Olá amigos do Gagá Games! Aqui é o retrogamer André Breder trazendo até vocês mais uma edição do Recordar é envelhecer! Hoje vou falar sobre o terceiro e último game da franquia Castlevania a ser lançado para o Game Boy: Castlevania Legends. Tenham todos uma boa leitura e até a próxima!

Surge a primeira mulher protagonista na série Castlevania…

Castlevania Legends foi lançado em 1997 e é o terceiro jogo da saga para o Game Boy. O personagem principal deste jogo é uma mulher, de nome Sonia Belmont, suposta mãe de Trevor Belmont de Castlevania III – Dracula´s Curse. Alucard, o filho de Drácula, que havia ganhado “fama” com o sucesso estrondoso obtido por Symphony of The Night, também aparece no jogo, para alegria (ou não) de seus fãs.

Curiosamente Castlevania Legends seria o primeiro na linha cronologica da série, pois os fatos mostrados no jogo ocorrem no ano de 1450. Mas isto foi mudado em 2003, com o lançamento de Castlevania – Lament of Innocence para o PlayStation 2, que narra a aventura de Leon Belmont, ocorrida no ano de 1094, cuja história revela os motivos pelos quais os Belmonts lutam contra as forças do mal.

Sobre o primeiro jogo da série lançado para o PlayStation 2, claro, não irei falar sobre ele aqui no Gagá Games, mas é bom salientar que foi por causa deste game que toda a linha de tempo da série foi mudada! O produtor IGA, simplesmente retirou o jogo Castlevania Legends da cronologia oficial da série para não haver contradições com a história mostrada em Lament of Innocence, o que causou a revolta de muitos fãs, mesmo que Castlevania Legends seja um jogo fraco e até mesmo dispensável. 

Castlevania Legends de forma inesperada não conseguiu nem ao menos ser tão bom quanto o jogo Castlevania II – Belmonts Revenge, que foi lançado em 1991, ou seja, 6 anos antes. É realmente chato ter que afirmar que acabou havendo até mesmo um retrocesso, mas felizmente, Castlevania Legends no final das contas ficou bem longe de ser “um lixo” como o foi o “horroroso” The Castlevania Adventure. Mas também fazer um jogo em 1997, que fosse ainda pior do que um lançado em 1989, seria muita incompetência por parte da Konami.

Um dos grandes erros cometidos pela equipe responsável pela concepção de Castlevania Legends foi fazer com que as fases do jogo tenham um design meio estranho, muitas delas sendo verticais, e também por incluir na aventura rotas alternativas, mas cujo o limite de tempo empregado no jogo não permite que o jogador faça uma exploração mais profunda.

Cadê as armas sagradas?

Não existem as armas sagradas neste jogo (machado, cruz, água benta, etc.) pois Sonia está coletando esses ítens para que seus sucessores possam usá-los. Talvez esse foi um dos motivos principais de fazer com que IGA cortasse este jogo da linha de tempo oficial da série, pois se nele Sonia ainda está recolhendo as armas sagradas, como seria possível que Leon Belmont já tivesse feito uso delas séculos antes? Realmente iria ocorrer um paradoxo!

Para compensar a falta das armas secundárias em Castlevania Legends, Sonia ganhou um recurso chamado de “soul powers”, que é usado à custo de corações e dá habilidades e poderes diversos para a desteminada caçadora de vampiros.

Sobre o game

Os gráficos de Castlevania Legends estão infelizmente, bastante fracos, mas ficam no limite do “poder” do Game Boy. Os cenários de fundos estão simples mas bem feitos. Os personagens estão mal desenhados mas também não poderia se esperar um “milagre” em um jogo do Game Boy.

Os efeitos sonoros estão como os de Castlevania II – Belmont´s Revenge, simples mas cumprem bem o seu papel. As músicas são boas, como não poderiam deixar de ser em um jogo da série, com destaque para a nova versão que fizeram para a clássica Bloody Tears, que ficou bastante legal.

Os controles estão terrivelmente lentos! Sempre que você aperta o botão há uma pequena demora para ver a resposta, o que atrapalha bastante quem está jogando. Sonia está mais ágil do que Christopher, podendo andar agachada ou mudar de direção durante o salto, contudo.

