“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

O título deve parecer estranho, não é verdade?

Estive pensando essa semana sobre uma coisa que me incomoda um pouco. Temos ouvido falar muito de videogames, sob diversas e diferentes perspectivas diferentes. Não somente pontos de vista pessoais diversos com relação a um único game, mas com relação a tudo o que podemos inserir no conceito de “videogame”.

E, convenhamos, é muita coisa. Existem diversas formas de se pensar este fenômeno complexo. Podemos falar de seu impacto na sociedade, de sua importância à vida humana, ou mesmo vê-la sob um espectro tecnológico e de design. Contudo, a mais comum delas, é falarmos do jogo em si mesmo. Ou seja, falamos do game de modo bem específico. Isso aparece em diversas formas de comunicação diferentes. Temos milhões de resenhas de jogos na internet hoje em dia e redigidas das mais diversas maneiras. Algumas enfocando aspectos técnicos dos jogos, outras mais passionais buscando destruir ou endeusar determinado título e por aí vai. Além dessas resenhas informais (que podemos chamar de “opiniões”) proliferaram na internet como todo outro tipo de informação.

Esta revista, especificamente a com esta capa, era uma das que mais gostava de folhear.

Além dessa cultura mais massiva e menos centralizada, temos a imprensa especializada em games. Muitas das revistas têm blogs e páginas na internet, mas estou pensando aqui em algo mais jornalístico mesmo: descrições de eventos, entrevistas com envolvidos na indústria dos games e por aí vai. Antes, víamos estas revistas como a maior autoridade, não somente das novidades, mas de todo o reino dos videogames. Sem contar, evidentemente, a imprensa de modo geral que, falando dos mais diversos assuntos, às vezes veiculam textos e imagens relacionadas a videogames. Por exemplo, no início da década de 1980, eram revistas de computadores que falavam de games (ou seja, havia uma especificidade no conteúdo, mas não focado unicamente em videogames).

De uns tempos para cá, temos uma ascensão dos estudos acadêmicos sobre games. Em 1984, já temos um livro que defende um estudo dos games como arte. Mas foi só durante a década de 1990 que isso começou a se expandir. Temos, por exemplo, uma análise da relação homem-computador com base na Poética de Aristóteles. Isso abriu caminho para tirar a discussão de jogos eletrônicos da engenharia de hardware e de software para as Ciências Humanas.

Se continuarem lendo, vão entender a deste pôr-do-sol. 🙂

E durante todo esse período, sempre houve algo muito claro. Uma disparidade entre os defensores ardorosos do assunto e os seus mais ferrenhos detratores. Analogamente ao que vimos no reino do heavy metal em certo período conturbado. De um lado, a opinião pública se voltando contra todo um estilo musical. De outro, os metaleiros defendendo a soberania de seu estilo com unhas, dentes e cabelos compridos. E aqui recaímos em um ponto essencial.

Julgar determinada coisa e compará-la com outras é muito fácil. Ou há coisa mais fácil que alardear, por escrito ou a berros, que “Final Fantasy é melhor que Dragon Quest”? Ou dizer que “Shakespeare é superior a Molière”? Ou afirmar que “prefiro mil vezes Picasso a Dalí”? “Guerra dos Tronos é tão magnífico como Senhor dos Anéis” poderia ser outro exemplo. Isso é fácil de fazer e fazemos isso o tempo todo. Isso é opinião. O que poucas pessoas parecem se importar em fazer é o que realmente importa: descrever.

Se dizemos que um pôr do sol no outono é muito mais belo que um na primavera, não dizemos nada a nossos ouvintes e/ou leitores. Se falamos que a lua nova é horrorosa, também não falamos coisa alguma. Agora, se eu digo que o sol descendo mansamente no horizonte, tornando as nuvens róseas enquanto faz o término de seu ciclo diário, dando lugar à sua luz igualmente bela refletida por outro astro de seu Sistema, aí sim eu realmente disse alguma coisa. Se afirmo que a escuridão que a Lua Nova traz pouco refrigério à minha alma assustada que temo muito mais as milhares de estrelas incandescentes se mostrando sobre mim do que ajudando-me a iluminar meu caminho, aí sim afirmei algo.

Ser um detrator ou defensor do videogame passa um pouco por aí. É muito fácil comparar uma coisa com algo que consideramos sublime para louvá-la, ou com algo baixo para humilhá-la. Julgamos antes de pensarmos em descrever as coisas que vemos e como as vemos. É quase como se não víssemos as coisas, mas os juízos que fazemos delas.

C. S. Lewis fala algo parecido com isso relacionado á literatura e à crítica literária. Muito se fala sobre livros, sobre gostar de um, detestar outro, de um ser bom e outro ser ruim, mas poucos realmente descrevem determinado livro. E o que é descrever? É relatar aquilo que percebemos, aquilo que vemos, aquilo que vivemos. Isso que é relevante e que muitas pessoas esquecem.

Já cansei de ler resenhas em revistas que fazem comparativos para falar de um jogo e, no final das contas, nada dizem do jogo mesmo. A mesma coisa com textos que aparecem na internet e coisas do tipo. Evidentemente, isso não é a regra. Quando alguém faz o esforço de não querer ser imparcial e resolve dizer aquilo que sentiu enquanto jogava, o que passou pela sua cabeça, o que imaginou, o que se lamentou e tudo mais, aí sim eu começo a entender melhor o que é aquele jogo, mesmo sem tê-lo jogado. E, vale a pena dizer, isso acontece na área acadêmica também: pesquisas enviesadas tanto em prol da defesa como do ataque aos videogames. O que é uma pena.

Bom ou ruim? Que tal descrevê-lo?

