Eu posso ter sido o último cara da minha escola a arrumar uma namorada, mas se no amor a coisa ia mal, ao menos no jogo eu não posso reclamar. Dei uma sorte miserável com games: cada amigo meu tinha um videogame diferente, e eu consegui jogar um pouco de todas as plataformas retrô mais populares.

Mas minha sorte com games não parava por aí. Quando a Phillips lançou o Odyssey (que lá fora era o Odyssey 2) aqui no Brasil em 1983, mesmo ano em que também chegava o Atari, uma feliz coincidência cósmica (tio que trabalhava na Philips + pai que adorava comprar novidades para os filhos) fez com que eu ganhasse meu primeiro console aos quatro anos de idade!

Eu nunca tinha sequer visto um videogame na vida. A memória me trai, porque eu era muito novo para lembrar de muitos detalhes, mas provavelmente o primeiro jogo que eu joguei na minha vida foi “Interlagos” – que na verdade era um jogo de corrida com visão aérea de tela fixa e uma pista retangular que só podia ser Interlagos nos sonhos mais loucos do marketeiro que tascou esse nome no jogo para lançá-lo no Brasil.

O Odyssey não tinha nem de longe um acervo tão amplo de jogos quanto o Atari, mas eu tinha quase todos eles. Os jogos vinham em umas caixas de plástico bacanas, com manual colorido impresso em papel de ótima qualidade. Os cartuchos eram muito legais também, com uma alça na parte superior para ajudar na hora de arrancar o dito cujo do console.

Esse senhor das trevas me dava arrepios quando eu era moleque

Aliás, o console era o máximo também: tinha um teclado alfanumérico, parecia um computador! É verdade que o teclado raramente via uso interessante em algum jogo… dos que comprei na leva inicial, só mesmo “Cryptologic”, onde meu pai digitava uma palavra, apertava ENTER e o jogo misturava as letras. Cabia a mim então adivinhar que palavra era aquela. Parece meio bobo, e era mesmo, mas como eu era muito novo era um desafio, que inclusive me estimulou a aprender a ler.

Foram muitos clássicos… “Come-Come” era mais do que levemente inspirado em Pac-Man, mas dava uma coça na versão de Pac-Man do rival Atari (especialmente “Come-Come 2”, que era um estouro). “Senhor das trevas” era um shoot ’em up muito viciante, e o tal do Senhor das Trevas do título era uma cara digital, verde e muito assustadora para mim, que aparecia no jogo entre uma fase e outra.

Além de Interlagos, outros jogos tiveram seus títulos adaptados para lançamento no Brasil, como “Didi na Mina Encantada” (do original “Pick Axe Pete”), meu segundo jogo favorito do Odyssey. Fora outros jogos com títulos loucos traduzidos à risca, mas que eram mesmo originais: “Abelhas Assassinas”, “Tartarugas” e outras pérolas, tudo muito divertido e viciante.

Que Mônica que nada, o primeiro herói brasileiro em um game foi Didi Mocó Sonrisal Colesterol Novalgino Mufumbo

Mas o favorito mesmo era “Em Busca dos Anéis Perdidos”, uma completa extravagância para o console. O jogo vinha em uma big caixa luxuosa, digna da Working Designs (lembram das edições especiais de Lunar?). A arte, retratando guerreiros, magos e tarântulas letais em um labirinto era de cair o queixo.  O manual, então, era um delírio, com materiais de primeira e todo colorido. Hoje é até engraçado ver a página que mostra a arte de cada personagem, toda caprichada, ao lado do sprite quadradão na tela, he he…

“Em Busca…” vinha com um overlay para colocar sobre o teclado (à direita na foto abaixo, entre a caixa preta e o saco com as peças). As teclas serviam para ativar labirintos de quatro tipos diferentes (inclusive o de “paredes movediças”, que podiam causar uma morte horrível ao seu aventureiro). Dava para escolher os inimigos do labirinto e outros bichos pelo teclado. Mas o lance era jogar com mais dois amigos, onde um seria o tal do “Senhor dos Anéis”.

