Existem épocas em que minha criatividade anda tão em alta que preciso por tudo em prática antes que o período acabe. Ultimamente tenho tido muitas idéias para pôr em prática no meu blog Shugames e aqui no Gagá também. Com alguns projetos terminados e outros a passos largos (como Lufia II e Dragon Quest), acho que nada mais prático do que já engatar uma nova matéria temática, pois são as que eu mais gosto de fazer.

Como o pessoal daqui também curte esse estilo de postagem (vide os Diários, as Cruzadas e os Recordar é Envelhecer), escolher um tema que ninguém ainda tivesse abordado foi uma tarefa um pouco difícil. Foi assim que percebi que precisaria criar algo novo pro Gagá, então botei a cabeça pra funcionar. Das inúmeras idéias surgidas (algumas eu anotei para futuras postagens), me veio essa do Alex Kidd.

Alex Kidd já foi bastante abordado tanto aqui no Gagá quanto no Shugames e em tantos outros blogs. Só que, na maioria dos posts, sempre foi algo meio superficial, alguma análise, alguma curiosidade, algo bem simples e rápido. Acredito que ninguém ainda tenha feito uma matéria à fundo nos jogos do orelhudo, por isso escolhi esse personagem para escrever sobre.

Em O Maravilhoso Mundo de Alex Kidd, vamos passar a limpo os jogos mais famosos do cabeção mais simpático da retrosfera (sorry, Bonks). Sempre gostei dos jogos dele, até do tenebroso …in The Lost Stars, sempre fui fã de carteirinha e até hoje não engoli muito a idéia da Sega ter praticamente abandonado o personagem, ou tê-lo transformado em um simples bônus de seus jogos atuais. Alex merecia e ainda merece o respeito que lhe era dado quando ainda fazia sucesso, pois foi um personagem chave pra Sega na época e ainda é muito cultuado pelos fãs.

Mas chega de puxar o saco do Alex, vamos começar logo com isso. Eu não queria fazer algo no estilo Dossiê, como o Orakio fez com Sonic, até porque não tenho tanto tempo pra escrever tanto sobre todos os jogos do cabeção, nem pra pesquisar sobre, então optei por esse título mais a fim de redescobrir algumas fases, rever a história de cada jogo e suas mínimas curiosidades.

Estão prontos? Então vamos começar com o maior clássico do Master System 2, o jogo que vinha na memória do mesmo. É ele mesmo, falo de…

Alex Kidd in Miracle World [1986]

A Sega não poderia estar mais certa quando lançou essa pequena jóia no Master System. Nascido em 1986 no Japão, Alex Kidd in Miracle World juntou rapidamente uma legião de fãs assíduos logo no primeiro game da série, que muitos até hoje o consideram como o melhor jogo do Alex.

A caixinha com o cartucho, raros na época, pois o game vinha na memória do Master System II

A história é bastante simples no começo, mas se revela algo maior assim que o jogador alcança o final. Alex nasceu no planeta Aries e dedicou sete anos de sua vida estudando uma antiga técnica chamada Shellcore em um lugar chamado Monte Eterno. Shellcore permite que a pessoa quebre enormes blocos de pedra como se fossem feitos de isopor, tamanho o poder empregado num simples soco.

Um certo dia, Alex deixou o Monte Eterno e partiu pra sua cidade espiritual, talvez com o intuito de meditar um pouco. Logo, Alex era budista ou monge, ou aprendiz de algo do gênero. No caminho, encontrou um morinbundo que lhe fez uma revelação trágica: a pacífica cidade de Radactian estava prestes a ser totalmente destruída. Antes de morrer, o homem entregou a Alex um pedaço de um mapa e um medalhão com o símbolo do Sol. E é isso aí. Mais nada é dito no manual, somente que Alex partiu para Miracle World em busca de respostas.

Mais adiante no jogo descobre-se que o irmão de Alex, Eagle, e seu pai, o rei Thunder, também estão desaparecidos. Essa é a premissa de Alex Kidd in Miracle World. Salvar Radactian, salvar Eagle e salvar o rei Thunder, tendo em mãos apenas um mapa velho e um medalhão com desenho do sol. Com o desenrolar da trama, descobre-se também quem está por trás disso tudo: o famigerado Janken, o Grande. Janken foi, por um bom tempo, um chefe que vivia nos meus pesadelos desde criança. Eu demorei um pouco pra chegar nele e acabar com sua raça, pois o jogo não era fácil. Aliás, ainda não é. Vamos conhecer um pouco mais suas várias fases.