A descrição mais fiel de um fenômeno, portanto, não é a científica (ou acadêmica) por ter mais status e autoridade que revistas e o oceano de opiniões pela internet. É a meta que temos: queremos compreender o que é um game, ou queremos julgá-lo? Para isso, não é preciso ser cientista, não é preciso ser designer de jogos, não é preciso ser jornalista, não é preciso ser um jogador é preciso voltar às coisas mesmas e ao modo com que elas se mostram para nós. Somente assim a ciência, o jornalismo e a web poderão realmente nos mostrar o sentido dos games que jogamos.

É isso por hoje. Até o próximo post!

Academia Gamer: Já falamos sobre tudo?
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37 thoughts on “Academia Gamer: Já falamos sobre tudo?

  • 24/05/2011 at 10:31 am
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    é mesmo senil. muitas revistas de games preferem serem imparciais do que demonstrarem sua paixão ,ou idgnigação pelo jogo mostrado nas materias. eu compro revistas diferentes falando de um mesmo jogo e acabam falando nada mesmo. como vou saber se o jogo vale a pena se eles dão opniões vazias? mas é questão de profissionalismo não é?…e sobre esse negocio de achar um jogo melhor que o outro, Final Fantasy é sublime, mas Dragon Quest tambem tem suas qualidades( e muitas,diga-se de passagem) e essa revista, eu parece que a vi na banca quando eu era bem muleke, eu tinha uns 4 anos (eu acho). não sei se foi essa edição da revista, mas fiquei com vontade danada de compra-la, mas a minha mãe não tinha dinheiro na hora…e não entendi bem senil, tu tais planejando fazer uma revista de games? vou ser um dos primeiros a comprar se tu for o editor. excelente post, meu caro.(gentleman mode on)

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  • 24/05/2011 at 10:50 am
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    me lembro quando eu comprei uma revista da nintendo falando do novo zelda para Gamecube. eu e meu irmão compramos assim que saiu na banca, loucos por zelda, ficamos enpolgados em ver link com graficos a Soul Calibur como mostrou num video de Link contra Ganondorf. mas quando abrimos a revista….PQP!!! O QUE FIZERAM COM O LINK? Link, um dos maiores herois dos videogames tinha encolhido,usava batom,feio e tinha cara de meninas super poderosas. a gente achava que era uma piada( e de muito mal gosto) mas não era. o jogo Wind Walker teria Link naquelas condições cartunescas… a gente xingou Shigeru Miyamoto de tudo o que é palavrão e o pior… a revista achou otimo o novo visual dele.argh!! aposto que foi o game menos vendido da serie. vai ver que tiveram que elogiar, ou então seriam demitidos. já que era a revista oficial da nintendo, e me pergunto: será que as revistas especializadas falam bem de um jogo para ficar bem na foto com a empresa que fez o game? Senil, mestre, por favor me responda essa.

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  • 24/05/2011 at 12:09 pm
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    @leandro(leon belmont)alves

    O jogo a que vc se refere é o THE WIND WAKER, que recebeu 40/40 na Famitsu e é um dos melhores jogos da série lançados até hoje, tanto que os demais jogos para DS seguiram o mesmo estilo gráfico.
    Mas vc tem razão em certo ponto, houve uma época em que a Nintendo World enaltecia qualquer coisa que era lançado para os consoles da Nintendo, e isso me incomodava profundamente. Felizmente hoje em dia as coisas mudaram um pouco e a publicação está bem mais imparcial.

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  • 24/05/2011 at 12:47 pm
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    É bem mais cômodo você fazer comparações ou observações vazias, subjetivas do que você ir lá e dar uma opinião sincera. É meio que uma regra não escrita da sociedade. Sua namorada pintou o cabelo de vermelho (ruivo é outra coisa!) e pergunta o que você achou, o quê você responde? “Putz, a mina se estragou, tá parecendo o Bozo!”. Mas é claro que você não vai dizer isso…

    Querendo ou não, as revistas especializadas têm um público, um consumidor. Por mais que pregue a independência, ela produz um conteúdo para agradar o seu cliente. Mas fico feliz quando alguém acha um meio termo e consegue fazer uma crítica mais substancial e, conseqüentemente, criativa. Claro, sempre vai ter os que gostam e os que não gostam. Mas opinião serve para isso mesmo: gerar discussão.

    A propósito, eu tenha essa Videogame aí e realmente ela é muito boa. Era uma revista muito simpática e agradável. Final de semana vou dar uma relida nela. Até mais.

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  • 24/05/2011 at 1:27 pm
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    Ler reviews de games me incomoda justamente pela superficialidade do texto. Muitos só sabem falar se gostam ou não gostam, ou se é bonito ou feio. Nas revistas antigas, o jogo tinha um visual “maneiro”, som “matador”, mas a jogabilidade “travada”.

    A revista que mais se aprofundava nos reviews era a Gamers. A qualidade dos textos era tão grande ao ponto de eu lê-los várias vezes. Eu me sentia genuinamente imerso no jogo só lendo os reviews da revista.

    Muitos dizem que aprenderam inglês jogando games. Eu aprendi o português lendo a Gamers (e até estes parênteses que uso constantemente deve sido influência do Fábio Santana).

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  • 24/05/2011 at 2:07 pm
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    @Fernando Lorenzon
    é verdade fernando. era uma otima revista, pena que acabou. fiquei apaixonado pela revista quando li um review de Grandia. era muito bem comentadada e era bem barata comparando a ação games, que era bem mais famosa na epoca e tinha umas materias pifias. quando vou comprar uma revista na banca no dias de hoje, raramente encontro uma analise,review ou detonado detalhado que preste. a qualidade baixou bastante, até a Nintendo World, na qual tinha assinatura mudou radicalmente quando chegou a era Wii. não tinha mais graça de comprar ou renovar a assinatura.

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  • 24/05/2011 at 8:53 pm
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    Falando de reviews, eu gosto dos reviews do Gamespot e geralmente o que eles dizem, eu assino embaixo porque é exatamente a mesma impressão deles que eu tenho quando pego um game analisado por eles. É uma análise híbrida se formos comparar pelo o que o Senil descreveu nesse post. Os caras são imparciais quando devem ser e são jogadores quando precisamos saber.

