“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Hoje, o amor que vamos tratar é o eros. Vou evitar usar o termo “erótico” por conta das coisas que ele pode evocar e que, embora até tenha a ver, não é a essência desse tipo de amor. Peço até desculpas pelos jogos cujas imagens vou usar enquanto o descrevo e antes de relacioná-los a games. Isso tudo ficará mais claro adiante. Mas adianto que há um problema com os games modernos como acontece com qualquer outra forma de entretenimento moderno. Além de neles haver uma confusão de todos os amores (de que seriam todos uma forma de eros), há ainda uma preocupação direta com o sexo que, embora faça parte do eros, não é seu aspecto essencial. Então, ao contrário dos outros que já falei, este vai ser um post com exemplos mais críticos de jogos do que descrições perfeitas. Coisas da modernidade, fazer o quê?

Costumam pensar que é o eros que mais nos aproxima do eros (que é o amor do “estar apaixonado”). Isso, segundo Lewis, é um erro porque é perfeitamente possível ter experiências sexuais sem eros e, não obstante, o eros inclui muitas outras coisas além da atividade sexual. Portanto, eros não é sinônimo de sexo: a sexualidade pode funcionar sem eros, ou como parte dele.

Uma imagem que achei buscando “Romeu e Julieta” pelo Google. Espero que seja deles mesmo. 🙂

Para um evolucionista, o eros é derivado diretamente do sexual: um desenvolvimento de um impulso biológico imemorial. Contudo, embora aconteça do apetite sexual vir antes do eros, não é o comum. O que vem primeiro é uma prazerosa preocupação com a amada: “um homem neste estado não tem, na verdade, tempo para pensar em sexo. Ele está ocupado demais pensando numa pessoa”. Ou sexa, o eros é repleto de desejo, mas pode não ser de caráter sexual por ser um amor contemplativo. Quando emerge o elemento sexual, o apaixonado não sente (exceto se influenciado por teorias) que este elemento esteve o tempo todo na origem de tudo, “por trás” de seu amor. O eros captura uma pessoa e, ao invadi-la, reorganiza uma série de coisas além da sexualidade. Enquanto o desejo sexual quer a coisa em si, o eros quer a amada.

Um homem lascivo, por exemplo, não quer uma mulher. Na realidade, isso é o que ele não quer: o que almeja é um prazer (uma coisa) para a qual o instrumento necessário é, por acaso uma mulher. O eros, ao contrário, faz um homem realmente querer não “uma mulher”, mas uma mulher específica: “o amante deseja a amada mesma e não o prazer que ela pode dar”. A escolha não é feita por fazer uma estimativa e descobrir que seus abraços são mais prazerosos que os de outra mulher: pensar em tais questões comparativas é retirar-se do eros.

A transformação essencial trazida pelo eros é que ele muda maravilhosamente um prazer-necessidade no mais apreciativo de todos os prazeres. Até pode soar ilógico desejar um ser humano e não o prazer, conforto, ou serviço que ele poderia nos proporcionar. Isso é muito difícil de explicar e é por isso que, em sua época, os amantes costumavam dizer que queriam “comer” um ao outro (e, devo dizer, hoje é uma expressão que degradou-se na pura atividade sexual). Se o desejo sexual não tem eros, é só um fato sobre nós mesmos e, com ele, é um fato sobre o amado sendo o prazer um subproduto. Uma das primeiras coisas que o eros faz é apagar a distinção entre dar e receber. Pensando sobre o casamento, Lewis aponta que a tentação (que leva ao pecado) neste reside na avareza e não na sensualidade. Os guias medievais eram escritos por celibatários que desconheciam o fato de que o eros, alterando nossa sexualidade, reduz o caráter importuno e viciante do apetite tornando a abstinência mais fácil, sem diminuir em nada o desejo. O perigo espiritual do eros não é, portanto, uma preocupação primariamente sensual.

Um game (fraco) que apela a mulheres para angariar jogadores. Falei um pouco dele em um post bem antigo que podem ler clicando aqui.

O perigo que reside especificamente sobre o ato de amor é a solenização do sexo que nos incita a levá-lo muito a sério, ou, em melhores palavras, sob uma forma errada de seriedade. Por exemplo, a pronografia como “séria” e anúncios que já em sua época, apresentavam o sexo como um arrebatamento que leva a desmaios (e não a alegrias). E ele se tornou ainda mais “sério” a partir das obras de Freud que, sugere ele, sejam imaginadas abertas ao redor do leito nupcial. O problema dessa “seriedade errada” é que esconde o fato do ato sexual ser verdadeiramente sério e por quatro razões: é a parte corpórea do casamento (imagem mística da união entre Deus e o homem); nossa participação humana nas forças da vida e da fertilidade; normalmente pelas obrigações envolvidas e da importância de ser progenitor; e por ter grande seriedade emocional na mente dos participantes.