Alex e a turma dos inimigos!

Miracle World é dividida em 10 estágios mais o desafio final, no Lago Craag. Aliás, aqui cabe um parênteses: o manual do jogo trazia um mapinha bem bacana de todas as fases, assim o jogador podia ir marcando até onde chegou e tentar superar sua marca em uma próxima jogada. Essa simplicidade da época me cativa até hoje. Hoje temos checkpoints e saves espalhados por todo canto, bastou passar por algum desafio mais cabeludo e TCHARAM! “Não desligue seu console”, lá está um desenho se mexendo na tela indicando que o jogo está sendo salvo. Eu não vou reclamar disso aqui, mas que essa simplicidade do Alex Kidd faz falta, isso faz.

O mapinha com os 11 lugares de Miracle World

A primeira fase do jogo consiste em descer o Monte Eterno pegando toda a grana que puder enquanto desvia dos abutres pelo caminho. O dinheiro em AKiMW é bem importante, com ele compram-se poderes, veículos e até vidas. Dá até pra fazer continue caso tenha 400 moedas sobrando. Após a descida do Monte Eterno, há um lago no final com alguns peixes e até um sapo gigante que atira bolinhas brancas. Tal sapo era responsável por 9 entre 10 moleques na época terem se tornado extremamente agressivos com quem quer que seja, pois morriam sempre nesse inimigo. Depois de passar pelo sufoco, nada melhor que um bolinho de arroz pra matar a fome.

O Monte Eterno

Na segunda etapa as coisas podiam variar: dava pra seguir a pé matando tudo e coletando os saquinhos de dinheiro ou entrar na loja e comprar a motoca Sukopako, para sair pulando pela fase toda na correria. Isso dependia mais da habilidade do jogador do que do dinheiro sobrando. No final, o primeiro boss surgia e com ele um novo jeito de se enfrentar um chefe: através do Jan Ken Po! Muita gente (eu incluso) só foi saber desse lendário jogo através do Alex Kidd. Estudos indicam que ele foi inventado no final do século XIX, e se vocês adivinharem onde lhes dou um bolinho de arroz como prêmio. Pois bem, a batalha contra Gooseka é simples, mas aqui cabe uma observação: a cada RESET no console, a forma de se vencer o chefe era invertida. Se na primeira tentativa você ganhasse com PEDRA e TESOURA, na segunda era com TESOURA e depois PEDRA. Descobri isso da pior forma possível, como muitos de vocês talvez…

Terceira etapa: a ilha do Santo Nurari. Mas antes uma passadinha no lago, pra matar uns peixes, pegar umas vidas e entrar em um baú guardado por um feroz polvo. Esse era um dos “segredos” do jogo, uma fase secreta repleta de dinheiro, mas para acessá-la era preciso habilidade pra destruir cada bolinha do tentáculo do polvo, para depois descer pelo baú e chegar até a superfície. Tarefa para ninjas ou para os abastados que compravam o pó da invencibilidade na fase anterior.

A clássica passagem pelo polvo e a tela repleta de dindin!

Agora sim, estamos na tal ilha e o cenário se mostra cada vez mais perigoso, com buracos cheios de lava e escorpiões andando camuflados na relva. No final dela, o tal Nurari alerta Alex para a dominação de Janken e pede para o garoto salvar Radactian. Sim, Alex Kidd tinha HISTÓRIA pra contar. Assim que o velho termina de falar, um helicóptero é dado de graça ao jogador, como sendo uma ajuda na missão de salvar Radactian. Instruções para manuseio não inclusas, mas na época estávamos acostumados a aprender na raça qualquer mecânica nova que surgisse em um jogo.