Castlevania Legends é bem difícil, os chefes são bastante enjoados para serem vencidos e os erros do jogo só dificultam ainda mais. Em várias partes do jogo haverá inimigos descendo na vertical bem em cima de Sonia, e como não há como dar chicotadas para cima, não perder pontos de vida se torna impossível. Para amenizar um pouco as coisas, existe a opção de escolher o nível de dificuldade: fácil ou normal, sendo que na primeira o chicote está sempre no nível máximo de poder. Mas mesmo assim o jogo continua sendo difícil e cheio de problemas!

Conclusão

No fim das contas Castlevania Legends é um jogo mediano, mas seus defeitos podem causar bastante raiva em quem se aventurar a jogá-lo. Foi uma despedida regular da série no popular Game Boy, mas felizmente passou longe de ser algo catastrófico como foi a estréia.

Recordar é envelhecer: Castlevania Legends (Game Boy)

23 thoughts on “Recordar é envelhecer: Castlevania Legends (Game Boy)

  • 19/05/2012 at 12:21 am
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    Essa coisa de mexer com a cronologia de algum anime ou game eu acho lamentável.Acho que depois de publicado,já era,pode-se até tentar construir algo em cima mas excluir dados ou alterar efetivamente os acontecimentos que explicam um personagem ou linha temporal aí já é bobagem.
    Castlevania Legends parece um game sem essencia,que não achou o seu lugar ao sol entre os sucessos da franquia.

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  • 19/05/2012 at 2:03 am
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    AHA! esse foi + um das minhas façanhas do ano passado q dediquei 6 meses pra fazer uma cruzada castlevania achei muito massa fases incriveis a linha cronolica ja me perdi faz tempo hehehe o q me importa agora é a diversão ^^ cansei de ver o dracula falar q vai volta e enquanto o bem existir o aml tambem e blah blah blah vi varias vezes varios castelos de varias encarnações do dracula serem destroçados MEUS DEDOS SÃO O VAMPIRE KILLER agora acho q só falta a versão do ps3 e aquelas de arcade q nem me arrisco !!
    bato palmas pra quem zerou sem save states ^^

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  • 19/05/2012 at 5:11 am
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    dizem ser um jogo bem difícil, já li sobre esse game antes. e sobre o relacionamento entre Sônia e Alucard…eu acharia estranho se o filho do Drácula fosse pai do Trevor. além do mais, Alucard não tem muita afeição por mulheres. só pela mãe dele(pois afinal, mãe é mãe)e olhe lá. ele engravidou a Maria depois dos eventos do SOTN numa novela em cd que infelizmente só tem no japão e a deixou após isso…isso de mexer na cronologia de alguma história é complicado

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  • 19/05/2012 at 9:05 am
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    Esse jogo eu penso que é melhor que o do N64, apesar de suas falhas e mediocridade dá pra se divertir.
    O que eu concordo que é absurdo é aparecer um cartucho desses no ML por 250 dilmas!!!!! Isso não pode, por isso longa vida a emulação rsrsrsrs.

    Ulisses Old Gamer 78

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  • 19/05/2012 at 10:10 am
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    @Dactar

    Também não acho legal quando alteram a cronologia de um game, filme, ou desenho. Isso acaba sendo um desrespeito para quem já conhece uma série desde o seu começo. Mas fazer o que… hoje em dia pelo menos muitas empresas estão aí soltando seus “reboots”, o que por um lado é ruim, pois a história original é praticamente jogada fora, mas o lado positivo é que com isso deixam a cronologia original preservada e “imaculada”.

    @Fernando Fenero

    Você pelo menos não começou na série pelo primeiro Castlevania do Game Boy ou então pelos jogos do Nintendo 64… era muito “perigoso” você nem querer saber mais da franquia se começasse por estes games, que são muito, mas muito ruins.

    @tonshinden

    Realmente terminar o Castlevania Legends não é para qualquer um.

    @leandro(leon belmont) alves

    Sempre achei que o Alucard gostasse mais dos Belmonts… e dos Belmots machos… uahuahuahauahua… 8)

    @Ulisses Old Gamer 78

    250 contos num jogo nem tão legal como o Castlevania Legends?!?!?! Tem gente que não tem noção das coisas mesmo! E o pior é que vai aparecer alguém e comprar este jogo no “Facada Livre”, mais cedo ou mais tarde.