A caixa era tão maneira que eu usava essas coisas todas em várias brincadeiras minhas na época, mesmo sem o console

Na verdade, só dois jogadores podiam jogar ao mesmo tempo em cada labirinto, mas o jogador que atuava como Senhor dos Anéis era tipo um mestre de RPG: ele ficava encarregado de distribuir por um lindo mapa desdobrável (à esquerda) as peças que determinavam os tipos de labirintos (canto inferior direito), e quais desses labirintos teriam anéis como tesouro. Você escolhia que rota seguir no mapa, e ao cair em uma casa com labirinto, o senhor dos anéis virava a peça para ver as informações contidas nela sobre monstros, o labirinto e a presença ou não do anel e informava esses dados ao Odyssey com o teclado, gerando a fase que os jogadores iam encarar. Coisa de louco, até hoje não se vê algo do gênero nos consoles.

O fato é que mesmo tempos depois, quando comprei um Atari, eu ainda voltava ao Odyssey para mais uma partidinha de Senhor dos Anéis, ou para mais uma disputa de basquete (a caixa dizia “tão real que a quadra tem até um campo gravitacional”, ou seja, a bola subia… e descia, he he…). Foi o ponto de partida para essa minha paixão doida por games que dura até hoje.

Se vocês quiserem saber mais sobre o Odyssey, falem aí que eu começo a fazer uns posts sobre ele. E aí vai um ótimo site sobre o console, o Odyssey Mania.

Blogs participantes:

E saiba quais foram os consoles que tiraram a “virgindade” de outros gamers da blogosfera retrô!

    O primeiro console a gente nunca esquece: Odyssey

    42 thoughts on “O primeiro console a gente nunca esquece: Odyssey

    • 02/05/2011 at 9:09 am
      Permalink

      Aê Gagá, eu seria o seu amigo que iria na sua casa pra jogar Odyssey: meu vizinho de apartamento na época tinha, e eu Atari. Adorava Interlagos e o próprio Cryptologic, e era engraçado quando ia jogar Come Come: eu ficava perdido, me sentindo um nada, meio que sem entender o que tinha de fazer e o dono do videogame quando jogava, mandava ver. Tartarugas piorava ainda mais, jogo difícil até hoje. Eu ficava arrasado e só queria voltar pro Pac-Man do Atari (que era bobo e simplista perto destes, com certeza). Quando o pai dele comprou Senhor das Trevas, era só aquele jogo dali pra frente. Lembro que ele tinha de arrastar o console pra colocar em cima da mesa de vidro pra gente jogar no sofá mais recostado, por causa dos fios curtos dos controles – quando a mãe via, gritava “vai arranhar minha mesa, tira isso daí!!” rs a mãe dele dava medo!

      Vem cá, no fundo da caixa do Odyssey tinha uma foto do Em Busca dos Anéis Perdidos (que até colecionar/internet, lembrava como “Senhor dos Anéis” rs) e daquele outro também com overlay, que era ou um simulador de bolsa de valores ou um clone do monopoly, o nome era “Wall Street”??? Lembro como hoje que o amiguinho mostrava com orgulho de fanboy que o videogame dele tinha aquele jogo (se referindo ao Em Busca…) ehehehe.

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 9:11 am
      Permalink

      “Em Busca dos Anéis Perdidos”
      Esse é o nome do jogo favorito? Sinto que a influência da Titia continua crescendo no Gagagames… o que você acha?

      É incrível como no final não sabemos nada sobre retrogames… eu mesmo pensava que Odssey era a mesma coisa que Atari, nunca notei a diferença e nem sabia que ela exisita… como assim?

      Impressionante esse jogo ao estilo Pense Bem em que você coloca as informações do mapa no videogame… um Luxo!

      Não entendi… isso é um computador?

      Antes tarde do que nunca, né Gagá?
      Arrasô!

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 9:21 am
      Permalink

      Quem fim teve o Odyssey? Vendeu por um cheque sem fundos também?

      Lembro até hoje quando minha irmã gastou o primeiro salário da vida dela pra me dar um Master System (e pensar que a gente quase se mata hoje em dia! E claro ela jogava também, bem presente de grego…) isso em 1994.

