Diário de bordo Panzer Dragoon Saga (30/30)

E chegamos à última edição do nosso diário de bordo… e o fim de Panzer Dragoon Saga é totalmente matrix, muito louco e inesperado! Venha ler, se emocionar, cair em prantos e arrancar os cabelos porque seu computador não aguenta rodar o emulador de Saturn!

Bom, vou tentar explicar a história do jogo para vocês. “Tentar” porque PDS vai buscar a trama de outros Panzer Dragoons que eu joguei há séculos, e porque a coisa toda é muito doida e confusa. E maneiríssima também.

As torres foram criadas pelos antigos para restaurar o mundo, devastado pelas guerras deles, e para manter o controle sobre a humanidade. Impedindo o progresso humano, o mundo não tornaria a ser destruído. Os monstros eram guardiões que ajudavam a controlar o povo. 

 

A modéstia passa LONGE desse aí…

Os Antigos se mandaram, mas criaram uma rede a la Matrix que tinha uma inteligência artificial: Sestren, o controlador de todas as torres, unidas pela rede. Só que nesse sistema nasceu o “programa herege”, disposto a desativar as torres. O programa herege foi perseguido na rede, conseguiu fugir dela ruma ao mundo físico e se uniu a uma criatura… que é nada mais nada menos do que o dragão de Panzer Dragoon II.

Esse programa herege foi passando de hospedeiro para hospedeiro, sempre com a missão de destruir as torres. E aí chegamos ao Edge e ao seu dragão biíto. Entenderam até aí? Ótimo.

A gente entende parte disso aí quando chega ao tal do Sestren. O cara é tipo um ser “aranhudo”, meio esquisitoide… é assim meio “nhé”, não é o que você espera de um chefe, então em protesto eu não vou colocar foto dele aqui. E a batalha não é lá muito difícil também.

Com a destruição de Sestren, o programa herege conta que ele não era o visitante divino… pois o visitante divino é… Orakio :) Sim, o jogador que controla Edge é o visitante divino das lendas. Muito louco, estou me achando o máximo depois dessa, vou dobrar o preço que cobro pelas minhas traduções. A função do programa herege era a de guiar o visitante divino até Sestren. Muito style, eu gostei da história.

Tentei fazer um vídeo, mas tive todo tipo de problema com o FRAPS (foi uma luta usar esse programa para gravar o diário no Vista… é por isso que eu amo o Linux), então peguei o vídeo de um outro cara e legendei… vejam aí e depois continuem lendo:

Aí o bicho pede a Edge que o destrua, acabando de vez com o legado dos antigos, e vem um papo de novo começo para Edge… Gash e Azel aparecem na maior deprê no fim porque não conseguiram encontrar Edge. Eu desconfio que o Edge voltou na forma do molequinho que esbarra na Azel, ou seja: O EDGE TEM CHANCE DE CASAR COM UMA MULHER BONITA! Que malandro! Cara, eu já inventei desculpas muito ruins para dar o fora em garotas, mas essa de “desculpa, gatinha, não podemos ficar juntos porque eu vou reencarnar em um moleque de seis anos” foi a pior que eu já ouvi! Bom, tem outra possibilidade também: o Edge pode ter reencarnado na montaria da Azel, mas o destino não seria tão cruel assim… ou seria? :)

E é isso aí, criançada. Espero que tenham curtido o jogo. Eu só achei um pouco fácil e linear (embora existam algumas poucas sidequests), mas os gráficos, a jogabilidade e a história são excelentes. Em nenhum momento eu me senti cansado de jogar, PDS mantém aquela sensação de novidade e espanto o tempo todo. Eu adorei. Uma pena não ter tido continuações, porque o estilão dele é incrível. Imaginem só começar um trabalho já com essa base toda pronta, só acrescentando coisas… tinha tudo para ser um clássico.

Gostou da história? Quer saber mais, ver como tudo se encaixa com outros panzers? Então dá uma olhada aqui.

 

About Orakio Rob, "O Gagá"

Dono do império corporativo Gagá Games, o velho Gagá adora falar sobre si mesmo em terceira pessoa. E sim, é ele mesmo que está escrevendo este texto.