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  • 19/05/2012 at 1:50 pm
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    Esse Castlevania Legends, é bem fraquinho mesmo… mas dá pra jogar numa boa pois está na média do que se poderia esperar, no fim das contas.
    Quanto à questão cronológica, vejo da seguinte forma: O problema maior não está em, depois, apontar que determinado dado, em determinado jogo, foi desconsiderado. Complicado é o produtor “não fazer a lição de casa”, relatando fatos contraditórios (com os fãs sacando logo) se fazendo necessário concertar.
    Eu citei isto mas, só acho estranho e nem acredito que alguém dentro da própria empresa dê mancadas como essa… seria como um padre não saber rezar o “Pai Nosso”. Se foi intencional ou mancada, considero ruim do mesmo jeito.
    Então, porquê, na hora de se elaborar tal game, não o fazem dentro e coeso com aquele universo? Não seria mais fácil do que sair concertando tudo depois (neste caso do Legends, desconsiderá-lo)?
    Sei lá… são apenas divagações minhas. Hehehe!
    Até mais.

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  • 19/05/2012 at 1:59 pm
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    @Douglas Deiró

    A cronologia da série Castlevania, por exemplo, sempre foi uma verdadeira bagunça. Como muitos games eram feitos por diferentes equipes da Konami, algo que constatei é que um não respeitava muito o que foi feito no game do outro. Quando Iga virou o diretor geral da bagaça, ele tentou dar uma arrumada na “casa”, mas o negócio já tava uma zona tão grande que ficou difícil para ele fazer algo que agradasse 100% dos fãs.

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  • 19/05/2012 at 11:45 pm
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    Esse jogo é massa, e tão bom que o problema era realmente atrapalhar a história não sei se vc sabe mas esse game ia ser lançado o remake dele para o Dreamcast e estava lindo mas por causa dessa pendenga da história que bateu na cabeça do japonês de lançar o Symphony of the Night bem diferente que afinal de contas ia ser lançado era para outro portátil chamado Tiger Game.com. Ref.http://www.castlevaniadungeon.net/games/res.html
    http://www.castlevaniadungeon.net/features/tiger.html
    Mais uma coisa o primeiro Castlevânia eu gostei.

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  • 20/05/2012 at 1:20 am
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    @Ricardo (FisherDs)

    Na verdade o Castlevania Resurrection não seria um remake do Castlevania Legends, e sim um novo game com a personagem Sonia Belmont. Ele teria também um Belmont inédito, chamado Victor, que uniria forças com Sonia para lutar contra o mal. O que causou a princípio o cancelamento deste game foi o fato do Dreamcast, console para qual o game estava sendo produzido, estava claramente não fazendo o sucesso esperado, e logo foi descontinuado pela SEGA. Ao invés da Konami passar o projeto para o PlayStation 2, eles preferiram iniciar outro game do zero, e daí nasceu o Castlevania – Lament of Innocence.

    E essa versão do Symphony of The Night que sairia para o portátil “Game.com” foi cancelada aparentemente pelo mesmo motivo anterior: esse console não fez o sucesso esperado, e então a Konami cancelou sua versão portátil de Symphony of The Night.

    O Game.com não conseguiu brigar com o Game Boy. Ele não representou nenhuma ameaça ao console portátil da Nintendo, nem mesmo quando a Tiger foi comprada pela Hasbro em 1999. Dois anos depois de ser lançado, só existiam 20 jogos desenvolvidos para ele, o que era muito pouco. A Hasbro resolveu então parar de produzi-lo, e com isso, os poucos usuários que compraram o portátil esperando jogar os mais notáveis clássicos de todos os tempos, ficaram a ver navios…

    Uma empresa que produz games precisa ter certeza que vai lucrar. Se a Konami insistisse em fazer games para o Dreamcast ou para o portátil Game.com iria é tomar um baita prejuízo.

