Olá, leitores do Gagá Games! Hoje estou estreando uma nova seção, “Jogos viciantes”. Que atire a primeira pedra quem nunca furou um compromisso em prol de mais umas horinhas de jogo. Nesta seção, vou compartilhar algumas de minhas experiências nesse sentido…

Antes de continuar lendo, cuidado: o conteúdo deste artigo pode causar vício em alguns jogadores. Esteja avisado, incauto gamer, que o que mostro aqui são obras primas às quais milhares de pessoas dedicaram semanas de suas vidas. Estou avisando!

Rolando os dados com Baldur’s Gate

Como o nosso incrível GOG.com não acabou, vou começar esta seção falando sobre um jogo que acaba de chegar às prateleiras do serviço, e que vai vender graças à sua qualidade e à revolução que representou na época: Baldurs Gate.

baldursgate-casarao

Os gráficos do jogo eram de alta qualidade para a época, e ainda se saem muito bem hoje

Criado pela Black Isle, mesma empresa de jogos de renome como Fallout, Baldur’s Gate é uma adaptação de Advanced Dungeons & Dragons, RPG de mesa publicado pela editora TSR na época (1998). Creio que todos saibam do que se trata um RPG de mesa, mas quem não souber pode ler sobre o assunto aqui. Só que este jogo não é uma adaptação como outras que foram lançadas pela empresa, como Eye of the Beholder e Dark Sun: Shattered Lands. Baldur’s Gate foi uma revolução para a época: era possível ser bom ou mal na história, e sua conduta influía ativamente nos acontecimentos futuros da história e na reação dos outros personagens diante do seu. Fable? Dragon Age? Todos beberam deste jogo, meus caros.

O jogo já começa permitindo que você crie seu próprio personagem, selecionando suas características, definindo sua classe — guerreiro, mago e outra profissões baseadas na era medieval, pois este é o mundo mais conhecido de D&D, Forgotten Realms!

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A criação de personagem oferece várias opções interessantes, com diversas classes, magias e outras opções

Uma vez definido o personagem, o jogo descreve sua situação atual. Você é um órfão, criado por um bom homem em uma cidade murada, cheia de livros. Passou a vida estudando, aprendendo para se tornar quem é agora, e isso será extremamente útil, especialmente hoje, no dia em que seu pai adotivo ordena que arrume suas coisas para partir com ele em uma viagem. Essa viagem o levará ao encontro do seu destino…

Batalhas em tempo real… ou  não?

Baldur’s Gate possui visão isométrica, permitindo que você controle todos os personagens do seu grupo, mas se o jogador quiser, pode impor um roteiro para que seus personagens respondam rapidamente às mais variadas situações. Um roteiro de guerreiro agressivo fará seu personagem atacar qualquer criatura hostil à sua frente. Já um Clérigo passivo se manterá próximo ao grupo, curando seus companheiros feridos. Você seleciona e clica, como nos jogos de RTS nos moldes de Warcraft 2, só que com a ação de Diablo, tendo que enfrentar muitos inimigos em sua aventura.

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Noite movimentada na hospedaria Friendly Arm

Felizmente, um recurso extremamente útil permite pausar rapidamente a ação, para que você elabore sua estratégia para os combates (há até uma opção que pausa automaticamente o jogo sempre que alguém hostil aparece). Há várias formações disponíveis para o grupo: basta clicar nelas para que seu grupo se organize da forma desejada. Com as formações você pode, por exemplo, manter seu mago longe dos confrontos e seu guerreiro no calor da batalha — exceto se o ataque for por trás, mas é para isso que existe a magia invisibilidade!

Uma dica: se você segurar a tecla SHIFT e for clicando, o caminho a ser percorrido será marcado, e você irá exatamente por aquele caminho. Acreditem, é bastante útil quando você está em uma região particularmente perigosa.

