Nota do Orakio: este post retrata a experiência pessoal do Piga com sua coleção de videogames. Quem discordar da opinião dele no final não precisa xingar ninguém, porque na próxima quinta-feira teremos outro post sobre o assunto com uma opinião totalmente diferente, escrito por um convidado especial. E viva a democracia 😛

Olá meus amigos do Gagá Games! Hoje vou falar sobre um assunto que acredito que muitos já tenham discutidos em fóruns, blogs e conversas com amigos.  Sempre gosto de resaltar que meu propósito aqui não é apontar o certo ou o errado. Apenas contar minha experiência pessoal que tive com coleção de games. Tem gente que vai se identificar, outros acharão nada a ver e por aí vai. Mas o debate está aberto para aqueles que queiram fazê-lo. Boa leitura!

Uma coleção nasce ou um sujeito se torna colecionador muitas vezes da maneira mais inocente. Eu comecei minha carreira gamer em um console Atari 2600 da Polyvox quando tinha 4 anos, ou seja, em 1984. Claro que não me recordo dos motivos de meus pais me darem um Atari de presente, porém de acordo com relatos de dona Kátia, minha mãe, a aquisição se deu porque o console estava na “moda” e meu pai comprou pensando em jogá-lo, algo que nunca aconteceu. Fiquei um bom tempo jogando o Atari e parece que naquela época os cartuchos eram baratos (pelo menos os piratas da Fotomania, uma finada loja de eletrônicos que tinha aqui no RJ), então acumulei um número razoável de cartuchos. Em 1989 a Tec Toy lançava no Brasil o Master System. Apesar de já existir o Dynavision II (o primeiro clone de NES brasileiro), as propagandas do Master bombaram e acredito que todas as crianças da época queriam um. O preço também chegou bombando, numa época de 2000% de inflação, mas isso não me impediu de ganhar um no natal de 1989. Ele vinha com três jogos na memória: Hang On, Safari Hunt e Snail Maze (labirinto). Não consegui jogar o Safari Hunt porque na ocasião não tinha pistola, e só fui saber da existência do Snail Maze (escondido na memória) tempos depois.

O Neo Geo AES e o Turbografx-16 do Piga. Fotos de quando ainda não havia máquinas digitais.

Bom, entrei em 1990 com dois consoles e não posso dizer que eu já era um colecionador. Eu eu era apenas um guri de 10 anos que tinha ganhado um brinquedo novo que fez que eu encaixotasse o Atari e o deixasse relegado ao esquecimento no fundo do armário. Porém, como o Master era muito caro, meus amiguinhos do bairro e do colégio em sua grande maioria ganharam clones do NES. Como faço aniversário em Janeiro, pedi à minha madrinha um Phantom System de presente, mas ganhei um Turbo Game da CCE em maio (minha madrinha morava em São Paulo, só conseguiu vir para o Rio nesse mês). Apesar de não ser o console da Gradiente, fiquei bastante contente pois não conhecia esse console da CCE. Me chamaram a atenção os controles turbo e os dois slots, um para os cartuchos americanos, outro para cartuchos japoneses. Foram esses detalhes que me fizeram gostar de cara e considerar esse clone da CCE como meu favorito.

Mas o ano de 1990 estava apenas começando. Muita coisa ainda ia acontecer. Em junho mesmo aconteceria algo terrível. Nem só de videogame vivia o Piga aqui: eu tinha um carrinho de controle remoto da Estrela chamado Colossus. Ele ficava na casa da minha avó, pois lá tinha bastante espaço e como eu morava em apartamento não dava pra brincar com ele lá. Como a rua onde residia dona Ivone, minha avó, era tranquila, eu “pilotava” meu Colossus na rua. Meu pai, o seu José, nunca tinha demonstrado interesse antes em guiar o carrinho. Fiz uma ressalva: pilote na calçada até você se acostumar com os controles. Nisso um vizinho da minha avó estava estacionando seu fusquinha táxi beirando o meio-fio.  E o pior que poderia ter acontecido aconteceu. Meu pai deixou o Colossus cair da calçada e o carrinho teve uma de suas metades esmagadas pelo carro de verdade. Entrei correndo na casa da minha avó chorando muito, mas não comentei nada do ocorrido com ela ou com minha mãe.

Meu primeiro Mega Drive e o Colossus que meu pai arrebentou.

