“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Estou lendo (a passos de tartaruga) uma coletânea de artigos de G. K. Chesterton chamada “Tremendas Trivialidades” e, como sabem, costumo fazer referência a esse autor com alguma constância por aqui na coluna. E essa obra tem me chamado bastante a atenção por tratar justamente desse elemento maravilhoso nas coisas comuns. E foi isso que pensei em refletir essa semana juntamente com vocês.

Na realidade, esse é um tema bastante recorrente nas discussões dele. O famoso “Ortodoxia” tem uma imagem bastante interessante sobre um livro que Chesterton afirma querer escrever. Nessa obra imaginada, ele falaria de um navegador inglês que, buscando aventuras, acaba descobrindo a própria Inglaterra sem o saber. Ou seja, encontra o fantástico no trivial. 

Na busca pelo maravilhoso, muitas vezes esquecemos que ele pode ser encontrado nas coisas mais simples e corriqueiras de nosso cotidiano, em nossos hábitos e regularidades. Vocês que me acompanham há algum tempo (quem sabe desde a apresentação dessa coluna) sabem que não sou muito afeito ao adjetivo “retrogamer” e uma das razões para isso é porque “novo” não é sinônimo de games recentes e, outra razão, é porque “velho” não é sinônimo de “bom jogo”.

Mas não é deste assunto que quero pensar com relação à trivialidade. Quero refletir com vocês sobre aqueles games que visitamos com frequência. Decerto que muitas vezes “viajamos” por mundos que ainda não exploramos, mas esquecemos que na maior parte do tempo, é em nossa região familiar que pode se mostrar estranha o suficiente para possibilitar a aventura. Nossa maior aventura poe estar em redescobrirmos o lugar em que vivemos.

Constantemente eu digo para as pessoas que de uns anos para cá, meus hábitos com relação a games tiveram uma mudança interessante. Na verdade, acho que acabou havendo um retorno aos meus hábitos de quando era criança porque durante a adolescência eu queria jogar tudo que caísse em minhas mãos: fazia listas imensas com games que queria experimentar dos mais variados consoles e pelas mais variadas razões. Agora, já adulto, não me preocupo nem um pouco com “experimentar tudo que me aparece”: voltei à ideia infantil (e não infantilizada) de repetir o máximo que puder alguma coisa que me agrade.

Sabem aquela viagem à casa de algum parente (provavelmente avós) que quando crianças sempre queríamos repetir sem nem pensar muito? Com jogos é a mesma coisa. Joguei poucos games novos (não recentes necessariamente) este ano porque boa parte deles foram retornos imensamente agradáveis. Shinobi e Mônica no Castelo do Dragão do Master System, Castlevania Bloodlines e Phantasy Star II do Mega Drive, Shining the Holy Ark e Shining Force III do Sega Saturn para ficarmos em alguns exemplos.

E cada viagem dessa é sempre diferente. Não apenas por ter esquecido completamente dos eventos, ou dos macetes para desbravar certas localidades, mas porque ainda posso me surpreender com o que já conheço.

Visitar Ivalice, Filgaia, Algol, ou Hyrule sempre será diferente, mesmo que as mesmas coisas estejam acontecendo diante dos nossos olhos. Como bem disse um dos nossos primeiros filósofos (antes do próprio termo ser utilizado), Heráclito: não nos banhamos duas vezes no mesmo rio. O rio é, claro, o mesmo, mas paradoxalmente, também não o é. É preciso redescobrirmos a Inglaterra saindo dela e voltando em seguida.

É isso que queria trazer hoje para vocês. Até o próximo post!

Academia Gamer: Trivialidade

22 thoughts on “Academia Gamer: Trivialidade

  • 06/11/2012 at 11:33 am
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    Tomar a decisão de jogar algo já conhecido no lugar de um game novo pode ser difícil, mas muitas vezes me divirto mais jogando o que já conheço justamente por já conhecer a qualidade do game e por ter vencido a curva de aprendizado. Quando jogamos um game pela segunda ou terceira vez, a experiência é mais fluida e prazerosa.

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  • 06/11/2012 at 11:47 am
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    Ultimamente tenho jogado o Metal Gear Solid 3, para o PS2. Não é um jogo muito aberto, mas que, dentro do espaço limitado dele, você tem inúmeras opções e segredos para descobrir. Acabo de terminá-lo na dificuldade ‘Extreme’ – a mais difícil. Mesmo assim recomecei outro jogo, pois além de muito agradável, repetir é muito recompensador. Um dos desafios, por exemplo, é tentar terminar o jogo sem matar ninguém. Não é fácil, mas é divertido tentar.

