Olá caros leitores do Gagá Games! Aqui é o seu amigo André Breder para trazer até vocês mais uma edição do Recordar é envelhecer! Hoje vou relembrar um interessante game de ação que joguei no meu velho Master System na década de 90: Line of Fire! Tenham todos uma boa leitura e até a próxima!

Introdução

Line of Fire foi um game do gênero “shooter” lançado pela SEGA originalmente para os fliperamas no ano de 1989, que trazia uma cabine bacana onde até dois jogadores podiam se divertir dando tiros na tela e matando um monte de soldados e outros tipos de inimigos. O game fez sucesso com os fãs dos jogos de “tiro”, e posteriormente a US Gold adquiriu os direitos sobre o título, e lançou versões para vários computadores da época. Em 1991 o título voltava para as mãos da SEGA, que resolveu fazer uma versão do jogo para o Master System. O console de 8 bits já havia tido antes boas conversões de games lançados originalmente para os fliperamas, mas desta vez a SEGA quis fazer um game com um direcionamento totalmente diferente: ao invés de um game de “tiro”, onde a pistola Light Phaser do Master poderia muito bem ser empregada com sucesso, pegou-se apenas a história do jogo original e lançou um game totalmente novo, onde o gênero seguido foi o “scrolling shooter”.

A mudança desapontou os fãs do game original, mas aqueles que como eu, nem sabiam antes de toda esta história sobre o jogo ao colocarem as mãos em Line of Fire, puderam curtir um game divertido de ação com muito tiroteio na tela…

Sobre o game

O game coloca o jogador no papel de um oficial militar chamado Jack, que conseguiu se infiltrar na base inimiga e descobriu um novo tipo de armamento que pode representar um grande perigo para o mundo se continuar nas mãos erradas. Jack de posse então do único protótipo existente da “nova arma”, planejava sua rota de fuga quando acabou sendo descoberto. O bravo soldado consegue então fazer uma ligação direta em um jipe que estava no hangar onde ele se encontrava, e parte então em uma difícil missão, onde terá que escapar do território inimigo e voltar para casa com o armamento secreto.

Line of Fire traz ao todo 6 estágios, fazendo com que o jogador tenha que passar pelos mais variados cenários, como florestas, rios, desertos, etc. Algo que ajudou este game a se diferenciar dos outros “scrolling shooters” lançados até então, foi a possibilidade de utilizar três tipos de veículos durante o jogo: um jipe, uma lancha/barco e por último um helicóptero, o que muda um pouco a jogabilidade do game. Lembro até hoje da “propaganda” que o dono da locadora fez quando perguntei a ele se este game era bom: “É bom sim! E num mesmo jogo você tem três tipos de veículos diferentes!”. Esta variedade na época, era algo bem incomum, o que não me fez pensar duas vezes na hora de alugar o título Line of Fire e passar meu final de semana tentando terminá-lo.

Antes de cada fase, uma mapa bacana mostra ao jogador em que etapa ele está, e permite que se tenha uma noção de como será a rota de fuga do território inimigo. As mudanças dos veículos no game ocorrem de forma automática, de acordo com a fase que se está jogando. Nas fases 1, 2 e 4, o jogador terá o jipe a sua disposição; na fase 3, que se passa em um rio, o caminho só poderá ser feito por meio de uma lancha; e nas derradeiras fases 5 e 6 o jogador terá que pilotar um helicóptero.

O jogador logo vai perceber, que apesar da “troca” de veículos, o modo de jogo sofrerá poucas mudanças. Em ambos os veículos há apenas duas formas de ataque: por meio da metralhadora, cuja munição é infinita (devem ter pego emprestado a arma do Rambo); e por meio do lançador de mísseis, que neste caso tem munição limitada. Estando em um veículo terrestre ou marítimo, o único meio de acertar os inimigos que estão no solo ou na água será por meio dos tiros da metralhadora, enquanto que os inimigos que se encontram no ar, só poderão ser abatidos por meio dos mísseis. Quando se está jogando com o helicóptero, as coisas se invertem, por motivos óbvios. Na segunda fase do game existem algumas rampas no caminho, o que possibilita que o jipe possa atacar inimigos aéreos com o tiro da metralhadora, podendo assim economizar alguns mísseis.