Depois fiquei sabendo através delas que meu pai e o motorista do táxi, um senhor de idade, estavam de olhos esbugalhados, auhhuahua! Fiquei sabendo também que meu pai passou o mês de junho tentando achar outro Colossus pra comprar sem sucesso, pois ele tinha saído de linha e no lugar tinha entrado um outro chamado Maximus, que já usava bateria recarregável em vez das 13 pilhas alcalinas que não duravam nem duas horas. E em 1990 pilha alcalina não era nada barato.

Férias escolares de julho. Meu pai sempre me levava para a empresa para que eu começasse a “aprender o ofício”, e eu gostava de ir lá. Num desses dias fui com ele ao Norte Shopping para ele resolver assuntos bancários. Passei em frente ao Ponto Frio e lá tinha um Mega Drive em exibição rodando Altered Beast. Fiquei louco! Lembro como se fosse ontem. “Vou comprar pra você!”, meu pai disse. Não entendi direito, pois não era nenhuma data festiva e meu pai me explicou que era por ele ter arrebentado meu Colossus. Ele ainda perguntou se eu não preferiria o Maximus. Eu disse que não, é o Mega Drive mesmo! Meu pai entrou na loja, perguntou pro vendedor se tinha pronta entrega, pagou, me deu o canhoto da compra e mandou eu esperar por ele lá na porta do banco. Depois de ter retirado meu Mega, desfilei com ele no shopping pra todo mundo ver.

É, eu já estava com Atari 2600, um Master System, um Turbo Game e agora um Mega Drive. Mas ainda tinha mais um item a vir nesse ano. Um Hot Bit da Sharp. Meu tio que mora no ES tinha comprado um PC 286 para substituir o MSX que ele usava pro trabalho, mas que eu jogava quando estava lá. Ele apenas empacotou tudo e mandou pra mim. Só pra esclarecer uma coisa. Minhas duas tias por parte de pai não tiveram filhos. Meu tio por parte de mãe só foi ter minha única prima de 1º grau muito tempo depois. Eu e minha irmã éramos as únicas crianças da família, logo os presentes eram todos concentrado em nós. 🙂

No natal de 1990 eu não ganhei nenhum console. Lógico, eu já tinha todos os sistemas da época. Mas ganhei uma penca de jogos e acessorios pros consoles que tinha. Sim, 1990 foi um ano dourado!

3DO e Cougar Boy. Comprei só para ter.

Em 1991 minha tia, dona Célia fez sua primeira viagem internacional para as terras do tio Sam. É bom explicar também que minha família não via o videogame como um aparelho eletrônico, e sim como um brinquedo. E como ninguém manda uma criança vender um carrinho pra ganhar outro, eu não precisava me desfazer de um console para ter outro. Pois bem, naquela ocasião era lançado por lá o Super Nintendo e minha tia achou que seria mais um bom “brinquedo” para me dar. Nesse ano também meu pai teve que viajar pra lá a trabalho e perguntou se eu queria alguma coisa. Tinha visto numa revista Videogame um console que tinha Street Fighter I, que eu jogava bastante no fliper: O Turbografx-16. Lembro que recortei a foto da revista que mostrava a versão “maleta” do console da NEC, que já vinha com CD-ROM e pedi um igual. Meu pai ainda comprou o Fighting Street por fora (nome dado à versão do Street Fighter I no console da Nec), já que não vinha incluso, porém a imagem do jogo estava na foto da revista que eu tinha recortado.

Em 1992 meu pai voltou aos USA e como de praxe perguntou o que eu queria de lá. Desta vez eu pediria um Neo Geo AES por causa de Art Of Fighting, que eu tinha conhecido nos arcades e que tinha me impressionado bastante. Lembro também que meu pai me ligou da loja Toy R Us onde comprou pra reclamar do preço, shuhushus! A versão série ouro que vinha com dois controles arcade e um cartucho custava $ 750.00 obamas! Salgadaço, mas eu não tinha noção disso na época. Outra ligação que recebi do meu pai foi quando ele tava no aeroporto perguntando se podia jogar a caixa fora. Falei que não e ele pagou uma taxa de excesso de bagagem, hehehehe! A caixa do Neo Geo tem o tamanho de uma mesa!