      Estava aprendendo a ler, e aquele manual do Sonic The Hedgehog foi como uma extensão da minha alfabetização. Recordo que até chorava quando morria muito! E aquele bendito manual dizia que se todas as esmeraldas do caos fossem pegas uma surpresa iria acontecer, acredite imaginei um monte de coisas. Que a SEGA ia me dar um presente, que o video-game ia imprimir um certificado de conclusão do jogo, ou que eu ia ser a primeira pessoa no mundo a pegar todas elas!
      Gagá, crianças de 4 anos não são boas com jogos avançados, só fui terminar Sonic do Master com todas as esmeraldas com 8 anos… como eu xinguei todos aqueles japoneses dos créditos por só me darem uma animação de 3 segundos da ilha sendo limpa da sujeira do Robotinik!
      E Phantasy Star então! O jogo reunia uma turma gigante na minha casa (minha mãe até que gostava, todo mundo “experimentava” as novas receitas dela) que adorava aquele “jogo de aventura” em português, aquele vendedor de bolos em uma caverna recheada de monstros rendeu boas risadas…

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 9:43 am
      Permalink

      @Eric Fraga
      Isso mesmo, Wall Street. Esses jogos eram de uma série especial luxuosa, mas o único que me interessava mesmo era o “Em Busca…”

      @GLStoque
      Esse cara vê maldade em tudo… eu só tinha quatro anos, caramba 😛

      Tecnicamente, o Odyssey era inferior ao atari. Os jogos nem tinham cenários, era bem basicão mesmo, mas tinha cada jogo bom… deu a maior vontade de jogar Abelhas Assassinas, vou acabar fazendo um post sobre ele.

      E que eu saiba, de computador o Odyssey só tinha as teclas mesmo. Não dava para programar, as teclas eram usadas só para alguns jogos, que tinham o tal overlay. A gente colocava a “capinha” sobre o teclado, e aí os botões da capa correspondiam às teclas, como era o caso do “Em Busca…” que eu mencionei.

      @Samuel Leite
      Nem sei que fim levou, meu pai deve ter jogado fora depois que o Atari “engrenou” lá em casa. Eu era muito moleque, não lembro.

      Samuel Leite :

      Lembro até hoje quando minha irmã gastou o primeiro salário da vida dela pra me dar um Master System

      O meu Master veio fácil, meu pai estava em um bom momento financeiro. Um amigo me mostrou o folheto dos jogos, eu acordei meu pai num sábado e mostrei para ele: “pai, acorda, olha só, eu quero!” E ele “opa, então vamos comprar!” Fomos à Casa & Video naquela manhã mesmo e compramos por 2.100… sei lá qual era a moeda. Infelizmente depois veio a crise, a loja de sapatos que meu avô tinha fechou. Tive que suar um bocado para comprar meu SNES.

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 9:48 am
      Permalink

      eu tive este console depois do Atari, tirando o come-come e o senhor das trevas os demais games não me atraíram muito.

      Eu relatei isso no post Momentos Inesquecíveis (2/6). Graças a Deus sofremos apenas poucos meses com o Odyssey, pois logo em seguida meu irmão conseguiu um TK-90X, microcomputador que trouxe a alegria de volta à nossa casa!

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 9:54 am
      Permalink

      Nunca vi de verdade o Odyssey, conheci seus jogos na base de emulador msm. E sendo franco, a qualidade dos jogos era bem “inferior” ao Atari 2600! Mas vendo seu post agora vou arriscar alguns q vc citou aí…
      Um adendo pra vc Gagá: o nosso querido Dingoo A320 emula o console dentro do SO do nativo. Se não me engano o emu chama-se “O2EM” ou algo do tipo. E as roms tem q ser renomeadas para “o2” pra funcionarem!
      Abraço

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 12:31 pm
      Permalink

      Putz, eu nunca joguei no Odyssey, mas sempre tive curiosidade em experimentar algum game do console. Não só dele, mas tb outros consoles antigos que não foram tão populares quanto o Atari 2600, tipo o Intellivision ou os finados ATAri 5200, 7800 e Jaguar.

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 12:31 pm
      Permalink

      Darth Gama :Putz, eu nunca joguei no Odyssey, mas sempre tive curiosidade em experimentar algum game do console. Não só dele, mas tb outros consoles antigos que não foram tão populares quanto o Atari 2600, tipo o Intellivision ou os catastróficos ATAri 5200, 7800 e Jaguar.

