Embora já seja notória a minha paixão pelo F-Zero de Super Nintendo, curiosamente eu passei batido por todas as sequências que o jogo recebeu. Como eu praticamente ignorei o Nintendo 64 quando ele foi lançado (é, eu sei, tremenda burrada) só outro dia, de posse do meu Wii, é que decidi comprar o jogo no Virtual Console.

A primeira de quatro imagens que eu roubei de vários sites na internet para fazer este post.

Pelas fotos, eu confesso que não estava muito empolgado. O jogo parecia meio feioso, dava a impressão de que a versão de Super Nintendo conseguia ser mais bonita (e eu mantenho essa opinião agora). Mas como todo fã do Jota Quest sabe, tudo o que acontece na vida tem um momento e um destino, e não foi por acaso que a Nintendo baixou a bola dos gráficos: F-Zero X é um dos jogos de corrida mais velozes e furiosos que você já viu. Ou que não viu. Bom, se não viu, vá ver que eu espero.

“Chefe, vai ficar rápido, mas tem um probleminha”

F-Zero X foi lançado em 1998. Como o jogo original foi praticamente uma vitrine da tecnologia do Super Nintendo, havia uma certa expectativa de que a versão para o Nintendo 64 fizesse o mesmo, exibindo belos gráficos no console. Mas convenhamos, aquele jeitão borrado dos gráficos do 64 não era exatamente um trunfo. Em vez de forçar a barra, a equipe tomou uma decisão corajosa: tirou toda a importância dos gráficos e do som e jogou na velocidade.

Jogue trinta carros dentro de um túnel, e veja o inferno que é para sair vivo de dentro dele.

A grande maioria dos jogos de corrida da época rodava a 30 quadros por segundo. Se você não sabe o que é isso não tem problema, eu resumo: o jogo rodava rápido, as coisas se moviam com uma relativa suavidade na tela e todo mundo ficava feliz. Foi aí que a Nintendo colocou todo mundo no bolso: diminuiu a quantidade de polígonos dos veículos, deixando-os com um visual simples, abandonou as firulas gráficas nas pistas, botou o som em mono mesmo para diminuir a carga de processamento e criou um jogo de aparência um tanto espartana, com um pequeno detalhe: ele rodava a SESSENTA quadros por segundo. E meu camarada, com TRINTA CARROS NA PISTA!

Trinta carros? Holy shit!

Você já conhece o babado: as corridas são futuristas, você pilota naves e recarrega as “baterias” passando sobre a faixa dos “boxes”. Mas F-Zero X é muito mais do que um repeteco 3D do jogo original.

Começando pelas naves: agora você pode escolher entre um montão de modelos diferentes (que vão sendo destravados aos poucos), e ainda pode mexer na regulagem antes de cada corrida, favorecendo a aceleração ou a velocidade máxima. Sua barra de energia agora tem importância dobrada, graças a uma mudança no sistema de turbo: em vez de ganhar um turbo a cada volta, você pode usar o recurso quantas vezes quiser após a primeira volta, mas cada utilização “suga” energia. Cabe uma boa estratégia para dosar a utilização dos turbos para que você não exploda na próxima curva.

Sorte que o cara está em primeiro na foto. Vocês têm que ver a zona que é na primeira volta, quando os trinta carros estão disputando um espacinho nessa reta estreita.

Obviamente, as curvas não vão ser seu único problema. Todas as naves ganharam duas manobras de ataque. Numa delas você lança seu carro para um dos lados em um pequeno salto, excelente para tirar energia do rival ou jogá-lo para fora da pista. Na outra, faz seu carro girar loucamente, tirando energia de todo mundo à sua volta. Como os primeiros colocados em uma corrida largam nas últimas posições na próxima, pode ser uma boa pedida já sair atacando seus maiores rivais no início da prova, quando vocês estão emparelhados nas últimas colocações. O problema é que eles podem fazer o mesmo, e é desesperador quando você está num túnel, evitando ao máximo subir pelo teto (sim, dá para correr no teto dos túneis) porque a saída pode ser desagradável lá por cima, e aí um dos trocentos adversários bem na sua frente começa o “giro da morte” no meio da pista. Há até um divertido modo “Death Race”, onde o objetivo é explodir todos os rivais ou lançá-los para fora da pista.