A arte de se saltar entre pedras e sobre lagos de fogo era aprendida na raça, e foi se aperfeiçoando em anos de treinamento

A bordo do Peticopter, agora é preciso atravessar um rio infestado de piranhas e peixes. Pelo alto, dinheiro aos montes escondidos atrás de pedras fatais pro tal helicóptero, além dos temidos abutres. Por baixo, nada muito agradável além de peixes e um novo encontro com nosso amigo peixão. Há mais um segredo aqui, só que dessa vez compromete a jogatina: um bug que trava o jogo, embaixo d’água. Na imagem eu ensino a fazê-lo, mas fique avisado que só um reset resolve nesses casos…

Se souber manusear o Peticopter, uma bela fortuna lhe aguarda nas alturas... ao lado, o bug do terror, descoberto por apenas 1,7% dos jogadores da época 😛

Chegamos à Vila de Namui. Aqui é possível comprar um Peticopter, uma vida e uma cápsula A, que protege Alex dos inimigos por um certo tempo. A fase é cheia de dinheiro, a maioria claro somente alcançável com o Peticopter. Aqui somos apresentados à Flame, o foguinho invencível do jogo. Lá no fim, o velhote da fase anterior nos aplica um teste vestido de touro: basta acertá-lo várias vezes até ele desistir da brincadeira. Ele ainda informa que o irmão de Alex está no castelo de Radactian, então vamos pra lá salvá-lo, não sem antes atravessar uma caverna demoníaca e uma floresta infernal.

Como diz o manual: "não tente atacar a flame"... à direita, Alex enfrentando um touro bravo aos socos

Na caverna achamos a Pedra da Telepatia, útil pra saber as jogadas dos chefes no Jan Ken Po. Aliás, aqui encontramos outro deles: o Chokkinna. Bastante simples de vencê-lo com a pedra. Na floresta dá pra comprar a Sukopako, mas só o faça se for hábil o suficiente para pular em buracos estreitos cheios de espinhos fatais. Nessa fase há um subchefe, o ÚNICO no jogo todo. Depois disso tudo ainda temos que passar por um rio à bordo de uma lancha. Se bater, vai ter que ser à nado. E já aviso: no final tem um sapão guardando o bolinho de arroz. Oito bits é pra quem curte um desafio. Ou tem paciência demais…

A pedrinha da telepatia requer cuidado quando for pegá-la, já o subchefe na floresta não tem segredo, basta encostar nele e descer-lhe a porrada!

Fase que antecede o castelo de Radactian: tudo aqui te mata. Plantas sobem do chão, inimigos voam, inimigos andam, nuvens soltam raios e existe um sem número de foguinhos no final da fase. Conselho: compre o Peticopter e passe mais facilmente por tudo isso. Sem grana? Boa sorte! No final mais um lacaio do Janken surge, o tal do Parplin, bem fácil de se vencer, caso tenha a Pedra da Telepatia. Não pegou a pedra? Mas que azar…

Isso aqui serve pra testar seus reflexos mesmo.... além da paciência

Agora é hora de enfrentar o Castelo de Radactian. De início é simples, mas logo no terceiro andar surge uma travessia onde temos que medir nossos saltos. É preciso apertar o botão de leve para Alex saltar baixinho e não bater a cabeça no teto, repleto de espinhos. Eagle está numa sala preso numa jaula, para liberá-lo é preciso bater nas pedras com símbolos no alto. Eagle conta que Alex precisa pegar uma carta endereçada ao reino de Nibana, só assim conseguirá uma audiência com o rei de lá. Na primeira vez que joguei eu passei reto por essa carta. Dá pra terminar o jogo assim, caso você saiba a combinação final. Tal combinação é dada pelo rei de Nibana, assim que você entrega a carta à ele. Perceberam o um lance meio RPG no jogo?

Eagle e a carta secreta! Missão cumprida no Castelo de Radactian!

Mais abaixo no castelo, mais uma sala secreta. Aqui é preciso usar a habilidade de passar agachado com Alex, algo bem simples de se executar, bastando correr e se abaixar quando estiver próximo do obstáculo. Na sala secreta há uma Pedra da Telepatia, caso ainda não tenha pego nenhuma.

As telas mostram exatamente a posição da Pedra da Telepatia! É a última chance de consegui-la, caso ainda não o tenha feito

Goosekka volta como chefe aqui, assinalando que é realmente um jogo de oito bits. Só que agora há uma surpresa: ao perder, o chefe solta a cabeça que faz um movimento pela tela e é preciso acertá-la três vezes antes de continuar. Cada um dos chefes vai se repetindo agora, cada um com um movimento diferente.

Na cidade de Radactian (que por algum motivo só tem uma casa e mantém esqueletos dentro de pedras), há mais uma vida na loja. No final, Chokkinna reaparece e perde a cabeça (literalmente).