Tirando jogos, até 1995 eu não comprei mais nenhum console. Foi quando eu ganhei meu primeiro PC, um 386 25mhz com 2mb de ram e 512kb de placa de vídeo. De 1995 até 1997, fiquei basicamente jogando no PC e melhorando-o como eu podia. Foi em 1997 que eu viajei para os “states” e comprei um Sega Saturn.

Mas e a coleção?

Foi a partir de 1997 que eu me tornei oficialmente um colecionador. Olhei pra trás e ví a quantidade de consoles e jogos que eu possuía e como já trabalhava pro meu pai desde 1995, eu já tinha meu dinheiro e não precisava depender mais de “presentes”  para ter o que eu queria. Notaram que eu não tinha mencionado nenhum portátil até agora? Quem já me conhece sabe que eu não gosto de portátil, pois detesto jogar em tela pequena. Mas como eu tinha virado colecionador, eu “precisava” ter portáteis. Comecei correr atrás de vários, como o Game Gear, Atari Lynx, Game Boy, Cougar boy e por aí vai. Comecei a comprar também uma penca de consoles como o Atari Jaguar, 3DO, Neo Geo CD, o NES original, outros clones, jogos, acessórios etc. Comecei também a colecionar computadores antigos. A única coisa que eu não fiz foi comprar placas de Arcade e máquinas de Pinball, pois meu dinheiro na época não dava para isso (ainda bem).

Os meus antigos Atari Jaguar e Sega Saturn.

Entre 1997 e 2000 acumulei mais consoles e jogos do que eu tinha acumulado entre 1984 e 1997. Aliás, considero este período mais antigo como minha coleção, pois eu tinha tudo que eu gostava e jogava tudo que eu tinha. De 1997 a 2000 é minha fase de colecionismo, que apenas comprava, comprava e comprava. Não jogava nada, perdia grande parte do meu tempo “garimpando raridades” e fazendo limpeza e manutenção de meus “preciosos” itens. Foi em 2000 também que eu percebi que algo não estava certo. Eu tinha virado escravo de minha coleção. Tomei uma decisão que muitos de vocês não tomariam. Vendi tudo. Um processo que levou seis anos, de 2000 a 2006. Me senti muito bem fazendo isso.

Então caros amigos, a linha que separa coleção de colecionismo é esta. Coleção é algo que você preza, que te dá prazer e vem acompanhados de boas lembranças, como a minha era 1984-1997. Colecionismo é algo mecânico, um vício. É a ansia de se ter tudo, mesmo que aquilo não tenha valor emocional nenhum pra você.  Ou seja, minha era 1997-2000. Deste período não compartilhei nenhuma lembrança, pois não as tenho. Não houve alegria ou expectativa. Houve indiferença. Houve apenas itens riscados de uma lista que não tinha fim. Só houve acumulo. Sem alegria e sem diversão.

Fiquei de 2006 a 2009 apenas jogando no PC. Nesse tempo gostei de colecionar outras coisas. Fullsets. Cabe tudo dentro de um HD, não dá trabalho pra manter, não ocupa espaço e é de graça! Através deles não esqueci os jogos que gostava e conheci muitos outros, muitos que eu provavelmente nunca teria acesso de outra forma. Em janeiro de 2009 me dei de aniversário um PS3. Tenho uma pequena coleção de um pouco mais de 90 jogos, contando jogos em discos de PS1, PS2, PS3 e jogos full da PSN. Estou bastante feliz com a minha atual fase, pois consigo jogar tudo que compro e agora cada compra tem um significado, algo parecido com o que vivi em minha infância. Era isso que eu gostaria de compartilhar com vocês. Até a próxima.

Coleção e colecionismo: separados por uma linha muito tênue!
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39 ideias sobre “Coleção e colecionismo: separados por uma linha muito tênue!

  • 01/09/2011 em 9:52 am
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    de coleção mesmo Piga, só tenho algumas fitas do N64, alguns cds de PS1 e PS2. e estou aos pouquinhos juntando alguns cds do SEGA SATURN. que admito, são o meu orgulho pessoal. apesar de ainda não ter um console para por ele 🙁 jogo eles enfiados no PC mesmo.

    parabéns pela sua ENORME coleção na primeira foto do post acima. fiquei 0_0 quando vi tanto jogo num lugar só. e é verdade que tinha um carro de brinquedo que tinha que por 13 pilhas para funcionar???

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  • 01/09/2011 em 9:59 am
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    Belo artigo.

