O que você jogou em 2012? Por Piga

Falem meus amigos!

Mais um ano está para se encerrar e muita coisa rolou neste 2012. Como deve ser de conhecimento da maioria, meu pai já há dois anos vem lutando contra o câncer. Por conta disso assumi desde 2011 o controle dos negócios da família. A responsabilidade é muito grande, já que é isso que me sustenta, sustenta minha família e principalmente, paga a saúde de meu pai. Minha esposa também fez uma cirurgia em outubro e o pós-operatório dela será lento. Plena recuperação para que ela possa voltar para suas atividades normais só daqui a uns seis meses. Seu eu tivesse que resumir em uma única palavra meu ano eu diria: hospital! :D

Mas não estou me queixando. O ano de 2012 foi um bom ano. Pra mim foi um ano de vitória, de superação, de muitas lágrimas derramadas, de alegria. Eu espero que em 2013 eu consiga colocar minha vida particular em ordem. Tenho que terminar de montar minha casa. E por conta disso e de outros fatores, este post será meu último e será minha despedida do blog.  Agradeço a todos que me prestigiaram nesse tempo e sou muito grato a todos vocês, a equipe do Gagá Games e ao próprio Orakio, pela oportunidade que me foi dada. Minha maior recompensa foi poder conviver com vocês por todos esses anos e ter feito grandes amizades.

Pessoal, vocês são alto nível, são a cereja do bolo! Mais uma vez, meu grande obrigado!

Ainda vou estar por aí acompanhando alguns blogs como o Retroplayers e o Cosmic Effect, além de participar dos fóruns da Outerspace e da Watermelon.  Agora chega de mimimí e vamos à matéria! :D

Altered Beast (PS3)

Neste ano os assinantes PSN+ fizeram a festa. Altered Beast foi um entre muitos jogos distribuídos “de graça”. O Piga aqui aproveitou e jogou mais uma vez essa maravilha. Este Altered Beast é a versão de Mega Drive. A história todo mundo já conhece mas não custa repetir. Você é ressuscitado por Zeus para resgatar sua filha das mãos do vilão Arcanon. Solte a besta de dentro de você e desça a porrada!

Back to the Future: The Game (PS3)

Back to the Future – The Game – é um jogo point and click 3D, como Sam & Max e Tales of Monkey Island (veja mais abaixo) e todos são produzidos pela Tell Tale. Aqui você encarna Marty McFly em mais uma missão para salvar a linha do tempo. O legal é que o jogo começa exatamente onde termina o terceiro filme da série, ou seja, a história do game é uma continuação direta dos filmes. Prepare-se para muita aventura e puzzles intrigados. Entre no De Lorean, vá a 85 milhas por hora e zap! Só cuidado pra não cruzar com seu outro “eu” no caminho.

Castlevania Bloodlines (Mega Drive)

Minha relação com Castlevania Bloodlines era no mínimo estranha. No lançamento em 1994 eu não consegui ter acesso ao jogo. Depois de alguns anos eu consegui alugar o cartucho mas não lembro porque não joguei direito. Na minha fase de colecionismo eu comprei um cartucho pirata que travava no final da segunda fase. Não joguei no emulador. Agora em pleno final de 2012 consegui jogar (e terminar) esta pequena preciosidade, usando um cartucho original num Mega Drive de verdade, fazendo assim as pazes com este título. No geral achei mais difícil (jogando no easy) em comparação ao Super Castlevania IV de SNES (o Castlevania que eu mais domino).  Como a movimentação dos personagens é limitada, as fases e principalmente os chefes são meio confusos no início, mas depois se pega a manha. De todos os Castlevania que já joguei, este tem a Morte mais fácil de ser derrotada.

Castlevania Lords Of Shadows: Reviere e Resurrection (PS3)

Duas DLCs para o jogo Castlevania Lords of Shadows, cada uma com o seu final. No primeiro DLC Reviere, Gabriel volta ao castelo para ajudar Laura, uma menina vampira, a destruir um grande mal que fora libertado quando Gabriel matou sua mãe Carmilla no jogo principal. Já no segundo DLC Resurrection, Gabriel está, digamos assim, diferente e em um lugar igualmente diferente. Não posso dar mais detalhes, pois seria um senhor spoiler. Ao terminá-las, você compreenderá melhor o final e trama do jogo principal.

Double Dragon Neon (PS3)

Mais um game grátis da PSN plus. Fiquei decepcionado com o que fizeram ao jogo. Não vou falar de gráficos ou som, pois apesar do gosto duvidoso, são bem feitos. Vou falar da jogabilidade.

