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Ayn, após encontrar seus pais, recebe uma nova missão em honra a Lyle: salvar sua filha seqüestrada.
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Satélite teria que ficar para depois. Mas claro que não deixei de me preocupar com isso, ou com meus pais que ainda ficariam naquela caverna constantemente atacada e invadida por andróides e robôs prontos a feri-los ainda mais. Não sabia por quanto tempo ainda resistiriam àquilo e decidi partir o mais breve possível.

Com a estranhamente melancólica Lágrima do Dragão, teria que viajar até o Leste, para outro mundo, e tentar encontrar ali Thea. Mais uma vez, a parada em Hazatak e reabastecimento naquelas suas águas límpidas e frescas foi indispensável. Não consigo me lembrar se viajamos logo em seguida ou se descansamos ali, mas isso não é improtante.

Após viajar durante certo tempo, alcançamos finalmente uma caverna e um pequeno templo. Curioso, tentei ir até ele primeiro por pensar que a pedra teria alguma utilidade ali. Entretanto, Mieu me impediu e disse que era pela caverna que deveríamos passar. Achei aquilo muito estranho, mas lembrei-me depressa de meu pai que contava sobre suas viagens e a estranha treva que o envolvia ao entrar em tais cavernas seladas.

Não foi uma sensação agradável, por mais que estivesse ansioso por experimená-la algum dia. Antes de erguer a Lágrima do Dragão, tentei passar sem utilizá-la. Como que uma parede escura e estranha me envolvia incapacitando não somente meus olhos como também todos os meus outros sentidos. Ao contrário do que imaginei que seria, eu era puxado para dentro dela, em um silêncio quase absoluto. Foi Wren quem, em um movimento me puxou de lá. Uma vez do lado de fora, vi que Mieu segurava a pedra em sua mão e a erguia pedindo, em seguida que ficássemos juntos dela.

Após peregrinarmos por aquela caverna metálica (em certa medida, muito semelhante àquela da fortaleza orakiana), notamos que mesmo ali haviam muitos andróides fortes, alguns até mesmo com três ou quatro vezes o meu tamanho. Pensei então que talvez ali houvesse alguma cidade dos descendentes de Orakio e que eles, além de terem seqüestrado Thea, estariam por trás dos ataques a Cille e Shusoran.

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A primeira cidade que encontrei, não pude saber seu nome… Ela estava deserta… Fui em direção ao portão do castelo e percebi que havia ali, incrsutado, o símbolo de Orakio. Mas estava muito bem presa e era impossível entrar. Ousei entrar, então, em algumas casas que tinham suas portas abertas ou somente encostadas. Porém, não tive sucesso em nenhuma delas. Até que na última, um velho encostado em dos cantos, aparentemente cego e, quem sabe, eixado para trás, murmurava alguma coisa sobre uma cidade chamada Techna a Nordeste; talvez lá eu conseguisse informações sobre Satélite. Mesmo aquele não sendo meu objetivo no momento, não tinha qualquer outra dica ou sugestão de caminho a seguir e, então, segui por este caminho indicado por uma pessoa desconhecida em uma cidade fantasma.

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Após muito caminhas e atravessas uma ponte, alcancei a cidade de Endora que me saudou muito bem. E foi, conversando com as pessoas muito receptivas de lá, que descobri o nome da cidade pela qual dantes passara: Lensol. E, além disso, havia a informação de que, atrás daqueles portões que não conseguira abrir, uma princesa era mantida contra a sua vontade. Lembro que no momento, nem pensei em perguntar se erma daquela cidade, para saber tanto sobre ela, mas achei melhor deixar para lá.

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Mesmo sabendo meu próximo destino, estava cansado e precisava repor parte de minhas energias antes de voltar por todo o longo caminho. Resolvi continuar caminhando pela cidade; um rapaz até chegou a me dizer como chegar em Tecnha. Supostamente, deveria seguir a Espinha do Dragão até lá. Chegou até a me mostrar um mapa no qual, podia ver, aquele mundo realmente parecia ser composto por dois dragões, com as cabeças se tocando ao centro. Mas Satélite era de menor importância no momento.

