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Nasci em 1980, e portanto pude pegar a febre dos video games da segunda geração aqui no Brasil, onde o Atari 2600 reinou absoluto. Só que eu nunca fui rico, e não comecei minha “carreira gamer” com um console original da Atari, e sim por meio de um clone feito em nosso país: o Dactar, produzido pela Milmar. Este clone era mais barato que o Atari 2600 da Polyvox, e ainda tinha algumas vantagens, pois cada embalagem do console da Milmar trazia um par de controles mais dinâmicos e que tinha dois botões (mesmo que os jogos continuassem necessitando apenas de um), e ainda um cartucho com 4 jogos. O meu console veio com somente jogos esportivos: Fishing Derby, Boxe, Skiing e Bowling. Até meu pai jogava estes games na época, mostrando que o sistema Atari tinha mesmo games para toda a família, sendo que depois ele só veio a se interessar por games de RPG e estratégia.

Lembro que na época um cartucho novo não era tão caro, fazendo com que a molecada do meu tempo pudesse ter vários e vários jogos diferentes para se divertir. Apesar de já existir locadoras de games, na minha cidade isto só foi “colar” a partir da terceira geração, quando os jogos ficaram mais caros e alugar um cartucho saía mais em conta do que comprar, pois na época do Atari 2600 o que rolava mesmo eram as trocas (no bom sentido da palavra, lógico) entre os amigos. “Me empresta seu River Raid, que eu te empresto o meu Enduro” – e foi assim que conheci uma quantidade enorme de jogos do Atari 2600.

Moon Patrol, um dos meus games preferidos do Atari 2600.

Até a chegada dos consoles de 8 Bits no Brasil, foi por meio de vários games simples, mas altamente divertidos e viciantes do Atari 2600, que grande parte da molecada da minha geração veio a descobrir o que era um video game: visitar o solo lunar, pilotar um avião ou uma nave espacial, ser um explorador das selvas ou mesmo um piloto de F1, tudo isso era possível, mesmo que virtualmente, graças aos jogos criativos da época. E quem acha que só hoje em dia os games são vistos como prejudiciais para a nossa juventude, saiba que já naquele tempo os gamers e também os games, sofriam preconceitos, sendo que os consoles eram vistos como “aparelhos malignos” que estragavam a TV, um mito que se bobear, muita gente ainda nos dias de hoje acredita ser verdade.

Meu velho Dactar me acompanhou por um bom período, e me deu muitos momentos de diversão, seja na companhia de amigos ou familiares, seja em aventuras solitárias. Mas tudo um dia tem um fim. E no caso do meu console, o final foi trágico: certa vez ocorreu um curto circuito na rede de energia da minha casa, e para meu azar o inocente Dactar acabou sendo a única vítima. Mesmo que depois os consoles da terceira geração vieram, e ocuparam o seu espaço de me divertir com games interessantes, nunca deixei de gostar dos jogos do sistema Atari 2600, sendo que até hoje (só que por meio de emuladores rodando no PC), ainda passo bons momentos jogando seus games.

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O primeiro console a gente nunca esquece: Dactar
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