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Vamos nós para o terceiro capítulo da saga “Lembranças Inesquecíveis”, hoje retratando as maravilhosas sensações que tive ao conhecer o idolatrado NES, o Nintendinho para os íntimos. Boa leitura! 😀

Capítulo 3: Nintendinho

O ZX Spectrum já tinha caído no esquecimento, principalmente depois de acompanhar a evolução dos arcades e de jogar o MSX e o Amiga na casa de amigos. Nossa, o MSX dava um banho no TK-90X, o Yie-ar Kung Fu 2 era um espetáculo e os jogos de nave eram de babar. O Apple 2 então, com Karateka, nem se fala, era um sonho distante (meu pai era pobre, hehehe).

yie-arkungfu-karateka

O sonho de ter um videogame maneiro retornou com as propagandas estilo ficção científica do Master System na TV e nas novelas. Mas meu pai ficava sempre assustado ao ver o preço do hardware da SEGA nas vitrines e isso me desanimava.

Contudo, com o advento dos muambeiros do Paraguai, a história começaria a mudar, já que os preços praticados neste país, como todos já sabem, são bem melhores que os do comércio brasileiro. Foi assim que adquiri o Nintendo Entertainment System, meu primeiro videogame de fato, no auge dos meus 11 anos.

Lembro que um amigão me chamou na casa dele falando um palavrão chamado Micro Genius. Achei o nome bem esquisito, mas mesmo assim fui ver do que se tratava. Quando cheguei lá e entrei na sala, tive a sensação mais gostosa que já senti no universo dos jogos eletrônicos. Estático, sem ao menos piscar, deslumbrava uns familiares deste amigo se divertindo com um game muito louco! Reconheci o personagem dos arcades, era o Mario, mas numa aventura bem diferente. Ele era pequeno e crescia ao pegar um cogumelo, além disso atirava bolinhas de fogo ao se alimentar com uma flor. A tela rolava horizontalmente e existiam segredos, incluindo bônus e até estágios secretos bem escondidos no cenário. Os inimigos apresentavam uma animação soberba e havia um confronto especial ao final de cada mundo. Mario fazia de tudo, só faltava voar, pelo menos nos primeiros capítulos da série, pois em Super Mario Brothers 3 até isso o bigodudo viria a fazer.

mariobross

No mesmo dia comecei a infernizar meu velho, tanto que ao final daquele ano receberia de Natal, via Paraguai, meu memorável Micro Genius, mais um dos inúmeros clones do Nintendinho.

O NES foi um dos consoles que mais me divertiu, ligava o bichinho religiosamente todos os dias conhecendo franquias que me acompanhariam para sempre. Infelizmente esta brincadeira começou a perder a graça depois que fiquei sabendo da existência do Mega Drive, um hardware que seria duas vezes mais potente que o Nintendinho, mas isso fica para o próximo capítulo.

microgenius-nes

Micro Genius à esquerda, NES à direita

Características marcantes da época: Cartuchos com 40 a 100 jogos, com um monte de títulos semelhantes, apenas com algumas diferenças tênues (dificuldade, cores, etc). Varar a madrugada para fechar um game, pois a comodidade dos saves ainda não era difundida. Passwords gigantescas e confusas eram comuns para se preservar o progresso de um game. Jogos com dificuldade absurdamente injusta nos faziam arremessar os controles na parede da sala. Encontros frequentes com os amigos para uma jogatina.

Games preferidos deste aparelho:

  • Super Mario Bros 1 e 3
  • Tetris
  • Contra
  • Excite Bike
  • Bomberman
  • Teenage Mutant Ninja Turtles 2
  • Double Dragon 2
  • Castlevania
  • Batman
  • Ghosts N’ Goblins
  • Adventure Island
  • Mega Man 2
  • Ninja Gaiden

E você com certeza deve discordar desta lista, né? Acrescente então qual é o game que mais te emociona ao lembrar do Nintendinho!

Próximo capítulo: Mega Drive

Momentos Inesquecíveis (Parte 3/6) – NES

19 thoughts on “Momentos Inesquecíveis (Parte 3/6) – NES

  • 16/03/2011 at 9:03 am
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    Porra velho, resumo da minha vida também kkkkk

    Realmente o Mega Drive chegou e nos assustou com aqueles gráficos “3D” e uma experiência de arcade real, mas o tempo que a gente perdeu nesse bichinho aí será SEMPRE lembrado como uma época genial, na minha opinião o auge do videogame, uma época que tatuou os jogos eletrônicos em toda a humanidade para todo o sempre.

    Joguei e me impressionei com todos os jogos dessa sua lista aí, mas teve um jogo em especial que foi, na minha humilde opinião, o jogo mais emocionante, completo, tenro, abstrato e absoluto de todos os tempos, e que se mantém até hoje em primeiro lugar dos jogos preferidos que eu já joguei em toda a minha vida. E não foram poucos.

