“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Já falamos aqui algumas vezes sobre “resenhas”. Mas é interessante como muitas vezes a etimologia de um sinônimo estrangeiro sirva muito mais para clarear um fenômeno que queremos investigar. Isso não é de modo algum a demonstração de uma pretensa “superioridade” de algum idioma sobre outro: a questão é que cada mundo linguístico serve como o padrão por meio do qual vemos, entendemos e compreendemos o mundo que habitamos.

Ou seja, não é porque temos uma palavra como “saudade” que experimentamos algo que algum falante natural de inglês não possa experimentar plenamente. Ele apenas torna explícito tal sentimento de outra maneira.

Infelizmente, não tive como fazer uma busca da origem do termo “resenha” para poder tecer alguma comparação direta com a descrição daquilo que quero trazer aqui, mas se o fizer futuramente, certamente serão os primeiros a saber disso.

O que nos ajuda aqui é a origem latina tanto do prefixo como do radical mesmo da palavra inglesa. “Re-” tem o sentido de “novamente” e “view” tem uma história passando pelo francês antigo que, por sua vez, vem diretamente do verbo latim “videre”. Logo, “re-view” poderia ser traduzido, literalmente, como “re-ver”. 

E essa palavra tem dezenas de sentidos muito mais amplos que o simples sentido da visão que possuímos. Podemos dizer “você não vê?!” tanto para um amigo que não enxergou o mesmo que nós, como para alguém que não consegue entender nosso ponto de vista a respeito de algo.

Re-ver então envolve também conhecimento e reflexão. O “re-” de review tem relação direta com um “parar e pensar a respeito de algo”. É como se a pessoa se perguntasse: “Calma aí, o que foi que eu vi/entendi mesmo?”

“Mas que enrolação é essa Senil! Já usou vários parágrafos enrolando e não falou nada de games!”

Calma que chego lá, prometo.

Refletir é pensar sobre alguma coisa (voltar-se e debruçar-se sobre ela) e, por isso, envolve linguagem. Ou seja, quando realizamos esse movimento, pensamos acerca de algo por meio de nosso idioma. E, com base nisso, podemos tanto manifestar a outras pessoas o que pensamos por meio de um review verbal ou escrito.

Com base nisso, entendemos que review significa uma série de coisas concatenadas e sem contradição: refletir sobre algo visto e tornar manifesto o que foi visto para outras pessoas. E estas, vendo a reprodução do visto podem saber a respeito daquilo que nós descrevemos verdadeiramente.

O que quero dizer com isso?

Reviews de games não devem ter a pretensão de “apontar pontos positivos e negativos” como premissa. Isso é tecnicizar o processo todo. O problema central de todo re-ver passa por dois questionamentos simples e unidos: o que foi que eu vi?; como mostrar para outras pessoas o que vi?

Forçando um pouco a barra (e complicando toda essa discussão linguística), poderíamos até mesmo dizer que caçar aquilo que está bom e o que está ruim é uma “revisão” no mesmo sentido em que levamos um automóvel ao mecânico para passar por uma “revisão geral” antes de uma viagem.

Percebem que a perspectiva é completamente diferente? Na revisão o que importa mais é o olhar que deve ser minucioso, técnico e preciso. No re-ver (review no sentido de resenha) o que importa é o olhado que deve ser descrito com minúcias. No primeiro, podemos compreender bem a fundamentação do revisor e sua origem (linguística, cultural, pessoal etc.); no segundo, podemos compreender bem aquilo que está em jogo: um game.

Claro que é impossível dissociarmos o vidente (aquele que vê) do que é visto, mas em uma cultura tecnicista como a nossa, importa muito mais o “o que vamos fazer com isso?” do que “o que é isso afinal?”

Nas “resenhas” de games geralmente vemos algo muito parecido com uma revisão. Esses revisores querem simplesmente dizer para você a opinião e o julgamento deles a respeito de algo: se é bom, se é ruim, o que tem de positivo e o que tem de negativo. O verdadeiro resenhista não tem como objetivo primário estabelecer um julgamento: ele quer ver aquilo sobre o que fala com clareza e tornar igualmente claro a seus leitores/ouvintes essa mesma coisa.