Detalhes e mais detalhes

Os gráficos são inacreditáveis para um jogo de 1998. Todos os cenários foram pré-renderizados, e os detalhes são tantos que muitas vezes algo estranho que você vê no cenário pode ser um item escondido. São cinco CDs, o que era um bocado de coisa para a época, mas necessário para armazenar a vasta quantidade de cenários. Além de personalizar a aparência do protagonista, os itens equipados nele contam com gráficos próprios, visíveis no boneco na tela. Diablo já fazia isso, mas em Baldur’s Gate os detalhes são tantos que uma espada longa normal e uma espada longa mágica têm pequenas diferenças em seu formato, dando aquela sensação de “meu personagem está diferente, eba!”

baldursgate-hospedagem

Vai descansar? Você pode até escolher entre quartos modestos e outros mais luxuosos — o preço é proporcional à escolha, obviamente

Mas cuidado: você pode equipar itens mesmo sem saber o que eles fazem, o que por um lado é bom, mas por outro pode ser bastante ruim, já que há itens amaldiçoados que, depois de equipados, só saem com a magia remover maldição! Um exemplo é um item bem interessante que transforma Maria… em João! Ou vice-versa 🙂

Muitas vezes você terá que correr, por que o tempo não para e o clima está em constante mudança. Ao passar por uma colina, subitamente o grupo pode se ver em uma leve chuva de verão ou em meio a uma terrível tempestade, com direito a raios e trovoadas! Os dias geralmente são claros e ensolarados, mas conforme o tempo de jogo passa, belíssimos efeitos de iluminação indicam que a tarde vem e a noite cai, permitindo que os portadores de infravisão vejam perfeitamente no escuro. Aviso que quando neva a coisa é muito bonita de se ver!

A altura dos cenários tem grande influência nos combates. Um corredor estreito pode ser o lugar perfeito para uma emboscada. Os personagens sobem escadas, atravessam pontes, descem por buracos e fazem uma variedade absurda de ações (claro, nem todas animadas, mas dá para notar que eles fizeram).

baldursgate-matando_inocentes

Que tal invadir a casa de um inocente e espancá-lo até a morte? Baldur’s Gate é quase um GTA medieval!

Os capazes de conjurar magias vão se deparar com gráficos assustadoramente belos, inclusive para os padrões contemporâneos. Há um ar de mistério quando magias são conjuradas, e elas podem fazer uma grande variedade de coisas, desde animar esqueletos para lutar ao seu lado a evocar proteções e ataques fortíssimos. Os monstros são bem detalhados, estão sempre em movimento e podem ser bastante letais também!

O som da aventura

Eu mestro RPG de mesa, e posso dizer por experiência própria que a trilha musical de Baldur’s Gate tem presença cativa na minha mesa. As músicas são empolgantes, e podem causar tanto euforia quanto comoção. Mas o que realmente brilha no aspecto sonoro é mesmo a dublagem, que merece nossos mais altos elogios.

Cada personagem tem um jeito de falar, e diz coisas diferentes em situações específicas. Por exemplo, o ranger Minsc, que tem um hamster espacial falante (convenientemente encontrado após uma grande pancada na cabeça), conversa com ele no meio da batalha, incitando-o a atacar os olhos dos inimigos e a chutar seus traseiros! Os personagens podem discutir entre si e até humilharem uns aos outros; tentar bancar os galanteadores ou discutirem ao ponto de se atacarem, o que torna a aventura extremamente divertida e diferente, dependendo do grupo que você montar.

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A tela de itens nem sempre revela tudo sobre sua função. Cuidado com os itens amaldiçoados!

Se muito clicado, o personagem começa a dizer frases secretas (eles falam cada coisa…), e alguns personagens têm relações profundas entre si, como Khalid e Jaheira, dois meio-elfos casados e que só aceitam ficar no grupo se estiverem juntos. Quando um deles morre (os personagens podem morrer e você não é obrigado a ressuscitá-los), cada um se desespera à sua maneira, bradando o nome do(a) amado(a) na batalha e dizendo sua própria frase. Outros que se odeiam podem até caçoar da morte do outro, e aqueles que não se conhecem bem podem lamentar o ocorrido como uma fatalidade. As possibilidades são muitas, muitas mesmo, e o jogo não vem em cinco CDs por acaso.

O fio da meada…

Calma, não vou estragar as surpresas da trama aqui, mas vou avisando que o enredo de Baldurs Gate é extremamente denso e envolvente, fazendo você querer jogar cada vez mais. Além disso, o jogo não é linear, e você pode aproveitar a vida como aventureiro e fazer um bocado de missões paralelas, desde atacar bandidos malignos até salvar um aprendiz de mago de um destino, er… humilhante.