Porém, é preciso ter claro que essa seriedade não é austera porque essa atitude sim violaria nossa condição humana. O que explicaria, segundo ele, o fato de existirem piadas sobre sexo (muitas repulsivas e velhas) em todas as línguas. E isto ameaça bem menos o ato do que a seriedade reverente que critica: “expulse a brincadeira e o riso da cama e uma falsa deusa poderá ocupar o lugar”. Faz parte do jogo que, em situações perfeitas um dos amantes (ou ambos) perca a disposição para o ato, ou que em momentos em que atos exteriores são impossíveis, o ímpeto os abrasa com força. Somente entre casais que divinizam o sexo que tais eventos causam confusão (na forma de ressentimentos, autopiedades, suspeitas, vaidades e “frustração”); amantes sensíveis riem, porque faz parte do jogo. O prazer levado ao extremo nos destrói tanto quanto o sofrimento; no sexo existem elementos de ritual e de farsa.

Um aspecto crucial é que o eros não aspira à felicidade. Para Lewis, a prova disso é que é inútil tentar separar dois amantes provando-lhes que seu casamento será infeliz. Não é um problema de “cegueira”, na verdade eles percebem isso só que o prognóstico de tristeza não os dissuade. Quando existe eros “preferimos partilhar infelicidade com a amada que ser felizes de outro modo”.

Algo bem comum: uma visual novel que vira um anime (bem mediano por sinal). Pode não ser um ótimo exemplo de eros, mas é um dos raros jogos deste tipo em que o sexo é deixado em segundo plano (ou ao menos deveria ser pelo jogador).

Por isso, o eros pode levar tanto ao bem como ao mal. Em todo seu esplendor, o eros está disposto a qualquer sacrifício, exceto a renúncia. Contudo, se o eros nos fala como um deus e o obedecemos incondicionalmente, ele se torna em um demônio. Dentre todos os amores, este é o mais fácil de sofrer esta queda. Notem que o risco não é que os amantes se idolatrem mutuamente (o que é até esperado), mas que idolatrem, juntos ou não, o próprio eros. É o mais mortal dos amores ao combinar a instabilidade com juras de permanência: sempre promete fidelidade eterna e crê que “desta vez é para valer”. Embora, evidentemente, promessas façam sentido porque o eros rejeita a ideia de ser transitório.

Por isso, Lewis aponta que o “desapaixonar-se” é uma “desredenção”. A sua condição de transpor o apetite altruísta e de por de lado a felicidade individual é intermitente mesmo entre os melhores amantes que existem. O único casal cuja união está ameaçada é quando há endeusamento do eros: esperam que o mero sentimento faça tudo por eles e, na frustração, culpam o eros ou o parceiro. Esquecem que somos nós que devemos cumprir os votos feitos e para que façamos as obras do eros quando ele não está presente. Para que o eros continue sendo eros, precisa de ajuda: precisa ser governado.

E como isso se aplica a games? Este foi um grande problema para mim. Principalmente porque o eros só se mostra enquanto tal após bastante tempo. O “apaixonar-se” revela sua grandeza, mas sua plenitude só aparece quando há essa entrega total em prol de uma outra (e única) pessoa, a despeito de nossa própria felicidade. Para o Lewis, seria algo durante o casamento e, como games às vezes terminam com casais sendo formados, fica um pouco difícil pensar em bons exemplos que contemplem não só “a primeira vista”, mas a esse momento mais futuro.

Acima, uma imagem de Borderlands.

Por isso, acabei selecionando alguns jogos para pensar a questão, principalmente pela crítica que o Lewis faz. Jogos modernos geralmente apelam à sensualidade de uma maneira análoga ao que Lewis comenta sobre os anúncios. Em um ensaio dele que li esses dias, ele lamenta o fato da literatura de sua época pender para narrações de atos sexuais como maneira de angariar um público maior. E em games, a mesma coisa acontece. Tentei exemplificar com alguns games antigos essa ênfase simplesmente no ato sexual.

Felizmente, essa não é a regra. É possível que experimentemos o eros em certos jogos como experimentamos ao ler Romeu e Julieta, ou qualquer outro bom romance sobre isso. Tentei me manter a jogos mais antigos, mas talvez não sejam velhos o suficiente. Peço que sugiram outros nos comentários, por favor. Para isso, gostaria de citar Kanon (que originou uma série de TV) que, tanto em sua versão “para adultos” como em sua versão “infanto-juvenil”, enfoca muito mais o apaixonar-se do que o ato sexual. Mas mesmo assim, tenho lá minhas dúvidas sobre se este seria um bom exemplo…

Como vimos, o eros passa justamente por isso. Não é “querer uma mulher” (no caso de um homem, claro), mas uma mulher específica. Não temos como saber se “depois do jogo”, o casal que ajudamos a formar realmente se manteve unido até a velhice e até a morte mostrando a plenitude do eros, mas não custa nada imaginar. O fato de haver um desejo e este desejo ser pela totalidade da pessoa já pode ser considerado para nossa reflexão.