    . Blaster Master

    Conhecê-lo agora não te trará o impacto que ele teve em sua época, mas dá pra ter uma breve idéia de seu poderio bélico. A trilha sonora é espetacular.

    Assino embaixo da sua lista. Mega Man 2 também foi o meu predileto, Double Dragon 2 é considerado por mim o melhor de todas as suas infinitas versões já lançadas, Castlevania é uma pérola, Contra é absurdamente genial, cara e esse Bomberman me faz perder as palavras de tão simples e perfeito que foi.

    Eu incluiria somente mais 2 jogos na sua lista que foram primordiais: The Legend of Zelda e Ninja Gaiden 2 – The Dark Sword of Chaos.

    Fica aqui minhas condolências ao Japão por ter produzido toda essa magia em nossas vidas. Espero que esse povo tão incrível se recupere logo. Eles merecem.

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  • 16/03/2011 at 2:17 pm
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    Ninja Gaiden 2
    Paaman
    Wacky Racers
    Ultimate Stuntman
    Double Dragon 1
    Battletoads
    Kid Dracula
    Sexta feira 13

    e o melhor dos nesclones é o Hi-Top game com botões amarelos (curiosamente compartilham o mesmo design do controle com o Micro Genius)

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  • 16/03/2011 at 3:20 pm
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    @PH
    Pois é, não conheci o Zelda na época, por isso não coloquei na lista. Quando eu conheci o Ninja Gaiden 2 eu já não estava mais tão empolgado com o NES, por esta razão não me prendi muito a este game. Valeu!

    @Darkus
    Eu era tão bobinho na época que nem imaginava que o Micro Genius fosse um clone, eu pensava que era a real marca do console, hehehe. Obrigado!

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  • 16/03/2011 at 3:42 pm
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    Discordar ? Tá maluco ! Acho que o top do NES, pelo menos a maioria está aí nessa lista.

    Megaman é a franquia que eu mais ficava fascinado na época, era sensacional, dificuldade extrema, mas e daí ? Era bom pra cachorro !
    Passava horas desenhando os personagens quando não estava jogando, ficava inventando fases, personagens, a imaginação rolava…

    Do Ninja Gaiden eu também tenho lembranças legais pq uma vez fiquei vários meses com um cartucho do Ninja Gaiden 2. Como não tinha outros jogos para jogar, era ele mesmo todo dias. Ô joguinho difícil ! Não zerei, mas chegava mais longe à cada dia.

    Nessa lista eu posso acrescentar algums também :

    Felix The Cat – Um dos melhores games baseados em desenhos que já joguei!
    Gyruss – Eu acho essa versão bem melhor que a do arcade !
    Gradius – Simples e direto. Clássico !
    Akumajou Special (Castlevania Jr. para nós…) – Não lembro de uma game ruim da Konami nessa época !
    Street Fighter III – Era pirata, mas era o mais próximo que se tinha do arcade (SF II), e muito bem feito por sinal !
    E uma cacetada de games japoneses que eu não o lembro de um sequer e até agora não achei no meu romset de NES ! Mas eram sensacionais tbm !

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  • 16/03/2011 at 10:16 pm
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    tinha um joguinho de aviao tambem bem legal, acho que era 1942 ou algo assim, tive o prazer de jogar muito o nintendinho, o meu primeiro foi um da dynavision, fazia ate propaganda no programa do sergio malandro iéié rss, só depois de mais velho comprei meu nintendo original igual o da foto do texto, como demorou pra lançar o megadrive, joguei muito tempo meu nintendinho que vinha com uma pistola tambem, alias bons tempo que o video game vinha com dois controles e um jogo e geralmente jogos bons, tirando o phanton system que vinha com os caça fantasmas hehehe

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  • 18/03/2011 at 10:03 pm
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    só clássicos mesmo….seria uma lista imensa essa dos jogos nes da vida!!!!momentos inesqueciveis mesmo….lembro da época em que jogava com amigos no game contra…..era a manha de 30 vidas o dia todos, e ia para o super contra e depois contra….saudades dessa época de ouro do nes!!!!
    jogava batman, journey to sillius, 1942, tiger heli, super mario 1 e 3, e não parava mais!!!!!que fase foi essa ein?????parabéns pelo post!!!!!valeu!!!!!double dragon também era um dos meus preferidos!!!!

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  • 21/03/2011 at 10:45 am
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    Tem um zilhão de títulos bacanas para citar. Dentre eles vou citar o Dr. Mario, Twin Bee, Ice Climber, Lode Runner, Excite Bike. Mesmo esses jogos mais simples tecnicamente eram muito bons!

    Dr. Mario mesmo era impossível parar de jogar, acho que aquela música tem algum efeito hipnótico, só pode.