A história principal existe, mas você a faz no ritmo que desejar, podendo interagir com o mundo o quanto quiser. Seus feitos, benignos ou pérfidos, alteram as reações das pessoas ao seu redor. Um grupo com alta reputação pode conseguir descontos nas lojas e ser conhecido por seus feitos do bem, sendo recebido com pompa e circunstância. Um grupo maligno pode ser perseguido por mercenários (afinal, pode haver uma recompensa pelas cabeças de seus integrantes) e temido nas cidades. Heróis do bem tentam detê-los, e alguns vilões que você normalmente atacaria podem entrar para o seu grupo.

baldursgate-encontro_com_viajante

Almas caridosas traduziram o jogo todinho para o português

O tempo é contado, e em alguns casos é bom você ser rápido, pois a paciência de alguns personagens é tão pequena quanto buraco de agulha. Minsc irá te pedir um favor quando entrar no seu grupo, e se você não fizer em uma determinada quantidade de dias, ele vai embora e não volta nunca mais! Portanto, fique atento ao que seus companheiros querem, ou pode perdê-los quando menos esperar.

Já comprou?

Ficou com vontade de jogar? Vá em frente e compre a sua cópia no GOG.com! Além das questões legais, digo que hoje deve valer mais a pena comprar do que baixar ilegalmente, pois tenho o jogo original e de vez em quando dá uns leves bugs devido à incompatibilidade dos sistemas (o GOG corrige eventuais problemas para garantir a compatibilidade). E se o sistema multiplayer online do jogo for recuperado (e o GOG deu indícios recentes de que pode passar a incluir jogatina online em seu serviço), vale mais a pena ainda! Tive a honra de jogar este jogo online na minha internet de teco-teco, e posso garantir que a experiência é marcante.

Baldur’s Gate é ótimo para quem nunca jogou RPG antes, pois tem uma história longa, mas acessível. Se você conhece o mundo de Forgoten Realms, então, é uma ótima pedida, pois o jogo é cheio de livros sobre lendas e fatos desse mundo, fazendo você realmente mergulhar no jogo — e confesso que sair dele pode ser bem difícil.

“Mas Bangagá”, você diz, “eu sou horrível em ler na língua de George Washington!” Não tema, meu amigo gamer, e comemore, pois este jogo com mais de três mega de texto foi completamente traduzido por almas caridosas que merecem ganhar milhões por seu trabalho voluntário! Os interessados podem baixar o patch aqui.

Para concluir, informo que é comum ter recaídas depois de finalizar o jogo. Você logo vai querer ver como é jogar com um personagem mau (ou bom), e lá se vão mais trocentas horas da sua vida em um jogo. Mas isso não é ruim… ou é? E que venham mais jogos viciantes!

Jogos viciantes: Baldur’s Gate
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37 thoughts on “Jogos viciantes: Baldur’s Gate

  • 29/09/2010 at 11:48 am
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    Kal, até hoje não joguei nenhum game da franquia Baldur’s Gate, mas atualmente estou jogando (ou pelo menos tentando jogar, já que meu tempo para jogatinas ainda escasso) o Fallout (o “primeirão” mesmo) que foi citado no seu texto, e pelo que li, ambos tem grandes similaridades. Quando eu conseguir terminar o Fallout, acho que vou “arriscar” uma jogatina no Baldur’s Gate.

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  • 29/09/2010 at 12:19 pm
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    Cuidado, fãs de Zelda! Não se encantem com as descrições. Se você cresceu jogando games de RPG ou aventura japoneses, esse jogo irá desagradá-lo profundamente. Tudo é muito escuro, lento, sujo, ocidental demais…

    😀

    Claro que é minha opinião. Não consigo me habituar com jogos de ritmo mais lento. Não é uma questão de falta de qualidade. Simplesmente de gosto.

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  • 29/09/2010 at 12:40 pm
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    Ótimo post, Kal, meus parabéns!