Admito que nunca joguei muito The Sims, mas parece servir para exemplificar o eros já que nele casamos, temos filhos etc.

O problema que encontrei em buscar jogos para exemplificar o eros é que ele sempre aparece como algo que realmente provoca desmaios, ou que é puro instinto, ou puro sexo. E, como vimos, o eros inclui tudo isso transformando-os; mas o essencial é o desejo por uma única pessoa em sua totalidade e não pelo que ela pode fazer por nós, ou nos oferecer. É fácil falar de sexo em games, mas difícil falar de eros. Talvez em jogos em que isso é um aspecto pouco relevante isso seja mais visível como em The Sims, ou o antigo Alter Ego (para o qual estou planejando uma resenha). Nestes, podemos provar um pouco de afeição e amizade além de eros.

Por algum acaso, compartilham da mesma dificuldade que eu? Digo, de encontrar um jogo que leve o eros em consideração sem endeusá-lo (e tornando-o no demônio que pode ser) e sem reduzi-lo unicamente ao ato sexual?

Lendo “os quatro amores” de novo, fiquei até pensando sobre essa questão da banalização do erótico (ou a sua tendência a se tornar em pornografia) e outros games em que relações entre amantes são presentes. Por exemplo, em Final Fantasy VIII, em Final Fantasy IV e em muitos outros jogos que já comentei por aqui e que já discutimos em algum momento. Será que eles seriam realmente exemplos de eros?

Uma das primeiras cenas do jogo Alter Ego em que você acompanha um homem (ou uma mulher) do seu nascimento até sua morte.

Enfim, fecho esse post com uma pergunta. O eros aparece em games em sua plenitude, ou somente de suas formas “decaídas”?

É isso, até o próximo (e último) post dessa série especial!

Academia Gamer: Os Quatro Amores – Eros (parte 04 de 05)
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23 thoughts on “Academia Gamer: Os Quatro Amores – Eros (parte 04 de 05)

  • 21/06/2011 at 10:20 am
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    um exemplo de games que usam sexualidade sem a menor necessidade. é o famoso e infame God of War. o jogo é excelente e Fodástico por si só. não precisava daquele “jogo de bônus” que o Kratos dorme com as mulheres do jogo só para ganhar pontos ou encher o HP. aposto que se não fosse por essa parte do game,GOW não seria metade do que ele é hoje. não tenho nada contra o jogo,eu acho o jogo incrivel de jogar.(principalmente na dificuladade GOD afinal,deuses não se aventuram no normal e muito menos no easy. pra mim GOW tem que ser do hard pra cima^^) e quando eu jogo o game,eu particularmente pulo a parte que Kratos pega a mulherada (que para a maioria dos jogadores é 98% da graça do jogo) eu acho constragedor ver aquilo num video-game(se fosse um filme..aí vai né?)

    outro exemplo que não é tão explicito são os games Resident evil e Silent Hill. em Silent,(esse prefiro mais do que Resident) um bom exemplo para atiçar o imaginário masculino…quem já jogou algum game da série se lembra das enfermeiras sem rosto que geralmente estão no nivel do hospital em qualquer game da série. elas vestem um curto uniforme rosado(?) e acreditem,apesar de serem monstros, meu irmão que é fã doente da série e alguns amigos dizem que “pegariam essas enfermeiras” mesmo elas sendo aberrações. quem jogou os games do PS2 vai entender a sensualidade delas,mesmo elas indo pra cima de você pra te cortar em pedaços. e em Silent hill Shattered Memories(um remake muito mal feito do primeiro SH) Harry Manson dorme com uma prostituta lá quase no fim do game no estágio do barco. tipo,com monstros ao meu redor, ao menos na minha opnião, a ultima coisa que eu faria era dormir com uma mulher nessa situação.
    e em Resident Evil, um exemplo é o RE5 quando nós somos apresentados a personagem Sheeva Alomar, a companheira do Chris Redfield na aventura inteira. logo dá um close na “derriér” da moça antes de aparecer o seu rosto(eu admito,ela é um pedaço :). putz! RE tá apelando pra atrair gamers pevertidos?(he,he,he.) como se o game precissase disso, e vamos combinar que a beleza dela numa situação daquelas colocada em RE5 é surreal. uma jovem com a beleza de Sheeva na África era pra no minimo ser uma modelo, não uma soldado. se bem que começou essa banalização pela sensualidade das personagens num game nada a ver com isso foi a partir do RE3. na primeira vez que vi a Jill naqueles trajes(tinha uns 13,14 anos )fiquei salivando. nem liguei pro jogo,queria ficar fantasiando com ela enquanto jogava e os zumbis que se danem!^^. Ada Wong no RE2 já era uma tentação, no RE4 então…e falem a verdade, numa situação com um bando de zumbis loucos pra te matar e Ada fica tranquila naquele vestido vermelho com uma enorme fenda para exibir suas lindas pernas… seria uma estrátegia para ludibriar os zumbis? vai saber…e nem falei da Excella Gione do RE5 com aquele decotão no vestido. se as empresas querem usar “apelação feminino” para atrair jogadores, acabou o bom gosto da arte de jogar e ficar admirando as musas daqueles jogos. se fosse em games de luta,rpg ou aventura até vai, mais num games onde a carnificina reina direto colocar Echii nos games desse tipos? putz grilla!

