuais de impostos incidentes sobre as novas mídias digitais e jogos eletrônicos e a evidente defasagem tecnológica e comportamental da atualidade vigente no país.

Com a alta carga de impostos, crescem as importações ilegais e floresce um mercado paralelo de reprodução e distribuição de hardware e software com claras consequências na esfera industrial e comercial da nação.

O DJJ será um dia intenso, repleto de atividades para todos os públicos que apreciam jogos digitais e diversão em família. Os interessados já podem se mobilizar, enviando seu vídeo para a promoção “Loucos por Jogo Justo” e concorrer a prêmios (mais detalhes na página do projeto Jogo Justo).

Dia 29 de janeiro: Dia do Jogo Justo. Participe!

Dia do Jogo Justo

Data: 29 de janeiro de 2011, das 9h às 18h.

Local: Faculdade Impacta de Tecnologia

Endereço: Rua Arabé, 71 – Saúde – São Paulo/SP

Informações: www.jogojusto.com.br

Iniciativa do movimento Jogo Justo e da ACIGames – Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games

Amanhã é o Dia do Jogo Justo!
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18 ideias sobre “Amanhã é o Dia do Jogo Justo!

  • 28/01/2011 em 9:30 am
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    Achei estranho o fato da loja da UZGames da Santa Ifigênia não participar da campanha, já que é lá que vemos a pirataria correr solta e no sábado muitos consumidores “noobs” em TI vão as compras lá, logo seria a oportunidade de orientar esse pessoal sobre a importância e a relevância do projeto para ele mesmo.
    Pra quem não sabe a rua Sta ifigênia é o reduto dos nerds, músicos e instaladores de equipamentos em geral desde rádio e tv a segurança patrimonial, telefonia e outras traquitanas.

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  • Pingback:Tweets that mention Gagá Games » Amanhã é o Dia do Jogo Justo! -- Topsy.com

  • 30/01/2011 em 7:44 pm
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    Sinceramente, o dia do jogo justo mais uma vez foi uma grande decepção! Só que desta vez teve um “plus”, idiotas q se dizem gamers (tipo começaram a vida dos jogos a partir do psone) valorizando demais sites como o walmart, como se fossem heróis e merecessem algum crédito… O q eu percebí foi um superfaturamento de alguns títulos e outros medíocres q ninguem em sã consciencia compraria a nao ser pra dar para algum desafeto. Foi uma grande “promoção”, uma especie de bota-fora, muito longe do movimento sério e consciente q é o jogo justo! Nesse país, é muito mais fácil comprar droga do que comprar jogo, o qual é considerado de azar, por isso os altos impostos… Realmente decepcionante, a cada geração me sinto mais motivado a parar definitivamente de jogar! Retro games rules!

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  • 31/01/2011 em 11:31 am
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    @JÚNIOR
    Pelo contrário, o Jogo Justo foi um sucesso. O objetivo era gerar a estatística, e isso foi conseguido e com ótimos efeitos colaterais – como o da Walmart descobrindo que será necessário expandir seus hosts para suportar o potencial de vendas de jogos com baixo imposto no Brasil.

    Muita gente insatisfeita com o comportamente das lojas: ora, elas vão ser sempre assim, não esperem elas não aproveitarem esses eventos/movimentos pra despachar estoque ou coisas do gênero – isso é próprio do lojista, não tentem mudar ou esperar um comportamento lindo e perfeito deles – eles não jogam videogame. Mas são parte crítica do Jogo Justo, ora, eles quem vendem os retails! Então o lance é não enfocar nas lojas, e sim continuar apoiando o Moacyr e o projeto, que visa apenas diminuir os impostos – ele não está mexendo com o capitalismo, aí o buraco é mais embaixo. O Jogo Justo não vai diminuir os lucros cavalares dos lojistas, e sim o IMPOSTO cobrado pelo governo, que também pesa no preço final (e muito).

    E o sucesso foi incrível, só não vê quem não quer. Até JN aconteceu, que é um passo importante para o mainstream.

    Lembre-se: os jogos de hoje serão os retrojogos do amanhã 🙂

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  • 31/01/2011 em 3:59 pm
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    @Eric Fraga

    Eu até concordo em parte com vc Eric, apenas percebi uma coisa excessiva, uma supervalorização, como se a nossa vida de jogador fosse realmente melhorar com esse evento q considero isolado… vez ou outra tera o dia do jogo justo e mais nada… as mudanças iriam ocorrer realmente DE ACORDO com a proposta real do jogo justo se nao nos submetermos a essas “promoções”! Ah sim, foi o primeiro passo, jornal nacional e coisa e tal… pronto, acabou! Na minha percepção, pra nossa tristeza infelizmente ficará soh nisso, pq nos gamers, nesse país de filhos da put# nos contentamos com pouco. Espero estar totalmente errado, com uma postura pessimista, vendo o copo meio vazio e nao meio cheio… abs!

