“Para quem quer fazer exercícios de reflexão”

 

Olá crianças!

Hoje o post vai ser curto e certamente já tocamos neste assunto algumas vezes por aqui, mas estava pensando bastante nisso estes dias e queria compartilhar com vocês.

Já se depararam com uma situação parecida com esta que vou descrever? Você todo empolgado com a possibilidade de jogar um game maravilhoso, você  ansioso esperando que ele esteja finalmente em suas mãos; tão ansioso que come demais (ou de menos dependendo da pessoa)? E, quando começa a jogar, vai vendo que sua empolgação se esvai não porque o jogo “não encontrou suas expectativas”, mas porque ele simplesmente parece não “ir para a frente”?

Certamente todo jogador de videogame já se deparou com isso alguma vez. A pergunta que quero propor para reflexão é: vale a pena seguir em frente ainda assim?

Embora isso seja algo que perpassa muitas de nossas angústias no dia a dia, não estou querendo aqui aplicar essa reflexão a tudo em nossas vidas. Portanto, fixem suas mentes em um game qualquer.

Aprendi com C. S. Lewis a não classificar um jogo como bom ou ruim baseado somente em uma primeira impressão. Isso é um tanto óbvio, mas ele alerta também para que não julguemos tendo como fundamento uma má experiência. Ele, claro, fala sobre a leitura, mas eu penso mais em algo mais amplo, envolvendo todo tipo de jogo além da literatura. O que seria então “jogar bem” neste sentido?

Evidentemente, não é jogar com pressa, querendo terminar logo de uma vez para escrever uma resenha para seu empregador, jogar para encontrar no jogo algo que não obtém na vida real e, muito menos, é ficar batendo a cabeça somente para terminar de qualquer jeito.

Este é um exemplo de jogo que começo várias vezes, mas nunca me empolguei para persistir nele.

 

“Jogar bem” é deixar-se levar pelo jogo genuinamente, como se ele fosse o melhor do mundo. E isso implica não somente no passo que nos coloca em jogo, mas também à nossa permanência nele. E como isso é difícil em vários jogos, não é?

Facilmente concordarão comigo que alguns games são “obrigatórios” e que, por serem clássicos, devem ser jogados de um jeito ou de outro. Eu acrescentaria, porém, que eles não devem ser jogados de qualquer jeito. Ele deve ser jogado como todo jogo deveria ser: com vontade.

E isso deveria se repetir mesmo naqueles jogos em que uma única pessoa parece afirmar que ele é bom: essa deveria ser a atitude de nós enquanto jogadores, seja qual for o jogo.

Este é um game que sempre me empolgo para jogar genuinamente, mas que, infelizmente, nunca cheguei ao final.

 

O que eu concluo de tudo isso é muito simples. É importante insistir em alguns jogos; principalmente naqueles que alguma pessoa (seja ela qual for) nos diz ser bom. Só que isso requer um duplo compromisso: tratá-lo, por pior que seja para nós a cada cinco minutos de dedicação, como o melhor game que já jogamos; e, claro, jogá-lo nesta disposição até o final.

Ainda assim, a imagem do “murro em ponto de faca” não deve se aplicar nestas insistências. Se realmente está sendo sofrido, se não há esperança de melhora e você não consegue se entregar totalmente àquele jogo em específico, é realmente melhor deixá-lo de lado. Agora, se você consegue suportar bem as dificuldades (gráficos ruins, péssima jogabilidade, tradução sofrível etc.), pode não ser a melhor experiência de jogo que já teve, mas somente após concluir a jornada desta forma que vai poder dizer se este é um bom jogo ou não.

Diferente dos outros jogos da série, este eu demorei para chegar ao final. Mas eu tive paciência com aquilo que me incomodava e prossegui. E valeu a pena: um dos melhores finais da série Shining (senão o melhor).

 

Sofrimento e momentos difíceis devem ser esperados e devem estar presentes em qualquer jogo. Contudo, eles precisam ter um sentido. Isso significa que eles precisam ter algum propósito. Se não vemos este propósito, vemos toda dor como devendo ser evitada. Esta é a diferença de, sofrendo, manter-se de pé e seguir adiante e, sofrendo, arrastar-se para frente rasgando o peito no arame farpado. Paciência e teimosia são duas coisas bem diferentes, embora possam se confundir às vezes.

É isso que queria trazer hoje para vocês. Até o próximo post!

Academia Gamer: Murro em ponta de faca
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66 thoughts on “Academia Gamer: Murro em ponta de faca

  • 22/07/2011 at 2:03 am
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    Olha que eu acho que tinha sim. Não lembro muito bem daquele programa. Mas o programa é de 93 e o jogo também.

    Mas Aliens 3 é outro que eu tinha (super nintendo) e não conseguia jogar muito tempo. Os monstros não me matavam de medo, mas me deixavam desconfortável. Situação semelhante ao Alien Storm. Sei lá porque.