    Sobre as revistas da nossa época, eu comprava quase todo mês / quinzena, quando podia a Ação Games e a Videogame. Era engraçado ver como as análises deles chegavam à ser bem discrepantes ! Uma revista dizia que um game era sensacional, a outra dizia que era meia-boca… No final das contas eu só sabia mesmo se era bom conferindo. Teve um lançe, numa edição da Ação Games quando o Virtua Racing foi lançado para o Mega Drive. Como os caras babaram com o game… Babaram tanto que endeusaram o game, exageraram no review, diziam que o game tinha gráficos cristalinos, era mais rápido que o arcade… Já a Videogame foi direta ao ponto, foi mais profissional nesse sentido. Conferi o game tempos depois quando ganhei meu Mega Drive e vi que realmente o pessoal da Ação Games viajou legal na crítica… Eu acho Virtua Racing do MD do caramba até hoje, mas dizer aquilo tudo, não, não é !

    Mas voltando aos dias de hoje, também lembro de quando procuro por análises de configurações para rodar determinado game no PC e encontro testes no 3D Mark de 1.000.000 de pontos, teste no Sysmark de N % ! Caramba, eu só quero uma opinião sincera de se o game vai rodar legal na configuração X, se dá para jogar e ter diversão garantida ! Eu não quero saber se a nova Nvidia renderiza 1 zilhão de polígonos 2 milisegundos mais rápido que uma Ati ! Esse pessoal até pareçe que compra PC e jogo pra ficar fazendo teste de desempenho e mais nada ! Acho que o jogo mesmo é esse então, kkkkkkk !

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  • 25/05/2011 at 12:36 am
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    @leandro(leon belmont) alves

    Eu me lembro desse review de Grandia. Os reviews de RPGs eram extremamente detalhados. Os reviews de FF8 e Xenogears também são memoráveis. Em Xenogears, o texto é quase uma tese sobre os problemas de mesclarem gráficos 2D com 3D. O de Parasite Eve é uma verdadeira aula de biologia.

    Guardo minhas revistas Gamers até hoje aqui, e volta e meia passo num sebo para comprar alguma edição que não tenho.

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  • 25/05/2011 at 1:08 am
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    Isso acontece o tempo todo. Resenhas de álbuns é algo que particularmente me irrita (ok, não irrita, mas me incomoda). Sempre se criam paralelos esdrúxulos com outros artistas para validar o trabalho de alguém. Um saco isso. Deveriam aproveitar melhor as características próprias em vez de comparar, comparar…

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  • 25/05/2011 at 11:52 am
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    @Fernando Lorenzon

    Os reviews da Gamers não eram fodásticos por eles simplesmente traduzirem na cara dura os das revistas gringas? até onde sei, sempre foi isso, porque as revistas brasileiras quando produziam conteúdo original, minha nossa! eram de doer. Começou a mudar um pouco na EGM em 2001, mas logo foi ralo abaixo e o melhor da revista ainda eram as matérias traduzidas da revista original.

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  • 25/05/2011 at 12:27 pm
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    @Kreator
    O que eu acho é que por causa do baixo orçamento da revista, o que eles faziam era pegar notícias da Internet e “cobrir” feiras de games sem estarem lá, também pegando material de fora.

    A Gamers até onde eu sei não traduzia reviews. Até porque o texto dos reviews lembra muito o estilo de escrever do Fábio Santana. Se você ler o blog dele, verá que tem semelhanças. Outra coisa, os detonados eram produzidos totalmente por eles pelo Gilsomar Livramento, e isso eu sei porque o cara é reconhecido pelo meio jornalístico de games como detonador profissional. Aliás, americano nem gosta tanto de RPGs, então não pode ter sido deles aqueles reviews de FF8 e Grandia, por exemplo.

    Agora, quem tinha parceria com revistas americanas era a Ação Games, com a GamePro. Se alguém pegava material, poderiam ser eles.

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  • 25/05/2011 at 2:30 pm
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    Fala pessoal! só vou avisando que vou responder cada comentário. Como vocês discutiram bastante entre vocês, é bem possível que cada um tenha mais de uma resposta (mas optei por manter a ordem para não ficar confuso a quem pegar o bonde andando)

    @leandro(leon belmont)alves
    hehehe Não, não planejo fazer uma revista de games não! Até gostaria de participar de alguma nacional que fizesse diferença, como as que tínhamos anos atrás. A minha ideia era mais falar a respeito dessa pseudodescrição que fazem em revistas, na academia e pela internet que nada mais é que julgamento raso e não descrição.

    E imparcialidade não existe. Ninguém consegue ser imparcial e ter isso como meta é algo pior do que ter clareza daquilo que se defende e de qual ponto de vista partimos.

    Essa revista é espetacular. Tem muitos jogos interessantes. A Videogame é a melhor revista dessa época (entre 1990 até 1995, mais ou menos) pela qualidade dos textos e por não ser mera tradução de coisas de outras revistas. Pelo menos era a imrpessão que tinha. hehe

    Quanto à sua questão sobre revistas defenderem jogos por questões comerciais, eu não tenho dúvidas disso. O famoso jabá não existe somente na indústria musical. O que tem de filme ruim que ficam falando que é bom só para vender, não é brincadeira (Avatar, por exemplo). É até comum que falem muito bem antes do lançamento e, algum tempo depois (após várias vendas) comecem a apontar falhas (como aconteceu com o filme Titanic). E, se a revista é oficial de um sistema (oficial MESMO e não somente focada em determinado setor), certamente que vai ganhar alguma coisa com isso. Neste sentido, prefiro independência. A GamePower, por exemplo, era uma revista especializada em Nintendo sem qualquer vínculo direto com a empresa pelo que sei; a mesma coisa com a SuperGame e a Sega.

