Olá amigos do Gagá Games! Após um delicioso período de férias, eu, o retrogamer André Breder, volto a trazer até vocês mais uma edição do Recordar é envelhecer. Hoje vou relembrar um clássico de ação lançado para o Super NES pela Capcom: Mega Man X2! Tenham todos uma boa leitura e até a próxima!

Introdução:

Após o sucesso obtido pelo Mega Man X original, não era preciso ser vidente para saber que uma nova franquia da Capcom estaria nascendo: e em 1994 saia praticamente simultaneamente no Japão e nos Estados Unidos, o título Mega Man X2. Seguindo os mesmos moldes do game anterior, mas também tendo algumas novidades, Mega Man X2 tornou-se logo um jogo tão aclamado quanto o primeiro, saciando a fome dos jogadores que haviam adorado as aventuras do destemido robô X.

Mega Man X2 se passa 6 meses após os fatos ocorridos no primeiro game, mas mesmo com a aparente derrota de Sigma e de seus Mavericks, o mal não foi eliminado completamente. X, agora como o novo líder dos Maverick Hunters, vai até uma fábrica de robôs, para cuidar dos Mavericks remanescentes.

Após cruzar toda a fábrica e no final vencer um robô gigante, X descobre que o corpo de seu amigo Zero ainda existe – só que dividido em várias partes. Três robôs que se auto proclamam como os “X-Hunters” (Agile, Violen e Serges), foram quem descobriram as partes do corpo de Zero, e as utilizam para fazer com que X seja guiado para as mais complicadas armadilhas. Se X não recuperar o corpo de Zero logo, ele sabe muito bem que seu antes poderoso amigo, pode ser utilizado para propósitos terríveis…

Sobre o game:

Assim como no capítulo anterior da franquia, Mega Man X2 começa com uma pequena fase introdutória. Após isso, o jogo segue a tradição de todos os games que envolvem o nome Mega Man: a possibilidade de se escolher em qual fase jogar. X continua, claro, tendo também a capacidade de ganhar os poderes dos chefões vencidos, e como sempre ocorreu em games da franquia clássica, ele começa novamente do zero, sem possuir nenhum dos poderes especiais obtidos no game anterior.

A única “habilidade” que X traz do Mega Man X original, é a capacidade executar um “dash”, algo que no jogo anterior só era possível após obter uma parte específica de uma armadura cibernética.

E falando na armadura cibernética, em Mega Man X2 há uma outra a disposição de X, que assim como a do game anterior, está dividida em 4 partes (punhos, peito, cabeça e pernas). Cada parte da nova armadura pode ser conseguida em capsúlas que ficam escondidas em determinadas fases, e todas trazem um holograma do falecido Dr. Thomas Light, que mais uma vez explica para X a função de cada uma dessas partes, que possuem habilidades diferentes da armadura vista no game anterior: as pernas permitem que ele possa executar um “dash” no ar; o peitoral além de diminuir os danos causados pelos inimigos, também permite que seja usado o ataque “Giga Crush”; o capacete permite examinar as áreas do jogo na procura de lugares secretos; e os punhos aumentam o poder do X-Buster e também das armas conseguidas ao vencer os chefes do game.

Se no Mega Man X original o último “upgrade” de X era o todo poderoso “hadouken”, aqui temos o “shoryuken” tal qual este golpe é visto quando desferido no games pelo lutador Ken, ou seja, deixando também um rastro de fogo!

O “shoryuken” em Mega Man X2 não chega a ser mortal como o “hadouken” do game anterior, mas causa bastante dano nos chefões, mesmo não sendo capaz de matar todos eles no ato. Infelizmente (ou não) o lendário “shoryuken” só pode ser obtido próximo do final do jogo, mas mesmo assim este golpe se torna muito útil quando o jogador tem que encarar todos os chefões de Mega Man X2 novamente, e também os chefes finais.