    Eu andei jogando por aqui e me diverti um bocado (incluí alguns fotos do meu personagem no post). Achei o máximo você poder adotar uma conduta própria. Criei um personagem bondoso, mas só por esporte salvei o jogo e decidi barbarizar: entrei numa vila e mandei meu grupo promover um massacre entre os habitantes. Mulheres, crianças, todo mundo foi alvo.

    Logo os integrantes de alinhamento bom do meu grupo começaram a reclamar dizendo que iam se mandar, e que eu viraria inimigo deles. Um dos integrantes do grupo me encheu tanto que eu… matei a esposa dele! Ha ha ha!

    Ótimo mesmo o jogo, fabuloso. Acho que vou começar de novo, criar um personagem de alinhamento mau e sair tocando o terror por onde eu passar. Em vez de concluir a aventura como um grande herói, finalmente eu posso fechar o jogo como um tirano temido e poderoso. Adorei esse negócio.

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  • 29/09/2010 at 1:00 pm
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    @André Breder
    Se você gostar de Fallout, vai gostar de BG, pois o estilo de jogo é o mesmo, apesar do clima ser diferente e no Fallout é bem mais dificil ser Bonzinho XD. Fallout é, na minha opinião, um dos poucos jogos que a cada continuação, conseguiu fazer um jogo cada vez mais interessante que o anterior!

    @Fernando Lorenzon
    Existe o lado divertido do jogo, rapaz! Ora, você já encontrou o camponês chato de Nashkel? É pura diversão! Mas se o ritmo lento lhe tira a vontade, existe uma opção supimpa nas configurações que acelera o jogo até o dobro da velocidade!

    @Orakio Rob, “O Gagá”
    Desde já te agradeço Gagá, pela extrema ajuda que você me deu com esse post! Jogar com um grupo maligno é desafiador! Em alguns locais pode ser realmente perigoso ser ´´do mal´´. Mas não tema, pois estou planejando fazer o Guia do Pilantra, um post com dicas para personagens malignos ^^

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  • 29/09/2010 at 1:00 pm
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    Saudações, Ark dos Quatro Ventos!

    Parabéns pelo artigo. Baldur’s Gate é um clássico absoluto!

    Mas para que o jogo seja aproveitado ao máximo, deve-se ter algum conhecimento das regras do AD&D. O próprio manual de instruções do jogo parece uma cópia em miniatura do Livro do Jogador. É claro que quem nunca jogou RPG na vida pode se divertir muito com o jogo, mas há um gostinho especial em ver na tela algumas combinações clássicas dos jogos de mesa.

    Como o Fernando disse lá em cima, para quem está acostumado com Final Fantasies & cia. Baldur’s Gate pode parecer um balde de água fria, mas é, na realidade, o jogo que mais se assemelha a um RPG de verdade, pois o seu personagem e como você o controla REALMENTE fazem diferença na campanha.

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  • 29/09/2010 at 1:14 pm
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    @Oráculo
    Saudações! Oráculo é o nobre narrador da minha mesa de AD&D, que é o sistema de regras que é usado em BG! Diga-se que é um mestre muito bom por sinal! Além de ter um blog pra lá de supimpa (clica no nick dele!)

    O Manual de Baldurs Gate, nossa, aquilo é que era um manual! O cara poderia aprender a jogar o RPG de mesa lendo aquilo! É verdade, saber as regras de AD&D ajuda muito, mas é impressionante o numero de amigos que amam o jogo, mas que não tem conhecimento do sistema. Acho que quando a idéia é boa, agrada tanto aos mais imersos no mundo quanto os que estão fora!

    @Orakio Rob, “O Gagá”
    Hehehe, sabia que você ia achar interessante! Mas não vou deixar os bonzinhos na mão, prepararei algo para eles também!

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  • 29/09/2010 at 2:14 pm
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    @Leandro

    Baldur’s Gate é referente à 2ª edição.

    Advanced Dungeons & Dragons é o nome dado à segunda edição do jogo Dungeons & Dragons. Na terceira edição em diante foi abolido o “Advanced” porque dava a impressão que apenas jogadores experientes poderiam aprendê-lo.

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  • 29/09/2010 at 2:16 pm
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    Os jogos com o subtítulo Dark Alliance, lançados para o PS2 e GBA são, na verdade, jogos de ação ao estilo Diablo, passados no mesmo mundo do Baldur’s Gate original, mas sem nem a metade das opções das duas versões para PC.