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  • 21/06/2011 at 10:28 am
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    e outra coisa: deviam ter prendidos os caras que fizeram o Cluster Revenge. muito de mal gosto terem feito aquele jogo. e isso deve sido inicio daquele games que incentivam a violencia contra a mulher. e os cara que curtem esse tipo de game deveria ser internados ou presos…

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  • 21/06/2011 at 10:28 am
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    e outra coisa: deviam ter prendidos os caras que fizeram o Cluster Revenge. muito de mal gosto terem feito aquele jogo. e isso deve sido inicio daquele games que incentivam a violencia contra a mulher. e os cara que curtem esse tipo de game deveria ser internados ou presos…

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  • 21/06/2011 at 12:17 pm
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    Olá!
    Interessante seu texto.
    O primeiro exemplo que vem a minha cabeça é justamente FF8, já que o “amor” seria o tema central do jogo. E o que exatamene mais me chamou a atenção(atraiu) na época; não que nos jogos anteriores isso não acontecesse, mas justamente nesse jogo ele seria o tema central. (Quem não queria ver um aprofundamene entre o triangulo Cloud, Aerith e Tifah[se bem que existe hentai para isso])
    Anos depois quando terminei o jogo vi que o amor de Squall e Rinoa é um pouco forçado, pois passa boa parte do jogo com Squall um tanto indiferente(diria bem gay mesmo). Na parte final que ele muda, quando é capaz de fazer um sacrificio por ela que está em coma. Quem exemplifica bem o amor é o pai e a mãe de Squall, que por sinal estão bem marcados no logo do jogo. Alias a musica do jogo é sobre esse amor entre laguna e a cantora que esqueci o nome.

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  • 21/06/2011 at 12:23 pm
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    @leandro(leon belmont)alves
    Eu pensei em citar God of War, mas como só joguei cinco minutos do segundo uma vez, achei que talvez não fosse um comentário muito feliz. Pelo visto, estava enganado. hehehe Também acho dispensável.

    Eu costumo dizer que se faz sentido, sensualidade em um jogo não me incomoda nem um pouco. O problema é quando fica meio óbvio que fizeram isso somente para atrair mais jogadores que, como você descreveu em Resident Evil 3, se preocupariam mais com a personagem feminina do que em jogar o jogo mesmo. E isso, para as empresas, é o de menos: se o jogo foi vendido, ótimo; não importa se o jogo é realmente jogado, ou se você o adquiriu por impulso.

    Agora, achar eros mesmo em um game foi difícil para mim. hehehe Vamos ver se nos outros comentários alguém dá uma luz.

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  • 21/06/2011 at 12:26 pm
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    @Guilherme
    Eu também pensei em Final Fantasy VIII, mas por achar meio “forçado” também, não quis colocar como certeza. Acho até que a relação entre Cecil e Rosa em FFIV seja mais próxima do eros de verdade do que Squall e Rinoa.

    Sobre os pais do Squall, eu lembro pouco deles (mais do pai para dizer a verdade), então nem sei bem o que dizer com relação a isso. Mas é bem provável que eu concordaria se eu me recordasse melhor.

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  • 21/06/2011 at 12:49 pm
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    Continuando(fui almoçar). Outro jogo que me vem a memória seria Phantasy Star 3, onde cada casamento leva a um desfecho diferente, embora não tenha jogado esse jogo.
    Uma coisa que sempre me deixou decepcionado, é que nas histórias de animes e games o relacionamento é sempre meio deixado de lado. Até entendo que isso é jogo e não novela, mas o fato de os personagens nunca avançarem para formar o casal(talvez só final?) acaba fazendo com que as histórias percam um pouco do tanto que poderiam explorar, principalmente em RPG, onde a históra é o principal mais que o jogo em si.
    Eu não sou tão puritano assim mas também não tão devasso. Não vejo problema em mostrar mulheres sensuais, o problema é simplesmente é diminuir a mulher a somente isso, carne a ser comida.
    Ultimamente jogos tem investido mais no realismo(ou diria tema adulto), e alguns relacionamentos acabam acontecendo. Infelizmente de jogos atuais eu não sei nada, mas parece que tem um rpg futurista que se não me engano tem algumas parte interativas.
    Outro jogo que me lembro é o Indigo Pophecy(Fahenalgumacoisa), que tem parte interativas(mas não na versão censurada(USA) do jogo que eu tenho). Dizem que Xenogears tem umas partes interessante sobre relacionamentos(dizem que o herói é pegador), mas nunca joguei.

