Momentos Inesquecíveis (Parte 3/6) – NES

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Vamos nós para o terceiro capítulo da saga “Lembranças Inesquecíveis”, hoje retratando as maravilhosas sensações que tive ao conhecer o idolatrado NES, o Nintendinho para os íntimos. Boa leitura! :D

Capítulo 3: Nintendinho

O ZX Spectrum já tinha caído no esquecimento, principalmente depois de acompanhar a evolução dos arcades e de jogar o MSX e o Amiga na casa de amigos. Nossa, o MSX dava um banho no TK-90X, o Yie-ar Kung Fu 2 era um espetáculo e os jogos de nave eram de babar. O Apple 2 então, com Karateka, nem se fala, era um sonho distante (meu pai era pobre, hehehe).

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O sonho de ter um videogame maneiro retornou com as propagandas estilo ficção científica do Master System na TV e nas novelas. Mas meu pai ficava sempre assustado ao ver o preço do hardware da SEGA nas vitrines e isso me desanimava.

Contudo, com o advento dos muambeiros do Paraguai, a história começaria a mudar, já que os preços praticados neste país, como todos já sabem, são bem melhores que os do comércio brasileiro. Foi assim que adquiri o Nintendo Entertainment System, meu primeiro videogame de fato, no auge dos meus 11 anos.

Lembro que um amigão me chamou na casa dele falando um palavrão chamado Micro Genius. Achei o nome bem esquisito, mas mesmo assim fui ver do que se tratava. Quando cheguei lá e entrei na sala, tive a sensação mais gostosa que já senti no universo dos jogos eletrônicos. Estático, sem ao menos piscar, deslumbrava uns familiares deste amigo se divertindo com um game muito louco! Reconheci o personagem dos arcades, era o Mario, mas numa aventura bem diferente. Ele era pequeno e crescia ao pegar um cogumelo, além disso atirava bolinhas de fogo ao se alimentar com uma flor. A tela rolava horizontalmente e existiam segredos, incluindo bônus e até estágios secretos bem escondidos no cenário. Os inimigos apresentavam uma animação soberba e havia um confronto especial ao final de cada mundo. Mario fazia de tudo, só faltava voar, pelo menos nos primeiros capítulos da série, pois em Super Mario Brothers 3 até isso o bigodudo viria a fazer.

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No mesmo dia comecei a infernizar meu velho, tanto que ao final daquele ano receberia de Natal, via Paraguai, meu memorável Micro Genius, mais um dos inúmeros clones do Nintendinho.

O NES foi um dos consoles que mais me divertiu, ligava o bichinho religiosamente todos os dias conhecendo franquias que me acompanhariam para sempre. Infelizmente esta brincadeira começou a perder a graça depois que fiquei sabendo da existência do Mega Drive, um hardware que seria duas vezes mais potente que o Nintendinho, mas isso fica para o próximo capítulo.

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Micro Genius à esquerda, NES à direita

Características marcantes da época: Cartuchos com 40 a 100 jogos, com um monte de títulos semelhantes, apenas com algumas diferenças tênues (dificuldade, cores, etc). Varar a madrugada para fechar um game, pois a comodidade dos saves ainda não era difundida. Passwords gigantescas e confusas eram comuns para se preservar o progresso de um game. Jogos com dificuldade absurdamente injusta nos faziam arremessar os controles na parede da sala. Encontros frequentes com os amigos para uma jogatina.

Games preferidos deste aparelho:

  • Super Mario Bros 1 e 3
  • Tetris
  • Contra
  • Excite Bike
  • Bomberman
  • Teenage Mutant Ninja Turtles 2
  • Double Dragon 2
  • Castlevania
  • Batman
  • Ghosts N’ Goblins
  • Adventure Island
  • Mega Man 2
  • Ninja Gaiden

E você com certeza deve discordar desta lista, né? Acrescente então qual é o game que mais te emociona ao lembrar do Nintendinho!

Próximo capítulo: Mega Drive

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