A simpática cidade de Radactian com suas caveiras dentro blocos

A próxima etapa é de arrancar os cabelos! É preciso atravessar um pântano com o Peticopter, onde cair está fora de cogitação. Há pedras vermelhas indestrutíveis por todo canto pra dificultar a passagem. O problema é que elas dificultam demais… Meu segundo game-over nesse jogo quando eu tinha meu Master foi nessa fase.

Eis a fase que me fez quase desistir do jogo na época...

Eu comecei a achar que era impossível vencê-la e que o jogo acabaria logo que eu passasse por ela. Ledo engano. O que pega aqui é a pura habilidade em manter o Peticopter no ar enquanto passa RASPANDO nas pedras mais baixas. Todo o segredo está no botão de pulo, que controla a altura do Peticopter.

Passei por Nibana e consegui a Pedra Hirotta. É com ela que vamos pegar a sequência final.

A famosa Pedra Hirotta, somente conseguida se trouxer a carta lá do Castelo Radactian

Última fase antes do castelo de Janken. Compre a moto e seja feliz. Ou passe andando e ganhe uma enxaqueca. Parplin no final é bastante simples, como mostro na imagem.

Parplin perdendo a cabeça

Castelo do Janken. Antes de mais nada, aqui existem dois caminhos: um difícil e outro mais difícil ainda. Por hora, vamos seguindo pelo normal, que já é difícil. Aqui é bom equipar o Anel do Poder pra ir metralhando inimigos e blocos mais facilmente. Há algumas partes aqui onde é preciso acertar diversas vezes algum bloco para abrir caminho ou algo parecido. Se estiver equipado com o Anel do Poder, pode ser que não funcione, portanto, aqui vai uma valiosíssima dica: para “desequipar” o Anel, basta usar a Pedra da Telepatia. Ela não gasta e ainda tira o anel de você. Anotaram? Não vou repetir! 😀 !

Um bom desafio esse Castelo do Janken, concordam?

Chegando numa ponte onde o chão óbviamente vai se abrir, pare: aqui é a bifurcação de que falei! Se cair, há um lago repleto de espinhos, mas há uma vida para se pegar depois. Se flutuar pela ponte com a ajuda da bengala, corta-se um bom caminho. Vai da sua escolha.

A tela da direita mostra o que lhe aguarda se cair pela ponte da tela da esquerda...

No final, Janken surge e é a sua chance de destruir o mal por completo. O chefe é a mesma coisa dos demais, com o diferencial do ataque final: ele lança diversas pedrinhas que sobem e descem, se te tocar, adeus vida. Mas é bem simples de desviar…. ao menos hoje em dia eu acho bem simples…

Janken, o Grande, se preparando pra luta!

De posse da pedra da Lua e do Sol, é hora de ir atrás da Coroa. Note que até a mãe de Alex estava aprisionada, o sacana do Janken prendeu a família inteira dele…

O Lago Craag é curtinho. Caiu, passou. Só há um desafio: matar o sapão que guarda a entrada da sala final.

A mãe de Alex e a porta abaixo do Lago Craag... engraçado é que a mãe dele sequer é citada no enredo, causando muita estranheza de quem jogava sem um manual do lado

Agora é só ver a combinação da Pedra Hirotta e mandar ver pisando nos símbolos. Lembro até hoje que um grande amigo meu marcou tudo isso na porta da sala pra poder decorar e terminar o game. Mas aqui eu dou de lambuja pra vocês: SOL, DUAS ONDAS, LUA, ESTRELA, SOL, LUA, DUAS ONDAS, PEIXE, ESTRELA, PEIXE. Feito tudo corretamente, a COROA vai aparecer após os espinhos. Saltando todos corretamente, o jogo termina.

Finalmente, o final!

Engraçado que Miracle World deixa um belo gancho pra uma continuação, alegando que o paradeiro do pai de Alex ainda é incerto, mas a Sega nunca fez a continuação, até o Mega Drive sair, onde ela fez aquela bizarrice do Enchanted Castle e chamou de Alex Kidd….

