Seguindo os passos da GAMEPRO, a clássica publicação Nintendo Power vai acabar.

A notícia saiu no Ars Technica. Segundo o site, a Nintendo não vinha dando muito apoio à revista, e decidiu não renovar a licença da editora encarregada, a Future Publishing. A revista ainda poderia ser tocada pela própria Nintendo, mas aparentemente não há interesse por parte da empresa.

A Nintendo Power teve sua primeira edição publicada em 1988 (capa aí ao lado), e era uma das mais tradicionais revistas do setor. Seu grande diferencial era a licença oficial da Nintendo, que dava à revista acesso privilegiado a informações vindas da casa do Mario, ao menos até os anos 90. Depois disso veio a internet, e até hoje as revistas impressas buscam maneiras de se manter relevantes.

É o fim de uma era… e o início de outra, já que a Nintendo acaba de marcar data para (supostamente) anunciar preço e data de lançamento do Wii U nos Estados Unidos.

O fim da Nintendo Power
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20 thoughts on “O fim da Nintendo Power

  • 21/08/2012 at 7:15 pm
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    A revista de papel nasceu para atender uma demanda do OFF Line,do console “isolado” dentro da sala,da informação mensal e lenta,de uma geração que experimentava os primeiros bits pela conexão discada a meia-noite.O On Line com a Banda Larga de hoje são estranhos ao papel.Eu diria que esta “morte” foi de causa natural.

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  • 21/08/2012 at 9:34 pm
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    Parem de sofrer a toa, amigos! A editora já afirmou que manterá suas demais publicações sobre culinária e botânica, ambas muito interessantes para gamers.

    Falando sério, também estou muito surpreso. A Sega não parou de publicar nenhuma revista antes de lançar o Dreamcast, parou? 🙁

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  • 21/08/2012 at 9:39 pm
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    Com a internet, realmente fica difícil de revistas de games se manterem.. não só de games, como revistas de outros assuntos..
    É que nem locadora de games, que existem pouquíssimas, e de filmes, que tb estão sumindo cada vez mais.
    Mas a época das revistas de games ficará guardada pra sempre na minha memória… tenho dezenas aqui em casa: Supergame, Supergamepower, Videogame..

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  • 21/08/2012 at 10:39 pm
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    O que anda me encomodando cada vez mais na Nintendo é esse tipo de atitude “mas aparentemente não há interesse por parte da empresa.”

    Parece que ela já não anda mostrando interesse por nada ultimamente, o Brasil até hoje deixado de lado, enquanto Sony e Microsoft estão estabelecidas aqui a Nintendo está pouco se lixando pro nosso país. Agora ela vai deixar uma publicação praticamente lendária sobre a empresa sumir assim do nada? Poxa Nintendo…você já foi melhor que isso. Será medo do Wii U fracassar ou o quê? A postura da Nintendo tem que melhorar.

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  • 22/08/2012 at 6:47 am
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    Dactar,

    Pois é, a crise das revistas hoje é justamente essa. Mas uma ou outra ainda consegue se manter: veja o caso da Game Informer, que tá vendendo bem pra caramba lá fora (dez vezes mais que a Nintendo Power). Ela traz artigos maiores, diferentes e em profundidade, o tipo de coisa que muitas vezes a pessoa não acha na internet.

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  • 22/08/2012 at 4:47 pm
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    Acho que há um comodismo quando falamos que “na era da Internet, publicações impressas não têm vez”. Acho que não é por aí, o problema é mais a abordagem.

    Por que quando sai um livro novo sobre games fica todo mundo babando e querendo comprar? Porque é uma outra abordagem. Quem procura informações pela internet não quer profundidade, quer notas rápidas e as informações mais atualizadas. Revistas mensais não podem querer competir com isso, mas podem aproveitar suas páginas para uma abordagem mais profunda sobre jogos, sobre o jogar, sobre até as pessoas que jogam.

    Lançaram agora – como o Gagá noticiou – um livre que traz a cronologia da série Legend of Zelda. Isso chama a atenção: se aprofundar em um determinado assunto. Ou então entrevistas com desenvolvedores. Mostrar toda a história de uma empresa de desenvolvimento, curiosidades sobre determinados jogos. Uma coluna em uma revista com uma abordagem como a do AVGN, só que escrita.

    O problema é que falta muita criatividade na imprensa escrita hoje, e um comodismo em torno das novas mídias. É impressionante, por exemplo, a quantidade de erros de português que encontramos em grandes portais da internet. Sem falar da pobreza de conteúdo.

    Quando uma coisa é BEM FEITA, não importa se ela está na internet, num livro, ou gravado numa pedra lascada. Vejam as últimas publicações sobre games no Brasil. Elas não pararam suas publicações por causa da “popularização da internet” – que, por sinal, ainda não é tão democrática quanto se pensa – mas as revistas deixaram de vender porque elas estavam MUITO RUINS!

    Ou será que eu estou tão errado assim?

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  • 22/08/2012 at 7:43 pm
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    “Quando uma coisa é BEM FEITA, não importa se ela está na internet, num livro, ou gravado numa pedra lascada. Vejam as últimas publicações sobre games no Brasil. Elas não pararam suas publicações por causa da “popularização da internet” – que, por sinal, ainda não é tão democrática quanto se pensa – mas as revistas deixaram de vender porque elas estavam MUITO RUINS!

