Meme: o que você jogou em 2011?

O meme da vez foi ideia do blog MarvoxBrasil. Há algumas semanas ele sugeriu a vários blogueiros que fizessem um post no dia 15 de dezembro  (hoje) contando quais jogos eles jogaram em 2011.

Todos vocês já sabem que sou um velho das cortiças, e que posto aqui no blog sobre as velharias que jogo. Mas agora, em vez de chover no molhado, decidi aproveitar o meme para abrir uma fenda no continuum espaço-temporal, levando todas a uma realidade alternativa onde vou contar sobre os jogos MODERNOS que eu joguei em 2011. É, heresia total, o Gagá joga coisas modernas! Die, monster, die!

A heresia começa em 3… 2… 1… 

Metroid Prime Trilogy

Esse nem é tão herético assim… Metroid é clássico, não importa quando foi lançado.

O Metroid Prime eu já tinha terminado em 2010, mas tava enrolaaaando para terminar o segundo, Metroid Prime: Echoes. Finalmente terminei e amei, é científico, sombrio, explosivo e por vezes revoltante e irritante, he he… já o terceiro, Metroid Prime: Corruption, me decepcionou um pouco por ser muito “didático”, parece voltado à garotada que começou a jogar videogame com FPS modernos. Nada contra, mas no meu Metroid não, cara-pálida! Seja como for, o Corruption tem ótimos momentos e adorei também. Quem quiser pode ler meu post sobre Metroid Prime Trilogy no Cosmic Effect. Mas já aviso: meu Trilogy é sagrado, não dou, não vendo e não troco. Vá caçar o seu lá no eBay.

Mass Effect

Mass Effect é um jogo de tiro em terceira pessoa “disfarçado” de RPG de ação. Seus criadores são fãs do clássico Starflight, coisa que a gente nota no ato nas seções de exploração de planetas com o veículo Mako. Um monte de gente reclama dessa parte dizendo que é um saco, mas eu adoro, é tipo uma versão hollywoodiana da exploração de minérios do Starflight. Um daqueles casos em que gráficos bonitos fazem toda a diferença. Além disso, os personagens são surpreendentemente bons, a trama é cheia de mistérios, e quem curtir esses lances de imersão vai adorar as toneladas de informações disponíveis no Codex do jogo.

A minha única ressalva é que acho que a gente não tem tanta liberdade quanto o jogo tenta fazer parecer. Claro, há uns momentos em que uma decisão sua altera bastante o desenrolar da trama (especialmente no final), mas sei lá, mesmo assim eu não me sentia livre; parecia que os programadores tinham bolado, tipo, três rotas possíveis para o jogo, e eu estava trilhando uma delas. Mas não embarquem na minha não, eu sou um chato de galochas: o jogo é bom pra caramba. Muito tiro, muito KABOOM e ficção-científica transpirando por todos os poros. Ah, tem sexo também *pronto, vendi no mínimo quinhentas cópias de Mass Effect com essa frase*

Prince of Persia (trilogia Sands of Time)

Comprei os três jogos dessa trilogia para o Gamecube, no eBay. Amei loucamente o primeiro, Sands of Time. É brilhante, genial, uma delícia do início ao fim (e que fim… fácil fácil o melhor final de game que eu já vi). Já o segundo, Warrior Within, eu odiei profundamente. Deixaram a trama dark, transformaram o príncipe num bad boy sanguinário e boca-suja… sei lá, os caras devem ter fumado alguma coisa muito louca lá na Ubisoft. Não vou dizer que o jogo é ruim, mas ele é uma completa heresia em comparação à trama e à beleza do Sands, e eu não consigo digerir isso. A cereja no bolo foi o bug da ÚLTIMA SALA DO JOGO que me impediu de zerar, nunca senti tanta raiva na vida.

O terceiro, Two Thrones, tenta voltar às raízes e acertar a história. A gente nota que o jogo está o tempo inteiro tentando ser um Sands of Time, mas não rola: o Sands  é a madrinha de bateria peituda, e o Two Thrones é o gringo branquelo tentando sambar. Não dá para comparar. Minha recomendação: jogue só o primeiro e finja que as continuações não existem. Depois volte aqui e me diga se o final do jogo não é incrível.

Half-Life

É, Half-Life é velho… e eu, fã de Doom 2 e Quake, nunca tinha jogado. Outro dia decidi conferir porque o jogo era tão badalado, e não demorou para que eu entendesse: o treco era inacreditável para a época.