Bom, e com isso eu termino o primeiro game do Alex Kidd. Semana que vem temos o controverso Alex Kidd in theLost Stars, um jogo que muitos adoram odiar, mas que tem seus prós, como tudo na vida hehehe.
Até lá!
O Maravilhoso Mundo de Alex Kidd, Parte 1

31 thoughts on “O Maravilhoso Mundo de Alex Kidd, Parte 1

  • 21/03/2011 at 9:16 am
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    Cosmão, sua matéria está excelente pela descrição das etapas do jogo. Apesar de o acesso a ele ser tão facil hoje, sua matéria conseguiu arrancar um sentimento bem bacana de nostalgia de uma época tão boa. Esse jogo realmente é muito especial e é lindo, inclusive acho superior ao Mario 1 em todos os quesitos, é um jogo muito charmosos e complexo ao mesmo tempo. O maior erro da Sega foi ter investido demais no Sonic e largado o Alex de lado, pois ele tinha potencial demais assim como o Mario, pois é um personagem que cabia em centenas de modalidades de jogos diferentes, o que a mente fechada da Sega não percebeu na época. Uma pena.

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  • 21/03/2011 at 9:42 am
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    Alex Kidd in the Miracle World foi o jogo que me fez brilhar pelos videogames, depois do “fim” do Atari. Já contei várias vezes lá no Cosmic Effect, até em vídeo (propaganda aqui, pra quem tiver curiosidade 🙂 http://cosmiceffect.com.br/2011/02/28/cosmic-cast-10-we-go-outside/ -> quem não viu, recomendo mesmo ver este episódio, é ultra-hiper nostálgico e divertido para qualquer retrogamer 🙂

    Engraçado que como sou do “tempo do Master System I” não achava raro a caixa de Alex Kidd por aí não – não porque eu tinha o cartucho, mas porque todo mundo que eu conhecia tinha também. Curiosamente, só fui ver a caixa de um Super Mario Bros. da vida muuuitos anos mais tarde, rs

    Ah, quando você cai da ponte no último castelo e vai nadando pelos espinhos, é muito mais fácil do que parece pra quem não jogou que está vendo o post: o cabeção de Alex Kidd amortece os espinhos de cima, então basta usar o direcional para os lados e não colocar pra cima que você passa fácil fácil. Sensacional, porque faz o jogador na primeira vez entar nadar entre os espinhos, o que é dificílimo. Aliás… existe fase de água mais divertida do que as de Miracle World? 🙂

    Dentre muitas histórias com Miracle World, tem uma que é um personal achievement que gostaria de aproveitar o post pra compartilhar: na entrada do terceiro castelo, se você se esgueirar para a esquerda, você sai na mesma tela novamente; se o fizer novamente, o jogo volta pra tela de abertura. Mas se você voltar para a direita e repetir o esgueirar para a esquerda várias vezes, os objetos do mapa do castelo mudam de lugar criando desafios novos para as primeiras telas do castelo, chegando numa determinada tela que fica impossível de passar.

    Eu descobri esse glitch na época, tipo com 10 anos de idade, e mostrava para CADA amiguinho que aparecia lá em casa, rs.

    Fiz uma mega carta para a Ação Games contando como fazer (devia estar bem mal escrita porque lembro que foram duas páginas, rs) mas não deram atenção e nunca foi publicada. Só na era da Internet fui ver que outas pessoas (sempre tem, né) sabiam.

    Bom, valeu Cosmão, aguardando a continuação porque, assom como você, adoro The Lost Stars 😉

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  • 21/03/2011 at 9:51 am
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    Muito legal esse post, é um belo walkthrough! Parabéns! =)

    Agora, se não me engano aquela moça que você resgata depois de derrotar o Janken não é a mãe de Alex, mas sim a noiva do irmão dele. Mas faz tanto tempo que eu zerei esse jogo que posso estar errado 😛

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  • 21/03/2011 at 10:46 am
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    O engraçado é que eu gostava do “Alex Kidd in the Enchanted Castle” , mas ele pecou muito em duas coisinhas :

    -Aquele lance de adicionar o pulo junto com chute definitivamente arruinou o jogo.o

    -Quando você termina o jogo , parece que ele foi feito pela metade , você acha a duração muito curtinha.

    No mais eu curtir o visual e as músicas desse jogo (e no Master só gostei mesmo de “Miracle World” e “Shinobi World”).