    Ok, finalizando com uma sugestão: Já que você já falou sobre pré-ludere(o antes de jogar), que tal falar sobre o pós-ludere, que é depois que você finaliza o jogo mais ainda fica emocionadamente ligado ao jogo. Muitas pessoas criam fanficts depois e tem gente até que cria fã-site, que diga o Gagá e sua Gazeta de Algol.

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  • 21/06/2011 at 1:11 pm
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    @Guilherme
    Também pensei em Phantasy Star III (e como não pensar? É meu jogo favortio hehe), mas como o eros pode ou não ser presente, achei melhor não arriscar. Por exemplo, haveria um bom exemplo de eros se o Rhys ficasse com a Maia (mas não se ele ficasse com a Lena) porque ele teria preferido ficar com ela de qualquer jeito, mesmo que fosse para perder o trono de Landen etc. Aliás, se pensássemos na versão japonesa do jogo, certo mesmo seria ele ficar com a Lena, a quem era prometido desde a infância. hehehe Está vendo como ia complicar? Por isso que, por mais que adore ess ejogo, achei melhor não citá-lo como exemplo.

    Essa redução ao puro sexo que me incomoda também. Ou é isso, ou é aquele eros demoníaco que o Lewis comenta e que domina os amantes. Por isso que achei difícil encontrar bons exemplos em games. Mas também teria dificuldades em animes, com certeza.

    O Dragon Age e o Mass Effect (que presumo ser o futurista a que se referiu) tem essas coisas de relacionamento. Em Dragon Age é até interessante porque você dá foco nisso só se quiser. Em Xenogears, o Fei (o principal) tem um rolo com a Elly durante todo o game. É até interessante, mas não é o que mais gosto no jogo para ser sincero. hehehe

    O pos-ludere envolve isso mesmo. Quando terminamos um jogo, gravamos ele em nossa memória e, com isso, podemos transformá-lo em tradição ao recomendá-lo a outras pessoas. E isso muitas vezes culmina na criação de comunidades de jogos em que jogadores se reúnem por um gosto comum. Com relação a games, vemos isso bem claro em sites, blogs e, por que não, fanfictions. É o que mantém o jogo vivo, em certo sentido.

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  • 21/06/2011 at 3:51 pm
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    Continuando…
    Andei pensando em exemplos:
    Silent Hill 2, onde a expiação da culpa leva o protagonista a cidade maldita. Lá ele encontra a personificação erótica e vulgar da sua mulher, Maria. O jogo tem uma história interessante com possibilidade de vários finais: viver na culpa(e morrer), viver na ilusão ou se arrepender e seguir em frente. Tudo isso em relação a sua mulher doente que morreu a tempos atrás mas voltou para assombra-lo(ou seria dar esperança?).
    É bem interessante, pena que o jogo em si não seja assim tão bom de jogar, o protagonista parece um robô e isso dificulta a movimentação, e o jogo é muitas vezes fácil demais, o que tira aquela sensação de horror, que você pode morrer a qualquer segundo que tanto caracteriza o gênero, survival horror. Ah, e pra acrescentar: todos os inimigos são baseados de alguma forma em mulheres, o que reflete a perturbação mental do cara(e talvez a perversão dos criadores do jogo, japoneses 😛 )
    http://www.baudejogos.net/jogo.php?id=8113

    E por ultimo(ou não?):
    Prince of Persia(2008), muito se fala(mal) da dificuldade nula desse jogo, e até com razão. Isso talvez tire o brilho por trás do jogo, a história e os casal de protagonistas. Daniel Galera fala muito bem sobre isso:
    http://www.ranchocarne.org/Virando_o_jogo_TRECHO.html

    E foi exatamente isso que me fez continuar jogando o jogo, durante a jogatina é interessante ver como esses 2 personagens se relacionam, a história mitológica por trás e até o cenários que são muito bonitos. Até dá para entender o sacrifício final do jogo: O que é(ou o que vale) o grão de areia no meio de um deserto?
    Você que é psicologo(?) talvez possa me falar mais sobre essa questão do sacrifício e da entrega a esse amor que pode ser um tanto egoísta, já que ninguém quer dividir a mulher e nem perde-lá.
    E se permite, mais um adendo….
    Enquanto em Silent Hill2 o amor(eros) e a culpa são o pano de fundo, no melhor jogo da série, Silent Hill 1 o amor Paterno segue de fio condutor, afinal só alguém que ama muito uma filha é capaz de entrar em tal escuridão a sua procura sem saber se vai sair vivo.