    Revisitar um jogo depois de muito tempo também é muito legal. Dei um tempo no Shadow of Colossus por causa disso. O jogo continua bom, mas acabou ficando fácil por causa da repetição. Quero um dia retomar com, talvez, a mesma inexperiência de quando eu o joguei nas primeiras vezes.

    De tempos em tempos eu volto a jogar Chrono Trigger – que, incrivelmente, nunca fui até o fim – e sempre me impressiono, pois sempre acho o jogo bom demais. Deve ser o tal de “envelhecer bem” que comentamos no outro post. E, por mais que eu conheça a estória de cabo a rabo, o jogo sempre consegue me prender.

    É isso. Até mais.

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  • 06/11/2012 at 11:53 am
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    O Fernando acima comentou algo importante: a curva de aprendizado.

    É o meu caso com o MGS3. Os controles são muito difíceis no começo. À medida que você vai jogando, vai ficando melhor e, conseqüentemente, o jogo vai ficando mais divertido.

    Vejo da mesma forma um shooter, por exemplo. A extrema dificuldade desses jogos assusta no começo, mas depois que você “pega a manha”, torna-se uma experiência muito recompensadora.

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  • 06/11/2012 at 12:18 pm
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    Oi Senil quanto tempo . . .

    Bem, qualifico parecido a experessão retornar quando vivencio algo no dia a dia. Nossa vida é uma repetição, rotina mesmo, mas sempre é bom quebrar essa rotina.

    No caso dos games citados, eu também sou muito fã de Shadow of The Colossus, um jogo sem palavras para definir, pois não consegue achar, mas diria que perfeito com suas imperfeições que são desapercebidas.

    Estou vivenciando ele novamente depois de uns anos, é maravilhoso poder recomeçar e por incrivel que pareça minha esposa esta como espectadora admirando sua belissima trilha quando chegamos aos desafios e seus cenários tanto que vai pintar um quadro dele para mim em breve.

    Falaram do Metal Gear 3, excelente jogo que ja vivenciei e revivencio sempre que possivel.

    Acho muito válido quando rejogamos os jogos pois me interessa muito o replay neles, só que com pouco tempo voce as vezes prefere rejogar algo do que encarar em alguns casos um novo jogo e extenso, exemplo um GTA, que para terminar demora um bom tempo, ainda mais se for fazer ele por inteiro.

    Enfim muitos de n´so por não ter tempo as vezes opta por uma partidinha rapida tipo eu tenho muitos games de luta e experimentei o PES 2013 do ps2 e gostei apesar de graficamente inferior acredito que é bem divertido, que é um dos fatores junto com sua trilha sonora que me prendem num game.

    Exemplo que dou tambem de Super Adventure Island de SNES que jogo somente por sua excelente trilha sonora, talvez não o jogaria se não fosse boa as musicas.

    BEm desculpa o texto longo mas viajei de novo e obrigado pelos seus textos. É uma pena o Breder sair. Já conseguiram o substituto?

    Abraços amantes de games, velhos ou novos, o que importa é jogar.

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  • 06/11/2012 at 2:18 pm
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    eu também não tenho muito tempo para rejogar e visitar os games anteriores e seus mundos. justamente, por eu ser retrogamer e aproveitar o máximo de jogos possíveis. com algumas exceções. aproveito o reino Makai de Demon Crest, pela sexta vez zerei o game do inicio ao fim. a Big Apple e a Amazônia do Ninja Gaiden 1, os palácios e calabouços dos Prince of Persia e polo sul infestado de demônios de SMT: Strange Journey. concordo que revisitar os jogos pela segunda,terceira e inúmeras vezes é excelente, mas a primeira vez no tal mundo…sem palavras

    e como eu digo sempre. game bom é uma coisa, mas game excelente se joga ou zera mais de uma vez.

    e estou revisitando o mundo do Crono em Chrono Trigger, na primeira vez foi apenas uma visita, mas agora estou andando mais em compania dele,Marle e Lucca.(embora eu ainda esteja de sabor amargo até hoje pela sua vitória na batalha gamer em cima do FF Tatics…)para entender um pouco os eventos antes de Chrono Cross. o game tem 12 finais não é? mas eu não andarei tanto assim por aquelas bandas, não estou tão jovem para isso. embora goste de caminhar bastante, heheheh.

    mas Mestre, sendo herege agora, há jogos atuais que os seus mundos são curiosos que nós dá a vontade de revisita-lo. como a cidade Rapture de Bioshock. mas esse é um dos poucos games moderno que eu admiro, assim como a vastidão e o silêncio de Shadow of Colossus que fora dito aqui.

    agora vou salvar a princesa do Jafar, pela quarta vez.