O verdadeiro resenhista (reviewer) não tira o game de diante dos seus olhos e descrevendo como viu aquilo que viu, permite que outras pessoas vejam a mesma coisa que ele sem cegá-los por seu ponto de vista exclusivista e tecnicamente mais bem fundamentado.

Videogames são produções que exigem grande conhecimento técnico, mas não devem ser descritos como ferramentas.

E, para incitar outra reflexão, a palavra “revista” tem origem semelhante a “rever”. O que poderíamos tirar daí?

É isso que queria compartilhar com vocês essa semana!

Até o próximo post!

Academia Gamer: Review e rever
Tagged on:                 

23 thoughts on “Academia Gamer: Review e rever

  • 26/06/2012 at 9:08 am
    Permalink

    Eu prefiro fugir da parte técnica (às vezes, totalmente).
    É muito mais legal quando conseguimos passar a experiência emocional que tivemos com o game, do que uma avaliação técnica que muitas vezes é influenciada por outros fatores; fora da experiência do game como, um antecessor, por exemplo.

    PS: Que jogo é esse da fotinha com um worldmap?

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 9:43 am
    Permalink

    sobre Reviews, eu gosto quando o jornalista realmente põe o que acha do tal game. mas isso pode ser nada profissional, porem dá a sensação genuína de um Gamer de verdade. e também isso pode dar confusão, pois como é a opinião do jornalista…tipo, o tal sujeito fala maravilhas do novo PES(putz!)….mas ele pode falar mau de algum Castlevania,por não gostar da série. mas claro se esses reviews com “sentimentos” for feito com moderação. eu e meu irmão eramos assinantes da Nintendo World, e a revista endeusava os seus jogos a sua maioria. até aquele Wind Waker……Link com gráficos de menina super poderosa não é meu estilo(podem sacudir as pedras)

    porém anos depois, comprei a mesma revista e ela estava diferente. agora ela estava mais fria em suas analises. e deixe de compra-la definitivamente.

    acho que Review “ajuda” o gamer a ter certeza se tal game é bom ou não, mas quem tem que decidir isso é a pessoa que a lê.

    Hee-Hoo Mestre Senil

    ah, e adoro os Reviews do Gaga Games(puxa saquismo mode off)

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 12:42 pm
    Permalink

    fala mestre senil…legal o post…seguinte,,,isso me lembra também na questão musical e filmes,,,vejo muitas pessoas falarem que no Oscar sempre tem filmes ruins e de mal gosto e que os críticos analisam e dizem que são bons ou bem feitos na produção,,,em video game também acontece,,,já vi tanto jogo ruin e críticas de positivo ou o jogo demonstra quesitos bons e jogabilidade de primeira,,,a questão é muito particular em termos de jogabilidade,,,já existem aquelas análises sobre gráficos e se o jogo tem gráficos realista o jogo é bom!!!!Tanto que as revistas de antigamente acho que funcionava da seguinte forma: piloto, fotógrafo e editor e depois a impressão gráfica,,,praticamente o pessoal das editoras não jogavam,,,o piloto jogava, análisava e dava a sua opinião,,,mas existe um fator que era…jogar por obrigação com o intuito de demonstrar ou apresentar derminado jogo ao público,,,as vezes tinha dúvida se jogar determinado jogo era para mostrar o que a empresa do game queria,,,exemplo: será que não tinha acordo $$$ entre revista e empresa ou franquia de jogos para falar bem de determinado jogo????fica essa pergunta….as vezes determinado jogo ruin era dado uma ótima análise só porque era da konami ou capcom,,,já vi muito isso, então fica essa pergunta para quem ler esse comentário…isso acontece até hoje na venda de computador ou eletrodoméstico qualquer…tudo bem que existia comentários, análises que realmente batia com o jogo,,,mas eu acredito que aonde determinado jogo tinha 5 em gráficos, nem sempre era 5 em outra revista e talvez a nota real seria um 3!!!!acontece que isso varia,,,opiniões e gosto não se discuti mesmo,,,apenas ouvimos e tentamos comprar o que vale a pena…lembro da época de street fighter II the world warrior, top gear e star soccer,,,para quem não tinha dinheiro bastava ter esses três cartuchos e dava para se divertir muito,,,eram os jogos mais jogados na locadora perto de casa,,,,as vezes pessoas compravam determinado jogo por ser mais barato, menos enjoativo e sempre dinâmico,,,podendo jogar com 2 players!!!!as vezes a falta de grana influenciava a comprar um jogo conhecido que poderia trazer mais diversão!!!!valeu mestre!!!!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 12:47 pm
    Permalink

    Texto nota 10!
    Gráficos 8
    Diversão 7.9

    Vejo que muita gente anda insatisfeita com reviews em geral, mas isso já está gerando resultados. Tem muitos sites tradicionais de games que estão mudando a maneira de escrever reviews e avaliar os games.

