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Treasure of the Rudras foi um dos últimos RPGs lançados pela Square para o Super Famicom. Como o jogo nunca foi lançado fora do Japão, passou despercebido por muita gente. Nesta série de quatro posts, nosso amigo Thiago “Senil” vai nos apresentar a este interessante jogo da Square, que curiosamente não virou franquia e até hoje foge ao “radar” de muitos amantes do gênero.

— Orakio “O Gagá” Rob

“Na Jade Sagrada reside o Corpo do Poder… O Poder reside no Herói que possuirá grande Força”

SionA música deste jogo é facilmente associada aos eventos que experimentamos durante a jornada. Tentarei, sem entregar nada do enredo e dos acontecimentos, ser bem curto aqui. Mais até do que gostaria, já que sou fascinado por música.

Ryuji Sasai é o compositor de todas as canções deste jogo. Talvez seja conhecido por outros jogos da Square como Final Fantasy Mystic Quest, Tobal No.1 ou Bushido Blade 2. Contudo, ele está envolvido na composição e arranjo de muitos outros jogos relevantes na indústria japonesa de games desde 1982, como por exemplo, Xak e Xak II. E qual é a diferença dele para outros compositores de músicas de games? A resposta é simples: ele é roqueiro.

Sasai toca baixo em duas bandas japonesas:  a Queen Mania (uma banda-tributo ao Queen) e a Spiders from Cabaret. Só pelo fato de gostar de rock ele já ganha alguns pontos, e devo dizer que suas composições em Treasure of the Rudras são muito boas. As músicas de batalha são empolgantes e envolventes; as mais tranqüilas dão a sensação de se estar em um lugar seguro ou sentindo a brisa do mar batendo em seu rosto. É realmente uma pena (ou não) que ele tenha se desligado da Square em 1998 (como muita gente boa da empresa vem fazendo há tempos).  Seu primeiro trabalho na Square foi com SaGa III (conhecido como Final Fantasy Legends III por aqui).

Na entrevista disponível neste site ficamos sabendo de coisas interessantes: suas bandas favoritas são Judas Priest, Extreme e Red Hot Chilli Peppers (ele gosta das antigas, eu suponho, he he), e também é legal ver que ele curte metal alternativo. Segundo a entrevista, ele estava envolvido em dois RPGs (alguém que chutar quais?) que acabaram não dando certo, e como não tinha mais nenhum trabalho para ele lá, Sasai saiu da Square.

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À esquerda: o primeiro gigante que os humanos veem; eles os julgavam extintos. À direita: Sion lê a inscrição sobre Abilijer, o Rudra dos gigantes.

Treasure of the Rudras foi o primeiro trabalho no qual esteve envolvido na composição e no arranjo totalmente sozinho. Foi-lhe dada muita liberdade; a única exigência era a de que a toda a trilha sonora coubesse em um único CD de áudio. Sasai afirma ter composto mais de duas vezes esse limite.

A certa altura da entrevista, ele esbarra em uma questão organizacional importante. O status alcançado e o tempo de trabalho na empresa não contavam muito na Square: o que importava mesmo era se o título ia vender bem ou não. Com o advento e domínio de jogos em CD (e a total ausência de limites aos compositores), a publicidade passou a enfocar muito mais o nome de compositores renomados do que antes. Por isso que, em sua esmagadora maioria, somente aqueles envolvidos em projetos de grande destaque comercial passaram a ser conhecidos pelo seu nome em diversos países; mesmo que tivessem menos tempo de casa em comparação a ele (como o Yasunori Mitsuda, para ficar em só um exemplo). Contudo, nem só o que vende mais ou estampa um produto em letras garrafais pode ser bom. Vale a ouvida com certeza. As outras trilhas dele também são bem elogiadas, mas não tive a oportunidade de ouvi-las ainda.

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À esquerda: embate contra o primeiro dos Quatro Danans Divinos; aquele que guarda a Torre do Relógio. À direita: Mayura não é um oponente fácil. Mas Sion não teme. E não está sozinho.

Mas aviso, as canções que mudam com cada grupo que se está jogando e com as situações que estamos enfrentando fazem toda a diferença. E isso faz eco aos próprios detalhes que percorrem todo o jogo, seja no enredo, nos encontros, ou ainda nos personagens.

Segunda-feira, no Gagá Games: a resenha de Treasure of the Rudras!

Treasure of the Rudras: a música
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8 ideias sobre “Treasure of the Rudras: a música

  • 30/04/2010 em 10:36 am
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    Esse jogo estava esquecido no HD (pasta Roms de SNES) e estava na fila para logo depois de Bahamut Lagoon e Treasure Hunter G. Os dois citados foram devidamente jogados e “zerados” (alguém ainda ussa isso?!) e este ficou sem a devida atenção, mas não mais!!!! Esses posts sobre Rudra tão du karaleo!!!

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  • 30/04/2010 em 11:08 am
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    @Doidao66
    Valeu pela força cara!

    Esses dois que falou são bons mesmo? Eu lembro de ter começado a jogar o Bahamut Lagoon uma vez, mas acabei abandonando e nem lembro o porquê. Sempre ouvi falar bem do Treasure Hunter G. Acho que vou colocar na fila junto com o Live a Live e o Secret of Evermore (este, aliás, estou devendo desde o ano passado hehehe).

    E sim, eu ainda uso o verbo “zerar”. hehehe E é interessante pensar em sua origem. Imagino que tenha a ver com os primeiros games (de arcade ou não) em que havia um limite de pontuação que, quando atingido, o score voltava a zero, ou o jogo terminava. Vou falar disso em um post de um clássico que estou preparando. hehehe Obrigado pela lembrança!

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  • 30/04/2010 em 12:37 pm
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    @Luis Felipe
    Valeu pelo apoio!

    Quanto aos dias de postagem em dias separados é para que todos os espaços sejam preenchidos sempre por artigos diferentes, escritos por pessoas diferentes. Eu mesmo não ia querer que enjoassem de mim tão rápido, afinal de contas. hehe E isso ainda me dá mais tempo para preparar alguns outros que, se tudo der certo, devem começar a surgir na semana que vem. Vamos ver como andam as coisas.

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