Line of Fire tem bons gráficos, com cenários variados e bem feitos, onde as cores são bem empregadas, e tudo rodando sem nenhum slowdown inconveniente. O design dos veículos, bem como as “cutscenes” que rolam no início e no final do game, são bacanas, e os efeitos de explosão que ocorrem na tela após a destruição de alguns tipos de inimigos ajudam a dar o clima de guerra do jogo.

A sonoridade também é boa, com bons efeitos sonoros, e uma trilha sonora com temas bacanas, pecando apenas na repetição que ocorre de algumas músicas. Todas as três fases onde se controla o jipe, a música é a mesma, o que pode aborrecer alguns jogadores, mesmo que esta música seja um tema muito bom, e que eu particularmente acho até empolgante. Mesmo não tendo uma trilha sonora extensa, Line of Fire tem músicas boas o suficiente para ditar o clima de aventura do game com perfeição, e também para grudar na mente do jogador.

A jogabilidade é boa, com todos os comandos funcionando muito bem. Algo curioso está na maneira que se comportam os mísseis disparados pelo jogador: a rota tomada pelos mísseis é controlada pelo movimento feito no botão direcional, e não de maneira automática. Isto permite que o jogador possa escolher então qual alvo na tela ele vai querer que o míssil atinja. A tela do game se move automaticamente para “cima”, mas o jogador ainda pode controlar seus veículos nas quatro direções possíveis.

Line of Fire é um game que começa fácil, mas suas fases vão apresentando um aumento gradativo na dificuldade, mas de uma maneira bacana, e não apenas se limitando a encher a tela de inimigos. Ao invés disso, o jogo sempre apresenta inimigos e obstáculos realmente novos, que fazem com que o jogador tenha apenas alguns segundos para descobrir como é a maneira mais fácil de atacar e também a melhor maneira de sobreviver.

As batalhas contra os chefes não chega a ser tão difícil (em alguns casos basta alguns mísseis para fazer o adversários se transformar em milhares de pedaços) até que o jogador chega no chefão da quinta fase. Trata-se de um aeronave bem grande, que possui vários pontos fracos, que devem ser destruídos um a um, para que o inimigo vá finalmente para os ares. O último chefe então, é muito, mas muito difícil, tendo também que ser destruído aos poucos, mas que para piorar as coisas, tem canhões laser que literalmente “drenam” a energia do jogador!

Para conseguir sair vitorioso dos momentos mais complicados de Line of Fire, o jogador deve ser capaz de minimizar os danos durante as fases, e economizar os mísseis, para poder encarar os chefes com sobras. O jogador começa com três vidas, 50 mísseis e 24 “barras” de energia, e se caso morrer todas as vidas durante uma fase ainda há a possibilidade de até 2 continues, mas o jogo recomeçará do início da última fase visitada, portanto o melhor mesmo é economizar tantos os armamentos quanto os pontos de vida, para assim se dar bem no jogo, ainda mais que itens que restauram a energia perdida ou que dão um novo suprimento de mísseis são bem raros de aparecer durante o jogo.

Conclusão

Resumindo: Line of Fire é um prato cheio para os fãs do gênero “scrolling shooter”, e mesmo sendo curto, possui um desafio alto o suficiente para fazer com que várias tentativas frustradas ocorram, até que o jogador possa realmente se tornar um “mestre” neste game, e finalmente ser capaz de terminá-lo. Mesmo tendo a possibilidade do jogador escolher entre três níveis de dificuldade, Line of Fire é um game complicado de qualquer forma, algo que pode ser altamente positivo para os jogadores que gostam de um bom desafio.

Recordar é envelhecer: Line of Fire (Master System)
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