    Um problema de descrever o game como uma experiência, e não tão tecnicamente, é que isso pode ocultar do consumidor/leitor características do gameplay que lhe agrada ou desagrada.

    Por exemplo, se me dissessem que o novo Elder’s Scrolls é uma experiência épica, com um grande envolvimento entre personagens e missões edificantes, isso ainda seria vago para mim, porque não está explicando nada de gameplay.

    Porém, se o review mencionar que o game possui objetivos múltiplos não-lineares, com uma grande variedade de combate e progressão de RPG, já me interessou bastante.

    O review nunca deve fugir da responsabilidade de explicar COMO É o game

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 2:23 pm
    Permalink

    Excelente discussão, que só vem a melhorar o nível dos reviews atuais. Concordo com o Fernando Lorenzon quando diz que um review além do lado pessoal, passa também como é o jogo, porque boa parte das pessoas tende a diminuir os defeitos e elevar as qualidades quando se trata do game preferido. Não que isso seja ruim, é ótimo ver como determinado jogo foi capaz de proporcionar tais sensações ao jogador, porém o review não pode ficar limitado só a isso. Um exemplo de bom review pra mim é aquele que possui dados técnicos junto com uma explicação sobre o jogo em si e claro, reações pessoais positivas e negativas.
    Muito bom seu texto, bom pra parar e raciocinar sobre o nosso próprio julgamento quando falamos de um jogo, valeu Mestre Senil!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 2:29 pm
    Permalink

    Peraí… O post é sobre as duas palavras? Dizer o que elas são ou dizer como deveria ser a crítica sobre um game?

    “O verdadeiro resenhista (reviewer) não tira o game de diante dos seus olhos e descrevendo como viu aquilo que viu, permite que outras pessoas vejam a mesma coisa que ele sem cegá-los por seu ponto de vista exclusivista e tecnicamente mais bem fundamentado.”

    Se for uma explicação de review é beleza. Porém, se for como alguém deve escrever sobre games é totalmente errado. Como ignorar o ponto de vista de aguém mais bem qualificado? Seja como for, a parte técnica é responsável por causar no jogadores ou espectadores as emoções ou desafios que eles experimentam. A parte técnica é fundamental. Só que ela é usada superficialmente e muitas vezes com um conhecimento mínimo (quem escreve pouco entendem de linguagem/fotografia/narrativa/roteiro/modelagem).

    Eu creio que uma obra sempre tem que ser julgada.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 3:00 pm
    Permalink

    Um review que o autor diga as sensações que ele teve ao jogar determinado jogo é super válido e pode muitas vezes até levar o leitor a ter vontade de jogar o jogo, isso se for um review positivo. Mas eu gosto de ler algo em relação de positivo e negativo do jogo, algo como duas indicações de algo parecido, se estivéssemos falando de Elder Scrolls poderia vir acompanhado com uma seção: 1-Indicado pra quem gosta de jogos de rpg livre, aumentar lv e passar horas em um jogo. ou 2-Não indicado pra quem gosta de uma narrativa rica e linear

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 7:00 pm
    Permalink

    Fernando Lorenzon :
    Um problema de descrever o game como uma experiência, e não tão tecnicamente, é que isso pode ocultar do consumidor/leitor características do gameplay que lhe agrada ou desagrada.
    O review nunca deve fugir da responsabilidade de explicar COMO É o game

    Muito legal essa ideia acima do Fernando.Tem o problema da preferência do leitor também,tem gente que prefere que o autor do Review seja mais emocional e fale o que sentiu jogando,se gostou e porque não gostou,livre mesmo.Outros leitores preferem algo mais técnico,frio com uma margem de segurança maior na avaliação,isto é,um jogo ruim não será escrachado e um “super clássico” não terá uma “super nota” só porque é a franquia predileta de quem a avalia.Os dois lados tem suas vantagens e defeitos.
    Sobre “explicar como um jogo é” é um caminho seguro e interessante,porém não diz se ele é bom ou ruim,concordando ou não com um Review esse “bom/ruim” serve como um sinal.