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  • 21/03/2011 at 11:58 am
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    eu joguei muito ahah todos jogavamos ele em casa quase dava briga eu meu irmoa meu pai e minha mae hahahah diversao em familia
    na epoca ligamos para o SAC da tectoy q nos forneceu um papel com todos os resultados do pedra papel e tesoura hahahaha

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  • 21/03/2011 at 12:20 pm
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    Esse jogo é demais, tenho ele e o Shinobi World no meu Wii e em breve baixarei o Lost Stars. Quando criança esse jogo era dificílimo, mas agora me parece tão simples, quando perco uma vida antes da floresta já começo mal. Antes eu não sabia como pegar os dois baús de ? no castelo do jaken, só depois q eu vi na internet q tem um pedra acima da escada q cria uma pedra ao lado delas, como passar pelo espinhos só conseguir descobrir anos depois(sempre usava a bengala). Ainda exite uma duvida no castelo de jacken: como comoeço do castelo quando vc descer até o ultimo andar e pega o caminho da esquerda, existe uma sala com sapos e espinhos e uma entrada no teto semelhante aquela armadilha com dinheiro na qual vc volta pro começo do castelo, não conseguir relacional nada na fase com essa parte. Alguem sabe qual caminho daria naquele buraco????

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  • 21/03/2011 at 1:02 pm
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    Bond :
    Cosmão, sua matéria está excelente pela descrição das etapas do jogo. Apesar de o acesso a ele ser tão facil hoje, sua matéria conseguiu arrancar um sentimento bem bacana de nostalgia de uma época tão boa. Esse jogo realmente é muito especial e é lindo, inclusive acho superior ao Mario 1 em todos os quesitos, é um jogo muito charmosos e complexo ao mesmo tempo. O maior erro da Sega foi ter investido demais no Sonic e largado o Alex de lado, pois ele tinha potencial demais assim como o Mario, pois é um personagem que cabia em centenas de modalidades de jogos diferentes, o que a mente fechada da Sega não percebeu na época. Uma pena.

    Alex Kidd merecia estar figurando vários games hoje em dia, mas, pra variar, é tudo culpa da Sega, que criou uma legião de personagens bacanas na época e hoje nem liga pra eles.

    Eric Fraga :
    Alex Kidd in the Miracle World foi o jogo que me fez brilhar pelos videogames, depois do “fim” do Atari. Já contei várias vezes lá no Cosmic Effect, até em vídeo (propaganda aqui, pra quem tiver curiosidade http://cosmiceffect.com.br/2011/02/28/cosmic-cast-10-we-go-outside/ -> quem não viu, recomendo mesmo ver este episódio, é ultra-hiper nostálgico e divertido para qualquer retrogamer
    Engraçado que como sou do “tempo do Master System I” não achava raro a caixa de Alex Kidd por aí não – não porque eu tinha o cartucho, mas porque todo mundo que eu conhecia tinha também. Curiosamente, só fui ver a caixa de um Super Mario Bros. da vida muuuitos anos mais tarde, rs
    Ah, quando você cai da ponte no último castelo e vai nadando pelos espinhos, é muito mais fácil do que parece pra quem não jogou que está vendo o post: o cabeção de Alex Kidd amortece os espinhos de cima, então basta usar o direcional para os lados e não colocar pra cima que você passa fácil fácil. Sensacional, porque faz o jogador na primeira vez entar nadar entre os espinhos, o que é dificílimo. Aliás… existe fase de água mais divertida do que as de Miracle World?
    Dentre muitas histórias com Miracle World, tem uma que é um personal achievement que gostaria de aproveitar o post pra compartilhar: na entrada do terceiro castelo, se você se esgueirar para a esquerda, você sai na mesma tela novamente; se o fizer novamente, o jogo volta pra tela de abertura. Mas se você voltar para a direita e repetir o esgueirar para a esquerda várias vezes, os objetos do mapa do castelo mudam de lugar criando desafios novos para as primeiras telas do castelo, chegando numa determinada tela que fica impossível de passar.
    Eu descobri esse glitch na época, tipo com 10 anos de idade, e mostrava para CADA amiguinho que aparecia lá em casa, rs.
    Fiz uma mega carta para a Ação Games contando como fazer (devia estar bem mal escrita porque lembro que foram duas páginas, rs) mas não deram atenção e nunca foi publicada. Só na era da Internet fui ver que outas pessoas (sempre tem, né) sabiam.
    Bom, valeu Cosmão, aguardando a continuação porque, assom como você, adoro The Lost Stars

    Puxa, vou tentar esse truque aí. Existem muitas pessoas que alegam várias coisas estranhas em Miracle World, mas esse que você disse eu nunca vi! Estou muito curioso, valeu por compartilhar hehehe!

    Adoro The Lost Stars! E acho que sei o maior motivo: a primeira vez que aluguei, foi na companhia do meu querido e falecido avô. Talvez por isso eu sinta um carinho grande pelo game.

