GAGA’s Shao Pai Long Sega Saturn Collection!

Ok, ok, tava na cara que eu não ia colocar um banner novo no Gagá Games se não tivesse algo mais em mente, certo?

Pois bem… hoje eu quero apresentar a vocês o meu mais novo e ambicioso projeto retrô. Mas eu não vou simplesmente anunciar assim, com as minhas habituais piadinhas ruins. Não, desta vez eu resolvi caprichar e convocar uma atração internacional.

Senhoras e senhores! Para interpretar a canção-tema da GAGA’s Shao Pai Long Sega Saturn Collection, eu chamo ao palco a maior sensação pop da história do Japão! Diretamente da super fortaleza dimensional Macross, a senhorita Lynn Minmay!

Ah, Minmay… que beleza!

Sim, meus amigos! Eu estou começando uma coleção de Sega Saturn! Mas não é uma coleção qualquer, é a…

*** G A G A’s – S H A O – P A I – L O N G – S E G A – S A T U R N – C O L L E C T I O N ***

Ou ガガの小白竜セガサターンコレクション  ^_^

E neste momento, os mais letrados de vocês devem estar contemplando o cosmos e lançando às estrelas a questão que há anos desafia os filósofos: “WTF?”

Calma que eu explico!

segasaturn

A GAGA’s Shao Pai Long Sega Saturn Collection é uma coleção focada única e exclusivamente em jogos originais do Sega Saturn JAPONÊS (ainda que “Shao Pai Long” seja uma maneira meio macarrônica de dizer Pequeno Dragão Branco… em chinês, mas todo mundo sabe que chinês e japonês são a mesma coisa, certo? ^_^). O objetivo da coleção? Ajudar o Gagá a realizar o antigo sonho de aprender japonês para poder jogar um monte de RPGs bizarros que nunca saíram no ocidente! Tengai Makyou! Sakura Taisen! RPGs pornô de PC Engine Jogos que desafiam os padrões culturais da sociedade ocidental!

Existem muitas maneiras de se aprender japonês, mas eu decidi associar meu estudo a uma coleção de games por vários motivos:

  1. Aprender com jogos me estimula. Desse jeito, posso pular todas aquelas lições inúteis que ensinam a pedir meia dúzia de ovos ao vizinho e a dizer que o Takeda é mais alto que o Tanaka (aliás, por que diabos essa turma dos cursos de idiomas gosta tanto de comparar alturas?). Eu quero é aprender frases típicas de videogames, como “cuidado com o polvo psíquico de Asenghar!”
  2. Aos poucos eu vou montar uma pequena coleção de jogos. O Saturn tem vários jogos maravilhosos que só saíram no Japão, e dá para encontrar vários deles no Yahoo japonês ou no eBay a troco de pinga.
  3. Farei posts sobre jogos japoneses totalmente birutas, dando alguma vida ao Gagá Games. Se o estudo engatar mesmo, o Gagá Games pode acabar se especializando em retrogames japoneses esquisitões, o que seria absolutamente colossal!!!

Minhas intenções com o japonês são modestas: não quero aprender a falar ou escrever em japonês, só quero mesmo ser capaz de ler e entender o idioma, mesmo que em um nível “mim Tarzan você Jane”.

Vou deixar a explicação sobre o meu método de estudo para o próximo post, porque a explicação será tão longa e entediante que espantará 99% de vocês (ou 100% caso você não leia tudo como prometeu, mãe). Por enquanto, vamos nos concentrar na parte quente.

Para começar…

Não adianta eu já começar pegando jogos supercomplexos, porque meu conhecimento de japonês no momento é ridiculamente básico (de modo geral, não consigo entender nenhuma frase sem a ajuda de um dicionário). Por isso, vou começar pegando:

  1. Jogos com pouco texto OU com texto que não seja essencial para o progresso OU com histórias que eu já conheça. Não adianta pegar um mega RPG super complexo com uma trama enroladésima e não entender nada.
  2. Jogos com poucos kanjis. Poupando vocês de uma longa explicação, kanjis são caracteres especiais incrivelmente numerosos. Se eu me focar neles agora, vou desanimar com certeza. Felizmente há muitos jogos com um mínimo de kanjis básicos no meio, é só saber procurar.
  3. Jogos com muita repetição (comandos em menus e afins). Quanto mais repetição, melhor para eu decorar algumas palavrinhas.

Seguindo esses critérios, hoje estou dando por iniciada a Shao Pai Sat com os seguintes jogos:

shaopaisat-primeiros_jogos

Da esquerda para a direita: Macross, Phantasy Sar e Lunar

Super Dimension Fortress Macross — Ai Oboete Imasu ka (超時空要塞マクロス 愛・おぼえていますか, vulgo “Super Dimension Fortress Macross: Do You Remember Love”) é o símbolo desta coleção. Macross é meu anime favorito e um dos motivos para eu gostar tanto de coisas japonesas. A senhorita Lynn Minmay era a grande sensação pop do Macross, e minha coleção pegou emprestado o título da música que ela cantou no início deste post: Shao Pai Long (como eu já disse, o título é chinês, mas who cares?). No mais, é um jogo de nave, o texto é acessório e eu conheço a história, o que também me ajuda a entender o que está rolando enquanto aprendo um pouco. O jogo tem várias falas no meio da ação, e como em jogo de nave a gente faz as mesmas fases várias vezes, vou ver as mesmas frases serem repetidas direto. Good.

Phantasy Star Collection (ファンタシースター コレクション) eu já tinha. Os Phantasy Star de 1 a 3 não têm kanjis (por limitações técnicas, era comum RPGs da época não terem kanjis), e como eu já conheço esses jogos de cabo a rabo e seria capaz de zerá-los até em russo, é mais fácil entender o significado das frases. Além disso, os jogos têm muitos menus e itens, contribuindo para que eu memorize algumas palavras e treine a leitura. In fact, já zerei o primeiro e estou no meio do segundo.

Lunar Silver Star Story (ルナーシルバースターストーリー) foi uma pequena extravagância, eu confesso. Não acho que eu esteja preparado para um RPG desse nível agora, mas como já zerei Lunar uma vez em inglês e o jogo tem poucos kanjis, peguei só para ver que bicho dá. Provavelmente vou meter o rabo entre as pernas e desistir, deixando para mais tarde, mas até segunda ordem eu vou me iludindo que vou conseguir entender alguma coisa.

Esses jogos são os que estavam à mão para eu começar logo, mas todos fogem um pouco à minha proposta em algum aspecto (Lunar e Phantasy Star são RPGs com bastante texto e Macross tem muitos kanjis, embora a dublagem ajude). Os que mais se enquadram no que estou querendo estão com preços muito altos no Mercado Livre. A ideia é trazer direto do Japão, mas o meu amigo japa anda meio enrolado e não sei quando vai poder me mandar a muamba. Fora que leva pelo menos um mês para o pacotão chegar depois de enviado, então vou me divertindo com esses três enquanto o resto não vem.

A título de curiosidade, os jogos que pretendo trazer do Japão agora são: Waku Waku Puyo Puyo Dungeon (わくわく ぷよぷよ ダンジョン), Arcana Strikes (アルカナ・ストライクス) e Magical School Lunar (魔法学園ルナ). Se alguém tiver um desses e quiser vender por um preço ridículo justo, favor entrar em contato.

Vamos turbinar esse Saturn aí?

Quanto mais estímulo melhor, então resolvi dar um upgrade no meu Saturn.

Como vocês devem saber, console velho em TV nova é uma droga. O console tem sinal analógico, e a TV LCD faz um trabalho porquíssimo de conversão para sinal digital. O resultado? Péssima qualidade de imagem, com cores mortas e vários “tremiliques”. Por exemplo, as linhas retas dos labirintos de Phantasy Star I parecem pequenas cobrinhas rastejando pelo chão e alguns monstros e personagens parecem estar com hepatite :P

Como resolver esse problema? Com…

* * * G R A N A ! * * *

Digo, com um CABO SCART que você encontra no eBay!

saturn_scart

Vou tentar explicar de um jeito mais light para vocês não caírem no sono com a teoria: lembram de quando a gente ligava o Master System à TV com aquela saída RF nojenta? Tinha que apertar aqueles parafusinhos, a imagem ficava uma porcaria… naqueles tempos dos 8 e 16 bits, o “top” para a gente era a saída de RCA, os famosos cabos amarelo, vermelho e branco. Estão lembrados?

O que a gente nem sonhava em saber naquela época é que a ligação por RCA também era uma bela porcaria. Enquanto a gente comia coxinha de galinha e se sentia na primeira classe, os europeus e os japoneses degustavam do autêntico caviar, ligando seus consoles à TV por meio de cabos SCART, com qualidade trilhões de vezes superior à oferecida pelos cabos RCA. Basta dizer que o padrão RGB enviado por meio dos cabos SCART é simplesmente o padrão original de imagem do Master, do Mega e do Saturn. Com o padrão RGB, você tem a imagem purinha, exatamente como os desenvolvedores dos jogos imaginaram. Quando a gente ligava via RF ou RCA, essa imagem era convertida e ficava toda xulebrenta. Tipo, a gente rolava na lama com os porcos e achava que estava nadando com os golfinhos em Galápagos. Como era doce o sabor da ignorância.

Pois bem, comprei o tal cabo SCART para o meu Saturn no eBay. O problema: TVs LCD não têm entrada SCART. E é aí que enta o poderoso XING-LING HYPERBLASTER INTERSTELLAR OVERDRIVE SCART TO HDMI CONNECTOR FROM OUTER SPACE — mas o vendedor prefere chamar apenas de HD Video Converter.

saturn_scart_hdmi_converter

Essa caixinha preta miraculosa recebe o cabo SCART do seu Master/Mega/Saturn e joga para fora por um cabo HDMI, todo cheirosinho, que você vai ligar à sua TV moderninha. Eu não testei, mas muita gente que manja do riscado recomenda ESPECIFICAMENTE esse modelo da foto (cuidado, há muitas imitações que não funcionam direito). O meu ainda não chegou, mas acredito que no máximo em duas semanas esteja pintando por aqui. Assim que chegar eu conto para vocês se presta mesmo.

Agora chega, já falei pra caramba… no próximo post eu conto como estou estudando e o que eu já aprendi. じゃまた! [até a próxima!]

About Orakio Rob, "O Gagá"

Dono do império corporativo Gagá Games, o velho Gagá adora falar sobre si mesmo em terceira pessoa. E sim, é ele mesmo que está escrevendo este texto.