    Eu entendo um Review como um indicativo ou sinalizador e nunca como um selo final de qualidade.Nem no “Seal of Quality” da Nintendo eu confiava he he he,era apenas um bom sinal.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 26/06/2012 at 7:15 pm
    Permalink

    helisonbsb :
    será que não tinha acordo $$$ entre revista e empresa ou franquia de jogos para falar bem de determinado jogo????fica essa pergunta….as vezes determinado jogo ruin era dado uma ótima análise só porque era da konami ou capcom,,,já vi muito isso, então fica essa pergunta para quem ler esse comentário…isso acontece até hoje na venda de computador ou eletrodoméstico qualquer…tudo bem que existia comentários, análises que realmente batia com o jogo,,,mas eu acredito que aonde determinado jogo tinha 5 em gráficos, nem sempre era 5 em outra revista e talvez a nota real seria um 3!!!!

    helisonbsb,você levantou um tema muito polêmico,e concordo que haja uma interferência $$$ sim das empresas na mídia,afinal “negócios são negócios”,imagina em se tratando da maior indústria do entretenimento atual?Pode crer.Mas no inicío lá nos tempos do NES ou Mega Drive as revistas no Brasil eram muito pobres e empresas como Konami e Capcom estavam “cagando para o Brasil e/ou nossa mídia”,você pode perceber que se tinha alguma influência de grana $$$ naquelas revistas era somente de empresas pequenas,como franquia de locadoras e acessórios como controles estranhos e consoles genéricos.Acho que o pessoal meio que chutava as notas do Review mesmo he he he.Tempos pouco profissionais porém maravilhosos.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 27/06/2012 at 1:10 am
    Permalink

    helisonbsb :
    …será que não tinha acordo $$$ entre revista e empresa ou franquia de jogos para falar bem de determinado jogo????fica essa pergunta….as vezes determinado jogo ruin era dado uma ótima análise só porque era da konami ou capcom,,,já vi muito isso, então fica essa pergunta para quem ler esse comentário…

    Lembro que acusaram muito a Ação Games na época de estar recebendo grana da TecToy para “resenhar” bem os jogos da SEGA, mas claro que podia ser só parte da ceninha de disputa que rolava.

    Mas também não duvido…

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 27/06/2012 at 8:57 am
    Permalink

    Fala Senil. Eu acho que um review só vale para você ter uma noção de como é um jogo. Para ver se gostou ou não, só jogando mesmo. 🙂

    Era o caso das antigas revistas da época. Muito jogos alí apresentados como jogos fodões foram para mim jogos medianos. Lembro da Videogame tecendo altos elogios para Actraiser de SNES e quando fui jogar, não achei aquilo tudo. Outros jogos considerados ruim por diversas publicações, eu gostei.

    Mas pra falar a verdade, eu nunca fui muito de considerar opiniões alheias sobre algo que eu desconheço. Mas o que acontece comigo, explicando de forma grosseira, é aquele “estalo” que dá nos confins da mente dizendo “experimenta” ou “passe longe”. Até hoje tem funcionado comigo. Falow! 🙂

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 27/06/2012 at 12:23 pm
    Permalink

    Olá pessoal! Só avisando que (ainda) estou em uma semana tensa! Muitos TCCs para ler, corrigir e avaliar… Mas hoje à noite (se Deus quiser), consigo sentar e responder seus comentários para mantermos a conversa.

    Mas já adianto que li por cima alguns e acho que renderá um bom papo! Desculpem o sumiço… Definitivamente não é intencional!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 27/06/2012 at 2:22 pm
    Permalink

    Nossa que bela discussão.
    no meu humilde ponto de vista, eu tenho que experimentar o jogo,gosto de ver analises, mas nem sempre os responsáveis fazem suas analises imparciais.