    Hee-Hoo Mestre Senil

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  • 06/11/2012 at 4:33 pm
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    Eu adoro assistir filmes que eu gosto, meu pc está cheio de filmes os meus preferidos, na verdade metade, já que eu gostei de muitos filmes nos ultimos 40 anos.

    E recentemente joguei inteiro final fantasy 7 com o detonado da gamersbook.

    Tudo o que disse é verdade, vejo coisas que não via, o conhecimento e a vida mudam você.

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  • 06/11/2012 at 10:06 pm
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    Ótimo texto Senil!
    Quando (re)jogo um game é sempre uma experiência diferente e isso reforça a vontade de revisitar muitos clássico, mas por outro lado,tem muita coisa boa para jogar que não conheço,de diversos consoles e épocas,(por que,Senhor, inventaram os emuladores?!,he he he)por isso cito um pedacinho de “Go Back” dos Titãs para ilustrar melhor o que sinto.

    “…Só quero saber
    Do que pode dá certo
    Não tenho tempo a perder…”
    Titãs “Go Back”

    E como a palavra -Tempo- de certa forma tem muito a ver com este blog deixo um texto que ouvi esses dias no Youtube e gostei muito…a esse nosso precioso tempo.
    🙂

    Devagar, o tempo transforma tudo em tempo.O ódio transforma-se em tempo.O amor transforma-se em tempo.A dor transforma-se em tempo.Os assuntos que julgamos mais profundos,mais impossíveis, mais permanentes e imutáveis, transformam-se devagar em tempo.Mas,por si só, o tempo não é nada,a idade não é nada, a eternidade não existe.

    José Luís Peixoto,escritor e dramaturgo português.

    Pô Senil,porque vc pôs esta foto de Castlevania Bloodlines?Mais um que desejo muito conhecer no Mega Drive,Ah! esse tempo,he he he 🙂

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  • 07/11/2012 at 12:06 am
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    Acho que é isso que andei fazendo também esse ano, teve sim algumas novidades no percurso mas a maioria foi mesmo rever coisas que pelo tempo passado se tornaram novidades de novo. Cada vez que jogo Mega Man 3 de novo eu nunca lembro a ordem dos chefões pra poder escolher quais armas usar contra quem, sempre vai na intuição e erro muito. Tinha jogado lá por novembro-janeiro do início do ano Skyrim, e só agora nas últimas duas semanas voltei a jogar, jogando e curtindo cada momento do jogo a passos lentos, lendo até livros do jogo, o que achei que seria só um repeteco forçado mas não foi, foi muito legal. Único problema do momento é que agora minha jogatina terá que ser reduzida ao mínimo possível já que a greve das universidades me salvou do inverno mas junto me deu o verão, esses 28 créditos do semestre serão regados a muito calor e suor, claro também com muitos estudos. É a vida

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  • 07/11/2012 at 11:32 am
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    Tem alguns games q eu realmente repeti muito na minha vida, pois considero válido rever um jogo q me marcou tanto pela diversão qto pra poder ter um novo olhar sobre ele. FF7, 8, 9 e 12 eu repeti muito, joguei 4 vezes os dois primeiros e 3 vezes os dois últimos.
    MGS3 eu zerei umas oito vezes, God of War (franquia) deve ter sido o q mais joguei até hoje (mais de 30 zeradas em GOW 2) e Uncharted 2 eu zerei umas 23 vezes já.
    Jogava muito tbm o Soul Edge e o Marvel vs Street Fighters no PS1, cheguei a passar um ano e meio jogando Marvel toda noite.