O Double Dragon original tinha controles “duros” e os personagens eram lentos. Porém o jogo era bem balanceado. Double Dragon Neon não. Tentaram fazer um controle duro também e ainda deixaram Billy e Jimmy Lee lentos. Resultado? Um jogo totalmente desbalanceado, ruim de jogar.

Os inimigos comuns são mortais, basta meia dúzia de pancadas que você perde uma vida. Uma chicotada da sadomasoquista tira quase METADE da sua barra de energia. Os chefes ao contrário, são na sua maioria fáceis, pois você não perde muita energia ao ser atingindo por eles. A Majesco percebeu que fez merda e pra compensar espalhou pelas fases muitas vidas extras, além de poder comprá-las nos shoppings espalhados em algumas fases por preços módicos.

A cagada maior foi no último chefe, na sua segunda transformação. Se você não chegar com pelo menos 5 vidas de sobra nele, não vai vencê-lo. Além dele ser mais rápido que o Sonic da Sega, ele é muito apelão. Tem um golpe que te joga no canto da tela, você volta, ele te rebate de novo, você volta novamente, ele te crava a espada e vomita em você. Resultado? Mesmo que você esteja com a barra de energia completa, você vai morrer! E ele abusa desse golpe e não há nada que você possa fazer, pois não tem como escapar ou defender. Mas não é impossível de terminar, pois me considero um jogador mediano e consegui após algumas tentativas. Nos créditos finais aparece uma frase dizendo que Double Dragon irá retornar. Eu acho melhor não. Deixem a série descansar em paz.

Farcry 2 (PS3)

Espetacular! Farcry 2 é o primeiro jogo “open world” de verdade que eu jogo no PS3. E provavelmente uns dos jogos mais “graficosos” (se não for o mais bonito) que eu já joguei no PS3.  Impresisonante o que a UBI Soft conseguiu espremer e otimizar nos 256 Mb de RAM e nos 256 Mb de vídeo. Meu PC de 3.0 Ghz dual core, com 512 Mb de vídeo de 2 Gb de RAM não roda Farcry 2 mas nem no mínimo. Enquanto vocês tiverem lendo esta matéria, eu ainda estarei jogando essa pérola e provavelmente estarei muito perto de ver o final. Então, Farcry 2 será o último jogo do ano. Pra começar, o mundo de Farcry 2 é imenso, mas muito grande mesmo. Nós temos MUITA coisa pra fazer, muitas missões e muitas áreas para explorar. Farcry 2 tem uma boa história, vários veículos parar pilotar e o realismo é grande. Fique muito tempo com a mesma arma que ela pode emperrar e até explodir na sua cara! Farcry 2 mostrou ao mundo que um FPS pode ser muito mais que apenas um jogo de tiro.

Fear (PS3)

Foi o primeiro game terminado em 2012, logo no início de janeiro. Fear é um FPS cheio de suspenses que me deu bons sustos. Você é um agente do First Encounter Assault Recon (daí o nome FEAR) e durante o jogo você vai descobrindo coisas bizarras e topando com aquela garotinha do filme O Chamado. Ótima pedida para jogar no silêncio da madrugada.

Fear 2 (PS3)

Fear 2 começa minutos antes de onde acaba o primeiro. Você agora está na pele de um outro agente que vê sua missão de rotina ir para o ralo e ter que encarar coisas sinistras para continuar vivo. O jogo está maior mas menos assustador que o primeiro. Novamente a garotinha de “O chamado” vai aparecer pra te assombrar. Só que ela cresceu. O final é algo assim WTF!! :D

Flower (PS3)

Flower é uma pequena obra de arte. Pequena, pois com apenas seis fases o jogo é curtinho, mais muito gostoso de jogar e faz uso de forma bastante inteligente do sensor de movimento do Dualshock 3. Aqui nada de desafios ou estresse. O lance é relaxar e como uma pétala de uma rosa ao vento, ir polinizando suas amigas plantinhas pelo caminho. Quem quiser ver alguma mensagem subliminar no jogo, basta pensar no reencontro do homem com a natureza.

Frogger Returns (PS3)

Frogger Returns é um remake do antigo Frogger do Atari 2600. Com apenas 4 estágios, é um joguinho bacaninha para jogar sem muito compromisso. O objetivo é simples. Leve determinado número de sapos em segurança para o outro lado da tela para passar de fase. De mecânica simples, Frogger Returns parece ter “sido feito nas coxas”. Como tava de graça para assinantes da PSN+ resolvi dar uma chance. Mas não vale a compra.

Golden Axe (PS3)

Mais um jogo de Mega Drive que eu tive o prazer de jogar novamente e o melhor, de graça para assinantes PSN+.  Impossível alguém aqui não conhecer este beat ‘em up medieval da Sega. Na pele de um guerreiro, de uma amazona ou de um anão, distribua bordoadas nos meliantes comandados pelo vilão Death Adder, que malandramente surrupiou o machado dourado.

Pac Man Championship Edition DX (PS3)

A Namco-Bandai acertou em cheio na recriação do lendário Pac Man. Foram acrescentados diversos novos elementos de jogabilidade como por exemplo uma bomba, muito útil quando se está encurralado pelos fantasmas, e uma câmera lenta para momentos de sufoco. Ao contrário dos jogos anteriores nos quais você devia limpar o labirinto, aqui em Pac Man DX você corre contra o relógio e a medida que vá comendo o que está no labirinto, novas iguarias irão aparecendo. Pac Man Championship Edition DX é um remake que vale muito a pena conferir!

Pier Solar (Mega Drive)

Um excelente jogo de RPG feito por uma empresa independente chamada Watermelon e dirigido por um brasileiro. No estilo Chrono Trigger, mostrou o que o Mega Drive é capaz de fazer. Utiliza recursos inéditos, como usar o Sega CD em conjunto para melhorar e muito a trilha sonora. Eu fiz uma big matéria sobre este espetacular jogo aqui. Não deixe de ler nem de jogar!

Resident Evil 5 (PS3)

É o segundo Resident Evil que eu joguei a vera. O outro que eu terminei foi o Resident Evil 1 de Sega Saturn, há muito tempo, lá pra 1997.  Aquela mecânica exploratória que existia no primeiro se perdeu. RE5 está mais para um shooter em terceira pessoa. No início estranhei a movimentação e principalmente a câmera, que foca por cima do ombro do seu player. Mas o jogo foi competente e bom o suficiente para que eu o jogasse até o final.

Sam & Max Beyond Time and Space (PS3)

A segunda temporada dos detetives “free-lances” mais pirados dos games também é dividida em cinco episódios, como ocorreu com a primeira. Desta vez Sam e Max devem salvar o dia, não só no presente, como no passado e no futuro também. O sarcasmo e a acidez são as armas para desvendar os mistérios mais nonsenses e as mais intrigadas e absurdas conspirações. Junte-se a Sam & Max nesse point-and-click 3D e divirta-se bastante.

Scott Pilgrim VS The World (PS3)

Um jogo novo com alma retrogamer. Scott Pilgrim é um beat ‘em up com gráficos cartunescos pixelados. Usando uma mecânica parecida com Super Mario World onde em um mapa (muito parecido com o jogo da Nintendo) você pode escolher as etapas que quer jogar. Desça o porrete nos ex-namorados cascas-grossas da sua mina “arroz de festa” e prove que você é o macho alfa do pedaço. Só não vale mijar no joystic.

Sonic (PS3)

Grande clássico do Mega Drive que tava “di grátis” para assinantes da PSN+. O ouriço azul da Sega deve libertar seus amigos que foram capturados e transformados em robôs, como também recolher as esmeraldas do caos para chutar o traseiro redondo do Dr. Ivo Robotinick. Sonic está em sua melhor forma, sem as lentes de contatos verdes, com a barriga de chopp e de boca calada.

Sonic 2 (PS3)

O segundo jogo da série dispensa apresentações. Também tava na modalidade baixe e jogue para assinantes PSN+. Nesse clássico do 16 bits da Sega, Sonic está novamente em picuinha com o Dr. Ivo Robotinick, que cisma em raptar os animais e transformá-los em máquinas assassinas. E de quebra, transforma a linda ilha paradisíaca num verdadeiro lixão. Só que desta vez Sonic não está sozinho. Tales é uma raposa de duas caudas, o verdadeiro peso morto que Sonic terá que carregar. Já que Tales não ajuda, ao menos é altruísta o bastante para morrer por você.

Sonic 4 Episode 1 (PS3)

Apesar de toda a malhação que este game recebeu, achei Sonic 4 Episode 1 um ótimo jogo. Há muito tempo não me divertia tanto. Mas confesso que achei o último boss bastante difícil. Ou provavelmente estou ficando pereba. Em Sonic 4 Episode 1, apesar da tentativa de voltar as raízes, nosso ouriço azul está de olhos verdes e saradão, sem a barriga de chopp. Como já dito aos quatro ventos, tudo foi “chupinhado” do primeiro jogo da franquia, pois o pessoal da Sega desaprendeu como se faz um Sonic de verdade. Mas é um bom jogo, e digo mais, bom jogo! :D

Streets of Rage 2 (PS3)

PSN+ dando jogo de graça pra você lotar o HD. Streets of Rage 2 é a continuação do primeiro jogo da franquia lançado originalmente pro 16 bits da Sega. Mais uma vez a cidade está infestada de criminosos e sua tarefa é detetizá-la da maneira “old fashion”, dando cacetadas nos vagabundos que cruzarem seu caminho. Não sei por que  resolvi jogar Streets of Rage no modo mutiplayer, já que não curto jogar online. O sistema escolheu um player” randomicamente” e acabei tendo uma bela partida cooperativa com um russo vida loca. :D

Super Street Fighter II Turbo HD Remix (PS3)

É o jogo de arcade com seus gráficos todos refeitos. A Capcom de olho na grana da turma da PSN, encapou o vovô, colocou um HD Remix no título e “simbora” vender. O que ela não contava é que o Piga aqui é pão-duro e não comprou o jogo. Esperou a PSN+ dar de presente (a Sony é uma mãe, aprende Nintendo) pra poder jogar. O som também teve uma melhorada e a jogabilidade é a mesma. Ótima pedida, principalmente pra bater uns contras.

Super Street Fighter IV (PS3)

Apesar das críticas, Super Street Fighter IV tem a alma dos outros Street Fighters. Boa jogabilidade aliado a ótimos gráficos e um desafio moderado. Só não é melhor porquê a Capcom adorou a idéia de capar o jogo pra vender DLC. Mas os principais estão lá (Ken, Ryu, Akuma). A não ser que você goste de jogar com todos os personagens. Nesse caso, gaste uma graninha nos DLCs. Obrigatório para os fãs da série.

Tales of Monkey Island (PS3)

O pirata mais fanfarrão de todos os tempos está em uma nova aventura divididos em 5 episódios. Novamente o pirata Le Chuck volta a vida  para desespero de Guybrush. Tales of Monkey Island tem a alma dos antigos “poit and clicks” mesmo sendo um jogo 3D. Aproveite as piadas ácidas e nonsense de Guybrush; sua lábia e cara-de-pau e passe a conversa nos otários.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time (N64)

Finalmente, com quase três anos de jogatina (contando a partir da data de criação do meu save no emulador, de abril de 2010) consegui terminar este belíssimo jogo. The Legend of Zelda Ocarina of Time não é um jogo difícil, e só um jogo muito longo pois tem muita coisa pra fazer. Consegui terminar todas as quests e pegar todos os itens, o que é raro, já que há bastante tempo não me preocupo em esmiuçar qualquer game. Provavelmente foi por isso que eu “me arrastei” com este jogo, abandonando-o várias vezes. Agora estou com a sensação de missão cumprida. E foi o primeiro game de Nintendo 64 que eu terminei.

The Simpsons Arcade Game (PS3)

Mais um jogo retrô de graça para a galera PSN+. Meggie engoliu um diamante e o Sr Burns quer retalhá-la para pegar sua pedra preciosa. Encarne Bart, Home, Lisa ou Marge e vá ao resgate. A diferença aqui para a ROM de MAME é que você tem opção de “simular” um gabinete de arcade, aquela parada cinza com uma borda preta que pode ser visto na foto acima. Mas ainda bem que a Konami colocou uma opção que você pode desativar esta tosqueira.

Tori-Emaki (PS3)

Outra pequena jóia do PS3 que quase ninguém dá o devido valor. Nem eu dava. Esse foi um dos primeiros jogos da PSN que eu comprei e só comprei pra gastar o que tinha sobrado dos créditos. Tori-Emaki não é um jogo propriamente dito, mas um conjunto de telas que retrata o Japão feudal. Você controla um bando de pássaros e aí que tá a grande sacada. Você joga com a PS Eye e só. Antes do Move e do Kinect, Tori-Emaki já reconhecia seus movimentos e é através dele que você joga, numa espécie de katá. Relaxante e descompromissado.

Wolfenstein 3D (PS3)

Jogo homônimo ao de PC, com algumas perfumarias como um menuzinho refeito e troféus. Você é um prisioneiro de guerra que tem que escapar e para isso você vai matar vários nazistas pelo caminho. Aproveite também para fazer um pé-de-meia e durante a sua fuga, saqueie e pilhe os tesouros espalhados pelo local. O legal aqui são os três episódios extras que foram comercializados para o PC como add-ons. Porém você acha tudo isso hoje em dia na “torresmaria” mais próxima.

About Piga "the ancient alien"

Gamer desde criancinha, teve tudo quanto é console e computadores antigos, dos mais populares aos mais obscuros. Pegou a doença do colecionismo, mas hoje está curado (em constante observação). Gosta de relembrar velhas histórias e compartilhar experiências. Sem "ismos", joga do mais antigo ao mais novo.