Os Heart Tanks, que aumentam o número de pontos de vida; e os Sub-Tanks, que servem para armazenar energia extra; também marcam presença no jogo, e são itens valiosíssimos, pois deixam o jogador em seu poder máximo para poder encarar os chefes finais com mais probabilidades de vencê-los sem passar tanto aperto. No total existem em Mega Man X2 um número de 8 Heart Tanks e 4 Sub-Tanks.

Algo bacana na trama de Mega Man X2 está no fato das partes de Zero que estão em poder dos inimigos, sendo que durante o game é possível recuperar algumas ou mesmo todas as partes do lendário robô vermelho. Isto acaba influenciando em eventos posteriores na trama do jogo, como por exemplo, se X não recuperar nenhuma das partes, ele acaba tendo que encarar o próprio Zero em combate, que estará sob o controle do maléfico Sigma, que sim, também está vivo e novinho em folha.

A batalha contra Zero pode ser considerada como o momento mais épico de todo o jogo, mostrando que apesar da aparente superioridade do robô vermelho, X é sim capaz de vencê-lo, ainda mais se estiver em seu poder máximo e contando também com o golpe “shoryuken”.

Graficamente Mega Man X2 consegue ir um pouco além do que foi mostrado no game anterior da franquia, ou seja, em outras palavras temos um game com cenários de fundo muito bem detalhados e coloridos, e que não são apenas um “plano de fundo” estático, mas que se movimenta juntamente com a progressão do jogador nos estágios, e traz ainda semi transparências mais definidas e até gráficos em 3D, tudo graças ao uso do chip Cx4 no cartucho do game. O design dos personagens e dos cenários continua seguindo o mesmo padrão de qualidade visto no primeiro jogo da franquia X, pois claro, foram novamente criados pelo genial Keiji Inafune; e a animação dos objetos gráficos do jogo está mais do que perfeita!

Em termos sonoros o game também segue o padrão do game anterior: na questão dos efeitos sonoros, o jogador vai reconhecer vários já utilizados no Mega Man X original, o que por um lado é bom, pois de maneira imediata você tem a sensação de estar mesmo jogando uma continuação. E como os efeitos do primeiro jogo são excelentes, nenhum gamer terá do que reclamar do que é ouvido em Mega Man X2.

A trilha sonora ficou a cargo de Yuki Iwai, que também havia trabalhado antes no game anterior da franquia, e mesmo trabalhando sozinho, já que em Mega Man X original ele pôde contar com a colaboração de mais 4 pessoas, o músico fez um ótimo trabalho, trazendo temas eletrizantes para o game, o que ajuda diretamente na emoção que se tem ao jogar este grande jogo.

A jogabilidade de Mega Man X2 continua tão boa quanto a do game anterior, fazendo uso de todos os botões do controle do Super NES, exceto o botão X (seria alguma mensagem subliminar?), tal qual ocorreu no primeiro Mega Man X. Controlar o protagonista pela tela, bem como fazer uso de suas habilidades e poderes é extremamente fácil, assim como o acesso ao prático menu. Todos os comandos podem ser executados sem atrasos, o que garante que a ação no jogo não tenha interrupções desagradáveis.

Em relação a dificuldade, Mega Man X2 segue o nível já visto no game anterior da franquia, ou seja, está longe de ser um game fácil, mas também não chega a ter o mesmo nível de dificuldade insano de alguns games da série clássica. Como já é tradicional na franquia, o jogador tem a possibilidade de escolher a ordem em que os 8 chefões iniciais serão combatidos, o que abre espaço para se montar uma estratégia, pois cada um dos chefões do jogo possuem fraquezas relacionada a alguma arma ou poder que é conseguido com outro. Então seguindo certas ordens de batalhas, o jogador poderá vencer os chefes do game de uma maneira mais fácil.

As fases continuam trazendo obstáculos e armadilhas para o destemido X perder vidas: abismos não faltarão no caminho do herói. Os inimigos menores continuam petulantes, e muitos podem dar boas dores de cabeça ao jogador, como o irritante “Pararoid V-1”, que gruda na cabeça de X e faz com que ele comece a executar movimentos e comandos de forma automática, o que atrapalha, e muito, a vida do jogador. E em algumas fases o jogador terá que encarar, além do chefão final, um mini chefe, que promete ser uma pedra a mais no caminho de X rumo a conclusão de sua missão.

