Capa da versão japonesa
Capa da versão japonesa

Olá amigos do Gagá Games! Quanto tempo não? Aqui estou eu novamente, falando sobre um jogo de NES no mínimo curioso, como devem ter percebido pelo nome. Sim, o jogo se chama “Princesa Tomate no Reino da Salada”. Um jogo lançado em 1988 pela Hudson Soft no japão com o nome de Salad no Kuni no Tomato Hime, sendo lançado em inglês apenas em 1990.

A história:

Há muitas estações atrás havia um lugar aonde vegetais viviam felizes e em harmonia. Um dia o ministro Pumpkin (Abóbora) traiu o rei Brocolli. Ele sequestrou a princesa Tomato (Tomate) e roubou o Turnip Emblem (Emblema Nabo). Ele levou ambos para seu castelo na Zucchini Mountains (Montanhas abóbrinhas). Ele mandou seus terríveis Farmies (Fazendeiros humanos) para atterorizar todos vegetais do reino da salada. Pouco tempo depois, o pobre rei morreu devido à perda de sua linda filha. Mas ele lhe prometeu, bravo Sir Cucumber (Sir Pepino), a mão da princesa e o reino caso você os salve. Vá com Deus, Sir Cucumber!
Achem o que quiser, mas que é criativo isso é! E ao contrário do que muitos devem estar pensando, não, o jogo não é ruim. É um jogo bem divertido, com uma boa duração e com uma certa dose de humor. Boa leitura e até a próxima!

Sobre o jogo:

A Hudson Soft foi criativa não apenas ao usar vegetais como personagens do jogo, mas também ao escolher o tipo de jogo. Ao invés de um plataforma, shooter ou algo parecido, eles resolveram fazer um adventure bem ao estilo clássico, com opções como Olhar, Falar, Pegar, etc. O jogo todo rola em “primeira pessoa” por assim dizer, pois você sempre vê pela visão do Sir Cucumber, ou seja, você não vê o personagem principal. Exceto o pequeno rosto dele na tela que entrega PassWords em fim de fase, e ao terminar o jogo.

Tela título e algumas fases
Tela título e algumas fases

O quadro central são aonde todas imagens do jogo surgem, como personagens, cenários, monstros, etc.
Abaixo temos as mensagens, e o painel de opções de compras e items. Temos quatorze ações, dividas em sete em cada lado da tela. Á esquerda temos: Mover-se, olhar, checar (ao invés de olhar todo o cenário, observe apenas certo objeto ou pessoa), falar, pegar, usar e dar. Na direita temos: comprar, bater, lutar, elogiar, largar item, items e Percy. Percy é o bebê Caqui que você encontra no começo da primeira fase e lhe seguirá até o fim do jogo. Escolhendo esta opção Percy dirá o que tem em mente, sendo que poderá dar uma dica do que fazer a seguir, ou até realizar uma ação necessária para prosseguir o jogo.
Além disso como eu já mencionei, há a opção de lutar no jogo, mas para não sair muito do estilo a Hudson optou por uma versão diferente de Jan Ken Po para as batalhas. A jogabilidade fica um pouco diferente quando você adentra um dos três labirintos presentes no jogo, pois ao escolher “Move” você pode caminhar e virar para os lados. É como os labirintos de Phantasy Star, mas sem serem tão bem feitos é claro.

Gráficos:

Vários personagens
Vários personagens

Como você vê o jogo através dos olhos de Sir Cucumber, você não verá personagens e cenários pequenos, todos os cenários são como os vistos ao lado, grandes e detalhados. Para manter o visual meio cartoon o nível de detalhes nos cenários e vegetais não é exagerado, deixando o jogo com um visual bem agrádavel. Alguns personagens podem parecer estranhos quando há um zoom no rosto deles durante uma conversa, mas isso se deve mais ao fato de serem vegetais meio humanóides, ou seja eles são estranhos mesmo. Pelo jogo você verá florestas, vilas, castelos, cidades no estilo do velho oeste norte americano, bares, lojas, cavernas, e verá até robôs gigantes! Com aparência de vegetais, claro!

Sons:

A quantidade de efeito sonoros é pequena, sendo um adventure, apenas durante ações como entregar ou pegar items, confirmar ou cancelar opções, e durante as falas ou algumas cenas ouve-se sons. Eles são simples mas cumprem seu papel. A trilha sonora é bem feita, combinando bem com a situação, animada em uma cidade, misteriosa durante a fuga da prisão, tensa na floresta aonde vive um monstro perigoso, etc.

Jogabilidade:

Se tratando de um adventure, é muito simples. O direcional navega entre as opções, ou move Sir Cucumber nos labirintos, B é para cancelar opções e A confirma. SELECT apenas alterna entre START e CONTINUE na tela título, e START serve para ao fim de fase seguir o jogo, já que A serve para rever a PassWord.

Dificuldade:

Depende mais do raciocínio do jogador, pessoalmente eu considero a dificuldade na medida exata. Nada é realmente difícil ou absurdo, se você estiver empacado, tente conversar várias vezes, usar a opção Percy, bater em objetos, etc.
Eventualmente você avança no jogo. A maior dificuldade está em navegar por alguns labirintos e nas lutas, que dependem mais de sorte que de habilidade.

Conclusão:

Princess Tomato in Salad Kingdom é um jogo divertido e diferente, e vale a pena conhecer ele, nem que seja pelos estranhos personagens como os monstros Saladron, Bananda, robôs meio vegetais e até uma refêrencia escondida do ator Tom Cruise!
A Hudson Soft foi bem criativa sem dúvidas. Uma pena que a chance de ver um jogo tão criativo assim hoje em dia é muito pequena.

Princess Tomato in the Salad Kingdom
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7 thoughts on “Princess Tomato in the Salad Kingdom

  • 29/07/2009 at 3:15 pm
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    Depois que vi um shooter onde tudo é relacionado à FEZES, não duvido de mais nada da indústria gamística.
    Esse eu realmente não conhecia, parece ser bizarro realmente.

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  • 07/08/2009 at 12:18 am
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    huhauahua E o pior é que parece interessante. hehehe

    E realmente, adventures erma incomuns em consoles. Tanto que uns jogadores de PCs hardcore chegam a dizer que Snatcher e Policenauts são Adventures “menores” pela sua “facilidade”. hehehe Prefiro mil vezes resolver um puzzle que tenha a ver com a história que ficar meses tentando resolver um que não acrescenta nada no enredo. Eles devem adorar jogar isso em monitores de fósforo e vibram quando digitam “eat house” ou lêem: “You are likely to be eaten by a *ponha nome aqui*”

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  • 17/08/2009 at 11:00 am
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    @O Senil
    Pior que é interessante sim, hehe!
    Snatcher é sensacional! Terminei ele este ano, e se tornou um de meus favoritos.
    Nisso eu tenho que concordar, muitos puzzles de adventures são bem ilógicos. Acho que apenas Day of the Tentacle e Sam & Max Hit the Road saem um pouco desses puzzles bizarros, mas o resto…

    Hehe, eu gosto destes Text-Adventures por isso! No Leisure Suit Larry 2, se você digitar para conversar, mas com si mesmo, aparece:
    “Você conta a si mesmo uma de suas piadas. Elas sempre te fazem rir!”

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