    Às vezes eu torcia para que houvesse uma inteligência aritificial nos monstros, assim eles teriam medo das minhas armas. Mas sei lá… Se eles tivessem, acho que era capaz da minha Ripley sofrer bullying e se matar. Tadinha.

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  • 22/07/2011 at 1:30 pm
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    @Leandro MOraes
    Eu lembro pouca coisa também… Eu era doido para participar dele. hehehehe Acho que todo gamer da minha idade queria na época. hehe

    O Alien 3 eu morria direto mesmo, mas ficava meio apreensivo com os bichos aparecendo do nada também.

    hauhauhauhaha É algo engraçado de se imaginar pelo menos. hehehe

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  • 22/07/2011 at 2:46 pm
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    eu gostava do Alien 3 também. foi por causa desse game que gostei de vários games da série, incluindo os filmes. só as músicas do Alien 3 fazia você entrar no clima de suspense/aventura do game. e era bem estratégico, já que se você fosse apenas com a cara e com a coragem somente, você morria direto. tinha que saber qual missão você teria condições de fazer dependendo do seu estado de saùde ou munição.(e também pela coragem,já que o jogo dava muito medo e as músicas ajudavam) cada um dos seis niveis durava quase ou mais de uma hora e era apavorante quando você tinha que encarar uma sala infestada de Aliens e chestbusters com sua vida nas ultimas, mesmo entupido de munição. já zerei esse game 3 vezes de cabo a rabo.

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  • 22/07/2011 at 3:31 pm
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    @leandro(leon belmont) alves
    É, eu sentia mais ou menos isso também com ele. Mas nunca terminei…

    Como você, meu primeiro contato com a série toda (de games e filmes) foi com esse jogo. Lembro que achava que a personagem principal era um homem. hehehe

    Parabéns então! hehehe Fazia tempo que esse jogo nem me vinha na cabeça. Vou ver se consigo jogá-lo de novo em alguma oportunidade.

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  • 22/07/2011 at 10:30 pm
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    Cruel a estória do rapaz que perdeu 20 horas de jogo. Eu largaria o mesmo de lado por um bom tempo, imagina hehe
    Única vez que me aconteceu algo parecido foi com Lunar Eternal Blue do Sega-CD, que a locadora alugava mesmo sabendo que o cd estava riscado e em certo ponto o jogo travava. Depois de umas seis horas de jogo, já era. Pior que era a única locadora na região que tinha Lunar…

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  • 24/07/2011 at 8:16 pm
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    Ja zerei alguns jogos sem muita vontade mesmo, o que melhor representa isso é Chaos Legion, um jogo de PS2 que todos criticavam mas eu tentei dar uma chance a ele, mas não tem geito mesmo, ô joguinho ruim.
    Zerei só pra não dizer que eu desisti, pois o jogo além de ser ruim pelo seu sistema(não pelos gráficos, que são lindos) é muito difícil.

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  • 25/07/2011 at 3:38 am
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    @quemtaescrevendo
    discordo quemtaescrevendo. Chaos Legion pode não ter uma história muito boa, mas a jogabilidade,gráficos e música são…medianos(admito) mas me diverti e ainda me divirto com ele até hoje. acho que a unica parte chata do game é justamente “grindar” as suas legiões(summons) para ficarem ultra poderosas para a batalha final contra Arcia (outra personagem do game,que fico gamado. ai,ai*^_^*) que foi dominada pelo Chaos Legion. eu na primeira vez que terminei o game, não consegui juntar as seis chips de Thanatos, o summon/legion mais forte do game. eu tinha uns 15 ou 16 na época. 10 anos depois,com ele aqui baixado no Pc, finalmente consegui fazer Thanatos e deixa-lo no level máximo. o bichim ficou tão forte que na batalha final não fiz praticamente nada!!! Thanatos enfrentou sozinho as 3 formas do chaos legion e nem tive que suar para vencê-lo, ao contrário de dez anos atrás que penei feito cão para zerar o jogo sem evoluir as “legião”. e ainda tem os extras de quando termina o game para jogar com a personagem Arcia, que quando tiver menos game para zerar eu arrumo tempinho para ela. acho que o game Chaos Legion é daqueles tipo “ame-o ou deixo-o” já que tem sites de jogos dizendo que o jogo apesar de seus defeitos,deve ser apreciado.

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  • 26/07/2011 at 10:23 am
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    @quemtaescrevendo

    @leandro(leon belmont) alves
    Vou responder aos dois ao mesmo tempo porque o assunto é o mesmo.

    Nunca joguei esse Chaos Legion, então nem tenho muito para acrescentar à dicussão. hehehe

    Mas posso dizer que esse esquema de ter que ficar subindo de nível é muito chato… Em nenhum jogo eu gosto disso porque torna algo que deveria ser agradável em uma atividade maçante… Claro que às vezes acaba valendo a pena, mas é uma das coisas que menos gosto em um game. Nem pelo tempo que gastamos (afinal, meus jogos prediletos são RPGs e, com raras exceções, eles não são nada curtos), mas pela repetição que se torna mecânica (como ficar só usando “ataque” em Final Fantasy).