    @Edgard
    Isso de enaltecer o jogo é complicado. E, sempre que vejo notas (sejam altas ou baixas) em qualquer revista, por mais conceituada que seja, eu fico com o pé atrás. Não temos como saber o critério de comparação para dar notas (porque atribuir valores numéricos e comparar com algum ideal). E esse “ideal” na indústria volátil dos games muda com bastante frequência. Por exemplo, tem um jogo indie de estratégia que se inspirou em Langrisser e um mais obscuro de Mega Drive. Foi feito em torno do ano 2000 e, numa resenha da época, diziam algo como “o jogo é bom, mas parece muito preso aos anos 1990” e deram uma nota baixa para ele. Vai entender. hehe

    @Onyas
    Ah, isso com certeza. Mas um jeito fácil de fazer isso seria pegar aquelas pessoas que realmente “se lançaram” ao jogo para fazer as resenhas e descrições (pensando naquilo que falei). Se alguém acha o jogo realmente ruim, tem que achá-lo porque realmente se entregou de corpo e alma a ele e não conseguiu encontrar nada de bom nele; mas se ele nem se esforçou para isso, que autoridade tem para falar alguma coisa? O que mata é que os “pilotos” (ainda existe esse termo? hehe) das revistas tem vários jogos para redigir críticas; e isso aniquila a possibildiade de um encontro verdadeiro com o jogo.

    Muito boa mesmo. Cansei de ler e reler essa daí. As mais antigas da Videogame eram interessantes também (pelas longas matérias falando justamente do “jogar videogame” e não só de jogos o tempo todo).

    @Fernando Lorenzon
    huahuahua Ri muito lendo os termos que as revista antigas usavam porque lembrei de cada um deles. hehe Era bem isso que escreviam.

    A Gamers era interessante, principalmente em uma época bem marcante antes de começar a dar uma decaída (que devo falar em algum comentário mais adiante). Você lia e sentia que os caras realmente jogaram e escreviam sobre aquilo. Além das matérias obtidas por meio de fontes no exterior (internet, basicamente hehe) que era um bálsamo na era da internet discada. Ao contrário da revista SuperGamePower da mesma época que só traduzia matérias da GamePro. E traduzia mal. hehehe

    @leandro(leon belmont) alves
    Sobre Grandia na Gamers, não tenho a edição com a resenha, mas tenho uma série delas com as traduções dos menus, itens, magias e skills para a versão de Saturn. Além de uma pequena descrição de como funciona o Grandia Digital Museum. E não foi somente esse jogo: eles terminaram Final Fantasy VII em japonês (numa edição mais antiga), fizeram tabelas etc. com Parasite Eve antes de sair nos EUA e por aí vai. Isso era uma das coisas mais bacanas deles. Aliás, os detonados deles eram um barato porque eram cheios de spoilers. hehehe

    A resenha que mais me lembro é a de Panzer Dragoon Saga (que aparece na mesma edição da primeira matéria sobre o Grandia de Saturn – 27, acho). E a de Xenogears (na mesma edição, se não me engano). Lembro que esta última estava horrível de ler. hehe Era um fundo vermelho e a letra preta não ajudava muito na leitura do texto e das piadinhas na borda.

    @Vinicius/Jackshoku
    Muito maneira, não é? Adoro essa revista.

    @Onyas
    hehe Pode crer! Mesmo os que não aparecem na capa são legais. Esse jogo de SNES sobre evolução é bem interessante. Pena que nunca fez grande sucesso pelo que sei. Eu joguei uma vez, tentei me tornar humano, mas morri logo que virei mamífero. hehehe É quase impossível se manter vivo caminhando para a humanidade.

    @Edgard
    Sem sombra de dúvida. Os anos 1990 começaram com uma leva de revistas (SuperGame, GamePower, Ação Games, Videogame) da qual somente uma era excepcional (a Videogame), embora eu gostasse das outras nesse período inicial também. E, no final da década, temos a melhor fase da Gamers (entre 1998 e 2000) com matérias sobre o Katana da Sega (que virou o Dreamcast), matérias realmente feitas pelo pessoal da Gamers e tal. Só depois dessa época que começou a ficar meia boca (com alguns bons momentos, evidentemente, durante o período de vacas magras).

    @Flávio de Oliveira
    Resenhas de internet eu geralmente fujo dessas mais oficiais. Costumo buscar aqueles de jogadores “comuns” mesmo. Seja em blogs, fóruns ou coisas assim. Claro que é até mais fácil que eles digam “o jogo é bom” ou “o jogo é ruim” simplesmente, mas quando encontro algum texto que realmente fale do jogo, aí sim começo a entender do que ele se trata.

    hehehe Eu gostava da Ação games só no comecinho dela. Nessa época do Virtua Racing eu já não gostava (eles vendiam a revista com fitas VHS, lembram-se dessa?). Aliás, esse é um bom jogo para Mega Drive. Lembro que aluguei uma vez junto com Road Rash 3 (que tinha um cartucho grande que até hoje não entendi qual era a dele hehe) e Carmem Sandiego.

    huahuahuahaha Nossa, nunca esbarrei em uma resenha assim. hehehe E se visse, com certeza que não ia ler. Isso para mim é o que menos importa. Os jogos que tenho jogado nos últimos tempos têm, com sorte, umas 256 cores e sem geração de polígonos. hehehe

    @Fernando Lorenzon
    Realmente, eles falam muito sobre o cruzamento de gráficos 2D e 3D em Xenogears. Tanto que isso ficou marcado na minha cabeça e, quando joguei (uns sete anos depois do lançamento), foi a primeira coisa que reparei.