    São jogos divertidos, mas não alcançam nem um pouco o jogo original.

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  • 29/09/2010 at 2:53 pm
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    Eu gosto dos jogos de Baldur’s Gate pra console. Prefiro o de gba que o de PS2, pq é incrível o que conseguiram fazer com um sistema de telinha tão pequena e tão limitado quanto o GBA. Mas eles não chegam aos pés de Baldur’s Gate pra PC. Considero ele o melhor RPG de PC que já joguei – talvez o melhor RPG de todos. Considerando a série, claro, pq como jogo individual o Baldur’s Gate 2 é ainda melhor que o primeiro.

    Todos os jogos da Infinity Engine são incríveis. Tanto o Baldur’s quanto o Icewind Dale e o Planescape.São viciantes e profundos ao extremo. Um jogo pra incluir uma frase do tipo “Não se esqueça de comer e de dormir. Embora seu personagem não precise, você precisa” (acho que era algo assim mesmo) não pode ser pouca coisa.

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  • 29/09/2010 at 4:24 pm
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    Tive o prazer de iniciar uma partida no mês passado e infelizmente ando distante por causa das batalhas contra os dragões do mundo real. Assim que conseguir um tempinho livre, volto à jogar porque não aguento mais adiar minha partida ! Cara o game é muito imersivo mesmo, muito diferente dos JRPGS. ANdo aé evitando algumas franquias clássicas tipo Final Fantasy e Dragon Quest só para jogar Baldur´s Gate, Neverwinter Nights e Elder Scrolls. É quase um RPG de mesa, eu mesmo nunca joguei uma partida de mesa, sempre tive vontade de participar de uma e com Baldur´s Gate cheguei bem próximo disso. Ainda mais depois que descobri que o game e seus sucessores usam o Forgotten Realms. Um amigo ficou de me arrumar um exemplar por sinal…

    @Orakio Rob, “O Gagá”
    Aí Gagá, já que você gostou da liberdade do game, experimenta a série Elder Scrolls. A partida é mais do tipo solo mesmo, você contra o mundo mas a liberdade e imersividade é tremenda. O mais recente, Elder Scrolls IV : Oblivion (2006), é lindo de se ver e tem troçentas expansões para se ajustar ou prolongar o game da maneira que você quiser.

    Hum… Vou sugerir ao pessoal do GOG a série Elder Scrolls…

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  • 29/09/2010 at 4:42 pm
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    @Heverton
    Se você gostou dos portateis, vai adorar a versão original, feita para PC. São dois jogos absurdamente diferentes, mas tem um ´´quê´´ de semelhança. Imagina a versão do PC como uma versão mais bem trabalhada, na minha opinião

    @Leandro
    Planescape é outro jogo MUITO bom, que eu ainda hei de jogar! Ele usa um motor parecido com o do baldur, mas com algumas modificações!

    @Vittor
    Bem, opinião, cada um com a sua ^_^

    @Oráculo
    Obrigadão Oráculo, pela “aula´´! São jogos diferentes, mas são realmente interessantes!

    @Heider
    Concordo. São jogos que você tem que se dedicar, pois tem tantos detalhes que você pode acabar ´´se perdendo´´. Os jogos da Black Isle são realmente fantásticos, pois resgatam aquela liberdade que tinhamos nos tempos mais remotos. É como a defesa do Senil diz: Um jogo é um jog, independente da época. E BG não é um jogo-filme, com uma história já mpntada. É uma história que você escreve como…

    @Flávio de Oliveira
    Elder Scrolls! Nossa! Essa serie é interessantíssima! Você literalmente escreve sua aventura, em um cenário gigantesco! Daggerfall ainda é o jogo com maior extensão territorial já registrado em um jogo (Ele é imenso, MESMO! Sabe o Oblivion, ultimo jogo da série? Não tem nem 1/5 do tamanho do território de Daggerfall!)

    Flavio, Baldurs é quase como um RPG ´´de mesa´´ tanto que ele permite destinos trágicos para os outros personagens. O único personagem no jogo que precisa ficar vivo é o seu, o que te possibilita reescrever a história dos jogos dependendo da ordem dos lugares que você visita!