Em relação aos FPS daqueles tempos, Half-Life tem cenários muito mais complexos e uma trama de verdade! Não é tipo “a porta do inferno trancou e você estava do lado de dentro” (que é basicamente toda a história do Doom 2, he he…), é trama de verdade! Cenas roteirizadas vão rolando e apresentando a história no meio da ação mesmo, enquanto você joga. Um barato, estou curtindo muito. E olha que joguei poucas horas, ainda tenho muito chão pela frente, mas pelo visto vou me divertir um bocado.

Elder Scrolls III: Morrowind

Tá, esse não é tão novo assim… já tem quase dez anos de lançado. Todo mundo jogando Elder Scrolls V e o Gagá jogando o III, não é o máximo?

Comecei a jogar tem pouco tempo, mas estou totalmente viciado. Mal comecei a seguir a trama principal do jogo, porque estou fascinado demais com todas as coisas bacanas que o jogo me permite fazer. Perco horas e mais horas lendo os livros que encontro em pequenas bibliotecas. Aderi à religião do império. Percorro as trilhas entre as cidades colhendo ervas para usar nas minhas poções (até já reconheço visualmente alguns tipos de ervas). No momento estou visitando a enorme cidade de Vivec. Estou na ala norte há uns dois dias, mas amanhã devo visitar a ala sul, que tem dois pontos turísticos famosos: o palácio de Vivec e High Fane, o maior templo do Tribunal (religião dos elfos, amplamente difundida em Morrowind). Quem quiser pode acompanhar minha jornada pelas fotos que publico no meu álbum no Steam (tá meio vazio porque comecei agora o álbum, mas vai crescer).

Dose tripla de Zelda

Em 2010 eu tirei meu atraso com a franquia Zelda terminando Zelda II, Ocarina of Time e Majora’s Mask. Agora em 2011 eu mirei em mais três títulos. O primeiro foi The Legend of Zelda: Windwaker. Adorei os gráficos, adorei velejar pelo oceano (embora muitos fãs achem essa parte entediante) e achei o jogo muito bom. Mas no fim das contas, não achei épico o bastante, fiquei com a sensação de “aventura numa aldeia”, sabem como é? Curti mais o The Legend of Zelda: Twilight Princess. Fiquei supreso com o clima dark e com os gráficos excelentes. Parece que esse jogo é meio maldito entre os fãs não sei bem o porquê, mas eu estou curtindo muito, embora ainda não tenha terminado porque chegou meu bundle de…

The Legend of Zelda: Skyward Sword. Esse eu estou saboreando com muita calma, fazendo sidequests, procurando segredos. O lance de usar o motion plus para dar espadadas é covardia, o treco é bom demais! Ainda estou no terceiro templo, mas estou adorando. O jogo não tem mais aquele mundão “livre” de títulos anteriores, agora é mais um esquema de “fases”. Eu sei, parece heresia, mas acreditem, funciona bem pra diabo. É cedo para dizer, mas antes que alguém pergunte: duvido que eu vá gostar mais dele do que de Ocarina. E não é por falta de qualidade não, é porque para mim o Ocarina simplesmente é uma coisa única, inigualável. Nem tem cabimento comparar com nada.

E o melhor do ano… Xenoblade Chronicles

Desbloqueei meu Wii só para rodar o Xenoblade europeu, já que só recentemente a Nintendo confirmou que o jogo vai sair nos EUA (em março de 2012). E valeu a pena.

Cara, essa é a música mais linda que eu já ouvi nos 32 anos da minha vida inútil…

Xenoblade é um RPG de ação japonês que é até bem tradicional em estrutura: trama, personagens, progressão, é tudo bem típico do gênero. Seu maior trunfo não está na inovação, e sim no fato de que tudo o que ele se propõe a fazer, faz melhor do que quase todos os outros RPGs que eu conheço. É como se Xenoblade pegasse vinte e tantos anos de história dos JRPGs e elevasse a níveis altíssimos de qualidade tudo o que já foi feito. A trama é ótima, os personagens são muito cativantes, as batalhas conseguem unir ação e tática com resultados tremendamente empolgantes e a trilha sonora é inacreditável.

O mundo do jogo é lindo e interessantíssimo, os inimigos são ótimos, tem uma pregada de quests para fazer (e o jogo lista todas  bonitinho, automaticamente, para você não se perder). É barba, cabelo e bigode. Faço questão de comprar o original americano assim que sair, e recomendo a todos os donos de Wii que façam o mesmo. Melhor jogo que joguei em 2011, e ponto final.

Lista de participantes do meme:

Confiram também os posts dos demais participantes do meme!

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About Orakio Rob, "O Gagá"

Dono do império corporativo Gagá Games, o velho Gagá adora falar sobre si mesmo em terceira pessoa. E sim, é ele mesmo que está escrevendo este texto.