    Bem tenho que sair(de novo), se pintar mais coisas volto a escrever.
    AH e o jogo era Mass Effect mesmo.

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  • 21/06/2011 at 4:27 pm
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    @Guilherme
    huahuahuaha Interessante isso que falou do Silent Hill 2. hehehe Nunca joguei este, mas talvez até faça sentido então. Mas teria que experimentar para ver. Citou o Baú de Jogos e eu lembrei a resenha que eles têm sobre Parasite Eve 2 (que também é uma apelação só).

    Prince of Persia também vou ficar devendo comentários mais completos porque só joguei o clássico. Mas isso que falou também parece muito legal. Vou tentar dar uma olhada nele depois com calma.

    Bom, eu vou usar o próprio Lewis para comentar sobre isso que falou. No eros, o desejo é voltado para uma única pessoa e esse amor não é compartilhado com mais ninguém. Sendo assim, o amante espera que o outro ame-o (com o eros) da mesma forma. Se acontece de você ter uma mulher e amá-la com eros e com amizade, não se importa que ela compartilhe a amizade com outras pessoas: é o eros que não quer. E nem podemos reduzir isso ao sexo, claro. Não diria egoísta porque a recusa não é em partilhar o amor dessa mulher (que tem outras formas que não o eros), mas um que, essencialmente, só se volta para uma única pessoa. Claro que há extremos, mas aí são formas que o Lewis chamaria de decaídas (como, por exemplo, o ciúme que existe tanto na afeição como no eros – e é bem raro na amizade).

    No caso desse amor em Silent Hill 1 (este eu joguei), seria mais uma afeição por conta dessa questão da familiaridade, do conforto e pelo fato de ser “natural” (não sabermos bem quando ele começa). Muito bem lembrado; poderia ter falado disso no post sobre afeição, mas nem tinha me ocorrido.

    Vai lá! hehe Se lembrar de mais alguma coisa, não deixe de comentar.

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  • 21/06/2011 at 8:22 pm
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    Putz Senil, nunca jogou Silent Hill 2?? Vá correndo jogar!
    Um exemplo que poderia ser citado é o de Tidus e Yuna, da pra acompanhar o desenvolvimento amoroso entre eles e nunca ligado a sexo.
    No FF X-2 Yuna vira uma caçadora junto de suas amigas em busca de alguma pista do paradeiro de Tidus que está desaparecido. Aqui o vídeo de quando ela o reencontra http://youtu.be/QNf3vHJRz24
    Vale a pena checar esse aqui também, do FF X, onde acontece o primeiro beijo do casal! =P http://youtu.be/9lJebz8mDaU

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  • 21/06/2011 at 10:54 pm
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    Sou só eu ou mais alguém acha esses beijos entre personagens em 3D sempre algo meio artificial, algo como bonecos sem sentimentos se encostando.
    O único filme/video capaz de me enganar é AVATAR, mesmo não gostando do filme, os CGS são bons demais e parecem reais.

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  • 21/06/2011 at 11:16 pm
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    @Oztryker
    hehe Preciso mesmo. Joguei só o primeiro.

    Final Fantasy X (o I e o II), eu mal joguei. Mas é um outro exemplo que, pelo que ouço falar, valeria mesmo a pena ser pensado.

    @Guilherme
    Ah, tem uns beijos em 2D que são artificiais também. Até beijos na vida real parecem às vezes. hehehehe

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  • 21/06/2011 at 11:17 pm
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    Vc falou certo são só “bonecos” sem sentimentos mesmo. Como em todo outro jogo. O sentimento de verdade ta dentro do player que acompanha o desenrolar da trama e consegue assimilar o que a cena passa. Mas concordo contigo, é complicado reproduzir um beijo em 3D, ainda mais em um game antigo como esse.
    Pra mim que sempre joguei rpgs de mesa e de texto, não me importo com tantos detalhes assim.

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  • 23/06/2011 at 10:08 pm
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    É complicado lidar com eros em jogos de video game pelo fato de como, de acordo com o que foi discutido em outro post da academia, são criados por artífices, e não artistas. Quero dizer, um artista como Shakespeare tem a sensibilidade que o assunto merece e independência para abordá-lo. Enquanto um game designer vai criar uma ninja com pouca roupa como a Mai de Fatal Fury porque sabe que isso vai atrair mais público. Games têm uma ânsia em chamar atenção, pela necessidade da venda, o que justifica personagens cheios de fetiche ou com atributos exagerados como a Lara Croft (quem nunca parou ela num canto só para conferir seus “atributos”, hehe).