    Eu lembro das matérias iniciais de Final Fantasy VIII, quando ainda estava em produção. Em que explicavam que cada jogo da série tinha um tema e que ele aparecia no logo do game etc. Nunca mais esqueci disso. E, claro, tinha a frase memorável no detonado de Resident Evil: “vire à esquerda e mate o morto”. hehehe Eles até se auto-sacaneavam no detonado inteiro por conta desse absurdo. hehe

    @Iceman
    Isso é um saco mesmo. O problema é que comparar é sempre mais fácil. Julgar é mais simples do que descrever. E isso funciona para os dois lados: tanto para falar bem de alguma coisa, como para falar mal. Tanto que muita gente acha que “crítica de verdade” é falar dos defeitos de determinada coisa e, na realidade, não é assim que deveria ser (embora seja).

    @Kreator
    huahuahuahauhauhauhau

    Pelo que sei, a Gamers começou a traduzir walkthroughs a certa altura. Tipo, eles pegavam coisas da internet, traduziam e colocavam na revista. Essa fase eu acompanhei bem pouco porque notei que algo não estava indo muito bem.

    A SuperGamePower que nasceu tendo um acordo (herdado da GamePower) com a GamePro. Na GamePower, a ideia era de uma colaboração. Tanto que ans primeiras edições, eles indicavam quais matérias eram traduzidas da GamePro com um selo em forma de estrela. Na SGP, eles fizeram isso durante um tempo (até mantendo os “nicks” dos resenhistas da revista americana), mas logo abandonaram e tudo ficou meio “indireto”. Eles sim copiavam a revista na cara dura. Tanto que comprei uma Game Pro uma vez e vi lá uma matéria idêntica na SGP; e com a traução meio ruim ainda.

    As únicas resenhas realmente originais da SGP (e que realmente valem a pena serem lidas) eram as de jogos de Master System e Mega Drive que eram lançados pela TecToy (como Férias Frustradas do Pica-Pau, ou Geraldinho) e/ou traduções em português (como Shining in the Darkness e Phanatsy Star II). Vale lembrar ainda que eles fizeram um detonado de Final Fantasy VII em dez páginas. A Gamers gastou umas sete revistas (cada uma com uma matéria de dez páginas) para fazer o mesmo. Cansei de me basear na SGP e ao ler “entre pela porta roxa” eu me dar conta que estava há duas horas de jogo daquela maldita porta. hehehe

    A SuperGame (não a SGP), a Videogame e a Gamers são revistas que ainda gosto hoje pelas matérias e pelo modo com que escreviam. A SuperGame era bem pragmática: falava de coisas novas, coisas curiosas, dava algumas dicas, algumas resenhas e pronto. A Videogame falava de uma série de coisas afins a jogar videogame além de jogos; além de não ter pudor de fazer uma resenha de um jogo de Atari 2600 em 1993. Aliás, a prova de que eles jogavam mesmo os games eram as fotos de alguns consoles (como GameBoy e Gamegear) que eram fotografias comuns, tiradas da tela do aparelho e a resenha de versões betas de jogos (como Sonic 1 para Mega Drive – uma das melhores matérias sobre o beta desse jogo até hoje). E a Gamers pelo que já falei: durante certo período, eles eram muito interessantes (entre 1998 e 2000); foi uma revista que foi amadurecendo com o tempo, mas acabou perdendo espaço para a internet.

    @Fernando Lorenzon
    Isso de cobrir feiras e pegar notícias de outros países sempre foi comum. Até hoje temos “agências internacionais de notícia”. O importante era que eles deixavam com que soubéssemos o que acontecia. Acabava sendo uma compilação impressa de novidades, em uma época que nem todos nós tinham internet (e, se tinham, mal usavam proque pagávamos por hora de uso). O ruim mesmo começou quando as matérias (resenhas etc.) começaram a conter traduções. Perdeu um pouco da personalidade deles e isso ficou bem aparente (ao menos para mim, que parei de comprá-la por conta disso). Posso estar enganado, claro, mas a certa altura eu percebi que a revista “não era mais a mesma”. Se era por esse “plágio” discreto ou oficial, não sei dizer com certeza.

    A Ação Games tinha acordo com a GamePro mesmo? Só lembro da SuperGamePower. Aliás, a GamePro é bem ruinzinha. A melhor revista americana de games da época era a GamePlayers; tenho até hoje uma edição com várias páginas falando do Sonic X-Treme com as únicas imagens de algumas fases que não tem na versão que vazou uns tempos atrás.

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  • 25/05/2011 at 2:34 pm
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    @Fernando Lorenzon

    Bom saber que pelo menos isso era feito por aqui, na verdade eu nunca acompanhei muito de perto o trabalho da Gamers, sempre comprava uma aqui, outra ali, ainda da época que eles tinham aqueles quadrinhos com um ninja, não me recordo o nome, acho que a revista com a matéria sobre o Megaman X ainda hoje a tenho, e uma do Super Street Fighter 2, se não for a mesma.

    O lance da GamePro quem tinha era a Super Gamepower, eles tinham o maior orgulho daquilo, chegavam a ostentar na capa da revista um selinho “GamePro, direto dos USA”.

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  • 25/05/2011 at 3:26 pm
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    Reler essas revistas antigas é como uma máquina do tempo. Por isso eu guardo e vez ou outra compro em sebos.

    Nunca esqueço (até porque guardei a revista até hoje). Da SuperGame nº5, de 1991, com o saudoso Ayrton Senna na capa. Tinha uma seção na revista chamada “Canto da Cobra” (!?), com tópicos curtos que contavam as novidades tecnológicas na área de games. Nesta revista eles falavam da chegada do CD-ROM, que, além de tudo, representaria “o fim da pirataria” (hehehe, profetas do apocalipse).

    Para mim, Videogame, SuperGame, GamePower, Ação Games e depois a Gamers, foram revistas marcantes. Cada qual com seus defeitos e qualidades. Por exemplo, a Ação Games tinha espaço para jogos de PC, MSX, Arcades. A Gamepower era aquela coisa, hã… chocante! Para dizer na gíria da época. A Supergame era bem objetiva. A Gamers era para quem gostava de ler e conhecer as estórias dos jogos, bem lembrado o negócio dos spoilers.