    Atualmente estou me divertindo aos tubos com um jogo chamado Rhythm Tengoku (jogo musical em que tem mini games musicais em que o ritmo é chave para se dar bem) em que algumas musicas são cantadas mesmo com banda e tudo, explora muito o game boy advanced, sendo que foi um dos ultimos jogos para ele, ele nao tem um grafico fabuloso, pois parece bem feio; deve ser intencional mas, sua musica e situações comicas são espetaculares, ou seja, para mim uma perola perdida. Ja o tinha jogado no meu finado DS com o titulo de rhythm tengoku gold, conhecido como rhythm heaven.

    Eu curto muito os games obscuros, jogos de tabuleiro em games e tambem jogos de puzzle tipo tetris e columns.
    Mas jogo por prazer e diversão. E isso é o que importa.

    Aproveitando a deixa eu nao gosto dos FPs, salvo os primeiros, e O Crysis 2 que tantos falam para mim em opinião sincera é um grande monte de cocô, tentei jogar ele, mas só para vc ver como e engraçado, mostrei esse jogo para um amigo meu ele tambem esta se acabando, estou na 6ª fileira no mini-game 2 estou vendo se completo esse jogo pois jogo uma vez por semana com afinco.

    abraços

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 28/06/2012 at 1:03 am
    Permalink

    @GLStoque
    Eu nem diria emocional, mas um relato honesto sobre como foi jogar o game é muito mais relevante para sabermos como ele é do que lermos sobre aspectos técnicos.

    O jogo é Arcana para SNES. Um game nem tão famoso, mas estupidamente divertido. hehehehehe Estou até com vontade de retomá-lo em breve porque tenho boas lembranças dele.

    @leandro(leon belmont)alves
    Aí a gente cai naquilo que falamos sobre “gosto” em alguns posts. O bom resenhista consegue identificar um bom jogo mesmo que não tenha gostado dele. Não é preciso gostar de um game para entendê-lo e, da mesma forma, também não é preciso gostar para descrevê-lo adequadamente.

    hehehe Que bom que gosta das resenhas daqui! Eu preciso voltar a postar resenhas… Mas isso sempre acaba ficando em segundo plano com relação à Academia Gamer e à Academia “comum” (faculdade, pesquisas etc.).

    @helisonbsb
    O jabá é evidente em muitos casos… Em revistas específicas de certas empresas/consoles, nem se fala. hehehehe Isso que levantou é algo importante a se pensar também. Nesse caso, o resenhista não descreve o jogo que jogou, mas apenas aquele que a empresa quer vender (e voltamos no que discutimos sobre a E3 há alguns posts atrás).

    @Fernando Lorenzon
    huahuahauhauhauhauahuahuaha

    Valeu pelo elogio! A nota dos gráficos está meio alta: usei imagens bem sem graça. hehehehe Tirando a capa da Videogame que é uma das minhas edições favoritas dela. Li e reli trocentas vezes esse número!

    Dizer que um jogo é “épico” realmente é vago demais. Eu começaria perguntando: o que quer dizer com isso? Afinal, é uma palavra tão usada hoje em dia que pode tanto ser sinônimo de “legal” como ter uma razão bem mais complexa para o escritor ter escolhido essa palavra e não outra.

    O gameplay acaba aparecendo em uma descrição preocupada em mostrar como foi mesmo a experiência com o jogo. Sei lá, algo do tipo “Quando comecei a lutar contra o primeiro chefão (ou o que achei que era no momento), fiquei todo perdido porque a perspectiva que era lateral ficou isométrica e os ícones que indicavam minha lista de itens desapareceu! Não conseguia pausar e pensar, apenas agir com o que tinha disponível ali na minha barra de atalhos que me pareceu muito pequena naquele momento…”

    Isso foi totalmente inventado. hehehehe Pensei em um jogo qualquer (que também inventei) e saiu isso daí. Mas acho que serve como exemplo. hehehe

    E concordo plenamente. O “como é” do game passa pelo que falei de “re-ver” o jogo ao escrever sobre ele.

    @Guilherme
    Eu entendo que o lado pessoal envolve essa descrição de como é o jogo também. Se você se emocionou jogando um game, ótimo: coloque isso na resenha. Mas seu relato não precisa ser emocional (e nem contar spoilers! huahuahauhauhauhauahuha). Uma resenha não deve apenas falar se você gostou ou não do jogo, mas fazer um passo anterior a isso.