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  • 07/11/2012 at 11:24 pm
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    bons tempos de master system com a mônica e o castelo do dragão,,,joguinho difícil!!!!show!!!fala mestre senil e a todos…a verdade que ainda estou jogando e experimentando muitos clássicos antigos que nunca joguei e que ainda é novidade para mim…para falar a verdade não tenho interesse em jogos da atualidade,,,tem muita coisa boa de antigamente!!!!games, amigos e lugares…tudo isso tem uma certa particularidade e que suas particularidades acabam se mesclando…ou seja,,,,a hora em que jogava determinado jogo, amigos que estavam ali naquele momento e o ambiente,,,uma casa, quadra, cidade,,,tudo isso acaba virando a palavra saudade,,,confesso que existem muitos jogos que joguei em locadoras e que sinto falta dessas locadoras na época,,,sei que era ruin alugar hora para jogar,,,mas ali existiam amigos, um ambiente amistosos e a era sega vs nintendo,,,bons tempos!!!!voltei a jogar final fantasy III e final fight,,,clássicos que marcaram muito,,,lembro da época em que alugava hora para jogar axelay,,,,confesso que tenho saudades da locadora e da época,,,mais que do próprio jogo,,,acho que tudo acaba se complementando,,,não sei bem,,,mas tudo depende um do outro,,,lembro de quando joguei streets of rage do mega pela a primeira vez,,,foi na locadora do japonês,,,,era época da páscoa,,,ganhei um chocolate e tinha um roqueiro na época,,,usando uma camisa do Ramones,,,então tudo isso eu tenho saudade e acho que por isso também só quero jogar clássicos…não importa seu eu já zerei ou não,,,mas os jogos de antigamente era mais divertido,,,zerei muitos jogos e outros não,,,,mas o importante é nunca esquecer desses clássicos,,,,a galera atual se importa mais com novidades e lançamentos de jogos e video games,,,e muitos acabam esquecendo o psone porque o ps2 é mais avançado e assim vai,,,,cara,,,,fico triste com isso,,,,então cada um tem a sua geração,,,,eu sou da geração jaspion, top game cce e atari,,,,ainda existem muitos jogos antigos que não joguei…e,,,muitos jogos antigos que ainda são novidades para mim,,,,então ambiente, amigos e jogos tudo isso acaba se interligando mesmo,,,,bons tempos!!!!!!!!

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  • 10/11/2012 at 6:49 am
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    helisonbsb:
    (…) confesso que existem muitos jogos que joguei em locadoras e que sinto falta dessas locadoras na época,,,sei que era ruin alugar hora para jogar,,,mas ali existiam amigos, um ambiente amistosos e a era sega vs nintendo,,,bons tempos!!!!
    (…)

    Olá pessoal! Pegando o gancho do Senil, e junto com este exceto de Helisonbsb, só posso acrescentar que quando peguei comprei meu nintendo ds e comecei a jogar Sonic II nele, me veio a mente toda aquela atmosfera de sons, pessoas, palavras, imagens e caos da locadora onde o vi pela primeira vez… Lembro-me como se fosse hoje do nosso grupo de amigos todo dia indo perguntar para o dono da locadora quando ia chegar Sonic II, lembro das disputas prévias de quem ia zerar o jogo primeiro, da nossa busca constante atrás de qualquer informação que saísse na imprensa (Ô saudade da Supergame…) De nós devorando as imagens numa expectativa pueril de excitação e contentamento… Sempre me vem a mente a manhã em que a locadora abriu e lá estávamos nós já na porta… Pois sabíamos que Sonic II havia chegado… Claro que o dono tinha faro comercial e tinha conseguido quatro cartuchos… Menino, a primeira vez em que o Sonic correu e as palavras “SEGA” foram ditas num tom tão alegre, tão empolgantes… Aí veio o mundo colorido de Sonic, Quatro televisões de 20 polegadas ligadas, as disputas já começaram ali… “Eu já passei da fase!”, “Que fase é essa?!?” (Era o túnel das esmeraldas…) E por aí vai… Quando descobrimos que o segundo controle também era usado para A (todos nós pensávamos que era uma raposa fêmea…) Tails, foi uma festa só… O sentimento de que nossa espera foi recompensada tomava conta de todos nós.

    E era ali, na locadora, que parecia que o jogo era melhor, que o fato de você chegar num local secreto, conseguir uma esmeralda ou mesmo avançar para uma das fases finais fazia mais bem ao coração de nós, pré-adolescentes do que jogar sozinho em casa e ter suas conquistas limitadas à quatro paredes… Eu lembro da primeira vez que vi a fase onde Sonic fica em cima do aviãozinho… No momento me veio àquela resolução típica de player: “Eu tenho de chegar nessa fase!”