    Adinan :
    Muito legal esse post, é um belo walkthrough! Parabéns! =)
    Agora, se não me engano aquela moça que você resgata depois de derrotar o Janken não é a mãe de Alex, mas sim a noiva do irmão dele. Mas faz tanto tempo que eu zerei esse jogo que posso estar errado

    Então Adinan, se não me engano, é no próprio manual do jogo que é dito que se trata da mãe da Alex, ou eu me confundi todo. Ainda tenho o manual aqui em casa, só preciso procurar aí te digo se achei algo.

    landeel :
    Adorava este jogo. Divertido, desafiador, intrigante, misterioso…
    Mas me decepcionei com TODOS os outros jogos do Alex Kidd que joguei. Acho que por isto o personagem foi “enterrado”.

    Miracle World é realmente incomparável perto dos outros jogos do Alex!

    Washington :
    O engraçado é que eu gostava do “Alex Kidd in the Enchanted Castle” , mas ele pecou muito em duas coisinhas :
    -Aquele lance de adicionar o pulo junto com chute definitivamente arruinou o jogo.o
    -Quando você termina o jogo , parece que ele foi feito pela metade , você acha a duração muito curtinha.
    No mais eu curtir o visual e as músicas desse jogo (e no Master só gostei mesmo de “Miracle World” e “Shinobi World”).

    Também achei mega bizarro o Enchanted Castle, ele deve pintar por aqui na terceira ou quarta parte do especial. E eu concordo com você: Miracle World e Shinobi World são os melhores games do cabeção!

    johnnyburanelo :
    eu joguei muito ahah todos jogavamos ele em casa quase dava briga eu meu irmoa meu pai e minha mae hahahah diversao em familia
    na epoca ligamos para o SAC da tectoy q nos forneceu um papel com todos os resultados do pedra papel e tesoura hahahaha

    Eu lembro que a Tec Toy enfiava dicas de jogos do Master System em gibis da Turma da Mônica, tenho até hoje alguns exemplares com dicas. Aliás, uma dessas é esta de encontrar a segunda pedra da Telepatia!

    Samuel Pereira :
    Na primeira fase, no famigerado sapo gigante que atira bolhas há um truque bem bacana. Vá nadando devagar até que apareça uma pequena parte deste monstro do lado direito da tela. Volte para o lado esquerdo e comece a socar que o monstrão morre =)

    Muito bem lembrado Samuel! Eu lembro que vi amigos fazendo isso, mas me esqueci completamente quando escrevi esse especial.

    Pablo :
    Esse jogo é demais, tenho ele e o Shinobi World no meu Wii e em breve baixarei o Lost Stars. Quando criança esse jogo era dificílimo, mas agora me parece tão simples, quando perco uma vida antes da floresta já começo mal. Antes eu não sabia como pegar os dois baús de ? no castelo do jaken, só depois q eu vi na internet q tem um pedra acima da escada q cria uma pedra ao lado delas, como passar pelo espinhos só conseguir descobrir anos depois(sempre usava a bengala). Ainda exite uma duvida no castelo de jacken: como comoeço do castelo quando vc descer até o ultimo andar e pega o caminho da esquerda, existe uma sala com sapos e espinhos e uma entrada no teto semelhante aquela armadilha com dinheiro na qual vc volta pro começo do castelo, não conseguir relacional nada na fase com essa parte. Alguem sabe qual caminho daria naquele buraco????

    É uma dúvida cruel, vou tentar rejogar pra ver se encontro alguma coisa ali! Adoro essas coisas obscuras em jogos velhos!

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  • 21/03/2011 at 4:05 pm
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    ainda acho que a sega faz bem em deixar ele quieto, fica mais nostalgico, e nao estragam como fizeram com o Sonic. e pra mim ele ainda é meu mascote favorito e sempre será! esse jogo não poderia ser mais perfeito, mas acho que ficou demais aquele gostinho de uma continuação decente!

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  • 21/03/2011 at 10:54 pm
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    Que nostalgia ver essa materia sobre a historia do jogo Alex Kidd e a primeira vez que vi o jogo foi na casa de um amigo e eu não tinha o Master System .Depois de muito tempo fui ter o meu e cheguei ate´o castelo de Radactian e logo morri na entrada.Só depois de muito tempo resolvi jogar de novo no emulador ai sim eu fechei ele que tempos bons era aquele viu .