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  • 31/01/2011 em 4:40 pm
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    @JÚNIOR
    Peraí, Júnior, o próprio Moacyr sempre faz questão de dizer que essas promoções não são o objetivo do Jogo Justo. A ideia é mostrar como seria a situação de vendas se esses preços fossem praticados em condições normais, é um dia de “vamos fazer de conta que a carga tributária não é tão alta”. A ideia não é fazer ninguém feliz, e provavelmente serve para o Moacyr coletar estatísticas para ter o que mostrar em Brasília.

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  • 31/01/2011 em 4:55 pm
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    @JÚNIOR
    O objetivo é maior do que um dia, ou uma venda de jogos por menor preço pros jogadores economizarem naquela compra, Júnior. O objetivo que Moacyr deixou claro desde os tempos do portalxbox é divulgar o videogame para a sociedade brasileira e uma maneira OBJETIVA para que isso aconteça é lutar pela diminuição dos impostos. Sim, seu comentário – infelizmente – é pessimista, ainda bem que você admitiu 🙂 O senso de equipe, de time, de parceria e de contribuição é importante para que o projeto continue e mais pessoas possam jogar videogame no futuro, não acha? Então, é aquele papo que parece piegas mas é a pura verdade, meu velho: todo mundo têm de dar as mãos e manter-se unidas pela causa, sempre.

    Sempre sugiro às pessoas que estão conhecendo o nome Moacyr através do Jogo Justo que visitem sua página http://www.pcenginefan.com.br e descubram a paixão que ele nutre por videogames desde sempre. O objetivo e a intenção dele é somente uma: baixar os impostos. E isso é fácil? Claro que não, é um processo LONGO. Cada dia, cada mexida com a imprensa (putz, Jornal Nacional foi muito bom, não acha?) Isso não te empolga pra continuar apoiando não? Veja que Moacyr só conta com seu apoio, ele não está pedindo doações em dinheiro ou qualquer outra coisa, por exemplo. De quebra, eventualmente, você ainda pode comprar um jogo retail no seu país por um preço bem menor (comprei Bioshock 2 do PS3 por 49 reais na prévia). Mas isso não é o importante, entende?

    O Dia do Jogo Justo foi a maneira de obter dados concretos de que o potencial de venda de jogos com menos impostos no Brasil é alto. É até estranho ver esse pessimismo (não só seu) para uma coisa que deu tão certo (filas em lojas retail em pleno 2011 no Brasil? Matéria no JN? De novo: FILAS pra comprar jogos, aqui?? Site da Walmart fora do ar por causa de… EXCESSO de vendas da seção de jogos sem impostos?).

    Então, Júnior, na boa mesmo, continua apoiando sempre que puder o projeto, meu amigo. Ele é real, não nos enfoquemos em coisas menores (como “site fora do ar pra comprar meu jogo, que droga de jogo justo” ou “isso foi só um dia, o que um dia só vai mudar? Nada!” ou “as lojas superfaturaram alguns títulos, esse jogo justo é uma furada” – isso tudo é distorção do que se trata o projeto!!!)

    Abração!

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  • 31/01/2011 em 6:24 pm
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    @Eric Fraga
    Com certeza brother, isso é fruto de uma discussão sadia como esta q estamos fazendo aqui, concordo com vcs dois, entendo tanto quanto a questao do projeto e tals, infelizmente estou com essa visao pessimista e me trabalho pra mudar, assim q houver fatos mais relevantes… irei sempre apoiar a luta, tenho 32 anos e jogo desde os 3 com meu velho odissey, passei por todos os consoles e hj tenho o jah nao tao empolgante ps3… sempre irei apoiar a luta principalmente em sites serios como esse aqui do gagá e com camaradas maduros para discussao de ideias iguais a vc! Grande abraço e q vingue mesmo o jogo justo para a nossa felicidade e de milhares! 🙂

    @Eric Fraga

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  • 01/02/2011 em 1:37 am
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    Eric Fraga :
    @JÚNIOR
    Pelo contrário, o Jogo Justo foi um sucesso. O objetivo era gerar a estatística, e isso foi conseguido e com ótimos efeitos colaterais – como o da Walmart descobrindo que será necessário expandir seus hosts para suportar o potencial de vendas de jogos com baixo imposto no Brasil.
    Muita gente insatisfeita com o comportamente das lojas: ora, elas vão ser sempre assim, não esperem elas não aproveitarem esses eventos/movimentos pra despachar estoque ou coisas do gênero – isso é próprio do lojista, não tentem mudar ou esperar um comportamento lindo e perfeito deles – eles não jogam videogame. Mas são parte crítica do Jogo Justo, ora, eles quem vendem os retails! Então o lance é não enfocar nas lojas, e sim continuar apoiando o Moacyr e o projeto, que visa apenas diminuir os impostos – ele não está mexendo com o capitalismo, aí o buraco é mais embaixo. O Jogo Justo não vai diminuir os lucros cavalares dos lojistas, e sim o IMPOSTO cobrado pelo governo, que também pesa no preço final (e muito).
    E o sucesso foi incrível, só não vê quem não quer. Até JN aconteceu, que é um passo importante para o mainstream.
    Lembre-se: os jogos de hoje serão os retrojogos do amanhã

    Fala Eric, beleza? Sou fã do Cosmic Effect!

