Confirmado: Oath in Felghana é mesmo um estouro!

UPDATE: o jogo acaba de entrar em promoção no Steam, por apenas 24 horas. Provavelmente a Valve viu o nosso post e *abortando piada ruim*. Aproveitem!

Outro dia eu comentei com vocês sobre a promoção que o Steam estava fazendo com Ys: The Oath in Felghana, remake bacanudo do clássico Ys III. Após alguns dias de intensa jogatina, ontem eu finalmente terminei o jogo, e devo dizer que o danado vale muito a pena mesmo.

Fiquei muito impressionado com o ótimo trabalho que a Falcom fez com este remake. A ação é fabulosa, com hordas de inimigos partindo para cima de você ao mesmo tempo. Em vez de ter um amplo arsenal de magias inúteis, você conta com apenas três, mas todas são tão úteis e bem integradas que o medidor de magia até enche sozinho (e bem rapidamente), porque você vai usá-las bastante.

Os chefes são um capítulo à parte. Quem conhece a série Ys sabe que cada chefe meio que exige um certo nível de experiência para ser derrotado. Você está no nível 9, chega num chefe e é destroçado em segundos. Aí, sobe um mísero nível e a luta muda radicalmente. Embora subir níveis seja o caminho mais fácil, os mais observadores e persistentes podem desenvolver estratégias para vencer mesmo em níveis mais baixos.

O YouTube tem uma incrível série de vídeos onde um sujeito derrota todos os chefes do jogo sem perder energia. Mas o cara não é simplesmente louco; dá para notar que ele examinou cuidadosamente os padrões de ataque dos inimigos. Vejam este vídeo, por exemplo, que me ajudou a derrotar rapidamente um chefe que estava me dando trabalho:

O cara fica girando em torno do inimigo, apenas esquivando-se dos ataques. Quando seu rival ameaça o ataque da espada de energia, nosso herói salta e pousa logo atrás do vilão, instantes após o ataque, desferindo uma sequência de espadas. O que acontece é que o chefe sempre precisa de um tempinho para se recuperar depois de usar a espada de energia, e essa é a deixa para começar sua investida. Mas você tem que pousar atrás dele, porque ao atacar pela frente pode acabar levando o ataque da águia de energia na fuça. É quase um balé, e todos os chefes do jogo podem ser derrotadas com estratégias inteligentes como essa — ou na base da ignorância mesmo, avançando muitos níveis e partindo para cima. Um barato isso.

Não sou um profundo conhecedor da série, tendo jogado apenas os três primeiros (sem terminar o segundo). Ao menos nesses três, uma coisa que eu gosto no Ys é que as aventuras parecem ocorrer em áreas bem restritas; em vez de viajar pelo mundo com caravelas voadoras e coisas do gênero, em Ys você parece estar sempre resolvendo assuntos locais, nos arredores de um vilarejo. O ponto positivo disso é que, com um mundo menor, você pode investir mais nos detalhes e nas relações entre os personagens.

É justamente isso o que acontece em Oath.  O pequeno drama familiar de Chester e Elena ocupa a posição central da história, e os habitantes da cidade de Redmont não são NPCs genéricos e sem graça; você logo conhece a história de cada um deles, dando ao lugar um tom de comunidade real. As falas mudam sempre que você fecha um labirinto, então você se aprofunda cada vez mais nas particularidades de cada pessoa. É por isso que no final, quando o jogo lhe dá a oportunidade de se despedir de cada morador, as frases de gratidão soam tão calorosas e sinceras. É muito bacana ver como Adol, que a princípio é apenas um desconhecido tratado com hospitalidade (Redmont é a cidade natal de seu companheiro, Dogi), vai conquistando o coração dos locais e ganhando um lugar na história da cidade.

Outra coisa que me impressiona em Oath é que o jogo tem uma vida útil imensa. Na minha primeira zerada, faltaram alguns itens e estou disposto a jogar outra vez para encontrá-los — desta vez na dificuldade hard, já que terminei no modo normal. Os achievements são muito engraçados (tipo, “morreu mais de dez vezes no mesmo chefe” ^_^), e dá vontade mesmo de fazer todos.

Enfim, o jogo é bacanérrimo e eu recomendo muito a todos que o adquiram agora mesmo ou assim que uma boa promoção pintar. Um RPG de ação com jogabilidade simples e divertida, boa trama e personagens carismáticos e bem trabalhados tem tudo o que um jogo do gênero precisa para agradar.

About Orakio Rob, "O Gagá"

Dono do império corporativo Gagá Games, o velho Gagá adora falar sobre si mesmo em terceira pessoa. E sim, é ele mesmo que está escrevendo este texto.