Olá amigos do Gagá Games! Aqui é o retrogamer André Breder trazendo até vocês mais uma edição do Recordar é envelhecer! Hoje vou falar sobre um game de ação muito bacana lançado para o Game Boy original: trata-se de Ninja Gaiden Shadow, protagonizado pelo destemido Ryu Hayabusa! Tenham todos uma boa leitura e até o próximo Sabadão!

Introdução

O final do ano de 1991 reservaria o lançamento de Ninja Gaiden Shadow para o Game Boy. A trama do jogo se passa três anos antes dos eventos do primeiro Ninja Gaiden lançado para o NES, e o ninja Ryu Hayabusa tem que salvar a cidade de Nova Iorque das forças malignas do Imperador Garuda (conhecido como Imperador Gulf na versão européia), um servo de Jaquio.

Na verdade, Ninja Gaiden Shadow foi originalmente planejado para ser uma adaptação do game Shadow of The Ninja do NES lançado pela Natsume (por isso o vilão final é o mesmo em ambos os games), mas acabou sendo alterado para ser mais um jogo da famosa franquia Ninja Gaiden.

A história por trás deste jogo é interessante: apesar de não ter fontes realmente concretas, tudo leva a crer que a Tecmo conseguiu adquirir a licença sob esta versão do game Shadow of The Ninja, quando o mesmo já se encontrava praticamente pronto, e só alterou o sprite do personagem principal, para que este se parecesse com Ryu Hayabusa e o lançou como mais um jogo de sua mítica franquia, alterando também o seu título para Ninja Gaiden Shadow.

Quem já jogou ambos os jogos (Shadow of The Ninja e Ninja Gaiden Shadow) percebe que os dois são muito similares, e até mesmo os efeitos sonoros de ambos os games são idênticos, o que só ajuda a reforçar que realmente a Natsume vendeu ou cedeu os direitos de seu game para a Tecmo.

Sobre o game

Os gráficos de Ninja Gaiden Shadow são muito bons, e apesar do limite de cores (apenas preto e branco, com alguns tons de cinza), o design dos personagens e cenários do jogo é de muito bom gosto. Cada cenário é bem diferente um do outro e traz muitos detalhes de fundo. A animação dos personagens também está muito boa, e a aventura rola na telinha em grande velocidade, mesmo que não tão rápido como nos episódios que foram lançados para o NES.

Em termos de som Ninja Gaiden Shadow também faz bonito, sendo que a trilha sonora é um das melhores partes do game: apesar da fraca capacidade do Game Boy para gerar um som de mais qualidade, as composições do jogo são do mais alto nível! Os temas são em sua maioria agitados, e conseguem passar todo o clima da aventura de maneira perfeita. Os efeitos sonoros também são muito bem feitos.

A jogabilidade é simples, prática e sem nenhum problema: tudo flui muito bem na tela, com todos os comandos podendo ser acionados de maneira rápida e precisa. Os comandos se limitam a apenas dois botões, e seguem o básico dos games de ação da era 8 Bits, onde um botão é reservado para o ataque e outro para acionar o pulo do personagem. Mantendo o botão direcional para cima e apertando o botão de ataque, Ryu pode se utilizar de uma magia especial, caso tenha encontrado durante as fases o item que permite a utilização desta técnica ninja, que pode ser acumulada em até cinco possibilidades de uso contínuo. Apertando o botão direcional para cima e apertando ao mesmo tempo o botão de pulo, Ryu pode fazer o uso de uma espécie de “gancho” que ajuda o jogador a alcançar as plataformas horizontais com maior facilidade.

Em termos de dificuldade, Ninja Gaiden Shadow não é tão difícil quanto os games que compõem a trilogia do NES, mas mesmo assim não é fácil. De início o game pode até ser bem “mamão com açúcar”, mas nas fases finais a dificuldade aumenta bastante. Algo legal de se observar ao jogar este game até o final, é que cada nova fase traz novos desafios ao jogador, que vão desde novos inimigos com diferentes formas de atacar, até os obstáculos que são encontrados no caminho. Em uma das fases do jogo, por exemplo, será necessário fugir de um rio de lava, que se encostar no herói faz com que ele perca uma vida de maneira instantânea. Os chefes começam fáceis, mas os finais são bem mais complicados, contudo todos possuem um esquema de agir que se repete muito, permitindo que rapidamente o jogador mais atencioso descubra a forma de vencê-los sem tantos problemas.

