Academia Gamer: minhas férias de verão

“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

Olá crianças!

Certamente podem se lembrar de quando retornavámos de nossas férias e algum professor (geralmente de Português) solicitava que fizéssemos uma redação sobre o que fizemos em nossas férias. Por mais tedioso que fosse (e difícil de nos lembrarmos de tudo que fizemos), é isso que quero trazer para vocês hoje, porém enfocando apenas o aspecto mais próximo dos videogames para discutirmos.

Como prometido no meu último post do ano passado, eu iria aproveitar para descansar e curtir um pouco o tempo livre que teria com a minha família. E realmente foi isso que acabei fazendo. Descansei tanto que mal joguei game algum. Já conversamos em algum momento sobre o estranho paradoxo do jogar: ele é um “descanso que cansa” e, realmente, não estava com ânimo de continuar jogando Wild Arms que já havia iniciado ou experimentar alguma outra coisa.

O Boomerman de Jaspion não parece o Hahn de Phantasy Star IV? :-)

Na realidade, o único game que realmente joguei foi o Sonic Generations porque apenas em casa eu consegui fazê-lo funcionar (meu notebook que uso aqui em Rondônia não tem uma boa placa de vídeo e isso não foi possível). Mas mesmo assim, o game não foi minha prioridade em nenhum momento: se podia sair para fazer qualquer coisa, ou até mesmo só ficar deitado sem fazer nada a não ser zapear pelos canais de televisão, era isso que acabava escolhendo fazer. Boa parte do meu tempo, por exemplo, foi despendido para rever velhas séries de tokusatsus como Jaspion e Flashman.

Consegui comprar um XBox 360 para presentear a minha noiva e acabei experimentando alguns jogos desse console também, mas nada muito sério já que o videogame é dela e estava somente acompanhando suas jogatinas de Castlevania: Lords of Shadow, Devil May Cry 4, Resident Evil 5 e outros. Aliás, uma retratação: joguei com bastante afinco o Sega Superstar Tennis que é bem mais divertido do que parece. Foi bom para matar um pouco a saudade do Alex Kidd cujos jogos não provo há bastante tempo.

Mas os aspectos mais interessantes ocorreram depois que voltei para o local de meu trabalho. Nas (pouquíssimas) horas livres que tive na semana retrasada fiz duas coisas que não faço há anos (talvez há uma década aproximadamente). A primeira é que consegui retomar um RPG da metade sem precisar reiniciá-lo mesmo sem tê-lo jogado durante um mês inteiro. Já comentei diversas vezes por aqui que sempre que largo um jogo grande pelo meio, eu acabo tendo que começar tudo de novo porque não me lembro onde estava, o que tinha que fazer ou qualquer coisa do tipo. Mas isso não aconteceu dessa vez! Continuo desbravando Filgaia com Rudy, Jack e Cecilia. E nem falta muito assim para terminar já que encarei aproximadamente uns dois terços dele. Fiquei muito feliz com isso para ser sincero: não sei se começaria do início novamente.

E a outra coisa, relacionada com essa, é que passei a jogar dois RPGs ao mesmo tempo. Essa um de nossos colegas daqui do nosso espaço há de se interessar muito, com certeza. Reiniciei o Shin Megami Tensei de SNES que havia parado há eras porque enfrentei um bug em um trecho que nem me lembro bem onde era. Já avancei um pouco até e estou tentando o mesmo caminho que havia tentado na vez anterior: a neutralidade. Provavelmente poste alguma coisa sobre o jogo aqui na Academia Gamer mesmo para debatermos algumas questões, mas quero terminá-lo primeiro para que eu também possa falar com alguma propriedade.

Enfim, foram férias agradabilíssimas e que me proporcionaram a mudança de dois hábitos relacionados a games que tinha anteriormente.

Bem vindos de volta à nossa roda de conversa! E até o próximo post!

About Senil

Escritor e ouvinte de música em tempo integral que joga menos videogame do que gostaria. Fez miraculosamente uma dissertação de mestrado sobre Phantasy Star que praticamente ninguém deve ter tido paciência de ler.