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  • 22/03/2011 at 12:44 am
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    Essa deveria ter sido meu primeiro cartucho do Master System, mas quando eu liguei apareceu a mensagem infame de “Software Error” – o cartucho estava imprestável, tive que trocar e me contentar com o Aztec Adventure. Mas localizei mais tarde numa loja e comprei… e passei 3 semanas ininterruptas jogando até de madrugada para conseguir fechar! Bons tempos…

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  • 22/03/2011 at 12:54 am
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    Realmente, uma matéria dessas em 1991 ou 1992 seria Pulitzer hehe
    Mas sério, ótimo artigo, nostalgia total no Brasil já que o Master System II vinha com o Miracle World na memória.
    A fase que quase me fez desistir (e chorar de raiva, sem exagero) era a parte de passar entre os espinhos debaixo d’água. Demorei pacas até aprender a não ficar mexendo o direcional pra cima ou pra baixo enquanto passava.
    E você deixou passar a mutreta das mutretas do jogo: quando a tela virava para a sala do Janken, mas antes de começar a animação do diálogo, dava pra usar a bengala voadora e deixar o babaca falando sozinho, ir pra escada no alto da tela e bye. Eu quase sempre fazia isso, pois se morresse na luta com Janken, o jogo travava.

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  • 22/03/2011 at 11:15 am
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    Muito bom o meu primeiro master foi com o Alex na memoria e joguei muito muito…é muito bom ver tudo isso de novo deu vontade de jogar novamente esse grande clássico para mim esse é o melhor e em segundo vem o Shinobi
    até a próxima

    Parabens Cosmão !!!

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  • 22/03/2011 at 11:19 am
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    Confesso que fui criado a base de Nintendo e Mario. Na época eu odiava Alex Kidd, achava uma cópia mal feita e discarada do mascote da Nintendo. Nem preciso dizer que eu era nintendista fanático né? rs.

    Estes dias testei pela primeira vez Alex Kidd in Miracle World no Dingoo (já tinha jogado a estrambólica versão do Mega Drive). Para minha surpresa eu gostei do jogo, obviamente ele nunca será mais memorável prá mim que o Mario Bros, por razões nostálgicas obviamente, mas vi coisas legais neste título. Só não gostei da dificuldade que ao meu ver é um pouco injusta.

    Parabéns pelo artigo @Cosmão!

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  • 22/03/2011 at 9:09 pm
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    Para matar o polvo na primeira fase da água não precisa matar todas as bolinhas… Basta usar a invencibilidade.

    E tem o negócio dos fantasmas. Se na primeira interrogação, que sempre vem fantasma, tu chamar ele e conseguir fugir, na segunda vem uma vida extra. 😀

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  • 23/08/2012 at 10:37 pm
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    Olá, será que só no meu game do Alex Kidd que no lugar do bolinho de arroz era um hamburger? rs Outra coisa, eu nunca consegui vencer o chefe final, depois que eu ganhava dele no Janken a cabeça dele soltava e não importava o que eu fizesse (bater na cabeça, bater no corpo, enfim…) o cara não morria. Tem algum segredo?? Desconfio que a versão do game que eu tinha era outra, já que ele veio na memória do meu master system II.

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  • 24/08/2012 at 10:12 am
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    Larissa,

    Na verdade, essa história de bolinho de arroz e hambúrguer varia muito da versão do jogo. A japonesa é bolinho de arroz, a americana é hamburguer. Como o console brasileiro é adaptado do japonês, ficamos com o bolinho de arroz mesmo.

    Sobre o Janken, não tem segredo, basta socar a fuça do indigente até derrubá-lo, acho que umas 3x bastam (faz um barulho característico quando ele é acertado). Espero ter ajudado.

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  • 16/11/2012 at 12:03 pm
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    Quando peguei a pedra da telepatia, a única função que descobri nela foi a de cancelar o efeito do anel do poder. COMO eu poderia descobrir o pensamento dos mestres, usando-a? De que forma e em que momento?

    Obrigado!

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  • 10/10/2014 at 4:20 pm
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    Cosmão,

    Na verdade só tem hambúrguer na versão BIOS do Alex Kidd, onde também inverteram a função dos botões. A Larissa provavelmente jogou no Master System II da Tec Toy, que tinha o Alex Kidd na memória. Não existe cartucho do Alex Kidd in Miracle World com o hambúrguer, nem nos EUA nem no Brasil, só com o bolinho de arroz mesmo.

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