bann-cruzada_nesVoltamos com mais uma edição da “Cruzada NES”, onde o doido do Gagá se propôs a jogar todos os jogos de NES e Famicom já lançados.

Na primeira edição da cruzada eu fui muito muquirana e só falei de três jogos, porque fiz uma introdução enorme, então desta vez vamos direto ao assunto porque hoje vou falar do meu amado e idolatrado LODE RUNNER!

Vamos começar do começo. Como vocês leram na primeira edição, o Famicom foi lançado com três jogos no mercado: Donkey Kong, Donkey Kong Jr. e Popeye. Ou seja: se você não curtisse animais viciados em bananas ou em espinafre, não tinha muito o que fazer (embora os três jogos fossem ótimos). No mês seguinte chegaram Gomoku Narabe Renju e Mahjong. O primeiro é um jogo de tabuleiro chinês mais conhecido como “Go” nascido há cinco mil anos, o outro também é um jogo de origem chinesa, só que é um neném ainda, só tem dois mil anos de idade. Ou seja: se você não é parente de Matusalém e seu pai não é dono de pastelaria e nem fala “tlinta e tlês”, agosto de 1983 não seria exatamente um mês de destaque no seu calendário.

Não sei o que aconteceu aí em cima, mas parece que foi importante.
Não sei o que aconteceu aí em cima, mas parece que foi importante.

Setembro daquele ano só teria um lançamento, mas era Vossa Alteza Mario, com aquele joguinho maroto de bicar as tartarugas e demais criaturas que saíam de canos. Não, não era ainda o famoso “Super Mario”, este Mario Bros. era um joguinho simples mas divertido. Você já deve ter jogado, o Mario bate com a cabeça no piso superior para virar as tartarugas de cabeça para baixo… eu curto.

Outubro passou em brancas nuvens. Novembro veio com uma super empolgante versão educativa do jogo do Popeye, “Popeye no Eigo Asobi“: desta vez você tinha que formar palavras com nomes de países e coisas do gênero. Nossa, até agora estou tentando me recuperar de tanta emoção. E no mês seguinte, fechando o ano, veio uma versão matemática de Donkey Kong Jr, com o criativo nome de Donkey Kong Jr. Math… pelo menos pintou o primeiro joguinho de esporte do NES, Baseball, que é básico mas divertido. Hoje em dia os lançamentos de fim de ano são tão badalados… viram só como as coisas eram diferentes naqueles tempos? Acho que neguinho nem imaginava que o natal gamer um dia seria essa loucura que é hoje.

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“Natal de 1983… eles estão chegando… Donkey Kong Jr. Math e Baseball!!!”

1984 já foi um ano bem mais interessante, embora também tenha tido poucos lançamentos para os padrões modernos. Começou com Tennis, que segue o mesmo esquema do Baseball: simples, mas divertido. Depois veio um modesto e divertido Pinball com direito a participação especial do herói Mario em uma seção de bônus da mesa, e ainda no primeiro semestre pintavam dois jogos de pistola: Wild Gunman, onde você dispara contra malfeitores no velho oeste, e Duck Hunt, o famoso jogo de caça ao pato com aquele cachorro chato pra caramba. Em maio pintou Golf, com Mario manejando o taco (no bom sentido), outro joguinho simples mas eficiente. Hogan’s Alley fechou os lançamentos de pistola do ano no meio de junho: é o lance clássico dos cartazes com mocinhos e bandidos virando para que você atire (ou não) em cenários diversos.

Donkey Kong 3 pintou em julho, e embora não fosse divertido como o original ou como Donkey Kong Jr., ainda era um joguinho divertido e que passava bem o tempo. Mas o quente mesmo em julho foi o lançamento de Lode Runner, primeiro jogo desenvolvido por uma third-party para o Famicom.

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Caso você não conheça, Lode Runner é uma coisa absolutamente deliciosa. Você controla um bonequinho que anda de um lado para o outro, sobe e desce escadas, se pendura em cordas suspensas e conta com o fantástico poder de abrir buracos no chão. O botão “B” abre um buraco à esquerda, o “A” abre um buraco à direita. E para que abrir buracos? Para aprisionar seus inimigos e passar por cima deles na maior! O objetivo é coletar todos os “ouros” de cada estágio. Detalhe: os inimigos são clones… do Bomberman! Felizmente eles não lançam bombas aqui…

O jogo é ótimo e diverte muito até hoje. Eu ainda não tinha jogado a versão do Famicom, meu vício era na versão do MSX. A única crítica é que a tela só se move quando o boneco já está quase dando com o nariz na lateral da TV, e essa é uma falha grave, porque você vai xingar os programadores sempre que perder uma vida porque a tela escondeu o inimigo até o último momento. Mesmo assim o jogo é bom demais, embora haja versões melhores por aí. Tem até editor de fases!

Semana que vem tem mais!

Cruzada NES: eu amo Lode Runner
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19 ideias sobre “Cruzada NES: eu amo Lode Runner

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