    Felizmente, às vezes os jogos saem dessa vala comum. Concordo contigo, Cecil e Rosa representam mais o eros discutido neste tópico. FFVIII, sinceramente, para mim soa muito artificial, um romance J-Pop demais para o meu gosto, forçado, entre um cara arrogante (cool para japoneses) e uma menina cheia de vida (oouhhh). Eca! Pra mim, tipos como o Squall morrem virgem.

    Fugindo um pouco dos games, um bom exemplo de eros é a relação entre Kenshirou e Yuria no anime Hokuto no Ken – que por sinal teve vários jogos, mas em nenhum essa relação foi explorada a fundo. Na estória dá para ver que os dois são realmente apaixonados e querem estar juntos, mesmo vivendo em um mundo de merda pós-apocalíptico à lá Mad Max. Poderia citar filmes, mas aí a lista é extensa, destacaria Casablanca.

    Voltando aos jogos, acho que Shadow of Colossus também tem uma boa visão do eros. Não tenho certeza porque nunca joguei (embora queira muito!), mas parece ser um bom exemplo. Quem já jogou que se manifeste.

    Algo que eu acho interessante no eros é todo um fator de fantasia que envolve ele. Quando você se apaixona por alguém, na verdade, se apega à uma imagem que sua mente cria daquela pessoa. E isso é perigoso, pois se por um lado isso é benéfico – fantasia e imaginação são fundamentais -, caso você exagere pode acabar criando uma imagem distorcida daquela pessoa, uma imagem que em nada se parece com a realidade. Isso, infelizmente, é muito comum, pois a partir do momento que você “abre os olhos” e vê que aquela pessoa não está correspondendo com a imagem que você mesmo criou dela, surge uma decepção. Essa idealização exagerada tem sido o causador de muitos casamentos que acabam resultado em divórcio, a meu ver. Claro, tem outros fatores, mas é como dizem: o amor é cego, e quando você desembaça a sua visão e começa a enxergar, por vezes pode não gostar do que vai ver…

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  • 24/06/2011 at 2:02 pm
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    @Onyas
    Exatamente. Ao ficarem pensando em um público-alvo (geralmente garotos adolescentes), o “eros” que aparece nos games é reduzido a somente um de seus aspectos. E, volto a dizer, isso não é nos games atuais; qualquer livro (ou filme etc.) best-seller tem ou muita violência, ou erotismo. Aparentemente o Game of Thrones (para ficar no mais recente) tem ambos. 🙂 Mas, como Lewis fala para nossa própria vida, se você tivesse que escolher passar a vida com alguém somente pelo eros, ou pela amizade, qual escolheria? Se um game marca somente por personagens de corpos esculturais, é realmente uma pena e culpa dos jogadores que preferem coisas superficiais (superficialidade que, aliás, é outra característica da modernidade).

    Por exemplo, Dead or Alive é um jogo muito mediano. O primeiro é bem interessante (como vários jogos de luta 3D que surgiram na mesma época), mas os seguintes são ruins e acabam focando somente nos atributos das personagens femininas. Com Tomb Raider algo parecido acontece, e, por não ter jogado muito a série, não sei se é porque os jogos são bons, ou por conta da publicidade ostensiva que fizeram em cima da Lara Croft.

    Hokuto no Ken eu conheço muito pouco. Interessante ter falado isso porque sempre achei que fosse só um desenho/mangá de pancadaria. hehehe Vou tentar ver se descubro mais coisas a respeito dele.

    Joguei um pouco do Shadow of Colossus (em torno de 1/10 dele hehe) e realmente não entendi se há ali eros ou não. Mas é bem possível que haja. Vamos ver se alguém com mais propriedade sobre o assunto pode dizer algo mais consistente a respeito.

    O eros é interessante porque você deseja a pessoa pelo que ela é exatamente e não porque ela faz algo de bom para você; ou seja, você deseja alguém com todas as suas forças e com seus defeitos, chateamentos e falhas. Se você fantasia ou imagina coisas que essa pessoa não tem, aí realmente há um problema. Na verdade dois: você não enxergar a pessoa em sua totalidade; e você, por ver “tudo de bom” nela, acaba “usando-a” como a um objeto. Não é nada diferente de alguém que sai “pulando de galho em galho” atrás de mulheres noite após noite.

    Acho que o eros verdadeiro não seria bem descrito com “o amor é cego”, mas com “o amor é paciente”. Se você não enxerga as falhas da pessoa que deseja, não pode haver eros. Você tem justamente que notar o que ela tem de ruim e desejá-la ainda assim. Não porque você coloca na balança e vê que “comparando com as coisas boas que ela me faz, acaba compensado”; mas simplesmente porque quer estar com ela.