    Sobre o Walmart: só espero que ninguém tenha sido queimado lá na área de TI da loja. Afinal de contas, o dia do #jogojusto derrubou o site inteiro. Para explicar isso para um empresário de uma multinacional pode ser meio complicado.

    Em relação aos lojistas: Não deixa de ser meio óbvio que esse seria o comportamento deles. Li em uma lista de email que assino um dos melhores comentários sobre o dia do #jogojusto. Ele foi mais ou menos assim: “A redução de impostos não implica, necessariamente, a redução dos preços dos jogos”. Esse comentário (não com essas palavras) foi feito por um dos mais antigos desenvolvedores de jogos do Brasil, o Renato Degiovani (www.tilt.net). Ele, assim como eu, apoia o projeto do Moacyr, mas também entende que isso vai ajudar o mercado de jogos até um certo ponto. Certas partes – como empresários “espertos” que lucram com a diversão alheia – não vão ser afetados com isso inicialmente e poderão até mesmo “faturar” mais. Por isso devemos ficar alertas em relação a isso.

    Sobre o Imposto do governo: o maior desafio é baixar o ICMS. Primeiro porque eu notei que divulgaram a alíquota errada dele, tanto no JN como em outros lugares. Falaram em 18%, mas o certo é 25% segundo o site da fazenda aqui de SP (Lei 6.374/89, artigo 34, parágrafo 5, item 14). Outra coisa: esse imposto é estadual, sendo que São Paulo é o campeão das alíquotas elevadas no país. Isso sem contar com a substituição tributária, mas divago.

    O grande problema do #jogojusto é que ele envolveu políticos, empresários do setor, alguns desenvolvedores e uma boa parte da comunidade gamer. Tá faltando uma parte muito importante: a população.

    A matéria do JN (ao meu ver foi positiva, embora um tanto sucinta e sem sal) não indicou que o projeto jogojusto visa trazer a população para dentro do debate. Sem a população, o projeto pode virar um projeto só para os gamers e morrer na praia. Espero, sinceramente, que isso não aconteça, pois conheço o Moacyr e várias pessoas do projeto e sei do esforço que todos tiveram nos últimos anos para que ele saísse do papel e das idéias para se transformar em ações positivas. Mas temo que, sem apelo popular, o projeto vai enfrentar vários problemas.

    Abraços

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  • 04/02/2011 em 8:27 pm
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    @Robson França
    Caramba Robson, que legal meu velho! 😀

    Gostei muito do seu comentário (não só porque você elogiou o bloguinho não, rs). Puxa, quem esquece do Degiovani das Micro Sistemas rapaz, lembro desse tilt.net dele como um site antiiigo, ainda está no ar? Vou acessar já! Valeu por lembrar isso, e bom saber que ele está do lado também.

    O que você falou tem muito sentido, sobre o envolvimento das diversas camadas; sobre ainda faltar a população como a força maior, eu diria “tudo no seu tempo”. Os mais “fáceis” de conquistar vieram primeiro – gamers, empresários, políticos (aham). Até porque no Brasil, a população de interessados no assunto é mínima. Por isso que sempre é bom repetir – aparecer num JN da vida é uma grande vitória pro movimento, já um primeiro glimpse pro “povo brasileiro” ver que existe videogames, que eles importam muito na vida é muita gente e que gera um baita dinheiro pra tudo que é lado. Claro que enxergar isso tudo vai demorar. Mas isso não quer dizer que precisamos desistir 😀

    Otimismo por parte dos jogadores de videogame que pretendem comprar retails no Brasil é essencial. E não achar que as coisas se resolvem do dia pra noite, também é muito importante. Essa de pegar no pé da Walmart porque o site caiu – e pior, associar isso negativamente ao Jogo Justo é uma bizarrice, quase coisa de hater mesmo (me referindo a muitos tweets vistos, não ao seu comentário). Isso acontece em qualquer lançamento de Halo ou Call of Duty da vida, nos EUA, Europa e Japão. Porque não poderia acontecer aqui? Ainda mais numa PRIMEIRA VEZ ever, em 30 anos de videogames, que se faz uma fila em solo brasileiro pra se comprar um título de jogo eletrônico. E como você bem lembrou, é um mero detalhe técnico, de TI. Não tem relação com impostos ou lucros 🙂

    Valeu Robson!

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