    Dias desses, comecei a jogar Sonic II no DS… É incrível como os dedos lembram dos lugares onde o pulo deve ser dado, algumas vezes é instinto, você não tem consciência plena, mas o caminho vai se abrindo, enquanto aquelas sensações de “eu me lembro dessa entrada…”, “Aqui eu sempre morria…”, “Agora eu pego aquele computador que eu nunca peguei!!!!”, vai se acumulando em sua mente. E de algum modo, minha percepção retroage, e volto para àquela locadora e às suas quatro TVs… Onde estarão e o que estarão fazendo meus colegas? Não sei, vivo à 1.000 km deles… Mas sei que se eles tiverem a chance de jogar Sonic II novamente, terão as mesmas sensações que eu tenho.

    Povo… Me desculpem o jornal… Mas o assunto é inspirador!!!

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  • 10/11/2012 at 12:52 pm
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    A nostalgia tomou conta da galera haha.. me identifiquei muito com os comentários sobre locadoras. É legal pensar que não importa onde tu mora, seja no Amapá ou Rio Grande do Sul, existia um grupo de amigos se divertindo numa locadora.
    Eu jogo todo santo dia M.U.S.H.A do Megadrive, amo esse jogo em todos os detalhes e cada partida é um pouco diferente, querendo ou não.
    Os jogos mais atuais não me motivam tanto a ponto de revisitá-los, alguns são imensos como Skyrim só para citar um exemplo. Um mundo tão vasto e cheio de possibilidades, é como uma segunda vida e isso é bom porém pra mim se torna cansativo com o passar do tempo.

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  • 11/11/2012 at 9:43 pm
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    Parabéns pelo tópico Divino Mestre Senil!

    Ulisses Seventy Eight or Old Gamer 78: Estou vivenciando ele novamente depois de uns anos, é maravilhoso poder recomeçar e por incrivel que pareça minha esposa esta como espectadora admirando sua belissima trilha quando chegamos aos desafios e seus cenários tanto que vai pintar um quadro dele para mim em breve.

    U78, não deixe de nos mandar foto da obra de arte, comprei RDR GOTY (RED DEAD REDEMPTION), ICO E Shadow of the Colossus e
    Heavy Rain Director’s Cut 🙂

    @helisonbsb, Good times!

    Fernando Bersotti: Tenho uma relação assim com Shining Force 2 do MD

    Também adoro esse jogo! 🙂

    Papaxibé: Papaxibé

    Nossa Papaxibé, é você mesmo? Lembra do Tiozinho da Telesena e o Devilfox? Eles querem muito falar contigo sobre uma tradução sua, parece que teve um rapaz que revisou uma tradução sua e queria sua autorização.

    Oztryker: Eu jogo todo santo dia M.U.S.H.A do Megadrive

    Huahua joguinho de nave porreta! 🙂

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  • 13/11/2012 at 2:15 am
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    Olá pessoal! Esses dias têm sido absurdmaente cheios no trabalho… Mal tenho tido tempo livre e, infelizmente, não consegui responder seus comentários com rapidez… Peço desculpas por isso, mas o farei agora sem falta!

    Fernando Lorenzon,

    Sim, exatamente isso. E é o que sempre digo: se não temops qualquer vontade de voltarmos a um jogo que elogiamos muito, precisamos pensar se realmente aquele jogo nos parece bom. Um game que apenas serve para nos surpreender e não para nos envolver infindáveis vezes é superficial demais para perdurar.

    Onyas,

    Esse retorno é sempre muito bom! Já devo ter dito isso antes, mas repito assim mesmo (hehe): esse seu retorno a Chrono Trigger é um barato porque mostra que se divertir com um game não é sinônimo de terminá-lo simplesmente.

    E sobre Shadow of Colossus, é bacana também porque, como também já discutimos em algum momento, é preciso que haja algum desafio para nós no jogo: se há certeza de vitória, não há jogo. Dar uma descansada de um game costuma ajudar mesmo a uma revisitação mais prazerosa e tranquila.

    E o oposto também é verdadeiro: um game difícil tem que se mostrar possível de ser terminado, nem que essa possibilidade seja mínima. A famosa “curva do aprendizado” de que falaram passa por essa questão, creio eu.

