Pinball do capeta! Crush Pinball!

Eu nunca fui exatamente um astro do pinball. As poucas partidas que dei nos fliperamas da vida foram vergonhosas, e felizmente o YouTube ainda não existia naqueles tempos. Mas nos consoles as coisas são diferentes, e a gente tem uma série de pinballs fantástica, cheia de demônios e alienígenas para alegrar a festa! São os pinballs da série Crush, da Naxat, que brilharam no console “enjeitadinho” da NEC, o PC Engine.

alienscrushO primeiro jogo da śerie foi Alien Crush (PC Engine, 1989). Este pinball de duas telas é bem divertido. O cenário é descaradamente “inspirado” na série de filmes Alien, como vocês vão notar no ato. Vejam na tela aí ao lado que tem um monte de criaturas na tela. A ideia é tacar a bolinha nelas para ganhar pontos. Acertando a bola em locais estratégicos você é transportado para duas mesas extras, com um “chefe” de fase. É, rapaz, pinball com chefe de fase, muito doido, hein?

O jogo conta com bons gráficos e trilha sonora. A bolinha se move a uma boa velocidade. A tela não tem scroll, e apaga para depois acender de novo quando você muda de tela, o que às vezes confunde um pouco. É um bom jogo, mas compará-lo às suas sequências é covardia. E você sabe que aqui no Gagá somos todos uns covardes, não sabe? Então, depois de jogar Alien Crush só de curiosidade, parta logo para o Devil’s Crush.

devilscrushDevil’s Crush (PC Engine, 1990) já é uma outra realidade. Investindo em um design mais original com uns capetinhas maneiros e até um pentagrama (que foi censurado na versão americana, onde a “estrelinha do mal” ganhou mais pontas), Devil’s Crush tem gráficos e trilha sonora ainda melhores. A tela agora tem 3 níveis e scroll vertical, ou seja, a tela flui ao invés de apagar e acender quando você muda de nível. Note na foto ao lado como as cores estão bem mais vivas. O jogo segue o mesmo esquema, incluindo as mesas extras com chefes de fase. Para nossa felicidade, há também uma excelente versão para o Mega Drive (que mudou de nome, para Devil’s Crash).

Para não dizer que só elogiei, a velocidade da bolinha é um pouco lenta para o meu gosto, e a física não parece lá muito boa. Parece que não dá para sentir o peso da bola. Ou será frescura de velho gagá? Vocês decidem. Agora vamos falar do poderosão da série.

jakicrush-001Jaki Crush (1992), exclusivo para o Super NES, é o terceiro episódio, focado em demônios japoneses e outras coisas assustadoras. Ao contrário dos pinballs cheios de luzes coloridas que você encontra por aí, Jaki Crush é soturno e levemente satânico. Monstros passeiam livremente pelos três andares da mesa principal. Acertando a boca dos capetinhas e outros pontos estratégicos você também é levado para outras mesas, mas aqui a variedade de mesas e seus respectivos “chefes” é bem maior.

A velocidade da bola aqui está no ponto. O “peso” da bola também é bom, e a dificuldade é bem balanceada. Acho que podemos dizer que Jaki Crush é o melhor pinball da série, mas gosto não se discute.

Para completar a viagem gráfica, Jaki Crush tem excelente trilha sonora. Eu fiz até um videozinho porque esse é o tipo de jogo que você tem que ver em movimento, e aí vocês aproveitam para aumentar o volume. O frame rate ficou meio esquisito, deve ser culpa do maldito do YouTube, mas dá para ter uma boa ideia do jogo:

Se você não tiver saco para ver o vídeo todo, vale a pena dar umas avançadinhas para conferir as mesas dos chefes. Mas deixa de ser afobado, vê o vídeo com calma e curte o som! :-)

dragonsrevengePor fim temos o Dragon’s Revenge (Mega Drive, 1992), que fechou a série com chave de lata. O design da mesa é horroroso, a bola é um pouco pesada demais, há alguns trechos planos da mesa em que a bola fica um tempão parada… enfim, pode passar reto (se é que você já conseguiu largar o Jaki Crush). Não por acaso, o jogo não teve o dedo da Naxat, e a culpa é toda da Tengen.

É isso aí, rapaziada, não faltam pinballs divertidos da série Crush para vocês jogarem. Ano passado saiu até uma versão para o Wii cheia de berequitotes gráficos. Espero que vocês experimentem os jogos e que curtam bastante. Agora deixem eu ir, porque a minha esposa arrebenta no pinball e eu tenho que treinar, fica feio eu não bater o recorde dela…

About Orakio Rob, "O Gagá"

Dono do império corporativo Gagá Games, o velho Gagá adora falar sobre si mesmo em terceira pessoa. E sim, é ele mesmo que está escrevendo este texto.