    O excesso de divórcios atualmente passa por isso e também pelo fato de qualquer dificuldade que aparece, crêem que o amor acabou e decidem seguir caminhos diferentes. O que esquecem é que o eros não é sempre presente e que, quando ele some, são os amantes que têm a responsabilidade de agir como se ele estivesse lá (isso é algo que o próprio Lewis diz). E imaginar que, há pouco mais de um século, um noivado já era compromisso firmado e rompê-lo era visto praticamente como um divórcio (com ambas as partes ostracizadas). Hoje, noivar é só um prolongamento do namoro e o casamento, quando há, é somente um prolongamento também. Não é mais “até que a morte os separe”, mas “até que eu acorde um dia que esteja de mau homor e não queira olhar na sua cara”.

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  • 24/06/2011 at 7:44 pm
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    Extatamente isso. O eros é muito “idealizado”, fruto da superficialidade que você citou e que expressou tão bem na sua última frase (genial). Existe uma busca não por um parceiro, mas por toda uma relação idealizada, onde tudo é perfeito. É o mar de rosas que a mídia vende atualmente, ondo o amor verdadeiro é puro, perfeito, invencível. Eu chamo isso de pieguice, ou excesso de açúcar. E cai naquilo que você falou de transformar o eros num objeto.

    Quanto a Hokuto no Ken. Realmente, o mote principal são as artes marciais. Nem tanto no começo, onde a relação de eros entre Kenshirou e Yuria é mais explorada. Depois, devido aos rumos da estória, o foco em torno da lutas aumenta. Aliás, como é típico nesses desenhos. A diferença é que Hokuto no Ken foi precursor nisso. Porém, na primeira saga, tudo gira em torno do eros, que funciona como “motivador” das lutas.

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  • 24/06/2011 at 7:57 pm
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    @Onyas
    Isso mesmo que falou. É uma pena que seja assim. Fora que essa forma distorcida de eros é o que muita gente enxerga como “amor” hoje em dia. Toda outra forma de amor que tratamos aqui são “menores” (se é que são amores), ou formas “ocultas” de eros. Por exemplo, se você tem afeição por sua mãe, é Complexo de Édipo; se tem uma grande amizade com alguém do mesmo sexo, é homossexualidade reprimida e por aí vai… Digo isso pela minha área mesmo. Em Psicologia aqui no Brasil a Psicanálise é muito forte e ele vai por estes caminhos meio tortos (Freud principalmente, mas não só ele).

    Interessante isso no Hokuto no Ken. Desenhos/quadinhos de pancadaria geralmente são sem graça porque focam mais (ou pio, exclusivamente) na ação. A exceção que encontrei há alguns anos são as obras do Togashi (Hunter x Hunter principalmente, mas YuYu Hakusho também). No HxH, até tem um monte de combates, mas o foco geralmente é outro (resolver puzzles, encontrar coisas etc.). Vou tentar procurar mais coisas deste; vamos ver se consigo assistir, sei lá. Achei bacana.

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  • 29/06/2011 at 3:47 pm
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    Rapaz, Shadow of Colossus não dá dica nenhuma sobre qual o tipo de amor entre as personagens. Existem diversas teorias sobre isso mas de fato nenhuma resposta. É bem interessante ler sobre as teorias, mas na minha visão depois de terminar o jogo algumas vezes é um amor “caridade”. O herói raramente mantém um contato físico com a moça (acho que somente uma vez toca no rosto dela) o que aparenta não ser sua namorada, esposa, etc.. de fato parece mais um dever de salvá-la como se um arrependimento o leva-se a isso.
    Não quero dar spoilers mas se vc jogar e terminar o game talvez tenha o mesmo pensamento que o meu.
    Esse jogo é uma jóia rara, depois de Ico é meu jogo favorito de Ps2.. parece que vai sair até um filme.
    Aliás Senil, esse game mesmo não sendo retro o suficiente para o site merece uma análise sua, eu iria adorar ler!

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  • 29/06/2011 at 3:53 pm
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    @Oztryker
    Pelo que um amigo meu me contou da história do jogo (eu joguei só um pedaço, lá pelo terceiro Colossus), eu acho que seria algo de afeição. Aparentemente também, o Shadow of Colossus é o prequel de um jogo que foi lançado antes dele. Não lembro o nome agora…

    Eu adoraria fazer uma resenha dele, porque me interessou bastante. Só que ainda não tive tempo de me dedicar a ele. Tem um monte de jogos de PS2 que gostaria de jogar na verdade. hehehe mas a maioria requer muito tempo e dedicação e acabo optando por outras coisas e outros jogos.

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  • 29/06/2011 at 6:26 pm
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    Senil, Ico é o jogo que tu mencionastes aí, o garotinho com chifres é descendente do herói de Shadow of the Colossus. Ico e SotC são excelentes, da uma jogada quando puder! Se tu curte uns puzzles pegados Ico é o teu jogo xD

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