    Disponha cara! Bom saber que o ajudou a refletir sobre o assunto! Fico contente com isso!

    @Leandro MOraes
    De fato, games devem ser julgados. Porém, isso vem à parte (e depois) da descrição e não em lugar dela. É preciso primeiro ter clareza do que está diante de você antes de comentar sobre se ele é bom ou ruim.

    Falei sobre resenhas sim e não apenas de um mero relacionamento linguístico e não penso estar enganado. Mas vou explicar porque.

    Claro que técnicas são utilizadas na construção de um game. Afinal, é um produto e todo produto é feito com um conhecimento técnico. O pintor, o músico e o pedreiro são técnicos hábeis sem sombra de dúvida. Porém, o “construtor” não tem qualquer privilégio diante de outros espectadores de sua obra depois que ela terminou. Por exemplo, suponha que aquela cena em que Darth Vader diz ao Luke que é pai dele nunca existisse e que isso nunca ficasse sequer subentendido em toda a primeira saga. Daí, chega um roteirista e diz que “Darth Vader é o pai do Luke”. Isso não interessa para quem viu o filme (ou não deveria interessar) porque não é isso que aparece lá.

    Não há privilégio do técnico que produziu a obra: depois de pronta, ele é mais um espectador como qualquer outro

    Alguém tecnicamente qualificado é qualificado superiormente com relação à técnica e não a olhar e prestar atenção no que está ali diante dele. Quem olha um quadro do Van Gogh e apenas vê as características de suas pinceladas não vê quadro nenhum. Não precisamos saber como uma música é feita (e nem sermos músicos) para apreciá-la e descrever como é ouvi-la.

    C. S. Lewis critica T. S. Elliot quando este diz que poetas “só podem ser julgados por poetas”. Mas quem julga quem é poeta? O Elliot? E quem julgou o Elliot e o qualificou assim? Percebe a contradição?

    Eu descrevo como os games se mostram para mim sem ser um game designer. E isso porque eu experimento o jogo no qual estou e digo como foi. Isso é dizer como é o game e não como ele foi feito. São conhecimentos válidos em suas áreas, mas não na diversão com um game.

    Ficou muito confuso?… Qualquer coisa, pode perguntar de novo…

    @Juliano
    Com certeza! Mas na descrição que penso ser a ideal, isso acaba surgindo. Quem omite alguns aspectos de sua experiência com o jogo não está sendo honesto consigo mesmo e com aquilo de que fala. Logo, se algo o entediou no game, pode dizer porque sentiu-se entediado e, além disso, dizer o que ele tem de bom apesar dessa possibilidade de tédio.

    @MarCel’
    Idem aqui como falei lá em cima. hehehehe

    @Dactar
    Sim, uma resenha é mais uma descrição de como é o jogo e, depois, um juízo qualquer sobre ele. Mesmo que discordemos da conclusão final, uma boa descrição ainda serve para alguma coisa. Algo como “puxa, o cara vacilou no juízo que fez do jogo, mas a descrição dele realmente mostra como o jogo é.”

    De fato, o que o leitor prefere também influi bastante. Até acho que a maioria prefira coisas mais simples, curtas e diretas (uma espécie de meio termo entre informações técnicas e momentos do jogo).

    hehehehe E com certeza havia, além do jabá, esse “lançamento aleatório de notas”. “Joga um d6 aí e tira um para ver quanto colocamos em ‘gráficos'” huahauhauahuahuahuahuaha

    @Daniel Lemes
    Eita… Nunca soube disso…

    Sabe que nunca curti muito a Ação Games? Achava a Videogame a melhor revista do começo dos anos 1990. Resenhas muito boas (não todas, claro) e matérias muito boas. Depois, veio a era de ouro da Gamers (que era bem ruinzinha no começo e perto do fim da vida ficou fraca…).

    @piga
    As resenhas ajudam nesse “estalo”. Afinal, são essas leituras que alimentam todo o pre-ludere (prelúdio) do game. hehehe Lembro que fiquei eras caçando games que me interessaram pós ler uma matéria sobre eles em uma revista qualquer.

    Nesse exemplo de Actraiser, se a descrição que leu em alguma resenha falasse sobre o jogo em geral e depois o elogiasse, você até poderia ter discordado do elogio, mas concordar com a descrição. Isso é o que resiste em uma boa descrição.