Conclusão

Em suma: Ninja Gaiden Shadow é um dos melhores games de ação dentre todos os que foram lançados para o pequeno Game Boy. Apesar das limitações do console de bolso da Nintendo, o jogo é tão bom e divertido quanto os clássicos lançados para o NES.

Recordar é envelhecer: Ninja Gaiden Shadow (Game Boy)

18 thoughts on “Recordar é envelhecer: Ninja Gaiden Shadow (Game Boy)

  • 15/09/2012 at 12:23 am
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    Legal você citar essa parada do Shadow of The Ninja do NES e o NG Shadow do GB,eu joguei este do NES pelo nome de “Kage” na época.É muito semelhante ao Ninja Gaiden mesmo e no caso deste do Game Boy eu vou dar uma conferida,principalmente porque lembra Kage,que joguei muito e curti pra carvalho.
    🙂

    Abraço André!

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  • 15/09/2012 at 6:53 am
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    Terminei algumas vezes este clássico no Dingoo!

    Ele é menos casca grossa que os do NES! Do Nes, só pude terminar o 1 e o 3 japa.

    Triste é nunca lançar um Ninja Gaiden 2D novo… (eu não tenho nada contra os 3D)

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  • 15/09/2012 at 8:40 am
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    Achei meio lerdinho para falar a verdade,entendo as limitações do gameboy mas a movimentação me pareceu um pouco estranha.e é bem fácil mesmo, zerei no mesmo dia e provavelmente em 1 hora e meia ou menos.
    No mais,pra quem gosta de ninja gaiden é uma boa pedida.

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  • 15/09/2012 at 8:47 am
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    eu tinha a revista Nintendo World falando desse game, era uma adaptação do game Shadow of Ninja. e nesse game, Ryu tinha 16 anos….e o enredo se passa em Nova York…..

    olha,eu não sou especialista, mas se pode se tornar um Ninja com tão pouca idade? e para que diabos o Hayabusa vai fazer na Big Apple?

    pelas fotos, parece ser bem feito, vou procurar por ele.

    mas ser Ninja na adolêscencia?

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  • 15/09/2012 at 10:42 am
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    Agent13,

    Também gostaria muito de um novo NG ou um remake dele.Tem o do DS que eu não zerei mas curti pra caramba o estilo.

    leandro(leon belmont)alves,

    Essa questão da idade é pra manter uma identificação com o jogador,talvez seja isso…veja o Mário,por exemplo,o desenho do personagem com o passar dos anos ficou bem mais jovem,quase um personagem Disney no estilo.

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  • 15/09/2012 at 11:44 pm
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    Joguinho bom, mas é só.

    Considerei bem inferior aos do NES. Provavelmente por ser um “spin-off”… O melhor dos Ninja Gaiden é o segundo. Tem a melhor história, gráficos fantásticos para o potencial do NES e músicas marcantes.

    Enfim, um jogo com potencial de replay altíssimo. Até agora eu não me canso de jogá-lo e ver àquele final maravilhoso.

    Os programadores atuais tem muito com o que aprender com o staff da Tecmo de 1991 sobre como fazer um jogo que NÃO seja descartável nos dias atuais….

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  • 16/09/2012 at 3:56 pm
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    E´um ótimo jogo joguei ele faz um bom tempo e cheguei no último chefe mas não consegui derrotar pelo que me lembro.Mas é um belo jogo vale a pena joga lo pra quem curte a série de Nes vai curtir esse game.

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  • 16/09/2012 at 9:11 pm
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    Acabei de testar esta game(não conhecia) e para os padrões do Game Boy ele é muito bom.Achei a velocidade do Ryu um pouco aquém do esperado para um Ninja Gaiden,mas no geral:Fases,Design,Som,Música tudo muito bom.Até a abertura eu curti,senti falta da famosa “agarradinha na parede” típica que foi trocada,talvez,pelo “gancho” quando aperta pulo mais CIMA.Um bom jogo,sim.

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