Agora a parte mais complicada do game, naturalmente, é a seção final, onde X tem que encarar os malditos X-Hunters (Agile, Serges e Violen) e depois ainda travar uma batalha com Zero (isso, dependendo das ações que o jogador tomou no decorrer do jogo como já explicado anteriormente), para só depois poder mais uma vez estar frente a frente com o diabólico Sigma. Este grupo de 5 super inimigos, são os mais difíceis de todo o jogo.

Conclusão:

Mega Man X2 serviu para estabelecer de vez uma nova franquia para a Capcom. Foi um game que não quis sair muito do padrão do primeiro, mesmo trazendo algumas poucas e utéis implementações. Juntamente com o game anterior, pode ser considerado como um dos mais divertidos e viciantes games do Super NES, e hoje em dia continua um game tão genial quanto era na época de seu lançamento. Antiquado e datado? Somente um jogador novato que nunca tenho jogado Mega Man X2 possa ter uma opinião deste tipo, pois quem já jogou (várias vezes) este game até o fim, sabe que ele é um daqueles raros casos onde o game parece não envelhecer nunca.

Recordar é envelhecer: Mega Man X2 (Super NES)

27 ideias sobre “Recordar é envelhecer: Mega Man X2 (Super NES)

  • 07/08/2010 em 6:37 am
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    Tiago Hell :

    O Mega Man que tem o famoso “Carinha verde de moto que morre logo no começo da primeira fase”

    XD

    Pelo visto a morte do “carinha verde de moto” foi algo que te marcou em Mega Man X2…. hehehehehe… mas não esquente tanto com isso, ele era, na verdade, só um monte de pixels… 8)

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  • 07/08/2010 em 11:38 am
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    maxi2099 :

    Esse pra mim é o terceiro pior jogo da franquia X, perdendo só para o X5 e o X7. Tirando as músicas que estão entre as melhores da série, o resto é muito mais do mesmo em relação ao primeiro.

    Acho que entendi seu ponto de vista: você não gosta do X2 pois ele é praticamente um “xerox” do primeiro certo? Bem, como eu gostei muito do Mega Man X original e não vejo problemas quando um game repete uma fórmula divertida e viciante, posso afirmar que curto o X1 e o X2 da mesma forma. Lógico que o primeiro foi mais impactante, mas como o X2 manteve o mesmo nível, acho ele tão bom quanto o original.

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  • 07/08/2010 em 12:15 pm
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    Infelizmente o x7 não teve muito agrado mas eles tentaram inovar não dava pra fica sempre na mesma coisa, pena que deu errado.Não sei pq falam tanto mal do x5 gostei bastante dele, e todos os X do snes são otimos para passar longas horas jogando

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  • 07/08/2010 em 2:36 pm
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    Esse é o segundo melhor da série X… O melhor é o X3.
    No X4 já começou a virar putaria. Daí pra frente então, desbundou!
    Ótimo review!!
    Eu sempre ficava na dúvida se matava os 3 X-Hunters no começo ou se deixava pra poder matar o Zero no final.
    Eu tenho o meu aqui na caixa completinho ainda… Qndo eu morrer vai comigo pro caixão hahahha
    A única coisa é q eu achava que eram heart tanks. Procede?

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  • 07/08/2010 em 2:38 pm
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    Carrion :

    …e todos os X do snes são otimos para passar longas horas jogando

    Concordo plenamente.

    Kai Hikari :

    Eu sempre joguei as franquias de mega man. Acho o X2 e o X3 um dos mais dificeis.

    Uma das características das franquias envolvendo o nome Mega Man é a alta dificuldade mesmo. A série clássica então… nem se fala!