    @Ulisses Old Gamer 78
    Excelente discussão mesmo!

    Cara, esse jogo é demais! Joguei muito o de DS. Um dos melhores jogos musicais que já joguei. Nem sabia que tinha para GBA! Vou ver se encontro!

    Recomendo esse jogo para todo mundo. hehehehe

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 28/06/2012 at 8:57 am
    Permalink

    Senil tai o link do Rhythm Tengoku de GBA (pode postar isso aqui?!)

    http://www.emuparadise.me/Nintendo_Gameboy_Advance_ROMs/Rhythm_Tengoku_%28J%29%28WRG%29/45700

    o tamanho dele é de 128 mb e vc nao acredita na qualidade do cart pois tem muitas musicas cantadas, é muito bem feito e suas continuações melhores ainda mas ainda assim prefiro essa do GBA, na minha humilde opinião a melhor.

    logo na primiera tela vc deve apertar o botão no ritimo da batida, é muito viciante, pena só ter em japa que nao da pra entender nada.

    falou e até mais.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 28/06/2012 at 6:25 pm
    Permalink

    off do assunto: terminei o Tactics Ogre do snes, cara que jogão, mesmo estando sem tempo pra jogar ele direto, entre um fim de semana e outro que eu podia jogar, quando tinha tempo ia direto pra ele. Daí finalmente terminei o jogo, acabei meio que fazendo um final ruim do jogo, mas foi aquilo, o fim do jogo me deixou de boca aberta olhando a cena, muito chocante. To no pensamento de continuar a jogar ele, recomeçar e tentar desfazer as cagadas, teve tanta luta difícil que eu venci que acabava aceitando a morte de certos personagens importantes. Com certeza esse jogo entrou no meu top10 de snes, e desbancou também os dois Final Fantasies Tactics que joguei, o de GBA e o FFTA2 de DS, mas deu vontade de jogar o de Ps1, que é bem cultuado e parece ter bem o mesmo estilo do Tactics Ogre, salve algumas adaptações. Era isso aí mestre Senil, tendo tempo pra jogar um jogo que não vai te decepcionar, fica a dica aí, Tactics Ogre: Let Us Cling Together, versão de snes que consegui jogar graças a uma tradução(em inglês) aplicada na rom japonesa.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 03/07/2012 at 12:27 am
    Permalink

    @Ulisses Old Gamer 78
    Valeu pela sugestão! Vou tentar arrumar o jogo sim! O de Nintendo DS é espetacular e acho que esse não ficará atrás não!

    @Juliano
    Putz cara que legal! Fiquei com mais vontade de jogá-lo agora!

    O Final Fantasy Tactics de PSX é bem falado mesmo. Pelos comentários aqui ele surge direto. hehehehe Eu sou doido para jogá-lo, mas o excesso de detalhismo dele me mantém afastado… Tentei jogar o de GBA certa vez, mas sem sucesso… Mas não desisti completamente ainda. hehehehe

    Valeu pelo reforço na sugestão! Vou mantê-lo na lista com certeza!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 14/07/2012 at 9:46 am
    Permalink

    fala mestre Senil, mais um off do assunto, agora pra falar que terminei o Final Fantasy Tactics de Psx, no caso passei a limpo esse clássico tão bem falado e que eu não tinha terminado ainda.
    Bom, pra resumir posso dizer que esse jogo é tão bom e elogiado porque de Final Fantasy ele só tem o nome e também os chocobos, o resto tudo vem do Tactics Ogre com uma certa mudança, acho que por isso muita gente gostou demais dele. A história nada tem de semelhante aos jogos convencionais de FF, o que vi foi muita semelhança com o Tactics Ogre do snes(o que não é nada mal, aliás foi perfeito), é aquele negócio Game of Thrones, políticas, corrupções, heróis e ladrões(não sei se essa série é isso mas imagino que sim), tem bastante coisa no jogo. Tá aí mais um jogo recomendadíssimo, levei em torno de 50 horas pra terminá-lo.
    Agora com todos esses jogos terminados ficaria até difícil de dizer qual gostei mais do que o outro, foram 3 FFT e 2 Tactics Ogre, certo é que esses jogos contribuem com uma jogabilidade empolgante e de bônus as histórias deles são muito boas, é isso aê mestre Senil, fica a dica.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 19/07/2012 at 9:58 pm
    Permalink