    Ulisses Seventy Eight or Old Gamer 78,

    Faz tempo mesmo cara! Bem vindo de volta! hehe

    A repetição nem sempre é ruim: só quando cai num marasmo tedioso que é complicado. Isso, por incrível que pareça, acontece com games também. E voltamos a eles por diferentes motivos que nos seduzem além da totalidade do game propriamente dito: como a trilha sonora que referenciou.

    O setor de RH do asilo não me informou nada. hehehe Realmente é uma pena o Breder ter saído porque eu mesmo curtia bastante os textos dele. Comentava pouco (perto de nada hehehe), mas lia sempre que podia.

    O importante é jogar mesmo, com certeza! Não importa o ano de lançamento do game.

    leandro(leon belmont) alves,

    Concordo plenamente com tudo que disse. hehehe Apenas minhas revisitações são ligeiramente diferentes, mas a impressão é exatamente a mesma: não tenho nada de diferente para acrescentar.

    Não acho que esteja sendo herege não: tem jogo recente que é bom também. Eu mesmo preciso experimentar alguns que estão na fila há algum tempo (quem sabe nas minhas próximas férias?).

    Odin_Aesir,

    Completamente. Com filmes é a mesma coisa. Tem alguns que vejo desde criança com grande frequência e ainda gosto deles. Bacana quando esse tipo de coisa acontece, não é? Quando uma obra ainda é divertida por ela mesma e não simplesmente porque nos lembramos que ela era boa há “muito, muito tempo atrás”.

    Dactar,

    Valeu cara!

    Boa lembrança dessa música do Titãs! O texto do autor português eu desconhecia, mas é interessante também. Dá para refletir bastante, sem dúvida. Só ach que o “tempo” que ele (o português) traz é muito perto de “passado” e não acho que ele seja somente isso: o futuro faz parte dele e a eternidade seria algo fora do tempo e não “depois” dele por assim dizer.

    Difícil escolher não é? hehehe Esse dilema nos persegue durante toda a vida e faz parte de nossa existência. O Castlevania Bloodline é, até o momento, meu preferido da série em 2D. Tem vários que não joguei ainda e que são muito bem cotados (como o Castlevania III do NES e o Symphony of the Night), mas por enquanto gosto bastante desse, Jogo um pouco (e morro miseravelmente) sempre que posso. hehehe Só terminei uma vez esse daí, mas adoro os personagens e a época em que ele acontece.

    Juliano,

    Nossa! Eu SEMPRE esqueço a ordem dos chefes do Megaman! huahuahuahuahuahuha O terceiro eu não terminei até hoje por isso: o primeiro e o segundo já. O segundo é meu predileto até o momento. Acho que o nível de desafio é mais interessante que os demais, sei lá…

    Essa greve complicou a vida de muita gente… Boa sorte aí e não desista não que certamente dará conta! Jogue um pouco para descansar dos estudos, mas não demais para esquecer de suas tarefas por aqui. hehehe

    Hélio,

    Sério mesmo que conta quantas vezes terminou cad agame? Eu já perdi a conta de alguns e digo algo como “ah, umas seis vezes”, mas com certeza foram mais. hehehe E só lembro mais ou menos os RPGs porque jogos de outros gêneros não lembro (exceto se foram poucas). Se fosse contar quantas vezes terminei Alex Kidd in Miracle World ou Sonic, por exemplo, não haveria dedos na minha família toda para contar essa quantidade. hehehehe

    helisonbsb,

    Cara,eu já ouvi gente dizendo que PSX é um console velho demais. hehehehe Sinto-me idoso com isso porque comecei no Atari 2600 em fins da década de 1980. hehehehe Somos da mesma geração portanto e compartilho de muitas das lembranças que descreve aqui.

    Fernando Bersotti,

    Esse hábito eu tenho muito claro na literatura: ao menos uma vez por ano releio todos os livros das Crônicas de Nárnia. Com games a coisa é mais inprevisível, mas às vezes acontecem coincidências.

    E Shining Force II é uma beleza! Foi meu primeiro contato com a série Shining inclusive.

    Já jogou o Shining Force CD? Depois que o joguei, ele desbancou o SFII nos meus preferidos dos 16 bits da série.

    Papaxibé,

    Legal essa sua lembrança com Sonic 2! Eu lembro que acompanhei a época do lançamento dele também (pela Supergame que sente saudades inclusive hehehe), mas acho que não fiquei nesse anseio por jogá-lo (embora tenha alugado bastante depois que saiu).