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  • 29/09/2010 at 8:48 pm
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    Caro Felipão:

    Você só está limitado pelas regras do sistema AD&D, mas todas as profissões medievais mais conhecidas estão aqui:

    Pode manipular energias místicas como um mago
    Ou brandir a espada como um guerreiro
    Lutar por um Deus como um Clérigo ou Paladino
    Inspirar os outros com sua canção como o bardo, ou rouba-los como ladino
    Proteger a floresta como um Ranger ou um Druida

    Ou combinar essas classes, sendo multi-classe!
    Só vai depender de você!

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  • 29/09/2010 at 10:02 pm
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    Cara, eu recebi o email do GOG.com falando sobre o lançamento do Baldur´s e eu fiquei doidinho! To loco pra jogar esse jogo, eu adoro D&D embora a muitos e muitos anos eu não tenha tido a oportunidade de participar de uma mesa(e quando participei foi tão pouqinho), esse jogo vai possibilitar eu me lembrar como é jogar um RPG DE VERDADE! O único revés é não poder rolar um D20, pq de resto esse jogo me parece PERFEITO!

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  • 30/09/2010 at 4:48 am
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    Na época que eu jogava AD%D eu era louco pra poder jogar esse jogo… Só que sequer tinha pc em casa na época 🙁

    Anos depois tive a oportunidade de ver o jogo na casa de um amigo (só ver msm, pq o cara era tão viciado que não deixava ninguém encostar no pc XD)
    Realmente, parece ser um jogaço. Pra quem é msm fã de RPG de mesa (e principalmente D&D e afins) é uma ótima pedida.

    Por enqto ainda tô meio ocupado com outros RPGs por aqui, mas assim que der tempo eu vou aproveitar pra comprar

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  • 30/09/2010 at 6:05 am
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    @Fara
    Jogar dados de 20 lados seria bom, Fara, mas o jogo pelo menos inclui uma opção em que você pode colocar as regras ´´a mostra´´´no jogo. QUando você ataca, por exemplo, se está opção estiver ligada, você vê o resultado do dado que você tirou.

    O interessante é que se você acertar no dado, NADA vai impedir que o ataque falhe, mesmo se for um ataque a distância, lento, em que o personagem saiu da trajetória do projétil, pois se ele acertou, vai TELEGUIADO até o Alvo ^_^. A Cuspida ácida do Ankeng é um exemplo (um bicho verde muito perigoso que você encontra perto de Baldurs Gate)

    @Leandro
    Elfo é uma raça bem legal! Dão otimosmagos e arqueiros (ou os dois, com multi-classe)

    @Jorge Chernicharo
    Jorge, quando eu batoi o olho na revista que falava de Baldurs Gate, a conhecida Dragão Brasil, foi amor a primeira vista! O trabalho para comprar foi imenso, mas valeu a pena! Realmente você tem a sensação de jogar um RPG de mesa, por causa da liberdade!

    Cara ciumento, hein, esse seu amigo 🙂

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  • 30/09/2010 at 5:39 pm
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    Kal “Bangagá”
    :

    @Fara
    Jogar dados de 20 lados seria bom, Fara, mas o jogo pelo menos inclui uma opção em que você pode colocar as regras ´´a mostra´´´no jogo. QUando você ataca, por exemplo, se está opção estiver ligada, você vê o resultado do dado que você tirou.
    O interessante é que se você acertar no dado, NADA vai impedir que o ataque falhe, mesmo se for um ataque a distância, lento, em que o personagem saiu da trajetória do projétil, pois se ele acertou, vai TELEGUIADO até o Alvo ^_^. A Cuspida ácida do Ankeng é um exemplo (um bicho verde muito perigoso que você encontra perto de Baldurs Gate)

    Comprei o jogo no GOG.com, o único problema ta sendo baixá-lo, parece q o downloader do GOG.com ta com problema, mas vou dar um jeito. O que mata é a falta de tempo pra jogar e se viciar muito vai ser foda pra entregar as listas de exercício do mestrado hahahahah

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  • 30/09/2010 at 7:05 pm
    Permalink

    @Mano Beto
    Sei que você perguntou ao Gagá, mas vou dar minha opinião:

    São dois jogos com mecânicas semelhantes, mas com focos diferentes: Diablo 2 é mais bem feito graficamente, tem uma história linear com poucos personagens, porém muito marcantes e MUITA luta. Já Baldurs foca na Aventura, em você controlar um grupo de aventureiros e seguir por regiões diferentes, fazendo o que quer, sendo o que quer. Existe um equilibrio entre luta e historia que depende do player: Pode ficar conversando nas cidades e fazendo missões ou sair por aí em uma grande luta pelo mundo: Escolha ^___^. Para mim, eles se equivalem em diversão, apesar de Baldurs ter uma diversão mais duradoura.

    @jcwally
    Uma abraço Al! Hoje a noite eu quero ganhar um novo titulo:
    EXTERMINADOR DE RATOS DE FAERUN, UAHAHAAHAHHAAHAHAH!

    @Fara
    Muito me honra saber que você comprou o jogo, pera deixa eu tirar esse cisco do meu olho, chuif! Estou pensando sériamente em adquirir a versão do GOG, pois de acordo com eles, o suporte online pode vir! Então poderiamos fazer um belo grupo de velhinhos e jovens XD

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  • 30/09/2010 at 7:13 pm
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    @Mano Beto

    São dois jogos com mecânicas semelhantes, mas com focos diferentes (2)

    O Diablo é aquele gênero que a gente chama de rogue-like, mais focado na exploração dos labirintos e na coleta de itens. O Baldur’s tem uma história mais desenvolvida, trabalha a relação entre os personagens e tal… cada um é ótimo naquilo a que se propõe.

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  • 30/09/2010 at 10:25 pm
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    Consegui baixar o jogo do GOG.com, deu um pouco de trabalho até pegar o esquema. O problema é que baixar por browser sempre é difícil e não tem resume, e se baixar por algum gerenciador de downloads tem um problema que dá no meio do download alegando ACESSO NEGADO ao link. Se alguem precisar de ajuda pra baixar é só perguntar que eu respondo.

    E eu to seco pra jogar esse jogo, ahhh malditas listas de exercício!!!!

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  • 01/10/2010 at 2:09 pm
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    @Ladrhobbit
    A maior diferença, ao meu ver é que os jogos orientais são mais lineares em sua história.

    Além disso os jogos americanos são muito mais parecidos com os RPGs reais, a série Ultima é um grande exemplo disso.

    Nada impede que quem nunca rolou um dado de vinte faces na vida possa apreciar este tipo de jogo, mas é como um filme baseado em um livro, onde faz muito mais sentido para quem leu o material oficial.

    Um exemplo disso é a última imagem deste artigo, onde aparece aquele velhinho de roupas vermelhas. Um não-rpgista pode até ficar intrigado com a cena ou até mesmo ignorá-la, mas um rpgista logo exclamará “Caramba é [SPOILER CENSURADO]!!!”

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  • 02/10/2010 at 7:32 am
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    @Oráculo
    Caramba Oracúlo! Quase você revela a informação mais importante do jogo!
    Imagina se desde o começo a galera sabe que o velhinho é o [Conteúdo Removido]

    Estou preparando aqui o Guia do Pilantra. Se tudo der certo terei terminado na terça! Dependendo do cronograma do site, irá ser postado, mas já deixo avisado que está sendo Manufaturado XD

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  • 07/10/2010 at 2:06 pm
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    Baldur’s Gate é muito bom, joguei na época que saiu e desde que apareceu no GOG.com tenho vontade de comprar e jogar novamente (só não fiz porque temo pela minha produtividade).

    Mas só uma coisa: Baldur’s Gate (o primeiro) não foi desenvolvido pela BioWare? O jogo foi publicado pela Interplay, aí sim a mesma de Fallout, mas o engine, se não me engano, foi desenvolvido pela BioWare. Alguns outros jogos com o Infinity Engine foram feitos por outras empresas, como Planescape: Torment que foi feito pela Black Isle. Por sua vez, a Black Isle foi formada por ex-funcionarios da Interplay que tinham sido parte da equipe de desenvolvimento de Fallout.

    Enfim, é uma bagunça, mas acho que BG é da BioWare mesmo.

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