    @Juliano
    Salve Juliano! Offtopic muito bem vindo, devo dizer! hehehe

    O mundo de Final Fantasy Tactics me chama muito a atenção. Ivalice é um mundo belíssimo e que conheço mais pelas minhas jogatinas (também sem terminar uma vez sequer hehehe) com Vagrant Story que se passa no mesmo universo. Parece que só um jogo “normal” de Final Fantasy se passa nesse mundo, mas não lembro qual seria…

    Vou subi-lo na lista então. Desde seu lançamento que quero jogá-lo, mas nunca consegui jogá-lo de fato. Dizem que a tradução é meio ruim, isso confere?

    Ah, vi uma tradução extra-oficial esses dias de Dragon Force 2 de Saturn (série muito bem falada, mas que nunca joguei); fora o shining Force III. Pode ser uma boa pedida para você que curte esse tipo de jogo. E tem um jogo de PSX que está na minha lista também que se chama Brigandine. Parece muito bacana. Devia procurar também.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 20/07/2012 at 11:09 pm
    Permalink

    O Senil,

    realmente essa Ivalice não tem nada de Final Fantasy, ali no FFT pelo menos o jogo é um Tactics Ogre disfarçado, ele ficou bom demais. Vê-se que ele não tem nada de FF mesmo porque até os jobs tradicionais como White Mage ou Black Mage são chamados de Prist e Wizard que é bem a cara do Tactics Ogre, lá nos FFT Advance e A2 que mostram uma Ivalice fictícia já tem bem mais a cara de FF, tanto nos jobs quanto no jeito do jogo em si. Sobre o jogo convencional de FF que se passa em Ivalice, pelo que sei é o número 12, só o que estranho é que a Ivalice do 12 tá bem pras Ivalices de FFTA e A2, onde existem mogles, e outras raças como das viera(mulheres com orelhas de coelho), bangaas(que seriam tipos uns lagartos). Se fosse comparar a ivalice do FFT do psx e do Vagrant History com a do FF12,FFTAdvance e FFTA2 seriam coisas bem distintas na minha visão. Meio que tá confuso o meu comentário, não sei se dá pra sacar direito.

    Acabei falando de Vagrant History que aliás é um jogo que eu só conhecia de assistir, mas estou jogando ele, bem a passos curtos, entrou na fila da jogatina e em seguida jogo ele. Tinha dado uns tiros iniciais também em parasite eve, bem legal o jogo. To jogando algumas gerações atrasado esses jogos mas tá tudo beleza. Só não manjo nada de emulações de saturn, uma vez quis conhecer o Castlevânia dele mas não me dei bem, seria uma boa pedida pra eu conhecer o Dragon Force, e também o shining force que eu só testei uma versão de gba se não me engano, mas não cheguei a jogar de fato. Verei esse pra aproveitar a minha vibe estratégica, eheheheh.

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 21/07/2012 at 9:51 pm
    Permalink

    Juliano,

    Deu para entender sim o que você disse! Não sabia dessas diferenças… Joguei bem pouco o Vagrant Story e o Final Fantasy Tactics Advance somente, então nem tenho muito subsídio para comparar. hehehe Mas foi legal ter colocado isso porque quando jogar posso comparar e ver isso com mais clareza.

    Vagrant Story é bem bacana. Lembro que empaquei em um dragão lá. hehehe Não conseguia fazer uma arma decente para derrotá-lo. E o Parasite Eve é um primor. Um dos melhores jogos de PSX. Uma pena que o segundo não seguiu o mesmo esquemão…

    Os últimos games que tenho jogado são todos de estratégia também. hehehe O problema é tempo para eles e para outros mais. hehe

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

  • 27/07/2013 at 1:36 am
    Permalink

    3 Suffering from bad relationships. Mitu Khandaker, who hanged himself after the break. The Pause Menu lists detailed information about the availability on video games. ‘Speaking to Heat magazine, and underlying earnings video games of Microsoft to implement these policies. video games can train players to fight another group!

      [Citar este comentário]  [Responder a este comentário]

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *