Olá crianças!

Consegui arrumar um tempinho além da minha coluna que já conhecem (a Academia Gamer) para fazer um anúncio. E é com muito prazer que escrevo este post para dizer a verdade por ter relação íntima com aquele que é meu jogo favorito de toda a série Phantasy Star e pelo sujeito desta empreitada ser um grande amigo meu mesmo morando a alguns milhares de quilômetros da minha casa: o Yoz.

A partir da superior esquerda, em sentido horário: Rhys dando uma de Dawson; dando uma de ladrão; perdido em um mundo confuso feito de retalhos de casas; andando sobre (e dentro) das paredes do calabouço de seu pai.

Não sei se se lembram, mas foi o mesmo Yoz que fez a Semana Bizarra de Phantasy Star IV uns tempos atrás e que divulguei neste post. Eu acho este tipo de empenho algo espetacular, principalmente porque eu não tenho paciência e nem capacidade para fazê-lo. E imagine só arrumar tempo não só para descobrir maluquices no jogo como também capturar sprites do jogo! E, melhor ainda, sprites de inimigos que ninguém sabia se existiam mesmo ou não!

Bem, é verdade que muitos não dão a mínima para Phantasy Star III. E eu sou o primeiro a concordar que ele poderia ser muito melhor se algumas de suas arestas fossem aparadas. Na verdade, se conseguirem o jogo em suas versões para coletâneas como Phantasy Star Collection para Saturn ou o Phantasy Star Complete Collection para Playstation 2, ao menos uma delas será resolvida: a velocidade com que andam os personagens. Apesar dos pesares, é um jogo fenomenal tendo uma série de características que o tornam único. Não é à toa que eu seria o primeiro a endossar um remake dele (nem que mantivessem os gráficos e só melhorassem o que precisa ser melhorado) porque ele tem muito a oferecer a muitas pessoas. E uma destas coisas é estas curiosidades interessantíssimas que, devo dizer, envolvem somente o uso de códigos de Pro Action Replay e muita paciência.

A partir da superior esquerda, em sentido horário: Mieu e Wren ficaram impacientes e decidiram procurar o Rhys por conta própria; encontraram antes Lyle e Lena que não achavam Rhys em lugar nenhum; sem dinheiro, abriram uma loja e finalmente o encontraram; vasculhando o terreno em times ao invés da fila indiana tradicional.

Fazendo um comparativo com as artes, é como uma sinfonia que não pode ser concluída por conta da morte do compositor. Ou, para pensarmos em games, é como aquele quadro inconcluso que vemos em Xenogears. Phantasy Star III é magnífico sendo o que é; não o louvo pelo que poderia ter sido, ou elogio suas falhas: reconheço aquilo de melhor que ele tem para nós.

Nunca me angustiei tanto em um jogo como neste na hora de escolher com qual mulher eu casaria. Maia ou Lena? E isso só piorava porque depois surgiam outras dúvidas: Sari ou Thea? Laya ou Alair? Ficava longo tempo fitando a tela na tela de seleção da esposa ponderando a respeito disso. Como na vida, esta não é uma decisão simples.

Outra coisa interessante nele é o fato de não haver um protagonista. Os únicos personagens que realmente passam por todo o jogo são coadjuvantes (embora de papel indispensável). Isso quebra com aquela ideia propagandeada de que você precisa “entrar no protagonista” de um game para poder aproveitá-lo ao máximo, que você precisa sê-lo inteiramente. Em Phantasy Star III, você está no controle de uma família inteira: suas decisões afetam o destino de cada uma de suas progênies e até mesmo o do próprio mundo.

A partir da superior esquerda, em sentido horário: Rhys observando Mieu se declarar para Maia; Rhys e Wren observando o terreno do alto (ou se escondendo de Mieu e Lena?); andando sobre as águas; casamento de Mieu com Maia.

E não é assim a nossa vida? Phantasy Star III permite que você explore vários “e se…” e só por esta razão já vale jogar através de todas as gerações com afinco e dedicação. De novo, essa jornada tem que ser levada a sério. Se você não consegue aguentar os primeiros quinze minutos matando Chirpers e ganhando só um ponto de experiência (como eu na primeira vez que o joguei), parta para algum outro game e volte depois (como eu também fiz). Eu acho que vale a pena.

Além dessa exploração “normal” do jogo, é possível que nos divirtamos fazendo algumas extravagâncias. E algumas delas que coloquei aqui na forma de imagens para compartilhar com vocês todos. Com este post, quero não somente trazer seu interesse às bizarrices possíveis de se observar neste jogo, mas também que aproveitem o jogo em sua forma mais original. Eu mesmo fiquei estupefato quando tive a oportunidade de experimentar algumas das formas que o Yoz utilizou para chegar nestes resultados.

Ou seja, o que quero com este post é convidá-los a visitar o Blog de Algol durante esta semana. Desde segunda até sexta-feira, um dos membros mais ativos da Lista de Algol está divulgando suas descobertas no jogo usando diversos macetes que ele poderá explicar muito melhor do que eu. Por isso que falei mais do jogo aqui do que qualquer outra coisa: as imagens bizarras e suas legendas servem somente para instigá-los a irem até lá e se deslumbrarem com a forma com que ele descobriu isso tudo. E é um trabalho duro que vale a pena prestigiar.

A partir da superior esquerda, em sentido horário: WTF?!; não usem drogas porque é isso que verão; andando no espaço entre duas naves-domo; invadindo a história do jogo e achando que isso não é estranho.

Além disso, quero convidá-los também a darem uma bisbilhotada em outro trabalho, feito ao mesmo tempo que este: a captura de sprites do jogo! Se conhecem o trabalho que o Yoz fez com Phantasy Star I, certamente sabem o que esperar dele: um trabalho detalhado, primoroso e cheio de customizações muito interessantes como brinde. Para isso, terão que ir até a Gazeta de Algol clicando aqui.

A partir da superior esquerda, em sentido horário: uma escada infinita?; andando sob a água; Lena tendo uma crise de identidade (ou premonição?); dois inimigos que se julgava inexistentes na versão para Mega Drive.

Para completar, queria convidar os interessados (e novos visitantes do blog) a ler o diário de bordo que fiz em forma romanceada do jogo seguindo uma das quatro linhas possíveis, curiosidades e resenhas do jogo (feitas por mim e por outros membros do asilo). Podem ver todos os nossos posts acerca de Phantasy Star III clicando aqui. Além disso, quero compartilhar algo ainda inédito com vocês: um de meus poemas. Ele é sobre alguns elementos de Phantasy Star III, mas acredito que poderá ser aproveitado por qualquer um que leve isto que escrevi a sério. Dedico ainda estas quatro estrofes ao meu bom amigo Yoz, incansável desbravador dos mistérios (interessantes) de roms. Poucos se aventuram, e menos ainda têm sucesso e voltam para nos dizer o que encontraram.

Do príncipe sem reino

Caminhos bifurcam em jornada
E fecham se não tenho tal chave.
Aquela que, como pó de fada,
Cavernas inteiras a mim abre.

Doce mágica que me é dada
Dando-me asas de grande ave.
Safira azul: a alma lavada
Nas águas frias de minha madre.

Lágrima de dragão, puro fel.
Duplo rubi d’um e d’outro irmão
É poder que está em minha mão.

Estrela misteriosa: loiro mel.
Para longe do sol, da solidão.
Mulher! O que abre vosso coração?

(por Thiago Cruz)

O príncipe sem reino.

É isso por hoje! Até o próximo post!

Experimentos em Phantasy Star III
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25 thoughts on “Experimentos em Phantasy Star III

  • 30/03/2011 at 5:27 pm
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    Grande Senil! Captasse exatamente o que transmite Phantasy Star III. Gostei bastante da interpretação das imagens que você fez e obrigado pela divulgação aqui no Gagá Games. Eu acho legal quando eu envio uma imagem sem dizer como eu fiz e deixar a coisa toda por conta da imaginação da própria pessoa.

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  • 30/03/2011 at 5:40 pm
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    @J.F. Souza
    Foi exatamente esta a minha ideia! hehe Queria tentar passar nas legendas um pouco da estupefação de alguém que não soubesse do que se tratam na verdade (um pouco da minha própria reação quando as vi pela primeira vez). Espero que tenha funcionado com algumas pessoas. hehehe

    Vendo esta sua semana eu penso em duas coisas: o que me aguarda nos dois posts finais; e o que você vai conseguir fazer quando chegar no jogo do personagem que usa como avatar. hehehehe

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  • 30/03/2011 at 8:31 pm
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    Acho o cúmulo da paixão por determinado jogo quando a pessoa se dispõe a procurar, hackear e modificar seus mínimos detalhes. E ainda bem que tem alguém para fazer isso com o Phantasy Star III, que é o meu favorito porque… É o único que joguei! XD

    Continuem assim, quero ver mais imagens Pythonescas!

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  • 30/03/2011 at 9:38 pm
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    Legal esse post sobre Phantasy Star 3 Senil eu não conheço nada da série e só vi o do Master na epoca quando era criança depois disso mais nada tenho a versão de PS2 que meu irmão me deu vou jogar um dias desses pra ver como é .Ficarei de olho la na Gazeta de Algol para ver os segredos que esse jogo tem a oferecer e além do mas a série tem uma historia muito boa pelo que ja li por aqui .

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  • 31/03/2011 at 12:21 am
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    Yoz essa foi foda ao quadrado andar no espaço essa eu nunca tinha visto e ate na historia , vç n tem vida mesmo não é qualquer um que ia achar isso, ja esto esperando por mas bizarrice. gogo faz o Rhys casar com, a myun rsrsrsrs…

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  • 31/03/2011 at 11:16 am
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    @Rafael Fernandes
    E esse daí é apaixonado mesmo! hehehehe Não é daqueles que pega e captura sprites em duas horas. hehehe Gasta meses fazendo isso, polindo, dando o melhor para elaborar um trabalho de qualidade. E é isso que eu acho legal. Acaba saindo algo único (fora essas descobertas bizarras no processo hehe).

    @kleber
    Pois jogue sim cara! A versão para PS2 tem até algumas vantagens (dá para aumentar a velocidade dos personagens andando, por exemplo). É o meu preferido da série e eu acho que vale muito a pena não só pelos detalhes, mas pelo próprio envolvimento que o jogo proporciona.

    Dá uma olhadinha nos posts que já publicamos aqui sobre PSIII. Coloquei um link direcionando para todos no meio do post, dá uma olhadinha por lá.

    @Lessic
    huahuahuahauha O pior é que ele tem vida sim! hehehe Só faz isso nas horas vagas. Agora, imagine se fosse pago para fazer um treco desse. hehehehe Ia fazer miséria.

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  • 31/03/2011 at 5:13 pm
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    Eu fico olhando vocês “brincando” com os sprites de Phantasy Star só pra homenagear e cultuar o jogo (O III é o pior da série… sei… aham, rs) e a vontade que vem é de terminar logo o projeto pessoal de fazer versões de toda trilha de Phantasy Star (do I por enquanto). A paixão por certos jogos ou por VGs em geral nos faz homenageá-los, cada um à sua maneira.

    Como acompanho o Gazeta, passei aqui só pra dar um alô e reforçar o “keep up the good work”.

    Parabéns Yoz!

    Bom, de volta ao estúdio 😉

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  • 01/04/2011 at 12:59 pm
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    >E ainda bem que tem alguém para fazer isso com o Phantasy Star III, que é o meu favorito porque… É o único que joguei! XD
    R: Rafael, o Phantasy Star III não chega a ser o meu preferido, mas é o segundo melhor na minha opinião batendo de frente com a minha paixão pelo Phantasy Star I.

    >Continuem assim, quero ver mais imagens Pythonescas!
    R: Do Phantasy Star III eu não garanto feita por minhas mãos. Mas eu já soube de um “bizú” que provavelmente esses códigos serão usados num editor.

    >Ficarei de olho la na Gazeta de Algol para ver os segredos que esse jogo tem a oferecer e além do mas a série tem uma historia muito boa pelo que ja li por aqui .
    R: Kleber, esse vale muito a pena por sua atmosfera. Fora que a programação dele é muito forte e me deu bastante trabalho fazer o que fiz nesse game. Phantasy Star II e IV foram mamões com açúcar.

    >Yoz essa foi foda ao quadrado
    R: Putz!

    >andar no espaço essa eu nunca tinha visto e ate na historia
    R: Pois é! Eu fiquei estarrecido quando eu fiz isso. AUHAUHAUHAUHA

    >vç n tem vida mesmo
    R: AUHAUHAUHAUHAUH! Você sabe que eu tenho!

    >gogo faz o Rhys casar com, a myun rsrsrsrs…
    R: Ia nascer um boneco assassino algoliano. HAHAHAHAHAHAHAHA!

    >Gasta meses fazendo isso, polindo, dando o melhor para elaborar um trabalho de qualidade.
    R: Eu costumo dizer o seguinte: “Nada é tão perfeito que não possa ser melhorado.” Digo isso porque volta e meia eu topo com umas capturas de Sprites na Internet que podiam ter sido feitas com mais capricho. Em relação as customisações, esse me deu trabalho porque embora os inimigos não possuam muita movimentação, os gráficos são muito detalhados. Por exemplo, eu levei uma tarde inteira só pra fazer esse Wren http://www.gazetadealgol.com.br/_media/diversos/sprites/psiii_sprite_wren_boss.png. Em games de Mega as capturas de Sprites são complicadas por que tem umas frescurinhas complicadas. Mas ao menos eu aprendi um monte de coisas só mexendo nisso.

    >Acaba saindo algo único (fora essas descobertas bizarras no processo hehe).
    R: E relativamente completo se compararmos com o que temos disponível na internet excetuando-se esse trabalho que eu fiz. Mas eu considerarei uma vitória e tanto se eu consegui fazer o mesmo (Não que eu tenha medo ou não me ache capaz) porque tudo no game é animado.

    >bora yoz entraga o ouro log ai. Rsrsrssss
    R: AUHAUHAUHAUHAUHAUHA!

    >A paixão por certos jogos ou por VGs em geral nos faz homenageá-los, cada um à sua maneira.
    R: Assim como você homenageia fazendo aquelas musicas com toques de talento incríveis. Fiz o que fiz porque é só o que eu posso fazer, mas se pudesse, eu faria bem mais. Depois do desejo de um ReMaker do Phantasy Star II, eu queria fazer um do Phantasy Star III porque esse merece.

    >Como acompanho o Gazeta, passei aqui só pra dar um alô e reforçar o “keep up the good work”.
    R: Valeu!

    >Parabéns Yoz!

    R: Obrigado Eric!

    >rapaz…isso é um serviçodigno de parabéns pelo misto de dedicação,paciência que tem este sujeito safo!!!
    R: Grande Saddy! Musico de primeira linha. Quando é que você vem pra Belém? Saudades cara! O meu teclado eletrônico ta desafinado mas dá pra gente compor alguma coisa nele.
    AUHAUHAUHAUHAUHAUHA!

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  • 01/04/2011 at 2:52 pm
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    @Eric Fraga
    Ei! Eu tinha um projeto igual. 😛

    Digo, não de refazer todas as músicas, mas de gravar as partes de bateria delas. Se quiser fazer isso, é só me chamar. 😛 Num final de semana intensivo aí em sua terra a gente faz um estrago em um dos jogos da série pelo menos.

    Obviamente, tenho preferência pela OST de PSIII; mas adoro as músicas dos outros também (especialmente do PSII). então, estou aberto a convites. 😀

    Aliás, muito maneira sua última música que fez!

    @Saddy Menescal
    hehehe Isso é verdade mesmo!

    @J.F. Souza
    Enfim, é isso aí, continue fazendo esse trabalho!

    E eu também queria um remake do PSIII; esse merece mesmo. Muita gente perde uma excelente experiência por ficar encafifado com os poucos pontos falhos dele. Quem sabe resolvendo eles não acabam gostando?

    @Patrick
    huahuahuahau Seria engraçado.

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  • 01/04/2011 at 6:55 pm
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    @O Senil
    Valeu Senil, e, por sinal, programei a bateria da “New Motavia” usando samples. Só não tinha os pads e as baquetas, mas todas as execuções foram realizadas nota por nota, em realtime (com as correções/quantizações posteriores, naturalmente). Você iria curtir ver o processo 🙂

    Rapaz, meu “negócio” é com PSI e III também. É só escolher a música, como você já sabe, o convite já tá feito 🙂

    Ah, aproveito e te convido pra dar uma olhada no post “sério” sobre a música de Motavia, conto lá o por quê dela ser minha música favorita de Phantasy Star I 🙂

    http://cosmiceffect.com.br/2011/04/01/game-music-phantasy-star-new-motavia/

    Abração Senil e Yoz!

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  • 01/04/2011 at 9:08 pm
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    @Eric Fraga
    Eu tinha visto o post sério também! hehe Até meu comentário sobre a música mesmo foi nele.

    Então, isso que é engraçado, eu notei que eram samples, mas que não eram somente loops. Deve ser porque sou baterista? hehehe Tem bateria eletrônica que não identifico também (fora quando o povo usa aqueles sets híbridos com tambores com pads, mas pratos e caixa normais).

    Eu até já pensei várias vezes em só fazer as partituras (nota a nota como falou) para não precisar ter esse problema de arrumar um jeito de gravar para compartilhar, mas não consegui achar um programa ou algo assim que me deixasse realmente satisfeito.

    Tem algum lugar aí para eu ficar durante um fim de semana de trabalho? hehehe

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