    Bem, eu tenho 10 consoles… Mas não me considero um colecionador. Antes de tudo, sou jogador.

    Se o jogo ou console não me interessam, nem compro, não importa se estiver muito barato. Antes fazer isso do que ficar com algo que nem irei usar… Minhas metas são qualitativas e não quantitativas. Exemplo disso é que nem destravei meu PS2. Só compro jogo original e escolhido a dedo.

    Diferentemente do meu PS1, que já comprei destravado. Ok, os jogos são baratos… Mas aí a gente compra jogos e mais jogos “só para ver se é bom”, aproveitando o preço e depois 90% deles ficam encostados. Tenho uns 60 jogos de PS1 e o que uso efetivamente deve ser pouco mais de 1/3 deles.

    Depois de ver tudo isso, parei para pensar… Tá, o jogo é barato. Mas de que adianta se não o utilizo? Parei com isso e agora só compro o que realmente me interessa, mas sem gastar exorbitância também.

    Já tive consoles que hoje são considerados raridades, mas que vendi porque não achei grande coisa (Atari 2600, 3DO FZ-1 e Sega CD front-loading). Alguns me abominariam, mas não vejo dessa forma. Videogame é para nos divertir, não para ficar encostado pegando poeira na estante ou eternamente dentro de uma caixa.

    Eu jogo, quando tenho tempo, todos os consoles que tenho. Desde meu Top Game até meu PS2 com a mesma seriedade e me divirto da mesma forma.

    Colecionar é legal? Claro que é. Também coleciono miniaturas de carros, devo ter mais de 160 hoje… Mas, claro, só compro o modelo que me interessar também e que não esteja caro. Mesma coisa dos games… Meta qualitativa.

    Mas, cada um é cada um…

    Abraços

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  • 01/09/2011 em 10:49 am
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    Ótima matéria! E virar escravo de coleção é péssimo! Eu não tenho muita coisa, mas já decidi que vou continuar assim. Chega uma hora que você se pega comprando “qualquer porcaria lacrada”, só pra ter. Isso, de fato, não é saudável. Quando vejo que estou com jogos que não me agradam, que comprei por impulso, etc, coloco a venda e ponto final.

    Espero a próxima matéria!

    Abraços.

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  • 01/09/2011 em 11:07 am
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    Compartilha da mesma visão que eu. Gosto muito de coleções que o jogador tem uma história com cada um dos jogos. Eu vejo fotos iguais a do início desse post e penso que, provavelmente, o dono não jogou nem 10%. Desperdício.

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  • 01/09/2011 em 12:10 pm
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    “Coleção é algo que você preza, que te dá prazer e vem acompanhados de boas lembranças, como a minha era 1984-1997. Colecionismo é algo mecânico, um vício. ”

    Resumiu tudo, perfeito.

    Só gostaria de saber onde eu encaixo aqueles malditos comerciantes, os “comerciantes de especulação”, que compram para manter um tempo pra revender mais caro no futuro, ou acumula jogos raros para aumentar o preço de mercado deles, mantem lacrado sem jogar na idéia que daqui a cinco anos o preço subo na estratosfera.
    Pode-se até fazer um paralelos entre este tipo de colecionador (comerciante na verdade)com um efeito que realmente ocorreu, a bolha dos quadrinhos na década de 90 (mais info aqui: http://www.fanboy.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=657).

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  • 01/09/2011 em 12:22 pm
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    Todas as vezes que tive vontade de começar a colecionar games, vinha a lembrança do meu Super Nes ainda na década de 90 com seus cartuchos com saves falhando, controllers originais difíceis de encontrar, jogos originais caríssimos e etc. Com isso eu imediatamente me sinto desestimulado a criar coleções de games antigos. Só coleciono mesmo games do Nintendo 64 por unir um conjunto de características positivas:

    – Os games foram lançados no Brasil e são abundantes em lojas de usados e em sites de leilão;

    – A falta de piratas funcionais fez o mercado oficial ser interessante, tendo um grande número de jogos bons e baratos circulando por aí;

    – Os cartuchos são duráveis e de boa qualidade, com saves baseados em EEPROM e não em S-RAM ligada com bateira (há exceções), aumentando a durabilidade e confiabilidade do recurso de save;

    – A emulação do N64 não é perfeita e poucos jogos foram portados para outras plataformas, tornando o hardware e os cartuchos mais valiosos;

    – O mais importante: Os jogos marcaram uma boa fase da minha vida de gamer e tenho um grande apreço pela plataforma;

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  • 01/09/2011 em 1:03 pm
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    Nunca fui colecionador de nada, pelo menos não por muito tempo. Sempre que começava a colecionar algo, acabava “desistindo” da coisa bem rápido. Até mesmo minhas “coleção” de CDs de rock, todos originais, eu parei por conta da facilidade das músicas no formato MP3. Hoje em dia compro CDs só mesmo da minha banda preferida, que é a inglesa Iron Maiden.

