Cruzada Jaguar: Começa a penitência!

Olá retroamigos do Gagá Games!

Como eu tinha prometido falar dos jogos do Atari Jaguar neste post, depois de mais de um ano tomei coragem para “encarar” essa missão. E falo que a tarefa não foi fácil não: além dos emuladores não funcionarem direito, os jogos em sua maioria são ruins de doer. Tirando um ou outro título que dá pra jogar, o restante é como pagar uma penitência! Portanto, não vou focar a fundo nos jogos, e sim passar uma visão geral destes, ainda mais sabendo que muitos gamers brasileiros jamais tiveram contato com os jogos da plataforma.

Durante sua breve vida, o Atari Jaguar e seu add-on, o Jaguar CD, acumularam 69 títulos lançados oficialmente. Por isso vou tratar aqui como um único sistema, assinalando quando o título abordardo for em CD. Veja aqui a lista de títulos. Vou seguir a ordem dessa lista. 

AIR CARS

A primeira coisa que salta aos olhos (na verdade, agride aos olhos) é a feiúria desse game. Lançado em 1995 pela ICD, sendo uma criação da Midnite Software (não, eu não escrevi “midnight” errado não), parece um jogo que foi feito por alguém que não sabia o que estava fazendo. Os polígonos são muito mal feitos, não há texturas e o jogo em nada se parece com um título de um sistema de 64 bits. Parece muito mais um jogo de Atari 7800 mal convertido. Veja as fotos acima. Se ligou no radar do jogo?

s missões são poucas e espaçadas, e nesse meio tempo você fica pra lá e pra cá e nada acontece. Aparece um inimigo aqui e outro ali, mas bastam dois tiros e você já era. Apesar do que o nome do jogo sugere, parece mais que você está pilotando um tanque do que uma aeronave, de tão lento que é o seu veículo. Não há músicas, só uns efeitos sonoros bizarros e repetitivos.

Um ponto positivo? Pela “simplicidade” deste game, ele roda a constantes 20 FPS, o que pro Jaguar é algo assombroso.

ALIEN VS PREDATOR

Se você quer um motivo pra comprar um Atari Jaguar, aqui está ele.

Alien VS Predator é o jogão medalha de ouro, obrigatório para esse sistema. Assim como os jogos de PC, AVP de Jaguar permite que você escolha com quem vai jogar: colonial marine, alien ou predator.  No estilo first person shooter, é um jogo que vai te fazer suar frio. Os inimigos são impiedosos, os mapas grandes com muitos locais a serem explorados e muitas missões a serem cumpridas. A história está muito bem amarrada e você se surpreenderá com as revelações sobre a Wayland-Yutami. Os efeitos sonoros e as músicas são perfeitas para o clima do jogo, e vão gelar a sua espinha. Os controles respondem bem, fazendo deste game o top do Jaguar.

ATARI KARTS

A Atari tentou fazer sua versão de Mario Kart, mas o que esse jogo tem de bonitinho tem de ordinário.

A primeira coisa que se nota ao jogar é a dificuldade de ultrapassar os adversários. Você acelera, acelera, mas seu kart nunca chega no oponente que está à frente. Aí você faz uma analogia ao Mario Kart e decide atacar seu opnonente. Mas cadê o ataque? Não tem.

Os powers-ups são ridículos e praticamente sem função. Um deles consiste em “embaralhar” o controle do advesrário. Mas isso só jogando de dois, com a tela dividida. Contra o computador não rola, pois ele deve ter um “firewall” maroto. Há outro que aumenta a velocidade instantaneamente, mas parece que quando você pega, compartilha com o computador, pois ele acelera também. Cabuloso! Erre a curva e note como parece haver uma gosma na lateral da pista que segura seu carro. O controle é todo “lag-ado” e as músicas e efeitos sonoros são toscos. Já disse que o jogo é, sim, bonitinho?

ATTACK OF THE MUTANT PENGUINS

Um jogo de estratégia um tanto quanto confuso. A história é a seguinte: alienígenas disfarçados de pinguins invadem a terra e pretendem destruí-la. Sua missão? Impedi-los.

Como sempre, seu maior inimigo será o controle, que não responde bem. Os gráficos são legais, há uns tutoriais “in game” que introduz o jogador aos novos recursos apresentados durante a jogatina e até um recurso que permite bisbilhotar as fases antes de jogar, para que você veja onde estão os baús com bônus, armas, pontes e o tal do Doomscale, a arma de destruição em massa dos alienígenas. Aliás esse é o único objetivo do jogo: evitar que a todo custo que os pinguins mutantes alcancem esta arma.

Não há música durante as fases, somente uns efeitos sonoros pobres quando ocorre alguma coisa. Vale destacar a bonita tela de game over.

Até a próxima!

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About Piga "the ancient alien"

Gamer desde criancinha, teve tudo quanto é console e computadores antigos, dos mais populares aos mais obscuros. Pegou a doença do colecionismo, mas hoje está curado (em constante observação). Gosta de relembrar velhas histórias e compartilhar experiências. Sem "ismos", joga do mais antigo ao mais novo.