    Ou será que eu estou tão errado assim?”

    em parte você pode estar cer4to. mas é obvio que é devido a internet. se pode baixar revistas falando de games de graça, isso sem falar dos sites que falam sobre os games sem precisar esperar um mês para saber de noticias sobre tal jogo….

    saudades desse tempo, eu lhes digo.

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  • 22/08/2012 at 9:55 pm
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    Com certeza nós, velhos que em algum momento da vida ficamos esperando uma revista chegar às bancas para saber o “macete” ou a “manha” para passar por aquela fase complicada daquele jogo difícil, ou para ter notícias do que foi anunciado na E3 que foi realizada no mês passado (já que ninguém tinha internet), sentimos muito mais quando esse tipo de coisa acontece do que as gerações mais novas.

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  • 23/08/2012 at 12:58 am
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    Novas mídias obrigam as antigas a se reinventar. É uma pena a Nintendo não dar uma força pra revista e torná-la algo mais denso trazendo assim, talvez, um público específico.
    Enfim.

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  • 23/08/2012 at 3:07 am
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    Acho que as revistas precisam sobreviver de textos, ensaios, sobre videogames. Elevar a crítica do videogame a um patamar melhor, como são as revistas famosas de cinema. Quando vejo textos como o da “academia gamer” eu imagino que a solução seria por aí. A OldGamer, por exemplo, traz ótimos textos. Creio que algumas revistas já fazem algo assim com os jogos atuais.

    Talvez se um grupo de desenvolvedores pudessem ser críticos também (ou o contrário) e montarem uma revista analisando e criticando jogos. Todos em busca de tentar elevar o videogame a um outro patamar. Mais ou menos o que a “Cahiers du Cinéma” é para o cinema.

    Acho que o videogame precisa de um pensamento crítico apurado. Aqui no Gagá Games já é um começo. Mas falta algo mais. Descobrir formas de mudar o videogame. Enfim, pensar o videogame.

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  • 24/08/2012 at 9:33 am
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    Tirando o foco da revista, lá vou eu malhar a Nintendo de novo! E isso já está ficando chato! 😀

    Na boa, não entendo mais a Nintendo. Os japas tão fumando crack? Me perdoem os fãs da revista, mas a Nintendo Power só tinha matérias tendenciosas e mesmo assim ela sempre vendeu bastante e era a melhor ferramenta de marketing da Nintendo. Ou a Nintendo tá se achando a cereja do bolo?

    Esse ano a Nintendo é só falhação! Uma E3 ridícula, lançou um novo 3DS sem um segundo analógico, vai lançar o Wii-u tecnologicamente defasado e mais fraco que os consoles dessa geração; além de um controle tablet sem tela multi-toque e que a bateria não dura nem três horas!!

    É tudo que os consumidores querem, só que ao contrário!!!! Vai falir!!!!!

    A Nintendo consegui se transformar na empresa de games mais escrota do mercado, conseguindo superar a Capcom e a EA. Falow! 😀

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  • 26/08/2012 at 12:26 am
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    O nascimento de uma nova mídia nem sempre implica no desaparecimento de outra, a televisão não acabou com o radio e eu acho que as revistas nao vão deixar de existir mas a pergunta que fica é: será que a Nintendo World esta com os dias contados?

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  • 26/08/2012 at 9:55 pm
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    AS revistas certamente não deixarão de existir, mas revistas de games só faziam sentido num período onde elas eram o unico veículo de comunicação entre o usuario e o produto. Hoje em dia podemos desfrutar da E3 em tempo real aqui no Brasil. Isso era impensável nos anos 90.

    Infelizmente os saudosistas não são um número significativo pra manter uma publicação viva. Material impresso tem custos elevados, prazos apertados, e se não estiver dando retorno satisfatório a empresa tem que cortar fora.

    Não se trata de ser desumano e sem coração. Essa verba da Nintendo Power pode ser empregada em outros setores mais produtivos. Tenho certeza que nenhum dos viúvos aqui nos comentários compra a revista de games religiosamente.

    Antigamente a gente saia de casa pra comprar uma revista. Hoje revista só vende se por acaso vc estiver passando em frente a banca e a capa chamar a atenção.

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  • 02/09/2012 at 9:25 pm
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    O triste foi ver ao longo do tempo ter visto várias revistas terem sumido , ícones tais como Videogame,Ação Games, Super Game Power, Super Dicas Playstation,EGM,etc. Independente da Era Digital, muitos ainda preferem ter os detonados impressos,etc do que ligar o Smartphone, Tablet,e etc para tais fins. Off.: Desculpe-me a ignorância: mas para que um novo console agora, será que o PS3,X360,Wii já chegaram ao seu limite?E como fica aqueles que compraram os tais consoles de 1 ano para cá?

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  • 02/09/2012 at 10:18 pm
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    Dark Rock X,

    E o Super Nintendo? Atingiu o seu limite? E o Play1? E o Play2? Gamecube? Dreamcast?

    O fato é que a indústria de video games é uma cobra que come o próprio rabo para sobreviver. As regras de negócio hoje se resumem em criar no cliente a “necessidade” que, por muitas vezes, não existe…

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