Enquanto divagava sozinho em como passar entrar naquele castelo, esbarrei com outro homem que se lamentava por ter tentado salvar a princesa, ter conseguido abrir o portão, mas que desistiu ao ver que haviam monstros à sua espera pronto a matá-lo e que, com medo, correra até chegar ali. Talvez tivéssemos até mesmo andado por Lensol mais ou menos na mesma hora já que, teria tentado depois de mim, mas chegado a Endora antes. Se bem que, é verdade, paramos umas duas vezes no caminho para descansar e comer alguma coisa. E o fato dele ter dito que haviam monstros me deixou um pouco confuso; desde o começo de minha jornada em Cille não via nenhum, somente robôs… Independentemente dsto, ele me implorou para que eu a salvasse antes que fosse tarde. Prometi-lhe silenciosamente que o faria sem demora.

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Após uma boa noite de sono, rumamos a passos acelerados até Lensol. Eu sabia, com uma certeza tão verdadeira que não podia ser expressa em palavras, que era Thea que estava ali. Só não sabia como a encontraria, se estaria bem ou não… Mas deixei para me preocupar com isso depois.

No castelo, a primeira coisa que fiz foi procurar uma entrada para o seu subsolo. Não a manteriam prisioneira em um lugar de fácil acesso. Ao contrário da cidade em si, o castelo estava habitado. Muito populoso, aliás. Infestado por robôs por todos os lados; extremamente fortes e vários deles tentavam imitar animais de verdade para nos confundir. Não foi algo muito simples, com certeza… Ficava lembrando de meu pai e sua aventura para resgatar minha mãe… Mas sacudia logo a cabeça e deixava isso prá lá; afinal, sempre vi Thea como uma amiga e conhecida do que como uma mulher com quem me casar. Ainda mais naquela época e com aquela idade.

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Não tive como esconder minha felicidade ao encontrar finalmente uma escada que levava à parte inferior do castelo. Mas isso se converteu em algo diferente ao tentar, com muita tentativa e erro desbravar aquele labirinto… Tanto que fiquei contente e decepcionado pela minha capacidade ao deparar-me com outra escada que subia… Ao respirar o ar puro uma vez mais, notei uma entrada lateral pela qual poderia sair quando quisesse do castelo. Mas ainda tinha coisas a fazer por lá e continuei caminhando por aquele bosque no qual saíra. Até que encontrei outra escada que me levou mais uma vez ao mesmo labirinto…

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Porém, desta vez, encontrei uma porta feita de barras de ferro. Pedi ao Wren que a abrisse para mim; ele o fez depressa erguendo-a para o alto. Mas nada havia ali a não ser uma segunda porta, idêntica à primeira. Meu companheiro fez a mesma coisa uma segunda vez e, sentada em um canto, com a cabeça nos joelhos flexionados e os lindos cabelos caídos, sujos e desarrumados sobre suaas pernas, a filha de Lyle. Toquei-lhe levemente com um dedo e, como que acordada em sua cama confortável em Shusoran, ergueu a fronte com calma, espreguiçou-se e, ao levantar-se olhou para mim e disse: “Graças a Laya que você veio!”. Conforme íamos saindo por ali, antes mesmo de saírmos de Lensol pela abertura que vira antes, ela me disse que tinha com ela o Rubi Gêmeo, que ele poderia ser útil e que queria ver seu pai o mais depressa possível. Seu tom de voz estava preocupado e me pareceu que sabia que ele estava seriamente ferido. Eu também queria voltar depressa e somente respondi solenemente com um gesto firme de cabeça.

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Diário de Bordo: Phantasy Star III – A segunda geração (03)
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2 ideias sobre “Diário de Bordo: Phantasy Star III – A segunda geração (03)

  • 21/07/2009 em 10:55 am
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    >salvar sua filha seqüestrada.
    R: Esse velho tem uma queda por donzelas abduzidas…
    🙂
    >eu era puxado para dentro dela,
    R: Boa sacada… Gostei!

    >Após peregrinarmos por aquela caverna metálica
    R: Foi a primeira e estranha impressão quando eu joguei isso pela primeira vez…

    >Após uma boa noite de sono, rumamos a passos acelerados até Lensol.
    R: Só de lembrar dessa cidade, já sinto vontade de ir pra casa de me enrolar no meu Lençol…
    🙂

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  • 06/08/2009 em 11:44 pm
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    @J.F. Souza
    huahuahua Pois é. Só acontece esse tipo de coisa nessa família. hehe

    E Lensol é um nome curioso para uma cidade mesmo. hehe Será que eles inventaram do nada ou pensaram mesmo em algo em outra língua (como a nossa, por exemplo)? Não que tenha alguma coisa a ver, claro. Vai que pegaram um dicionário de portugu~es, abriram a esmo e deu nisso. Como não entenderam a “ç”, podem ter posto um “s” mesmo. hehehe

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