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 1:10 pm
      Permalink

      Carambolas esse fez parte da minha infancia..lembro que meu irmãomais velho ganhou o Odyssey e jogavamos muito o Senhor das Trevas que era viciante…A conquista do Mundo também era muito legal…e até hoje minha mae deve ter guardado o tabuleiro comas pecinhas imantadas e as fichas de plastico…realmente era tudo muito bem produzido e de otima qualidade as caixas…o jogo do Faroeste também era muito divertido, Didi na mina encantada era viciante….come come jogavamos o 1 e 2 que era de um amigo…o ataque das abelhas também era alucinante a cada fase que passavamos…as cores das abelhas e a velocidade era algo desafiador…futebol americano também…enfim…pra época..em competição com o ATARI em termos de diversão nunca deixou a desejar…sem falar no jogo de embaralhar as letras que era tradicional junto como o retão do INTERLAGOS..rsrsr…tempos bons…muito legal…foi o segundovideogame que tivemos…o primeiro foi um TELEJOGO com o direcional direto no videogame…rsrs…pura NOSTALGIA.

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 5:36 pm
      Permalink

      Foi meu primeiro console também!!! Eu tive esses jogos aqui, se não me falha a memória: Come-come, Frogger, Interlagos/F1/Cryptologic, Super Cobra, Q.Bert, Sinuca/Boliche, Basket, Duelo no velho Oeste, Batalha medievel, Didi na mina encantada, OVNI e outros q não me lembro mais.

      Sem dúvida meus favoritos eram o Didi e o come-come. Alias, eu pedi o Odyssey ao meu pai por adorar os Trapalhões. Jogada de marketing fantastica associar o Pete ao Didi, não?

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 6:07 pm
      Permalink

      Avisando: o blogueiro mais relapso da blogosfera retrogamer resolveu participar do meme (e com um bônus no final):

      http://reliquiasdomame.wordpress.com/2011/05/02/meme-o-primeiro-console-a-gente-nunca-esquece-super-charger-o-primo-pobre-do-famicom/

      Se eu te contar que eu nunca vi um Odyssey, você acredita? Só fui ter conhecimento dele muitos anos depois, através de emuladores. E concordo com o Orakio: o Pac-Man dele dá de 1000 a 0 no de Atari (mesmo o ODyssey sendo inferior)

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 6:33 pm
      Permalink

      Euler :

      Eu tive esses jogos aqui, se não me falha a memória: Come-come, Frogger, Interlagos/F1/Cryptologic, Super Cobra, Q.Bert, Sinuca/Boliche, Basket, Duelo no velho Oeste, Batalha medievel, Didi na mina encantada, OVNI e outros q não me lembro mais.

      Putz, Super Cobra é cláááássico!

      @Adney Luis
      Adicionando à lista de blogs participantes… já já eu dou uma lida!

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 7:44 pm
      Permalink

      Eu nunca tive contato com um Odyssey,sempre achei seus cartuchos excêntricos com aquela alça e seus jogos inferiores aos do Atari,mas seu post Gagá coloca tudo isso por terra,eu nunca poderia imaginar que alguns jogos possuiam um acabamento artístico tão bom como no exemplo “em busca dos anéis perdidos” e que Come-Come poderia ser mais desafiador que o Pac Man.Quando vejo aquele sacos com pecinhas e o mapa e tudo mais,imagino o Odyssey como um espécime em evolução com características dos jogos tabuleiro,tipo Jogo da Vida da estrela,e jogos eletrônicos propriamente dito.O Atari seria a próxima fase desta linha Darwiniana. 🙂

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 02/05/2011 at 10:45 pm
      Permalink

      Este foi meu primeiro video game também.
      Mas o estranho mesmo foi como eu consegui ele… num bingo!

      Eu explico: quando eu era pequeno, meus pais costumavam jogar bingo, e num desses que eles foram, um dos prêmios era um video game Odyssey.
      Lembro até hoje em como eu torci para os meus pais ganharem o Odyssey, e ganharam! Foi foda!!!

      Mas, como alegria de pobre dura pouco, fiquei poucos meses com o console.
      Lembro que num dia que voltei da escola meu pai tinha vendido o video game para pagar uma conta da casa… fiquei arrasado… hahuahaha

      Hoje eu lembro pouco dele, só lembro de alguns jogos… Mas foi uma época boa, por mais que tenha durado pouco…

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 03/05/2011 at 9:13 am
      Permalink

      O Odyssey eu via bastante em propagandas de revistas (acho que tinha direto propaganda do jogo do Didi nos gibis da turma da mônica) e só fui jogar por emulação. Joguei apenas o Didi e os come-comes, mas fiquei interessado no “Em busca…”, parece ser muito interessante e é bem o estilo de jogo do primeiro Odyssey, onde se usava layers até na TV e muita imaginação. =)