Eu já mencionei que dá para jogar com quatro jogadores com tela dividida? E que o jogo continua rápido? Coisa de louco este F-Zero X.

As pistas mais sádicas da galáxia

Para fechar a conta, as pistas são as coisas mais piradas que você possa imaginar. Na Big Blue, você subitamente salta da pista normal para uma espécie de tubo suspenso, só que você voa sobre o lado externo do tubo. Se acelerar demais e o carro derrapar, há boas chances de você escapar do campo gravitacional do tubo e despencar, encerrando a prova.

A Silence é um oval “simples”. Ao ver o traçado, a pista pode não parecer muito emocionante. Só que nos primeiros metros de pista você encontra uma seta de aumento de velocidade bem no meio… e depois outra seta à esquerda… e outra no meio, e outra à direita, e outra no meio… tem início uma corrida desesperada para se atingir todas as setas sem derrapar, e você pula de seta em seta em altíssima velocidade enquanto tenta evitar o grande volume de carros que está tentando fazer exatamente a mesma coisa.

O tubo suspenso da Big Blue é assustador. Derrape, e você vai lembrar dos tempos em que “isolava” os carrinhos do autorama ao apertar o gatilho do acelerador no máximo nas curvas. Detalhe: o tubo está cheio de setas de aumento de velocidade, e no modo Expert você TEM que pegá-las se quiser vencer a prova.

Algumas pistas também têm rampas cruéis… na Fire Field, ao saltar e ver, lá embaixo, um trecho extremamente sinuoso do traçado, você tem duas opções: ou levanta o bico da nave, fazendo com que ela flutue e vá pousar direto na parte reta, ou deixa de bancar o medroso e joga o bico para baixo, ganhando ainda mais velocidade, mas com o fiofó na mão porque quando chegar lá embaixo você vai ter que rebolar para fazer aquelas curvas a mil por hora.

Eu só mencionei três pistas aí em cima, mas gostaria de lembrar que o jogo tem 24 pistas, fora o torneio secreto que é composto por pistas geradas aleatoriamente. Some a isso as muitas possibilidades estratégicas de corrida e ataque aos adversários e você vai ter um jogo que vai render diversão por ANOS. Já virou meu jogo de corrida favorito, disparado. Comprei a sequência para GameCube outro dia também, mas estou tão vidrado neste aqui que mal consegui jogar.

Se você tem um Nintendo 64 encostado aí e nunca jogou F-Zero, agradeça a Deus pelo Gagá Games existir para te dar esse peteleco na orelha. Vá correndo jogar esse negócio, e não precisa agradecer!

F-Zero X: dura 64x mais do que as outras pilhas!
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37 ideias sobre “F-Zero X: dura 64x mais do que as outras pilhas!

  • 26/01/2011 em 6:48 am
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    Rapaz peeeeeeeense num jogo bom! Comprei ele semana retrasada bem baratim (15 contos) pra jogar no meu 64. É muito engraçado ver o pau rolando enquanto se tenta atingir a primeira posição. É um Deus nos acuda. Excelente dica gagá.
    P.S.: Adoro a pista Fire field justamente pela rampa!

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  • 26/01/2011 em 7:21 am
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    Salve Orakio!!! Saudações petropolitanas!!!
    Muito bom esse post. Depois de ler fiquei na vontade de jogar. Nunca usei o Virtual Console, é tranquilo comprar lá? Quanto custa?
    Grande abraço!

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  • 26/01/2011 em 7:48 am
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    Esse foi um dos primeiros jogos de N64 que joguei. Como não estava com um conceito dos gráficos que o console poderia gerar, fiquei até impressionado com tantos carros na tela ao mesmo tempo, sem que o framerate caísse. Sem contar que no cartucho que eu peguei, já tava destravado a X-Cup, que gerava uma pista mais louca do que a outra.
    As músicas são mono, mas são arranjos sensacionais em estilo Heavy Metal dos temas antigos, além de alguns novos. Muito melhores que as porcarias eletrônicas que estão no F-Zero GX…

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  • 26/01/2011 em 8:19 am
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    Gagá! Só parei de jogar este quando comprei o F-Zero GX para o Cube! Daí o vício foi passado para essa nova versão! Tanto que o Cube é o único console mais antigo ligado na LCD da sala – já com este disquinho no drive direto!!! Importante ressaltar que a versão GX do Cube tem suporte à TVs widescreen!