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  • 07/08/2010 em 3:20 pm
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    Fabricio :
    Esse é o segundo melhor da série X… O melhor é o X3.
    No X4 já começou a virar putaria. Daí pra frente então, desbundou!

    eu ja penso diferente… pra mim o melhor da série é o rockman x4 (isso mesmo, o japones é melhor que o americano!) mega man x2 foi o que eu menos joguei e do snes pra mim o melhor é o 1 mesmo… o que não tira nenhum mérito desse…

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  • 07/08/2010 em 7:05 pm
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    O ápice da série foi o X3, pena que eliminaram um monte de coisas dele nos posteriores. Já o pior foi o X7, mas mesmo assim eu ainda acho ele bastante jogável. O negócio é que Mega Man é igual jogo da Treasure, mesmo quando não sai direito ainda é bom, tirando o Rockman & Forte do WonderSwam.

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  • 07/08/2010 em 10:38 pm
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    MM X2… Nostálgicas lembranças da minha sexta série, o sufoco que foi para conseguir o Shoryuken… Lembro da primeira vez que venci Sigma com ele, foi tipo… Ha-Ha! *Nelson Muntz Mode* Pena que em Megaman X pulei toda a fase do ps1 e fui direto pro X8, que mesmo não sendo lá uma brastemp, agrada muito!

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  • 09/08/2010 em 8:15 pm
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    O X2 foi um pioneiro porque a partir deste é que surgiu a apelação Giga Crush, que conforme o jogo e armadura tem outros nomes como Nova Strike (ultimate Armor),Hiper Crusher (Force/Golden Armor X3),etc.Concordo a franquia X é a minha favorita, assim como a clássica.Jogos da franquia Megaman que me decepcionaram: X7, Legends 1 e 2, Soccer, Megaman & Bass que não saiu em nenhuma coletânea para o PS2.

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  • 10/08/2010 em 12:56 pm
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    Fala aew xará (meu nome é André tmbm ^^) muito legal teu post sobre o X2, só pra encabular, eu tenho uma dica muito bacana que pouquissimos sabem aew vai:

    Quando vc for enfrentar o ZERO do mal ou seja não pegando todas as partes dele, ao lutar contra ele derrote-o com o “SHORYUKEN”, e vc ganhara o tiro especial do zero, por ser muito dificil de fazer eu não encontrei fotos pra provar mas sim é verdade funciona msmo, a cor do tiro é roxo com lilás e beeemmmm mais forte do que a concentração final de X, lembrando tem que derrotar o ZERO com o “SHORYUKEN”, é dificil mas compensa!

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  • 12/08/2010 em 8:16 am
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    @André Breder
    A mais pura verdade, mas é mais facil vc fazer jogando com um controle caso seja no emulador pq é muito dificil fazer o “SHORYUKEN” pra derrotar o ZERO, lembrando se for usar o “SHORYUKEN” deixe a barra de energia do ZERO quase acabando, quando faltar um pouquinho pra derrota-lo vc usa o “SHORYUKEN” nele, cara é muito dificil, pq enquanto vc esta fazendo o comando do golpe, as vezes escapa um tiro do X aew o ZERO entra em guarda e nada acerta ele por isso tem q ser certeiro bem na hora certa, vc teria um controle pra pc em casa??? experimenta fazer q dá certo pq o bom é q da pra salvar na hora certa, quando tu eztiver pra derrotar o ZERO vc salva e vai tentando. vou caçar uma imagem pra te mostrar

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  • 22/02/2011 em 1:45 pm
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    André Breder :

    maxi2099 :
    Esse pra mim é o terceiro pior jogo da franquia X, perdendo só para o X5 e o X7. Tirando as músicas que estão entre as melhores da série, o resto é muito mais do mesmo em relação ao primeiro.

    Acho que entendi seu ponto de vista: você não gosta do X2 pois ele é praticamente um “xerox” do primeiro certo? Bem, como eu gostei muito do Mega Man X original e não vejo problemas quando um game repete uma fórmula divertida e viciante, posso afirmar que curto o X1 e o X2 da mesma forma. Lógico que o primeiro foi mais impactante, mas como o X2 manteve o mesmo nível, acho ele tão bom quanto o original.

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