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  • 20/05/2012 at 10:52 pm
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    @André Breder
    Estranho um novo projeto com uma personagem que vinha de um jogo não cronológico, eu tinha realmente entendido isso mas não acreditei pois o jogo foi cancelado totalmente nem lançado pro Playstation 2 foi por isso achava que era um remake. Obrigado por clarear minha idéia.

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  • 20/05/2012 at 11:14 pm
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    @helisonbsb

    É realmente um joguinho do capeta esse Castlevania Legends!

    @Ricardo (FisherDs)

    O lance é que na época em que o Castlevania Resurrection estava em produção, o Castlevania Legends ainda não havia sido retirado da cronologia oficial. Isso só foi ocorrer um pouco depois, em 2003, após o lançamento dos títulos Aria of Sorrow e Lament of Innocence. A Konami pediu que Iga fizesse uma cronologia da série, e ele então tirou alguns games cujas tramas estavam em conflitos com os acontecimentos de outros títulos mais importantes da franquia.

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  • 21/05/2012 at 9:34 am
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    Falando em cronologia, Lords of Shadown se passa antes de Lament of Innocence. Porém ele explica o surgimento de outra coisa…. E concordo quando o Dactar disse que depois de botar o bloco na rua, já era. Se bem que a linha cronológica pode mudar ao gosto do freguês. Só botar na mão do Kojima que ele arruma tudo. 🙂

    Quanto ao game, passei longe desse na época, pois Piga não combina com portátil. No emulador nunca me aventurei.

    Falow 🙂

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  • 21/05/2012 at 1:32 pm
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    Sempre dou um desconto pros jogos feitos no Gameboy por causa das limitações de hardware. São 8kb de memória – até já brinquei de programar pra gb mas vi que é coisa de gente muito doida mesmo hehehehe.
    Joguei esse Castlevania até o final por possuir o cartucho e, como já foi dita ai em coma, naqueles tempos ter um jogo era sinônimo de obrigação de terminar, mesmo que demorasse :D.

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  • 21/05/2012 at 5:32 pm
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    @piga

    O Lords of Shadown apesar de se passar antes do Lament of Innocence não faz parte da “cronologia clássica”. Ele não tem nada a ver com os demais games da série que foram lançados até o momento, nenhuma ligação. Foi um “reboot”, um novo recomeço para a série. Ainda não o joguei, mas tenho certeza que ele tem tudo para me agradar.

    Saiu um rumor recentemente que vai ser lançado um novo Castlevania este ano, e que ele sairá para o Nintendo 3DS e será feito pelo mesmo estúdio de Lords of Shadown. Se estes rumores se confirmarem como verdadeiros, o mais certo é que teremos uma continuação de Lords of Shadown, e a série Castlevania passará então a ter duas cronologias: uma a partir de Lament of Innocence e outra a partir de Lords of Shadown. Só espero que não deixem a “cronologia” clássica de lado.

    @Cássio “Pé na Cova” Raposa

    Mas o que eu não perdoo é o fato de terem feito um game inferior a outro de seis anos atrás. Mas isso pode ocorrer mesmo, ainda mais quando não é a mesma equipe responsável por ambos os jogos, o que eu acredito que seja o caso aqui.

    E antigamente era assim mesmo: nem que demorasse uma década, se tínhamos um cartucho era questão de honra terminá-lo.

    @cis_negro

    Pegue o Castlevania II do Game Boy, ignore os outros dois e seja feliz. 8)

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  • 30/05/2012 at 8:45 pm
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    Eu fui um que ficou revoltado com o lance de Castlevania Legends ter sido tirado da cronologia. E pra quem achava que o IGA tinha alguma coisa contra as mulheres, acho que os jogos Portrait of Ruin e Order of Ecclesia de Nintendo DS foram uma forma dele trazer protagonistas femininas para a série que só tinha uma (até ele estabelecer a cronologia oficial).
    Se existe uma realidade alternativa onde o Castlevania Legends ganhou um remake pra algum console superior ao gb, e o Resurrection ganhou uma versão pra PS2, eu sinceramente, não perderia a chance de trazer esses games pra nossa realidade. rsrs

    Então é isso gente, fiquem na paz e finalizo meu comentário com essa bela arte (fodhastica): http://fc03.deviantart.net/fs71/f/2010/118/b/e/Richter_and_succubi_by_Candra.jpg

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