    O legal é isso – ter as versões dos diferentes consoles e ter essa visão da evolução da série (junto com a tecnologia). Essa é uma das franquias em que não houve perda de qualidade ou fator de diversão ao longo do tempo!

    Só não tenho os jogos do console GBA – mas tive a oportunidade de conhecê-los no emulador.

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  • 26/01/2011 em 8:21 am
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    Gosto bastante deste game, mas prefiro a versão do GameCube (F-Zero GX), que, além da sensação de velocidade, também tem gráficos de cair o queixo. Concordo em partes com o Agent, as composições da versão N64 são realmente melhores, mas não acho tão ruim assim as trilhas do GX.

    Há algum tempo, fiz um review do F-Zero GX no retronewsforever, se alguém tiver interesse em saber como o jogo ficou no console cúbico, dá uma olhada neste link:retronewsforever.blogspot.com/2010/04/f-zero-gx-ngc.html#more

    Abraço!

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  • 26/01/2011 em 8:35 am
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    Nintendo 64 é um videogame muito subjulgado, muitos ficam na conversa de que ele usava cartucho e não sei o que como “argumento” para não te-lo jogado, mesmo tendo o infeliz pra jogar nas locadoras.

    Felizmente eu tive um na época e claro, duro era ter vários jogos pra ele dando até uma tristesa por ver todo mundo com PS1 comprado jogo adoidado por cincão, enquanto cartucho pirata do N64 era 50 mangos ;p

    Mas entendo seu momento “ooooh” com o F-zero X, e digo pois tenho o mesmo com uma outra série de game futurista do N64, o Extreme G, que até hoje pago um pau danado e fico enrolando para escrever sobre ele. Indico esse game pra você Gaga, se curtiu F-zero X, você também vai pirar no Extreme G 🙂

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  • Pingback:Tweets that mention Gagá Games » F-Zero X: dura 64x mais do que as outras pilhas! -- Topsy.com

  • 26/01/2011 em 10:28 am
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    Certeiro o que a Nintendo fez (novidade isso…) em reduzir os detalhes (até o som é mono pra economizar processamento, sério Gagá??) pra dar 60 frames o tempo todo. Jogo de pilotagem tem que ser suave ao extremo, isso vem desde Enduro.

    Eu que tenho jogado muito Wipeout no PS3 (ufa, roda a 60 quadros também) agradeço todo dia a Nintendo ter criado F-Zero. Esse F-Zero X está na mira pr’eu comprar o cartuchinho aqui, mais ainda agora. Quando recebê-lo faço um videozinho rápido mostrando o jogo no console a 60 fps e coloco lá no Cosmic 🙂

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  • 26/01/2011 em 11:06 am
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    Esse é um dos meus jogos de corrida favoritos. Só perde pra continuação no GC(GX) e pra rock n roll racing. Bem que a nintendo podia largar a mão de ser fresca e lançar uma continuação pro Wii ou pro DS.

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  • 26/01/2011 em 11:35 am
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    A série F-Zero é uma das minhas franquias favoritas, especialmente por essa sensação alucinante de velocidade que ela proporciona. E Gagá, se você já ficou alucinado (e com razão) com o F-Zero X, espere só até você jogar o F-Zero GX, é doideira pura (e difícil pacas)….

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  • 26/01/2011 em 11:57 am
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    Pô, Gagá, fico até emocionado de você citar games do N64. 🙂

    Como estou ficando meio complecionista, F-Zero X me faz jogá-lo até hoje. Estou obcecado em obter todos os troféus do game.

    Você deve ter percebido que cada piloto ganha um troféu ao vencer um campeonato num nível de dificuldade.

    Então veja a extensão da minha obcessão:

    30 pilotos x 5 copas x 4 dificuldades = 600 troféus

    Haja tempo livre!