    Mas a Videogame era a mais legal. A começar pelo nome! Outra coisa que chamava era o papel das primeiras edições, algo parecido com jornal. O fato deles não terem esquecido o Atari. A seção “classificados” que eu sempre pulava. Os recordes. As dicas. Talvez por ter poucas opções na época, mas eu achava tudo legal.

    Hoje eu não compro mais revistas, uma pena. Comprei por um tempo a EGM, aliás até tempo demais. Nunca gostei e nem concordei com a posição da revista de que games é “coisa de adulto”. Tanto é falácia que os editores e a maioria de nós começa a jogar enquanto pivete. Aliás, ainda existe essa aberração chamada EGM Brasil?

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  • 25/05/2011 at 3:38 pm
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    @Kreator
    huahauhauha Bem lembrado. hehehe

    O ninja que fala é o “Capitão Ninja”. hehe Ele aparecia nas primeiras edições (eu tenho umas duas dessa época só). Conheci bem melhor o personagem no Pequeno Ninja que comprava direto (direto mesmo hehehe Devo ter boa parte das que foram lançadas até hoje naquela época). Toda vez que penso nele lembro do bordão “Let’s vamos!” e caio na risada sozinho. hehehe

    @Onyas
    Eu mudei de casa há uns quatro meses, mas eu quero muito pegar minha caixa de revistas quando tiver tempo e fazer uma pesquisa série com elas. A história dos games no Brasil é tão rasa que poderia servir para incentivar esse tipo de pesquisa, ou quem sabe preservar algumas informações às quais somente alguns colecionadores poderiam ter acesso.

    Minha primeira revista de games foi a SuperGame n. 1 com o Sonic na capa. Tanto é que sempre que a vejo em algum sebo eu compro. Devo ter umas quatro edições dela aqui em casa, fora a original que comprei. hehehehe

    As primeiras edições da Videogame são muito boas mesmo. Aquele mascote deles (que fizeram até concurso para escolher o nome) era um barato. Por mais que eu goste da Gamers, eu sempre achei a Videogame mais completa. A Gamers “funcionou” bem na época em que enredos e histórias passaram a ser elementos essenciais em jogos, mas a Videogame não ficava somente nisso: falava do “jogar videogame” mesmo. Pô, tinha uma matéria de cinco páginas falando sobre “como usar um controle com vários botões” explicando as diferentes formas de se usar um controle (com um dedo em cada botão, só o polegar para vários botões etc.); outra sobre “como montar um clubinho” (falando do que seria necessário para angariar fundos, fazer jornal e como escolher a especificidade do clube – um console, um jogo, uma série etc.).

    Eu comprei a Edge enquanto ela durou aqui. Perto do final da vida dela, tinha umas colunas bem legais (na verdade, a única coisa que realmente era útil por lá). Inclusive a original de um cientista brasileiro, o Roger Tavares. Mas não compro mais nenhuma. Nenhuma que calha a pena o dinheiro investido.

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  • 25/05/2011 at 7:26 pm
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    A supergamepower não “só” traduzia as matérias. Até porque as matérias traduzidas continham o nome do autor (da gamepro) e tudo o mais. Ou seja, não era nada de errado, pois eles pagaram pelas matérias. E não era o conteúdo total da revista não.

    Assim como vários autores vendem seus textos para diferentes revistas. E, embora hoje exista a internet, naquele tempo, er a única forma dos brasileiros terem contato com autores de fora.

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  • 25/05/2011 at 7:42 pm
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    @Leandro Moraes
    Então, isso daí foi no começo da parceria como falei, nas primeiras ediçãos após a fusão da SuperGame com a GamePower. Mas isso mudou. Eles traduziam as matérias e colocavam os nomes da equipe da SGP (Marjorie Bros, Marcelo Kamikaze etc.). Tanto é que a edição da GamePro que eu tenho aqui tem uma matéria assinada por um cara lá e, na SGP, é o Baby Betinho (acho que é esse o nick na resenha; não tenho como confirmar agora também, infelizmente…).

    Claro que eles escreviam alguma coisa; não tinha como não fazerem os detonados de jogos da TecToy, por exemplo. Além das outras seções da revista (que eram muitas). Estou pensando mais nas resenhas de jogos.

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  • 26/05/2011 at 2:31 pm
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    “a escuridão que a Lua Nova traz pouco refrigério à minha alma assustada que temo muito mais as milhares de estrelas incandescentes se mostrando sobre mim do que ajudando-me a iluminar meu caminho” Que poético, Senil! =P

    Concordo, pra mim não basta simplesmente um “O jogo é ruim”, ou “Não gostei”, sempre quero saber os motivos, mesmo que não concorde com eles. As comparações às vezes ajudam na descrição, já que quem jogou o outro game pode se identificar mais com o que está sendo descrito. Mas, de fato, não basta só ficar falando que parece com X ou Y, tem que falar como é o bendito jogo!

    Quanto às revistas… quando eu era criança e meu irmão comprava, eu adorava ficar folheando e vendo as imagens, mesmo dos jogos que nós não tínhamos! Nostalgia pura.

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  • 26/05/2011 at 5:18 pm
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    @Fernando Lorenzon
    Vixe, agora você me pegou. hehe Eu sou péssimo para guardar esse tipo de coisas e, se tivesse algumas das minahs revistas à mão (na mão mesmo, e não em pdf), eu encontraria fácil alguns exemplos. Vou ter que fazer uma pesquisa, se não se importar. Daí posso mandar para seu e-mail, ou por aqui mesmo, sei lá.