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  • 26/07/2011 at 8:01 pm
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    Ficar só em “ataque” eu lembro que levava o FF6 numa boa, mas se eu quisesse jogar sem dar nenhuma chance pro game, usava muitas estratégias que ficava até engraçado de fácil, mas daí ir jogar hacks que aumentavam a dificuldade do jogo, deixava ele era impossível.
    Desisti de acabar Shin Megami Tensei: Devil Survivor porque precisava ganhar muito lv de experiência e aí, acabou totalmente com a minha chance de zerar o jogo, porque tinha que se fazer umas 5 lutas ou mais pra ganhar um lv. E quando vou ver vídeo guia de como matar os chefes no youtube, eis que eles não te dão um guia, bastou olhar o lv deles, lv99. Meu lv no mesmo chefe: 55, uma diferença que me fez tirar o jogo da cabeça. Até em cheat na ocasião eu pensei, mas não consegui.

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  • 27/07/2011 at 5:31 pm
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    @Juliano
    Vixe… Como falei, não gosto de ficar subindo de nível. Não vou dizer que nunca fiz isso durante a minha vida toda, mas hoje não vejo muito sentido. Mesmo quando tem chefes opcionais eu dificilmente me arrisco porque é quase uma exigência que você esteja super-poderoso (como alguns chefes secretos em Wild Arms – adorei o jogo, mas não os derrotei)

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  • 27/07/2011 at 7:38 pm
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    @O Senil Báh, matar esses super chefes secretos então eu nunca me arrisquei. No máximo ali o Omega Weapon do FF8 mas isso porque ele tinha um esquema maçante que na verdade acho que era o único jeito de matar ele, da primeira vez que joguei o jogo eu não matei, não teria chance pois não tinha os itens necessários pra matá-lo. Mas na maioria dos jogos eu faço o previsto ali que é matar o último chefe e ver o final, básicão.

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  • 28/07/2011 at 6:11 am
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    @Juliano
    também estou jogando esse Shin Megami Tensei Devil Survivor aqui no PC e estou adorando ele. é mesmo cara, tive que ir umas 6 ou 7 lutas para evoluir um level da Yuzu e do Atsuro(personagens do game) mas como sei que cada game da série Shin Megami Tensei(adoro escrever esse nome :)) leva quase ou mais de noventa horas de jogo, é melhor me conformar. graças ao diário de bordo que o Gagá fez sobre o primeiro game SMT do SNES(não esse spin-off) fiquei fanzaço demais da série e vou zera-lo. tanto que pelo menos metade dos emuladores que tenho aqui pro PC, já tenho um game SMT esperando para ser destrinchado. Hee-hoo para o Mestre-Senil e todos que trabalham e lêem esse site.

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  • 28/07/2011 at 6:24 am
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    @Juliano
    eu também enfrentei o Omega Weapon e posso dizer que nem se me pagarem eu o enfrentaria de novo. mesmo com os itens que te deixam o seu grupo invencível,é lasqueira matar ele. e sobre enfrentar esses super-bosses de um jogo, concordo com você. não vale realmente a pena. por exemplo, eu estou quase zerando Shin Megami Tensei Strange Journey(NDS) e fiquei com vontade de enfrentar o monstro Demiurgo(um demônio negro de asas coloridas) mas eu teria que ir em new game+ para ir contra ele e voltar para o level 1 quando agora estou no level 70. e ainda tenho que zerar o Shin Megami Tensei 2 do Snes que baixei faz tempo, eu não sei se vou começar o jogo de novo só para enfrenta-lo. até lá vamos ver se zero o game…

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  • 28/07/2011 at 8:18 pm
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    @leandro(leon belmont) alves
    Pois é, Omega Weapon é basicamente ficar de HP baixo com Squall, conseguir usar o Hero nele que ele fica invencível, daí é ficar passando o turno até vir o limit dele, daí em pouco tempo ele morre. Mas e em FF7 que esses chefões ultra difíceis tinham estratégias bem mais boladas e ainda contando com a sorte, esses eu nem pensei em enfrentar, matei o Sephiroth na segunda tentativa, porque na primeira eu tava podre de Lv, acho que tive que subir uns 2 a mais daí cansei fui lá enfrentei ele e nunca mais joguei o jogo(não sou super fã de FF7).
    O SMT: Strange Journey eu joguei um pouquinho até matar o primeiro chefe, parece bem legal, principalmente aquela trilha clima de terror.
    No SMT: Devil Survivor, pra começo de história eu não salvei lá um dos dois personagens que tinham numa quest daí perdi eles. Mas o pior é que no último dia desse jogo fica sem condições, o jogo não tem nem metade dessa dificuldade antes do ultimo dia.

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