    E o pior é que estou querendo fazer a mesma coisa com os F-Zero do GBA.

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  • 26/01/2011 em 1:47 pm
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    Um dos grandes clássicos do Nintendo 64. Se o visual não era muito detalhado, compensava com os 60 fps e uma quantidade absurda de naves na pista. Falando nas pistas, como eram flutuantes (conceito similar a versão do SNES, mas em 2D) os designers da Nintendo criaram verdadeiras montanhas russas em algumas delas, que chegava até mesmo a criar vertigens durante alguns saltos.

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  • 26/01/2011 em 2:21 pm
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    Gagá, trate de se redimir e fazer uma maratona F-zero hein… vc vai gostar bastante dos do GBA por lembrar o do Snes, e o GX por ser uma versao melhorada (exceto pelas musicas =P) do X. É alucinante a velocidade, eu tive clafrios de verdade 😀

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  • 26/01/2011 em 2:46 pm
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    Luis Mauricio (LM) :

    Salve Orakio!!! Saudações petropolitanas!!!

    Ô inveja… beleza de cidade a sua!

    No Virtual Console sai por 10 dólares, se não me engano. Você pode comprar se tiver cartão internacional.

    00Agent :
    As músicas são mono, mas são arranjos sensacionais em estilo Heavy Metal dos temas antigos, além de alguns novos. Muito melhores que as porcarias eletrônicas que estão no F-Zero GX…

    A minha opinião sobre a trilha é parecida com a de um camarada, acho que foi do IGN… eu nunca compraria um CD para ouvir essas faixas, mas no jogo elas caem muito bem. E os arranjos para os temas antigos são bem bacanas sim, adorei ver a minha música favorita aqui (Big Blue).

    @Saulo Esteves
    @Tandrilion, o Matusalém
    Pois é, todo mundo diz que a versão do GC é melhor ainda. Podem apostar que vou jogar muito, mas é que o de Nintendo 64 ainda não deu tudo o que tinha que dar aqui em casa. Quando eu começar a cansar, pulo para o do GC.

    Mestrechronos :

    Nintendo 64 é um videogame muito subjulgado, muitos ficam na conversa de que ele usava cartucho e não sei o que como “argumento” para não te-lo jogado, mesmo tendo o infeliz pra jogar nas locadoras.

    Pior que eu caí nessa conversa na época, achava que o N64 era limitadíssimo, coisa bem imbecil mesmo 😛 Aliás, pulei o GC também por estar naquele “vício Playstation”. Hoje estou redescobrindo esses jogos no Wii e estou adorando.

    Eric Fraga :

    Eu que tenho jogado muito Wipeout no PS3 (ufa, roda a 60 quadros também)

    Eu tive Wipeout 3 de PSX. Joguei por semanas, nunca conseguia vencer prova nenhuma 🙂 Parecia ótimo, mas era difícil pra caramba!

    Vinicius :
    Bem que a nintendo podia largar a mão de ser fresca e lançar uma continuação pro Wii ou pro DS.

    Eu acho que a maior dificuldade para fazer um novo F-Zero é: como melhorar esse treco? O padrão de qualidade é altíssimo! Fora que o Wii é praticamente igual a um GC só que com sensor de movimentos, e o F-Zero de GC, pelo visto, já extraiu até a última gota de poder do console. Talvez na próxima geração, quem sabe?

    @Rodrigo Cardoso
    Maratona F-Zero? Hmmm…

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  • 26/01/2011 em 5:43 pm
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    joguei esse jogo na epoca do lançamento.

    e eu não tinha o console hehehe. entao eu geralmente babava na locadora pra jogar meia hora dele.

    hehehe.

    outro excelente jogo de F-Zero é o “F-Zero: GP Legends” e o “F-Zero: Climax” ambos para GBA.

    são incrivelmente rápidos e com pistas do “carvalho”.

    pena a nintendo não ter lançado f-zero pra wii e nem pra ds.

    tive de me contentar com Speed Racer. não é um f-zero, mas quebra um galho.