    De qualquer modo, posso descrever o que acho que seria uma boa resenha e uma má. Uma má faz o mais fácil: ficar comparando com outros jogos e comparando as características como “melhor” e “pior” que oturos, ao invés de apontar acertos e falhas inerentes ao próprio jogo e nele mesmo. Esse tipo de escrita pode denunciar uma tentativa pouco interessada em entrar no jogo (e vê-lo, seja qual for, como bom até que o termine de vez). Uma resenha boa faz o mais difícil, mas mais óbvio: descreve como é o jogo, como foi jogá-lo e o que sentiu falta nele e o que o torna memorável. Esse tipo de escrita pode mostrar que o cara realmente se prontificou a entrar no jogo, tenha gostado dele no final das contas ou não.

    Perceba ainda que a má resenha tem aquela pretensão de ser “objetiva” e falar do jogo “de fora”, “distante” dele. Agora, me diga, se o jogo só é sentido como tal quando nos jogamos a ele e somos envolvidos por ele, como raios alguém pode simplesmente falar dele sem ter entrado? Quem faz boas resenhas, entrou no jogo e só fala dele ao sair de lá; e essa é a diferença essencial.

    Mas prometo que vou tentar procurar alguma resenha que se enquadre nisso.

    @gamer_boy
    Muito bem lembrado. Eu peguei algumas revistas por lá.

    Eu tenho planos de fazer uma pesquisa com as que eu tenho aqui e pretendo, se possível, digitalizar as minhas durante o processo. Comprei há vários anos um pacote com todas as SuperGame e GamePower; seria um prazer tornar isso tudo ao alcance de mais gente.

    @@Ritalinando
    Que bom que gostou! Passe o link depois para eu dar uma lida.

    Aliás, coincidentemente, esbarrei estes dias justamente em um post seu em um fórum. Um amigo meu pesquisa coisas sobre Phantasy Star todo dia e ele encontrou um em que o cara pede sugestões de RPGs clássicos e que estava jogando Phantasy Star IV. Excelente a sua sugestão de Shining in the Darkness; quem gosta do primeiro jogo da série deveria mesmo experimentá-lo.

    @Patty K
    hehehe Valeu Patty! Só não sei se estava mesmo elogiando, ou curtindo com a minha cara. 😀

    As comparações podem ajudar sim, como falou. O problema é quando a comparação é do tipo “um é melhor do que o outro”. Se for para exemplificar alguma coisa, equiparar dois jogos é plenamente válido. Por exemplo, dizer que “as batalhas de Phantasy Star I lembram as de Dragon Quest” serve como descrição e não como comparação e julgamento; diferente de dizer simplesmente algo como “as batalhas de Final Fantasy são melhores que as de Dragon Quest”.

    Eu fazia o mesmo. Muitos jogos eu ficava babando para jogar, mas nunca encontrava na locadora e/ou não era do console que tinha na época. hehe

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  • 26/05/2011 at 8:14 pm
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    Tamos junto e misturado, qquer coisa você tem o meu e-mail para contato.

    @O Senil
    “@gamer_boy
    Muito bem lembrado. Eu peguei algumas revistas por lá.

    Eu tenho planos de fazer uma pesquisa com as que eu tenho aqui e pretendo, se possível, digitalizar as minhas durante o processo. Comprei há vários anos um pacote com todas as SuperGame e GamePower; seria um prazer tornar isso tudo ao alcance de mais gente.”

    Se quiser, podemos conversar sobre isso na Abobrinhas de Elsydeon ou no msn! 🙂

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  • 26/05/2011 at 8:59 pm
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    A única Videogame com a qual tive (muito) contato foi a edição com o detonado Phantasy Star, uma necessidade básica daquele tempo, os belos mapas… Nunca gostei da Ação Games: fraca, poucas páginas, dicas que não funcionavem, cara para o conteúdo que tinha. Comprava religiosamente a SuperGame (depois SGPower) desde a edição 4.

    Quanto a SGP dizer algo como “Chefe final: use seus melhores golpes”, fazia parte da “política” deles de não dar tudo mastigado. E ela tinha um conteúdo variado. Fiquei sabendo da internet começando no Brasil pela revista, em 96, acho. Vi os primeiros modelos de Mega-Cd na edição especial sobre a versão japonesa… As coberturas da CES eram muito boas… e lembro que quando anunciaram Street Fighter CEdition para Mega Drive, eles foram os primeiros a anunciar, numa capa, bem antes das outras. Fora os assuntos paralelos, como o lance dos concursos de desenho e os personagens, como o Chefe. Era um barato aquilo.

    Quanto às matérias da GamePro, realmente era pra passar batido. Mas eu nem ligava, o que me interessava, basicamente, era a seção de dicas e os especiais mesmo. Algumas delas tenho ainda (as que tiveram desenhos meus publicados haha). Estão jogadas por algum canto por aqui.

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  • 27/05/2011 at 2:03 pm
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    @Flávio de Oliveira
    E ainda digo mais: o Gamespot é o ÚNICO dos grandes portais de games hoje em dia em que *descrever* o objeto da resenha, como O Senil reivindicou, é uma *regra editorial*. Há espaço para o resenhista traçar paralelos com outros jogos e obras, mas invariavelmente, 2/3 ou mais do espaço da resenha é tomado por resumo da narrativa (quando relevante), descrição das fases, avaliação dos recursos técnicos (som, áudio), modos de jogo suportados (co-op, competitivo, online ou local etc.), e assim por diante. São resenhas descritivas e técnicas antes primeiro e só depois podem se dar ao luxo de viajar sobre as circunstâncias ou o contexto em que o jogo se insere. É para que não haja dúvida nenhuma no leitor sobre o que exatamente ele está adquirindo (ou decidirá não adquirir).

    Até por isso tem quem ache as resenhas do Gamespot “secas”, sem muita “paixão”. Mas “paixão” é a coisa mais subjetiva do mundo. Na verdade, quando se tem paixão *de verdade* por algo, dá gosto descrevê-la em detalhes. Não é nos adjetivos em profusão que se revela a paixão, qualquer idiota consegue enfileirar adjetivos. Descrições podem ser frias ou apaixonadas, e acho que o que O Senil está defendendo aqui é que se fale mais sobre o objeto da resenha, não importa como. Porque no final das contas, resenha não é tese de mestrado, e sim um guia de apreciação de um produto de entretenimento ou obra de arte.