    Em relação a games, nem mesmo Roms eu coleciono, me limitando a baixar pela net apenas aqueles jogos que eu vou mesmo jogar. Como gosto muito de jogar via PC, não sinto falta nenhuma de jogar por meio de um console. Só faço isso no caso do PS2, que eu acho que ainda não tem uma emulação perfeita via PC. Mas em relação aos games clássicos, vou de emuladores mesmo, sem nenhuma saudade de ter que ficar soprando cartuchos velhos para eles funcionarem.

    Agora mesmo não sendo um colecionador, eu admiro quem seja. Acho muito bacana quando vejo fotos de uma coleção de games, por exemplo, onde a pessoa guarda com todo carinho vários itens bacanas. Só que esse “lance” de colecionar não é para mim mesmo.

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  • 01/09/2011 em 1:20 pm
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    Eu não sou colecionador, mas admiro algumas coleções de jogos, como a do AVGN um reviewer americano que tem um porão dedicado a sua coleção.
    Eu tenho apenas 6 consoles: um SNES(com 4 fitas originais, todas na caixa, e mais umas 13 piratas), um GBA(com 21, por enquanto, e uma pirata), Um GC(com 26 jogos, todos originais, 6 deles sem caixinhas originais pois comprei usados de locadoras), um DS(com 13 jogos todos originais) e um WII só com jogos originais(7 ao todo) e um PS1 que eu nem jogo, e nem sei quais jogos tem.

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  • 01/09/2011 em 2:41 pm
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    Hoje para mim há uma única preocupação nos games, manter a diversão.
    Emuladores são uma mão na roda para quem não quer gastar fortuna.
    Um exemplo disso é o Neo Rage, emulador para mim perfeito, Roda até em computador antigo e lindamente. Um clássico!

    Eu tenho na minha humilde coleção 2 consoles, um Playstation travado japa com uns 9 jogos originais (Ridge Racer Revolution, GT, F1, Tekken 2, Soul Edge, NM vol 2 e 3, Pinball Fantasies De Luxe e 3×3 Eyes) lindamente funcionando (o primeiro modelo de 16 anos atras)+ Sega Saturn desbloqueado que vai virar um Super FAmicom em breve.

    Para mim já está suficiente. Só que quando o jogo fica dificil de encontrar os vendedores piram e vendem por exemplo uma Megaman 7 de Snes por R$ 329,00 (mais caro que um PS2!!!).

    Eu penso que no caso do Piga ele conseguiu como eu no passado a se desvencilhar do problema do colecionismo. Antes cheguei a ter uns 12 videogames e quase enlouqueci com 320 jogos alternativos de Playstation, 510 de Sega Saturn, 45 cart de Snes, 82 carts de Mega Drive, 30 carts de Game Boy, 72 cart de Nes, 50 de Master System, 41 Cds de 3DO, 22 jogos de Neo GEo CD, 4 jogos de Game Gear, 12 Jogos de Sega CD e 7 Cart de 32X, ufaaa!

    Hoje é melhor ter e jogar do que juntar e não jogar nada.

    Abraço

    Ulisses Old Gamer 78

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  • 01/09/2011 em 3:07 pm
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    Ótima matéria!

    Eu sempre detestei guardar tralha em casa, por isso sempre me desfaço dos meus consoles antigos. Eu hoje em dia não tenho muito tempo para jogar, portanto priorizo a qualidade à quantidade.

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  • 01/09/2011 em 3:29 pm
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    Muito boa a história, teve muita sorte dos presentes mesmo tendo um final triste, se bem que agora você reencontrou a alegria na aquisição de games.

    Fiquei curioso pra saber o que sua irmã também ganhava, ou só mandavam presentes e da gringa só pra você?