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  • 26/01/2011 em 5:59 pm
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    Eu ainda me lembro de anos atrás ter alugado este jogo.
    Adorei a evolução das pistas e os temas com versão Rock and Roll, F-Zero X é um dos jogos de corrida que eu mais respeito para Nintendo 64.

    Gagá, se puder, faça mais matérias com jogos de corridas. É um tema muito agradável.

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  • 26/01/2011 em 6:41 pm
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    Esse do N64 eu nunca joguei, e olha que eu joguei muito o console na época em que ele saiu na casa de um amigo meu. Mas pelo que falou é parecido com o GX do Cubo que eu acharia excelente se não fosse por dois detalhes: a música como o pessoal já disse e o visual que não curti muito. Fora isso também é um excelente jogo, não tem cena que mais me pira a cabeça do que na largada eu ver aquelas 29 luzes na minha frente e pensar que tenho que chegar em primeiro…

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  • 27/01/2011 em 7:09 am
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    Olha joguei o N64, é um bom game. Mas não causou o impacto do Fzero original(Snes). Afinal como bem Gagá mencionou, FZero é uma vitrine tecnológica. Entretanto o original foi um impacto bem maior, pois ele usou recursos nunca vistos em um aparelho de video game, som estério com qualidade de 44 khz, efeitos de zoom, rotação de imagem e o até então revolucionário MODE7 (quem é fan de Snes sabe do que estou falando).

    Pô quem foi jogador do início dos 90 sabe que estávamos acostumados com os “fraquíssimos gráficos” do nes e master system(eram os aparelhos da grande massa de gamers brasileiros nest período, coloco com dois patamares acima o excelente sega Genesis, que apesar de muito bom não tinha o processador especializado de zoom, rotação etc…que o Snes possuia (isso alias foi um dos motivos que fez a Sega lançar o Sega cd) .

    Lembro-me em 1991 que Fzero (locação) foi o terceiro game que joguei em meu novíssimo Snes, já havia ficado chocado com Super Mario World (que acompanhava o console) e Gradius III(locação).

    Porra quando vi Fzero quase tive uma síncope!!!! Ver todos os efeitos do Snes ali (zoom, rotação, mode7), fora a música animal, foi uma experiência muito…muito…. marcante.

    A Nintendo pecou 2x vezes no Fzero do N64. 1º pecado: Lançou o jogo dois anos depois (1998) do lançamento do N64 em 1996 (ao contrario do Snes que lançou seu Fzero no mesmo ano do lançamento do console em 1990), ora, como vitrine tecnológica seria mais racional lançar o game no ano de lançamento do console. 2º pecado: faltou inovação, haja vista que o zero das duas versões são basicamente a mesma, com exceção das pista com looping e tubular do N64. Mas a filosofia do jogo é a mesma…Fazendo o comparativo nos dias atuais, que acompanhou o lançamento de Bioshock 1 lembra que esta jogo foi eleito o jogo do ano em 2007 ganhou inumeros premios, pois foi inovador. Mas se vc comparar com bioshock 2(2010) esta não causou o grande impacto do primeiro game, pois nao foi mais inovador….

    Saudações!!!!!

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  • 27/01/2011 em 7:47 am
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    quando eu peguei meu penultimo n64 esse era um dos jogos q eu estava curioso pra jogar, tinha gostado do do gba e claro o do snes. so q ai a fita q eu comprei tinha mission impossible(?!) dentro então não deu… mas depois desse review vou ver se pego esse jogo no VC…

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  • 27/01/2011 em 9:10 am
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    Não consigo gostar de F-Zero. Sempre achei um jogo muito genérico. Parece que pegaram um monte de carrinhos Hot Wheels e colocaram para correr para mostrar as qualidades técnicas do SNES. Nunca consegui entender. Parece que o do N64 é melhor… Peraí…

    Você disse que dá para jogar com 4 jogadores? Em modo campanha? Ou somente em modo versus como a maioria dos jogos? Se for em modo campeonato prometo jogar e ainda postar sobre.