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 03/05/2011 at 4:05 pm
      Permalink

      Raphael Lopes :
      Mas, como alegria de pobre dura pouco, fiquei poucos meses com o console.
      Lembro que num dia que voltei da escola meu pai tinha vendido o video game para pagar uma conta da casa… fiquei arrasado… hahuahaha

      Isso me lembra de quando ganhei uma baita placa de vídeo em um concurso mas tive que vender sem nem abrir para pagar uma dívida de cartão de crédito no início do casamento 🙁

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • Pingback: MEME: O primeiro console a gente nunca esquece – Super Charger (o primo pobre do Famicom) | Relíquias do MAME

    • 03/05/2011 at 6:50 pm
      Permalink

      Por um momento pensei que você não fosse participar, ótimo post assim como todos os outros, não conhecia esse videogame e muito menos alguém que tivesse um deles… Me identifiquei com a frase NUNCA TINHA VISTO um videogame… Antes não era uma coisa comum igual é hoje…

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 04/05/2011 at 7:48 am
      Permalink

      “pai, acorda, olha só, eu quero!” E ele “opa, então vamos comprar!” – Seu pai se chama Noel, por acaso Gagá? kkkk. Acordar e já dando videogame? Nem em sitcom americana dos anos 60.

      Me lembro do Odyssey desde sempre. Minha irmã comprou com o dinheiro da poupança que tinha quando ela tinha uns 16 anos, acho. Quem diria hein? Numa casa com 5 irmãos e 1 pai que tb adorava eletrônicos, teve que uma mulher nos iniciar no videogame. A sorte de ter irmãos mais velhos é essa: desde que me entendo por gente já tinhamos o Odyssey e o MSX.

      Uma das coisas mais bonitas no Odyssey eram suas capinhas. Lindas demais. Pena que os jogos não chegavam nem aos pés. Mas acabei comprando quase todas as caixinhas e não me arrependo. Pena que a caixa do próprio Odyssey deu cupim aqui… 🙁

      Didi na Mina Encantada era psicodélico demais. Curtia pra caramba Demon Attack. Uma pena que se não me engano, nenhum jogo do Odyssey tinha fim, certo Gagá?

      Abraços

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 05/05/2011 at 12:43 am
      Permalink

      Putz, eu tenho uma lembrança vaga, mas MUITO vaga desse Odyssey… ele parecia tão complexo com esse teclado no console! Numa dessas demonstrações de loja, eu cheguei a jogar esse jogo do Didi. Mas não tenho muito a acrescentar além disso, foi o Atari que me acompanhou nos tempos áureos.

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 05/05/2011 at 11:29 pm
      Permalink

      Ehehe eu tive o Odissey 2 da Philips, os jogos que mais gostei foi o clássico 3-em-1 (Carro tipo enduro, carros com vista panorâmica p/ 2 pessoas, ganha quem fizer mais volta em menos tempo e podia bater no outro carro pra atrasar mais, e esse cryptologic, bom para embaralhar uma frase e tentar descobrir). Outros que me vem à lembrança são o Turtles/Tartaguras, bacana enfrentar o besouro naqueles ? em cada lugar e salvar as tartarugas. Os Acrobatas e um da lua, que tem um foguete que só sobe e desce, não desvia, apertando o botão vermelho e com limite de combustível!

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • 07/05/2011 at 2:54 pm
      Permalink

      Caraca Gagá, o Didi era personagem de um jogo? Quem diria.
      Me matei de rir lendo os comentários da titia. Vc ainda saiu com fama de pervertido, hauhauhauhuhauha
      Fiz um post para o meme tb, falando do meu lindo Master System, heheh, depois da um pulo lá.
      Abraço!

        [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

    • Pingback: O primeiro console a gente nunca esquece parte 2 – 1/2 SNES + 1/2 Master System | 1/2 Orc

    • Pingback: O primeiro console a gente nunca esquece: Mega Drive e Super Nintendo | 1/2 Orc

    • Pingback: Gagá Games » O primeiro console a gente nunca esquece: Dactar

    • Pingback: Gagá Games » Odyssey: Interlagos!

    Leave a Reply

    Your email address will not be published. Required fields are marked *