    Tinha um jogo de avião (obscuro), nem era tão bom mas eu gostava, só que não lembro o nome. A visão era por trás (tipo After Burner, só que pobre) e o avião era tipo um Spitfire da Segunda Guerra. Você enfrentava aviões e embaixo tinha uns navios…

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  • 28/03/2011 at 7:06 pm
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    @Onyas o jogo se eu não me engano o Sky Destroyer

    Gostei do post e da lista…
    Eu ainda joguei um jogo chamado Power Blade que fez eu suar pra zerar na época…

    gastei muuitas e muitas horas no meu Dynavision… rsrs

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  • 30/03/2011 at 10:49 am
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    O NES é para mim a plataforma mais bonita já feita, levando em consideração o tempo que ela foi criada, aquela “aberturinha” para as fitas era demais, nunca tive, um amigo tinha e vivia na casa dele, me lembro uma vez de ter tomando uma incrível bronca por ter sumido em um sábado, quando ainda era 9 horas da manhã e minha mãe foi me achar (ja desesperada) na casa deste amigo umas 6 da tarde. Castlevânia, Mário, Tartarugas ninjas e um futebol que não me lembro o nome eram os nossos preferidos. Tempos depois tive o prazer de jogar star wars no NES ótimo jogo tb! Ainda pretendo ter um NES original, mais por enquanto me divirto com um de seus genéricos com 999 jogos comprado por 30 mangos no mercado livre.

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  • 10/04/2011 at 12:46 am
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    Nunca consegui chamá-lo de “Nintendo”, só de “Phantom System”…

    Conheci-o em 1989 na casa de meu primo de Brasília, que trouxe um NES original de uma viagem aos States. Como ele era de padrão NTSC, em nosso PAL-M tudo saía empreto-e-branco, mas quem se importava? Os gráficos e a jogabilidade eram outra coisa se comparados aos nossos velhos Ataris e Odysseys (e até o TK-90 do meu vizinho)!

    Jogamos “Super Mário 1” (em cartucho duplo junto com o “Duck Hunt”), “Contra 1”, “Double Dragon II”, “Metal Gear” e “Bionic Commando” até cansar os dedos e os olhos. Depois, quando minha sacrificada mãe juntou umas economias e deu um Phantom System de presente pra mim e meu irmão no Natal daquele ano, foi uma festa!

    Só o que me deixava com raiva era que não havia um licenciante oficial da Nintendo no País, e assim o pessoal que vendia cartuchos aqui preferia importar as placas dos cartuchos de Taiwan e montar no Brasil, só que não faziam nenhuma exigência aos produtores daquelas, e aassim normalmente vinha tudo em JAPONÊS! Me roía de raiva ao jogar “Ninja Gaiden” e ver aquele emaranhado de ideogramas no lugar de ao menos um texto em inglês que fosse!

    E, claro, ninguém queria trazer as baterias de salvar jogo, então os famosos RPGs (gênero que conheci por meio do “Christalys” da SNK) também ficavam de fora! Só algumas locadoras com mais grana e mais consideração pelo público compravam fitas originais norte-americanas. A gente só tinha grana pra alugar uma por semana, então raramente eu podia levar um RPG da saudosa “Galáxia Games” de Fortaleza, já que meu irmão não tinha paciência pra eles.

    Ah, sim: alguém mais lembra de um “Super Mário 3” japonês maceteado que tinha um truque não-autorizado? Era assim: no mapa, você apertava o botão B para a tela de seleção de itens, e depois apertava o “select”, que trocava o objeto mais à esquerda do seu inventário por qualquer outro. A molecada usava aos montes pra conseguir as flautas (pra trocar de fase), as nuvens (pra passar por cima de estágios difíceis) e a asa-P (que permitia voar sem limite de tempo).

    Esse Mário 3, só consegui terminar sem “malícia” (truques, macetes, lá no Ceará) só anos mais tarde, com o advento dos emuladores e seus “save states” (que não deixam de ser uma “malícia” diferente…).

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  • 06/06/2011 at 1:25 pm
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    graças aos emuladores podemos ainda jogar jogos que nunca tinhamos visto em determinada lojas que extrapolavam o preço da venda dos cartuchos…por isso temos que agradecer a internet e todo o seu meio de entretenimento que nos proporciona…nos proporciona conhecimento e também oportunidades que nem voltando ao tempo conseguiria-mos ter!!!!!!o importante é nunca esquecer esse console que ainda nos proporciona alegria e boas lembranças da vida!!!!!!

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  • 23/10/2011 at 12:38 am
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    putz pessoal to tentando lembrar o nome de um jogo de avião que tinha pro hi-top game da milmar.era um avião vermelho e outro preto quando se jogava com 2 players e o primeiro chefão era um avião gigante que tinha que ficava atirando e atela ficava se movimentando pra frente e pra trás até vc eliminar os “bonecos” q ficavam atirando…se alguém lembrar o nome do jogo me avisem por favor!!

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