    Bacana esse lance do compartilhamento da experiência com você jogando na locadora! Esse elemento dos games tem sido esquecido e é ligeiramente diferente das jogatinas online.

    E esses detalhes que lembra ao jogar o game eu também compartilho. Há algum tempo, escrevi um relato sobre minha experiência jogando Sonic 1 do Mega Drive pela zilionésima vez e coisas como essas surgiram direto. Pretendo usar isso como base para uma pesquisa, mas só Deus sabe quando terei tempo para fazer isso agora. hehehehe

    E pode comentar o quanto quiser aqui! A Academia é um espaço livre para discussões. hehehe Na verdade, eu adoro ler os comentários com calma e acho ruim quando não consigo ler e responder tudo na mesma semana (como foi o caso desta vez).

    Oztryker,

    Preciso jogar MUSHA! Conheço só o Dennin Aleste da mesma série (tem o nome de Robo Aleste, acho, em inglês – mas só joguei o japonês até hoje). É um grande jogo. Difícil pacas, mas bacana mesmo assim. Eu costumo ser péssimo em jogos de tiro verticais, mas até que me saí bem nele. hehehe

    Cansa mesmo… A gente acaba caindo naquela rotina tediosa que comentei mais acima em resposta a algum comentário.

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  • 18/11/2012 at 2:10 am
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    gamer_boy,

    Só recebi essa semana o aviso dessa sua mensagem cara! hehehe Desculpe não ter respondido antes!

    Valeu pela força!

    Na verdade, suas falas oram mais dirigidas a outras pessoas também. Espero que tenham respondido por outros meios. hehehe

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  • 18/11/2012 at 11:52 am
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    Poxa, muito reflexivo este artigo. Tipo, recentemente joguei e zerei o Super Mário Galaxy. Que soberbo! Mas, agora me encontro com aquela vontade incontrolável de fazer uma revisita a algum game antigo da série, como o lendário SUPER MARIO BROS 3. Amoooooooo! Outra série que nutro verdadeira paixão é a série Megaman ou mesmo Castelvania. O que mais me espanta é que, por mais que eu jogue (e faça uma revisita a toda a saga, jogando em ordem cronológica) minha vontade de REVISIATAR tais jogos sempre se renova. Gente, joguei ano passado a série Megaman completa, e há um ano e meio a série Castelvania, começando lá no Nes e indo parar no Nintendo Ds (não curto esses 3d) e, poxa, TÔ AQUI SALIVANDO PRA REJOGAR TUDO DE NOVO. Que experiência e sensação maravilhosa. Parabéns pela matéria!

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  • 18/11/2012 at 2:48 pm
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    Tô um bocado atrasado nos posts, mas li e preciso dizer: eu estava nessa fase de revisitar games há um tempo atrás e foi ótimo. Mas agora entrei na fase de conhecer coisas novas novamente, um pouco oposto do texto então não vou estender.
    O que me chamou a atenção e eu não lembro de ter lido antes foi o que vc falou: “velho” não é sinônimo de “bom jogo”. É algo que eu tento falar para os mais xiitas e nunca adianta, mas ok.
    E eu concordo que nem tudo que seja lançado há muito tempo pode ser considerado novo. Tem muita coisa que é nova pra mim. Como foi o caso de Mega Man III, que eu sequer tinha jogado e esse ano resolvi encarar até o fim. Foi algo totalmente novo, até pq foi o primeiro jogo da franquia que zerei.
    Mas puxando mais pro lado do texto, esses dias resolvi rejogar o primeiro Sonic do Mega e reparei em coisas que eu nunca tinha reparado, mesmo tendo jogado zilhares de vezes. Realmente dá pra tirar muita experiência boa do que estamos muito acostumados.

