Agosto já está quase no final, e se você acha que a data mais importante do mês foi o aniversário da sua avó, está redondamente enganado, porque hoje nós comemoramos o aniversário do Gagá Games! Com apenas dois anos de vida, nosso blog já é um enorme sucesso com 423 mil visitantes diários (só na Índia!); seus integrantes já concederam entrevistas para 257 emissoras de televisão ao redor do mundo, e a caixa de spam do Gagá é recordista no volume de mensagens anunciando os milagres operados pelo Viagra.

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a todos vocês por prestigiarem o Gagá Games. Agradeço a quem visita o blog em silêncio, a quem posta comentários, a quem manda emails (exceto pelos emails sobre Viagra) e até a quem rouba matérias da gente sem dar o crédito: todos massageiam o nosso ego e contribuem para que a fama mundial e a invejável fortuna da equipe do site cresça cada vez mais. E aproveito para agradecer a toda essa turma que faz parte da nossa equipe, valeu pelo apoio e por contribuírem com a qualidade do blog.

panzerdragoon

Ê, saudade do meu Sega Saturn…

Embora a gente fale sobre velharia aqui, é importante estar sempre trazendo algo novo senão a coisa cansa. Primeiro vieram os diários de bordo; depois as cruzadas doidas para se jogar todos os jogos de cada console… e agora, o que virá? Isso nem eu sei ainda, o Gagá Games é um teatro e a gente vai improvisando. Mas eu tenho sim uma novidade para anunciar.

Comemorando o segundo aniversário do Gagá Games, comunico que a partir de segunda-feira passaremos a incluir os consoles de quinta geração em nossa pauta. Playstation One, Sega Saturn, Nintendo 64, Jaguar, 3DO e qualquer outro videogame obscuro que eu tenha esquecido dessa geração.

Heresia? Vamos aos fatos: salvo engano, o primeiro console de quinta geração foi o 3DO, lançado em 1993. Tipo… dezessete anos! Quanta coisa não aconteceu nesses dezessete anos? Você perdeu a virgindade, acabou o colégio, se formou, casou. Já passou da hora de tratarmos esses consoles com o devido respeito, classificando-os como gagás. Eles marcam o início da fase poligonal nos consoles de videogame, um período no qual as desenvolvedoras de games lutavam para trazer suas grandes franquias para um ambiente tridimensional. Foi o começo de uma revolução: Tomb Raider colocava o jogador dentro do jogo como nunca antes; Virtua Fighter botava o povo para trocar tapas em uma arena que permitia movimentos em todos os ângulos; Final Fantasy VII ocupava três CDs e levava o RPG a níveis de popularidade inimagináveis no ocidente; Legend of Zelda fincava os dois pés no mundo 3D, em um jogo tido por muitos como o maior videogame já criado; Sonic não ganhava nenhum título decente — opa, melhor parar por aqui 🙂 Parecia que o videogame estava nascendo outra vez, mas que tal qual uma criança super dotada já nascia cheio de bagagem e ideias novas.

tombraider

Faltam-me palavras para descrever a sensação que eu tive quando joguei Tomb Raider pela primeira vez

Muitas franquias queridas morreriam nessa transição. Até hoje o povo pede continuação de Streets of Rage, ilustre exemplar de um gênero que praticamente morreu nessa época: o beat ‘em up. Enquanto isso, títulos mais velhos do que o seu filho (quem diria, você já é papai e hoje quem joga é seu moleque!) como Metal Gear e Legend of Zelda renasciam de forma brilhante nesse admirável mundo novo, realizando grandes proezas técnicas sem perder a essência dos jogos anteriores.

Claro, os gráficos não eram exatamente realistas. É bem verdade que os novos ambientes tridimensionais nos faziam sentir mais inseridos nesses mundos fantásticos, mas os consoles ainda não tinham o poder que têm hoje. A brincadeira estava só começando, e o jogador ia se deparar com modelos poligonais esquisitões (os seios triangulares de Lara Croft são a expressão máxima dessa era), cenários que iam sendo construídos “na cara” do jogador (não era estranho quando metade da montanha com o Sonic esculpido “pipocava” de repente na nossa cara em Daytona USA de Saturn?), câmeras mal posicionadas que não deixavam a gente enxergar nada justamente na hora mais difícil (tem jogo que até hoje não acerta a mão…) e muitas outras deficiências que só seriam corrigidas com anos de experiência e avanço tecnológico.

Isso tudo eu digo hoje, é claro. Na época era tudo lindo e incrivelmente moderno, e a gente derramava litros de baba corrosiva vendo os lutadores “realistas” de Toshinden brigando. Esses jogos talvez não tenham envelhecido tão bem quanto os velhos títulos baseados em sprites, o que é normal. Hoje em dia não temos mais tantos jogos baseados em sprites para comparar com nossos queridinhos do passado, mas o mundo poligonal continua evoluindo, fazendo com que os gráficos da quinta geração mereçam alguns risos de escárnio e descrença da turma mais nova, que pegou o bonde andando e cresceu jogando com os modelos avançados de God of War. Mas para a gente, que acompanhou essa época e viveu extasiado a descoberta desse novo e imersivo mundo, a quinta geração foi absolutamente inesquecível, e esses “defeitinhos” tornam a coisa toda ainda mais charmosa. Se você quer saber, os seios triangulares da Lara Croft deixaram muito marmanjo apaixonado, viu?

joguinhobizarro

Eu curtia esse lance de fazer diário de bordo de jogos realmente esquisitos, mas confesso que estou meio de saco cheio da fórmula e estou mais interessado em criar doideiras novas. E vocês?

Obviamente, todas essas “novidades” vão continuar sendo acompanhadas por toda aquela velharia que vocês sempre encontraram por aqui. Não estamos largando os consoles mais velhos não, nossa festa tem espaço para todos os consoles que já sintam uma dorzinha nas costas… portanto, espero continuar contando com a presença de vocês aqui na nova fase do nosso blog. Adoro ler os comentários que vocês deixam e os emails que enviam, então não sumam!

Um feliz aniversário ao Gagá Games, muito obrigado a todos vocês que prestigiam o nosso “trabalho”, e seja bem-vinda, quinta-geração de consoles!

Dois anos de Gagá Games! E “novidades” a caminho!
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