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  • 27/01/2011 em 11:15 am
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    @MAIA
    Só retificando, o Super Nintendo não tinha áudio de 44 KHz: sua saída era de 32 KHz. A frequência de 44 KHz, também conhecida como “qualidade de CD” só foi alcançada na geração seguinte mesmo (ou no SEGA CD). Som estéreo também não era novidade, o Mega Drive já apresentava dois canais de áudio numa boa. Detalhe é que pouco importava 32 ou 44 KHz – 99% dos jogadores jogavam no som da TV, que não costumava responder a esta frequência toda.

    Porém, a qualidade de áudio do SNES era muito superior ao concorrente mesmo. Os motivos reais seriam:

    – Uso de PCM na síntese de sons (no Mega eram tecnologias de geração de sons mais simples, FM e PSG) que dava o ar mais “realista” aos instrumentos utilizados nas músicas; em outras palavras, pareciam músicas MIDI reproduzidas em um teclado (instrumento) bom;

    – Samples (efeitos sonoros gravados) podiam ser 16-bit, no Mega era 8-bit e olhe lá. Exemplo: o grito da Blaze de Streets of Rage ficaria mais nítido no SNES.

    Esses são os motivos técnicos reais do SNES ter aquele sonzão todo 🙂

    Abração!

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  • 27/01/2011 em 3:31 pm
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    Cara, realmente esse é um dos jogos de corrida mais empolgantes pra mim. O que pensando agora é irônico que eu achava muita loucura um cara que nos tempos de jogatina na locadora o cara ia tipo, jogar 1 hora por dia mas ele só jogava formula1 e só no treino no circuito de Mônaco, passou acho que quase um ano assim. E eu e um amigo que tinha o nintendo 64, acabamos praticamente fazendo o mesmo com o F-Zero, a gente alugava a fita no fim de semana e ficava só nos treinos, cada um tinha a chance de 4 naves por circuito e conforme iam saindo os melhores tempos, que a gente anotava com um caderno, daí passava pra próxima. Fizemos isso por semanas o que gerou tempos bem baixos em alguns circuitos.
    Sempre gostei das naves com bastante boost e pouca estabilidade, tipo Golden Fox ou a Twin Norita, acho que eram esses os nomes. Realmente são ótimas lembranças.

    Fizemos algo do tipo com 007 GoldenEye também, alugávamos até acabar todas as fases do 00 Agent, era muito massa, habilidade era alta, coisa que se foi com o tempo.

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  • 27/01/2011 em 3:50 pm
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    @Juliano
    Tem uma técnica meio louca com os carros de pouca estabilidade, onde você joga a regulagem toda para o lado da aceleração. Aí, na hora das curvas, você faz o carro derrapar, e em vez de perder velocidade ele GANHA. Ainda não consegui dominar, mas dizem que dá para bater vários recordes fazendo isso.

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  • 29/01/2011 em 12:10 am
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    Cara, 98 foi o ano que só não repeti na escola pq meu santo não tava forte, tava bombado de academia mesmo! Motivos: F-zero X e Banjo & Kazooie. Ambos jogos me fizeram perder noites e noites de sono.
    Sou da opini”ao de que a melhor versão é sempre a definitiva. F-zero X ter sacrificado certos aspectos tecnológicos em virtude de maior diversão e framerate foi uma atitude louvável, daquelas que poucas softhouses tem coragem de tomar!

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  • 08/02/2011 em 8:52 am
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    Esse f-zero X eh poderoso!!!!

    Às vezes eu tenho a sensação que este dá mais sensação de velocidade que o GX (e olha que esse é muito rápido!!!). A Nintendo sempre acertou na série, depois do Snes ela evoluiu a série nos seus consoles de mesa, e no GBA trouxe todo o glamour da era do SNES em três games imperdíveis!!!

    Gráfico eh para os fracos!!! You got a boost now!!!! hehe

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  • 25/06/2011 em 9:30 pm
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    Acabei de conhecer o F-zero X, aqui pelo gaga, testei ele, via emulation, e achei o troço loucura demais, entrou até pra minha lista “comprarei um dia”.
    Muito bom a sensação de velocidade que F-zero X produz.

    Pecados games:
    Já começa nunca tendo jogado F-zero X, me redimi jogando e gostando.
    Mas confesso que, gosto pessoal, não gosto de jeito nenhum do f-zero do super.

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