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  • 27/05/2011 at 6:19 pm
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    @gamer_boy
    Com certeza! hehehe Mas a caixa com as revistas está totalmente fora de mão. hehehe Assim que voltar a mexer com elas, esteja certo que vou avisar e vou fazendo o possível para compartilhar.

    @Iceman
    Também não comprava muito a Ação games. Devo ter umas quatro edições só (e da época em que ela ainda era novidade hehe). A primeira revista que comprei todo mês foi a SGP mesmo. Depois abandonei e fiz o mesmo com a Gamers, que deixei de lado também.

    O problema era que a SuperGamePower deixava todo mundo perdido. Eu, por exemplo, às vezes ficava preso em um jogo lá. Tentava passar de certa parte de todo jeito. Se fosse para apelar para a SGP, eu não ia obter ajuda nenhuma. A Videogame, por exemplo, fazia detonados concisos, mas precisos e com dicas preciosas (como as que me ajudaram em Mônica no Castelo do Dragão e Quackshot).

    Sim, o mais legal da SGP era a parte paralela de notícias, promoções e coisas do tipo. Tanto é que tem algumas dicas que eles passavam que até hoje não vi em FAQ nenhum na internet.

    Sério que teve desenhos publicados? Que maneiro! Quais edições são? Consegue se lembrar? Daí, se eu as tiver aqui, posso até priorizar quando pegar para digitalizar. hehehe

    @Fabio “Sooner”
    Fiquei bem curioso agora. Lia coisas do Gamespot há alguns anos atrás, mas há eras que não o visito. Vou dar uma olhada de novo quando arrumar um tempinho.

    A ideia é mais ou menos essa mesmo: descrever como é jogar determinado jogo. Quando leio uma resenha não quero simplesmente saber “o que é” tal game; quero saber também (e principalmente) como é jogá-lo. Por exemplo, se eu nunca joguei Final Fantasy III, como alguém que jogou e gostou muito dele (ou não) diria que se sentiu enquanto o jogava?

    A impessoalidade (que é o que busca aquele que quer “imparcialidade”) é o que mata na minha opinião.

    @Fernando Lorenzon
    Vasculhando no meu histórico, encontrei uma resenha que li uns tempos atrás (e que rendeu uma calorosa discussão na Lista de Algol hehe).

    http://www.honestgamers.com/reviews/533/Phantasy-Star-IV-The-End-of-the-Millennium.html

    Este é um exemplo de uma resenha ruim. Ele pouco fala do jogo (fala de música, “jogabilidade”, compara com alguns outros títulos etc.) e parece achar incrível que um RPG para Mega Drive seja “tão bom”. Ou seja, ele fica justificando os méritos do jogo e suas poucas falhas “de fora”. Fala mais da Sega e do console do que do jogo. Os poucos momentos em que sinto que ele fala dele mesmo e não impessoalmente é, por exemplo, quando diz que as músicas são memoráveis. Mas ele logo arruma uma crítica negativa e diz que são “midi”. Fica essa coisa confusa e que não diz nada no final das contas. Quem nunca jogou o game não vai saber como é jogar Phantasy Star IV.

    Um exemplo de resenha boa vou ficar devendo por enquanto. hehehe Mas estou procurando. Tenho algumas em mente, mas vou relê-las antes de dar um veredicto.

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  • 28/05/2011 at 8:19 pm
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    Bons tempos aqueles,…mas antigamente eu me deixava influenciar pelas revistas,na hora de alugar ou comprar jogos,porém com o tempo percebi que a coisa não era bem assim ,comecei a ir por “instinto”,foi uma lição que aprendi quando fui comprar o FF9 (PS1),várias revistas davam nota máxima,diziam que ele era tão bom quanto FF7 e 8,etc, mas como era e sou fã da franquia me deixei levar,pois havia criado várias expectativas…porém ao jogá-lo percebi que jogo não era tudo o que diziam,pois me decepcionou em certos aspectos,a partir de então comecei a ficar mais cauteloso…pois de que adianta pagar caro num jogo pra depois ficar encostado…Da mesma forma que consoles ou games,pra mim não interessa se por exemplo se o GT é inferior ou superior ao FM, ou se o PS3 tem mais recursos ou não que o X360 ou Wii, o que me interessa é me divertir nos meus momentos de folga,principalmente agora que a TV não exibe programas interessantes…o que tem que acabar é com esta história de “ismos” pregado pelo lado ruim da mídia…

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  • 30/05/2011 at 9:42 pm
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    já tive muitas edições das revistas video game e super game power, saudades delas….hoje em dia eu não compro mais essas revistas atuais,,,antigamente era mais interessante, hoje leio mais revistas sobre informática!!!!procuro sempre revistas antigas para ler: sobre msx, pentium, video games retro, atari e compania!!!!!antiguidade é o que me interessa…mas sempre estou me atualizando nas novidades apenas de curiosidade mesmo,,,jogo avançado só no pc mesmo!!!!!!
    acredito que video game, música e leitura tudo tem a ver com a fase antiga e atual em que vivemos,,,particularmente gosto do heavy metal dos anos 80 e 90, ainda leio revistas antigas produzidas por frank miller(batman e ronin) e o velho jibi clássicos das artes marcias…não vejo nada atual me impressionando,,,,gosto ainda da simplicidade e concordância,,,,gráficos e realidade não me chama tanta atenção, acredito que cada um tem a sua fase e para ser metaleiro não precisa ter visual dark não,,,conheço muito engravatado que gosta de ouvir um obituary e death metal,,,visual é menos atitude e consciência é mais atitude ainda,,,,,foda-se a banda restart e as modinha por ai!!!!!desculpe mas essa é a minha opinião,,,parabéns pelo texto filosófico da vida gamer!!!!!

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