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  • 18/11/2012 at 11:57 pm
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    Não a toa somos chamados de retrogamers, he he. Essa constância ( só pra falar difícil ) de vai e vem de gostos que outrora eram novos e agora fazem parte do passado vive na alma de todo ser humano, e porque não na nossa? Sempre me pego pensando, e acredito que muitos também, no que fizemos no passado, nas amizades, nos amigos, e momentos que já se foram e que na época por ser corriqueiro não demos certo valor. Mas hoje já com ideais formados e com pensamentos e planos diferentes daquele tempo, nos vem a mente esses fatos, eu particularmente sempre que recordo de um game, lembro também da situação, onde estava e o que/com quem estava fazendo, um exemplo simples, quando eu comecei a jogar Mega Drive era em uma locadora longe de casa, lembro que Castle of Illusion era o máximo! As fases, os chefes e claro o pessoal em volta esperando a sua vez, aquilo não tem preço se for analizar hoje em dia, mas na época era muito normal essa situação, isso sem comentar os fliperamas então, lotados de gente de todo tipo, tamanho, esperando pra pegar alguém na porrada, seja no The King of Fighters, ou Mortal Kombat! Hoje em dia pra nós é praticamente normal ligar um PS3 ou no PC mesmo e se esbaldar com nossos jogos prediletos, sejam modernos ou do nosso tempo, mas na minha opinião a graça já não é mais a mesma, pois embora se possa jogar virtualmente ( salvo excessões que amigos vem em casa ) com outros jogadores, o contato físico, digamos assim, não é o mesmo, fora que os jogos hoje em dia puxam pelo apelo visual e tecnológico da coisa, não se pode simplesmente ligar o console e montar uma estratégia contra algum chefe, sem no mínimo saber um dedo de inglês/japonês para se divertir. Bons tempos em que para se detonar um chefão era só darbundadas em sua cabeça! Kk. Sei que fugi um pouco do assunto, mas a idéia é mais ou menos isso, muito bom o post.
    Abraço!

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  • 20/11/2012 at 12:44 am
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    Nem recebi aviso desses outros comentários, mas entrei meio sem querer aqui nesse post em específico e os vi. hehehe Por isso respondo agora!

    Rummenigge P. Lassant,

    Valeu cara! Essa experiência é mesmo renovadora como falou. Eu mesmo estou terminando Shining Force III e já pensando em desenterrar meu Shining Force CD aqui e jogá-lo de novo. Mas acho que o tempo não vai me permitir. hehehe

    Das séries que citou, conheço pouco (só Mario que joguei mais, mas parei no Nintendo 64 mesmo). Castlevania só terminei três até hoje: o Castlevania Bloodlines (muito bom), o Lament of Innocence (fraquinho) e o Curse of Darkness (que curti bastante). Estou devendo uma visita a outros clássicos da saga, mas sem condições de me dedicar como deveria por enquanto.

    Gamer Caduco,

    Conhecer coisas novas também é bacana. hehe É uma aventura do mesmo jeito e quem sabe portos que visitaremos frequentemente depois!

    Esse lance de ver um game antigo como novo para nós é algo muito claro para mim. Seu exemplo mesmo é um meu: Mega Man III eu comecei a jogar, mas só derrotei um vilão e parei por ali. Se recomeçá-lo com afinco, será uma novidade muito próxima de comprar o Borderlands 2 que saiu há um tempo e que também queria experimentar.

    Sonic é um bom exemplo porque eu mesmo experimentei isso em minhas jogadas constantes ao longo da minha vida. Quando notei que o som dar argolas é em estéreo há uns dois anos atrás (a primeira faz o efeito mais forte de um lado, a segunda do outro e assim por diante) fiquei muito feliz. hehehe

    Logan,

    Essa proximidade física é algo que sinto falta também….

    E não fugiu do tema não! hehehe Aqui na Academia Gamer não tem disso: O que surge nos comentários a gente conversa sem nenhum problema! hehehehe

    Valeu pela força! Abraço!

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  • 07/12/2012 at 12:46 pm
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    Acredito que este diálogo abriu minha mente para algo que eu sabia sem perceber que sabia. É ótimo ouvir histórias das mais variadas que definam o que gostamos de fazer. É exatamente isso que sinto quando volto meus sentidos para um jogo que já joguei. Isso acontece muito com Vadal hearts do PS1. Não me canso de jogá-lo e jogá-lo-ei sempre que puder. Agradeço profunda reflexão deste artigo. Vou continuar meu save de chrono trigger… acho que estou no mundo…. hum…

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  • 09/12/2012 at 4:03 pm
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    Moysés,

    Que bom cara! A ideia da Academia Gamer é essa mesmo!

    Retornar a um mundo-jogo qualquer é sempre prazeroso! Cada um de nós tem sua “ilha” preferida. No seu caso é o Vandal Hearts e muitos outros que não citou, mas que certamente sabe quais são.

    Boa sorte no Chrono Trigger! Excelente jogo e que certamente vale a pena ser redecoberto e revivido.

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