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  • 01/09/2011 em 4:35 pm
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    Parabéns pelo texto Piga! Muito legal sua infância, foi bem tratado e presenteado como toda criança deveria ser.

    Cheguei a cogitar fazer uma coleção, mas percebi que já me sentia satisfeito emulando meus games retro favoritos no Wii e no PC, logo desisti, e resolvi aplicar meu dinheiro em outras coisas, como games novos, roupas, ou coisas que realmente iria usar. Nada contra quem faz, mas é uma questão de experiência pessoal e visão da coisa; não preciso cheirar manuais nem soprar cartuchos para me lembrar da infância e acho que ficar preso demais aos anos 90 pode ser até uma patologia.

    Abraço cara!

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  • 01/09/2011 em 6:09 pm
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    muito interessante o post

    legal saber que vc começou sua coleção de forma diferente da minha. juro que acho que comecei justamente por não ter podido ter nenhum console enquanto muito criança, pois dona fátima minha mãe , separada do meu pai não oda comprar. joguei muito em casas de amigos e meu primeiro console “meu” foi aos 12 anos , um bit system clone quase ipsi literis do nes americano.saudades dele

    depois de muitos anos quando eu tinha por volta dos 26 anos ( tenho 32 de idade agora ) desandei a comprar tudo que pudia em termos de consoles…como se aquilo apagasse a pobreza material da minha infancia. não pode . eu iquei apenas com caixas e mais caixas de coisas as quais eu não aproveitava.triste tbem decidi me desfazer das coisas e me desfiz de tudo

    acabei comprando apenas algumas coisas das quais eu tinha ( o trio da atual geração e mais alguns antigos tipo snes, e master ) e os portatéis , ja que ao contrario do autor eu compro tudo que é console portatil , eu os amo e jogos o maximo possivel nos bichinhos

    embora ache que muito vão critica ou até mesmo invejar a “facilidade” com que o autor obteve seus consoles e itens, fiquei muito animado em saber que no final a nossa historia ( minha e a dele em comparação) tiveram finais tão parecidos a partir de começos tão distintos…esse tal de videogame parece provocar emoções universais mesmo na gente…..

    bora jogar o que a gente gostapessoal , seja o que for , mas que seja bom e divertido

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  • 01/09/2011 em 8:22 pm
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    grande texto, tive quase todos estes consoles que voce teve tambem, a diferença que muitas vezes para ter um eu tinha que vender o outro para completar o dinheiro, algumas vezes me arrependo de ter vendido alguns consoles, mas depois passa justamente por isso, acho que o que vale mesmo, foi a emoçao que eles proporcionaram na epoca, aespectativa de ir comprar, lembro que comprei um nes peguei trouxe ele pra casa e só pude jogar depois que voltei da escola, nem rpeciso dizer que foi a tarde mais longa da minha vida, acho que muito melhor que colecionar objetos é colecionar historias, e isso tivemos com nossos consoles antigos, o unico realmente que eu sinto por nao ter mais e foi por descuido e acabou parando n lixo, foi meu primeiro videogame um telejogo, que ganhei por ter ficado doente e nao podia sair da cama.

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  • 02/09/2011 em 1:24 am
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    @Ulisses Old Gamer 78

    Não é só jogo do SNES que o povo enfia a faca.

    Já vi no ML um vendedor pedindo R$ 400,00 num Capcom Vs. SNK 2 de PS2 americano… E o cara ainda tinha a cara de pau de falar que o jogo tinha apenas “riscos superficiais” e que não abaixaria o preço por ser “ultra-raro”…

    Pagar isso num jogo que é relativamente comum nas versões japonesas não é, digamos, coisa muito inteligente…

    É a velha história do capitalismo… Lei da oferta e da procura. Se botam por esse preço, é porque tem quem pague.

    Eu não pago…

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  • 02/09/2011 em 3:41 am
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    @T. Ponto

    Tem toda razão. Faço o mesmo também… Às vezes vendo nem que seja por mixaria só para não ficar com jogo pegando poeira em casa.

    Colecionar é bom, mas devemos ter uma meta e bom senso na hora de comprar algum item. Não pago exorbitância e nem sou daqueles que sequer abrem o jogo só para “não perder o valor de coleção”…

    Abraços

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  • 02/09/2011 em 9:31 am
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    @Juliano
    Minha irmã nasceu em 1985, logo em 1990 ela tinha apenas 10 anos. E como a maioria das meninas ela gostava de ganhar bonecas, principalmente Barbies. Sempre que eu ganhava alguma coisa, ela ganhava também. Mas meus presentes eram um pouquinho mais caros, rss…

    @Tandrilion, o Matusalém
    Concordo com você. Sou retrogamer, mas não deixo de aproveitar a nova geração. Aliás, jogo muito mais meu PS3 do que meus emuladores. Os anos 90 foram bons, mas vamos dar oportunidade pro futuro também.

    @Marlon_Vienna :
    …embora ache que muito vão critica ou até mesmo invejar a “facilidade” com que o autor obteve seus consoles e itens…

    Isso é algo que estamos sujeitos em nossas vidas. Ninguém escolhe o berço em que nasce e infeliz é aquele que tem vergonha de suas origens, qualquer que seja ela. Fui educado e criado dentro de um padrão social, logo não tenho vergonha de como viví (ou vivo) minha vida. E graças a Deus pessoas invejosas são minoria (se é que elas existem) aqui no Gagá Games.

    @Man On The Edge
    Esse lance de quanto pagar ou por quanto vender depende de uma conjuntura e de um determinado período de tempo. Quando comecei a me desfazer da coleção, o ato de colecionar games estava na “moda” vamos assim dizer, todo mundo queria começar sua coleção e nisso como um bom capitalista que eu sou, além de resolver meu problema ví a oportunidade de ganhar um troco, literalmente arrancando o couro dos meus clientes.

    Pra você ter uma idéia:

    – Vendí meu Neo Geo AES por R$ 3.000,00 e cada cartucho numa média de R$ 300,00

    – Meu Turbo Grafx-16 saiu por R$ 2.500,00 pra quem o comprou.

    – Vendi o Jaguar por R$ 700,00. Vendí o Jaguar CD por R$ 1.900,00.

    – Meu Atari 2600S Polivox foi vendido por R$ 600,00.

    – Meu Amiga CD 32 trocou de dono por R$ 1.500,00. E por aí vai.

    Todo o dinheiro das vendas eu fui colocando na pouponça e e no final da brincadeira eu comprei um carro 0Km pra minha esposa e ainda sobrou dinheiro. E olha que minha coleção nem se compara com a da primeira foto (do quarto cheio de jogos) que eu catei na net e não sei de quem é.

    Muitos vão dizer, Piga seu porco capitalista, mas na época quem quisesse ter alguns dos meus consoles, todos completos com caixas e manuais, notas fiscais e principalmente, único dono, teve que “pagar” o preço!

    Falow!

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  • 02/09/2011 em 11:05 am
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    nossa, se eu guardasse, todos os consoles
    que já tive…parabéns pela coleção piga! daqui há dez anos veremos um monte de moleques com emuladores de ps3 e hds com teras de isos do bom e velho bluray, e nós da decada de 80 ficando cada vez mais para trás, é, tecnologia é isso, evolução rápida. Nem acredito como o tempo passou tāo rápido, parece que fechei os olhos com 12 anos e abri agora com 30. Lembro dos fliperamas, locadoras, consoles made in brazil, acessório de consoles made in brazil. E pra que acha que a onda do 3D é sinonimo de tecnologia, saiba que eu jogava outrun 3D no master system com o mesmo efeito e óculos similar em uma tv de tubāo comprados na zona franca de manaus, cidade natal da TEC TOY, eeee saudade daquela época 🙂

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  • 02/09/2011 em 1:29 pm
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    Legal Piga, eu tenho alguns consoles aqui, ha um tempo atras tive essa ideia de virar colecionador, mais daí por falta de tempo e dinheiro me conformei em jogar roms nesse pouco tempo disponível, daí vendi alguns itens que tinha comprado somente com o intuito de colecionar, e só guardo com carinho os consoles ganhei na infancia e passei boa parte dela jogando com eles.

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  • 02/09/2011 em 4:50 pm
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    Bem legal, adoraria fazer uma coleção mas não sei se teria tempo e principalmente verba para isso.Mas que inveja! A sorte que você teve de poder jogar todos estes consoles e principalmente de possui-los em carne e osso (no caso plastico e chips) é realmente incrível! Belo post!

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  • 02/09/2011 em 7:52 pm
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    coleçaõ dukaralho hein!!!!deixa qualquer um no chinelo mesmo…eu tenho um mega drive, um vg9000 e um snes e já não dou conta deles…imagina essa coleção digna de mestre!!!!humpf!!!cara…é dificil ter tempo para jogar esses video games que eu tenho, imagina para quem tem essa coleção de ouro,,,a vida passa e tudo fica, essa é a verdade!!!bonita coleção mesmo!!!!

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  • 02/09/2011 em 10:41 pm
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    Que historia fantástica Piga eu curti muito viu olha que eu coleciono mangas e já tenho alguns aqui completos e uns que tenho que terminar de colecionar mais sei como é isso viu .Só vou completar os que falta e parar também vai uma grana preta nisso faz um bom tempo que tenho eles .

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  • 04/09/2011 em 3:39 pm
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    Cara, sua historia é fantastica, tb já passei de colecionar para colecionismo, sei como é, ano de 2009 mesmo eu tava nessa fase, comprando console, arrumando e colocando na caixa em cima do guarda roupa, (x-box, ps2, n64, dreamcast), hj não sou tao escravo da coleção qto antes, mas que dah vontade de abrir a carteira e começar a compra e comprar ahh isso dah.ueheue, hj minha coleção está masi para os consoles “carne de vaca”, mas espero a começar a colecionar os b-Sides, minha coleção hj tem:

    NES Original, SNES Original, N64 Original, N64 Laranja, N64 Verde Doonkey Kong, Game Cube Roxo, Game Cube Preto Metroid Prime, Game Cube Prata Smash Bros, Nintendo Wii VErmelho Mario 25 Anos, PS1 Original, PS1 Slim, 2 PS2 Original, PS3 Original, PS3 Slim, X-Box Original, X-Box 360 Slim, Mega Drive 3 Mortal Kombat 2, Dreamcast, Nintendo DS, Nintendo 3DS, PSP 1000, e PSP 3000, fora os jogos para os consoles que me tomam um espaço do caraleo no quarto..uehuee

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  • 05/09/2011 em 6:33 pm
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    Concordo com vc Piga. Eu tb sigo a mesma linha só coleciono aquilo que me traz sentimento que me traz nostalgia.

    Por exemplo eu tenho três Bit System, o video game mais importante para mim e cheguei a pagar bem caro em um Nes zerado, nunca usado, só para realizar um sonho, rs.

    Ótimo post. Parabéns.

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  • 06/09/2011 em 11:08 am
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    Esse lance de comprar por comprar eu também não acho bacana, mas eu como detesto qualquer coisa além do “sentar e jogar” nunca me adaptei muito bem a emuladores e afins, até jogos gravados eu estou deixando de lado pelo pé no saco que é pra fazer funcionar direito muitas vezes. Então hoje a minha lócia é: quero jogar o jogo X! Qual o console que ele saiu? Ok, arrumo ele então. Então esses consoles mais “obscuros” estão fora da minha lista.

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  • 06/09/2011 em 12:05 pm
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    Caro Piga,

    Gostei bastante da sua “biografia gamística” principalmente na conclusão onde de fato há sentido no título.

    Existe uma linha tênue entre colocionador e colecionismo e realmente isso pode se tornar algo bastante doentio quando não se tomam as precauções devidas.

    Em minha cidade (fortaleza) é raro encontrar colecionadores.Eu sou um mas tento manter certos controles com relação a possuir “entulhos” por apenas dizer que tenho e a de possuir algo que realmente marcou a infância e que posso ligá-los e guardar para a posteridade no encontro com amigos e a futuros filhos ensinar.

    Meus parabéns pelo texto e concluo dizendo que o amigo possuiu uma infância invejável onde tudo era caro,nossos pais não tinham dinheiro pra ostentar luxo e quando queríamos outro console,éramos obrigados a vender o que tínhamos.

    Valew.

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  • 06/09/2011 em 8:54 pm
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    Haha muita coragem teve, parabéns pela iniciativa de se “libertar”.
    Também estou na ideia dos fullsets, já tenho quase todos que me interessam aqui, e quando bater vontade de jogar, pimba!, lá estão os danados prontinhos. Sem cabos, sem TV, sem joystick com problema, console sujo, etc.
    E quanto aos preços da tua revenda… nem fale. Me faz lembrar que vendi meus consoles completos, com caixas, nf, tudo a troco de banana…

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